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    CONECTA NEWS – 13/09/2022

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    MERCADO SOJA: Brasil tem preços mistos e negócios pontuais com foco no milho
    Os preços da soja oscilaram de maneira mista no Brasil nesta terça-feira. O dólar teve boa alta, enquanto Chicago recuou. A comercialização seguiu pontual, ainda que tenha registrado melhora na comparação com a segunda-feira. O foco, no entanto, segue no milho. A lentidão dos negócios também se deve à expectativa dos produtores por preços mais altos. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 184,00 para R$ 183,00. Na região das Missões, a cotação decresceu de R$ 183,00 para R$ 182,00. No Porto de Rio Grande, o preço estabilizou em R$ 191,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 183,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 190,00. Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 169,00 para R$ 170,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou estável em R$ 176,00. Em Rio Verde (GO), a saca ficou inalterada em R$ 170,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. Após iniciar o dia mantendo o tom positivo da segunda, o mercado sucumbiu a um movimento de correção e realização de lucros. O desempenho de outros mercados contribuiu para o recuo. O clima de aversão ao risco tomou conta do mercado financeiro global, após a inflação de agosto nos Estados Unidos ter vindo acima do esperado. A aposta é de que o juro americano deverá subir mais, com o Federal Reserve mantendo uma política monetária rígida. Como consequência bolsas e petróleo despencaram e o dólar subiu frente a outras moedas, quadro que tira competitividade das commodities de exportação dos Estados Unidos. A soja não escapou dessa pressão e perdeu força. Mas o movimento de retração foi limitado ainda pelo surpreendente relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na segunda. As projeções abaixo do esperado para safra e estoques dos Estados Unidos impulsionaram as cotações futuras ontem. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,50 centavos ou 0,63% a US$ 14,78 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,84 por bushel, com perda de 8,25 centavos de dólar ou 0,55%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 10,80 ou 2,48% a US$ 423,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,73 centavos de dólar, com ganho de 0,24 centavo ou 0,36%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,80%, sendo negociado a R$ 5,1890 para venda e a R$ 5,1870 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0790 e a máxima de R$ 5,2080.

    MERCADO ETANOL: Terça-feira teve preços nominais e estáveis, com agentes avaliando relatórios
    O mercado físico de etanol teve um dia marcado por avaliação tanto por usinas como distribuidoras dos relatórios sobre a safra de etanol e sobre os preços nas bombas. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci, os dados da União da Indústria da Cana de Açúcar (UNICA) ficaram dentro do esperado, trazendo níveis mais amplos de colheita de cana e produção de derivados mais afastados do ápice produtivo, desconcentração do mix de produção do etanol para o açúcar e vendas internas de hidratado no mercado físico ao redor de 1,3 bilhão de litros somente no Centro-Sul. Já em relação ao relatório semanal de preços dos combustíveis da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a novidade foi que passou de dois para três o número de estados onde o etanol é mais vantajoso que a gasolina. Apesar das vendas ainda fracas de agosto, a expectativa agora é que setembro seja um mês de recuperação parcial das vendas de etanol com os novos níveis de competitividade atingidos ainda na primeira semana do mês que, combinada com preços mais baixos nas bombas, o deve formar o cenário ideal para a recuperação na demanda ao longo do restante do ano, assinalou. Neste contexto, o etanol hidratado em Ribeirão Preto (SP) ficou com preço nominal e estável, a R$ 2,43 o litro. O anidro também teve preço nominal e estável, a R$ 2,83 o litro.

    MERCADO AÇÚCAR: Preços caem no cenário doméstico refletindo aumento na produção
    Os preços do açúcar cristal subiram no mercado físico paulista no dia de hoje. Em Ribeirão Preto, a saca de 50 quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa teve preço de R$ 124,00 (22,07 centavos de dólar por libra-peso), queda de 0,8%. O etanol hidratado se mostrou 24,22% mais baixo em relação ao açúcar bruto de Nova York equivalendo a 12,20 centavos de dólar por libra-peso (PVU), 38,65% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 76,08 por saca (13,54 centavos). Segundo informações da Consultoria SAFRAS & Mercado, os preços domésticos do açúcar foram pressionados pelo relatório quinzenal sobre a evolução da moagem da cana na Região Centro-Sul, que apontaram aumento tanto na quantidade de cana colhida como na de produção de açúcar nos comparativos anuais, e ficaram acima do esperado. O clima mais seco durante a última metade de agosto, e as usinas priorizando a produção de açúcar em momento de baixa rentabilidade do etanol, impulsionaram a produção do adoçante. Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mistas. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 18,38 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,03 centavo (+0,16%). A posição Março/2023 fechou cotada a 17,98 centavos (+0,16%). Em sessão volátil, o mercado perdeu força depois que os dados quinzenais de produção da principal região canavieira do Brasil foram divulgados. Segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), a produção de açúcar na segunda metade de agosto totalizou 3,14 milhões de toneladas (+5,77%). Pesquisa conduzida pela S&P Global Commodity Insights previa que a produção ficaria em 3,06 milhões de toneladas. A moagem de cana na região Centro-Sul atingiu 44,03 milhões de toneladas, alta de 1,79% em relação à quantidade registrada em igual período do ano passado, quando foram processadas 43,25 milhões de toneladas. Ao contrário do que foi observado na primeira quinzena de agosto, o clima mais seco na segunda metade do mês possibilitou o avanço da colheita da cana que, somada à maior produtividade agrícola, ocasionou um aumento da matéria-prima processada no período. Em especial, a maior recuperação ocorreu em São Paulo, principal estado produtor da região Centro-Sul, com aumento de 2,61% na moagem. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,80%, sendo negociado a R$ 5,1890 para venda e a R$ 5,1870 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0790 e a máxima de R$ 5,2080.

    TRIGO: Impacto de acordo de exportação da Ucrânia foi psicológico, diz analista de SAFRAS & Mercado
    O impacto do acordo de exportação de grãos pela Ucrânia foi principalmente psicológico. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, a liberação das exportações através do pacto não trouxe grande diferença ao mercado em termos de volume. "O mercado viu que, mesmo liberando, ainda é menos trigo do que no ano passado", disse. Dados divulgados recentemente pelo ministério da infraestrutura da Ucrânia e pela consultoria APK-Inform permitem estimar que 2 milhões de toneladas de grãos foram exportadas pelo país a partir do acordo, até a primeira semana de setembro. Deste volume, o trigo responde por algo entre 290 e 400 mil toneladas. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Ucrânia produziu 33 milhões de toneladas em 2021/22, das quais poderia exportar cerca de 24 milhões, conforme o analista de SAFRAS & Mercado. Entretanto, o país do Mar Negro exportou apenas 19 milhões até o início da guerra. Para 22/23, o USDA estima a produção em 20,5 milhões de toneladas e as exportações em 11 milhões de toneladas. Bento acredita que o país poderia exportar até 14 milhões e ainda manter estoques confortáveis. "Ainda assim, seriam 5 milhões de toneladas a menos do que no ano passado", salientou. Ainda que os volumes que partem da Ucrânia deem alguma tranquilidade ao mercado, não são suficientes para fazerem com que os preços oscilem. Além disso, toda a redução da safra ucraniana é compensada por uma supersafra da Rússia. "Deve ser a maior safra da Rússia, o país tem muito trigo. Se a Ucrânia reduziu sua produção em 12,5 milhões de toneladas, a Rússia deve aumentar em 15,8 milhões", observou. Preocupação com a próxima safra Para o analista, o mais importante é atentarmos à próxima safra. A Ucrânia planta seu trigo em outubro. Quando a guerra começou, já tinha encerrado o plantio, mas não conseguiu colher. Na atual temporada, a dúvida é se vai conseguir plantar", disse. Nesta terça-feira (13), o ministério da política agrária da Ucrânia disse que produtores do país estão preferindo cultivar oleaginosas aos grãos, devido às incertezas sobre o acordo. "Isso mostra que, sozinha, a liberação das exportações não é suficiente para derrubar as cotações. O contexto geral mundial é de uma safra um pouco maior na comparação com o ano passado e de estoques um pouco menores. A ausência da Ucrânia seria sentida no mercado global para a manutenção dos preços em patamares mais elevados. Alguém vai ter que abastecer esse mercado. Isso deve estimular a produção em outras regiões. Basicamente, esta é a lógica do mercado", explicou.

    EMPRESAS: Queda dos preços do etanol cria cenário desafiador para a Raízen – BofA
    O momento da Raízen é desafiador, principalmente devido aos preços mais baixos do etanol, disse o Bank of America (BofA, em relatório de mercado). O ano de 2022/23 será marcado por volumes de moagem de cana estáveis para a companhia em relação à temporada anterior, de preços de açúcar mais altos e de preços de etanol provavelmente estáveis. Do lado da distribuição de combustíveis, o próximo trimestre provavelmente será o pior em termos de margens, após um primeiro trimestre fiscal 2023 muito forte, dada a marcação a mercado de menores preços de combustíveis, mas esperamos recuperação da lucratividade nos próximos trimestres, disseram analistas do BofA. Nesse cenário, o BofA acredita que guidance de EBITDA da Raizen de, R$ 13-14 bilhões é alcançável. No entanto, agora o banco aponta que o limite inferior da orientação deve ser alcançado. A Raízen é a empresa mais diversificada do setor de açúcar e etanol, e suas iniciativas de crescimento não estão precificadas, principalmente os projetos de etanol de segunda geração (E2G), justificou o BofA. Os preços do etanol caíram 28% desde junho, principalmente devido aos preços mais baixos da gasolina após um corte nos impostos estaduais e federais. Neste sentido, o BofA vê que o risco para os preços ainda está inclinado para baixo devido a dois fatores principais: 1) risco de não haver mais aumento nos impostos sobre a gasolina; e 2) pressão potencial sobre a paridade do etanol com a gasolina, dado o nível de estoques no período de entressafra. Em um cenário mais conservador, acreditamos que a paridade o etanol hidratado ante a gasolina pode chegar a 67% durante os meses de janeiro a março, implicando um risco de queda de 5% para os preços atuais do etanol. A perspectiva para os preços do açúcar também é desafiadora, dada a expectativa de um excesso de oferta global na safra 22/23 (outubro a setembro), com a melhora da produtividade dos canaviais no Brasil e a mudança do mix para o açúcar devido ao atual desconto de 32% nos preços do etanol. Dessa forma, acreditamos que a Raizen acelerará os hedges de açúcar para a próxima safra. Esperamos que os resultados da Raízen na safra 2023/23 sejam impulsionados pela aceleração da moagem, diluição de custos, altos preços do açúcar em reais e maior contribuição do E2G nos resultados da empresa, finalizou o BofA.

    ALGODÃO: NY fecha em baixa acentuada com aversão ao risco após IPC americano
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta terça-feira. O mercado já vinha em baixa assimilando os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no começo da tarde da segunda-feira (12), que apontaram produção e estoques americanos e globais acima do esperado, e acentuou as perdas com dados da inflação americana piores que os esperados. Isso levou à elevação do dólar contra outras moedas, o petróleo (embora depois tenha reagido) e outras commodities recuaram, em meio à aversão ao risco com temores de recessão global. O índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,1% em agosto na comparação com o mês anterior, já descontados os fatores sazonais, segundo dados do Departamento de Trabalho do país. Analistas previam queda de 0,1%. Isso leva a temores que o Federal Reserve, o Banco central americano, possa elevar mais os juros para conter a inflação, o que pode levar à recessão. Naturalmente esse cenário gera temores de queda na demanda por produtos, incluindo o algodão. O USDA estimou a produção de algodão dos Estados Unidos na temporada 2022/23 em 13,83 milhões de fardos, ante 12,57 milhões no mês anterior. Para a safra 2021/22, são esperados 17,52 milhões de fardos. As exportações deverão ficar em 12,6 milhões de fardos em 2022/23, ante 12 milhões no mês anterior. O consumo interno foi previsto em 2,3 milhões de fardos para 2022/23, mesmo número do mês passado. Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais norte-americanos foram previstos em 2,7 milhões de fardos para a temporada 2022/23, ante 1,8 milhões no mês anterior. Na temporada 2021/22, foram 3,75 milhões de fardos. O USDA estimou a produção global de algodão em 118,45 milhões de fardos, ante 117,01 milhões no mês anterior. Para 2021/22, são esperados 115,71 milhões de fardos. As exportações mundiais de algodão foram estimadas em 44,58 milhões de fardos para 2022/23, mesmo nível do mês passado. A estimativa para o consumo mundial é de 118,63 milhões de fardos, ante 119,09 milhões no mês anterior. Os estoques finais foram projetados em 84,75 milhões de fardos, ante 82,77 milhões de fardos projetados no mês passado. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 102,32 centavos de dólar por libra-peso, queda de 3,39 centavos, ouk de 3,2%.