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    CONECTA NEWS – 14/09/2022

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    MERCADO TRIGO: Negócios seguem pontuais no Brasil com pontas desencontradas
    Os negócios com trigo no mercado doméstico seguem pontuais devido ao desencontro entre as pedidas e as ofertas. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os compradores têm na entrada da maior safra da história o argumento para reduzir os preços ofertados. "Os vendedores seguem reticentes em ceder a essa pressão e tem nas incertezas climáticas até o final da temporada e nos preços internacionais o respaldo para esse comportamento. No cenário atual, contudo, parece que os compradores estão em vantagem nesta queda de braço para a formação de preços", explicou. As bases de compra no Paraná estão por volta de R$ 1.700/tonelada nas regiões de produção, cedendo 7,7% em relação ao mesmo período do mês passado. No Rio Grande do Sul a retração mensal é de 10,1%, com a tonelada da safra velha indicada por volta de R$ 1.650/tonelada no FOB interior. Para a safra nova as indicações ficam entre R$1.500 e R$ 1.550 a tonelada. "Com o avanço da colheita, se o clima continuar ajudando, os preços ainda têm espaço para novos recuos", salientou o analista. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços significativamente mais altos. O mercado foi sustentado pelas incertezas sobre o corredor de exportação de grãos pela Ucrânia. A fraqueza do dólar em relação a outras moedas, que favorece a competitividade do produto estadunidense no cenário exportador contribuiu com a valorização. Além disso, segundo a Reuters, a consultoria FranceAgriMer cortou a projeção para as exportações de trigo soft do país para fora da União Europeia. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,72 1/4 por bushel, ganho de 11,75 centavos de dólar, ou 1,36%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,88 por bushel, alta de 11,25 centavos, ou 1,28%, em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,1790 para venda e a R$ 5,1770 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1500 e a máxima de R$ 5,1970.

    SOJA: Produtores argentinos vendem 15% da safra em uma semana, diz Bolsa
    Os produtores de soja da Argentina venderam 15,2% da safra 2021/22 em sete dias, desde que o governo implementou uma taxa de exportação mais favorável, segundo a Bolsa de Comércio de Rosário. A produção somou 44 milhões de toneladas. A Argentina é o maior exportador global de óleo e farelo de soja e o terceiro maior fornecedor de soja em grão. Até o mês passado, os sojicultores estavam segurando mais soja do que o normal devido ao ambiente econômico incerto no país, que inclui inflação perto de 70% e temores de uma potencial desvalorização do peso. Visando desbloquear as vendas de soja e atrair moeda externa, o governo implementou a taxa para exportadores em 200 pesos por dólar, bem acima da atual de US$ 143 pesos. Desde que a medida foi implementada, produtores venderam cerca de 6,7 milhões de toneladas de soja, conforme a Bolsa de Rosário, citando dados oficiais. Até a quarta-feira da semana passada, os produtores haviam vendido 56,9% da safra 21/22, aproximando à média do ano anterior, de 63,9%.

    MERCADO BOI: Animais Padrão China seguem obtendo preços diferenciados
    O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados nesta quarta-feira-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, tentativas de compras de boiadas acima da referência média em alguns estados para animais que cumprem os requisitos de exportação com destino à China (Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais) voltaram a ser registradas. Já no Centro-Oeste e na Região Norte, o quadro de pressão de queda nos preços da arroba ainda é dominante, com os frigoríficos locais operando com escalas de abate confortáveis, ainda em condições de testar preços mais baixos. Em algumas regiões a rentabilidade média do gado criado em confinamento é preocupante, com margens negativas, assinalou. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292,00 R$ 293,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 276,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 265,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 280,00 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 260,00 para a arroba do boi gordo. Atacado Já os preços da carne bovina seguem firmes no atacado. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por menor espaço para alta dos preços durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. O mês de outubro será importante para a indústria considerando, que é um período de início de preparativos para atender a demanda forte do último bimestre, que marca o ápice do consumo no mercado doméstico, disse Iglesias. Assim, o quarto traseiro permaneceu com preço de R$ 21,10 por quilo. A ponta de agulha ainda teve preço de R$ 16,40 por quilo. Já o quarto dianteiro permaneceu no patamar de R$ 16,50 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,1790 para venda e a R$ 5,1770 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1500 e a máxima de R$ 5,1970.

    MERCADO SOJA: Preços têm queda predominante no Brasil em dia de negócios pouco expressivos
    Os preços da soja tiveram queda predominante no Brasil nesta quarta-feira. Chicago e o dólar também caíram. Algumas praças registraram alta devido a reajustes pontuais. Foram registrados negócios pontuais e pouco expressivos. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 183,00 para R$ 184,00. Na região das Missões, a cotação cresceu de R$ 182,00 para R$ 183,00. No Porto de Rio Grande, o preço desvalorizou de R$ 191,00 para R$ 190,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 183,50 para R$ 183,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 190,00 para R$ 189,90. Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 170,00 para R$ 169,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou decresceu de R$ 176,00 para R$ 175,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 170,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em forte baixa, perto das mínimas do dia. Vendas técnicas e operações de hedge predominaram, com os investidores buscando um melhor posicionamento após os fortes ganhos da segunda. Na abertura da semana o relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu ao apontar um quadro de menor oferta. Os preços dispararam. Desde então o mercado para por uma correção. Além dos fatores técnicos, o mercado é pressionado pela preocupação com uma possível recessão nos Estados Unidos e o clima de aversão ao risco no financeiro. Também a perspectiva de uma ampla safra brasileiro, estimada na casa de 150 milhões de toneladas, contribuiu para as perdas. Para amanhã, atenção voltadas para a retomada da publicação dos dados semanais de embarques americanos. A divulgação do relatório de exportações deve cobrir os dados que não foram publicados desde que o Serviço Agrícola Exterior do USDA retratou seus dados de 25 de agosto. O próximo documento deve voltar a usar o sistema antigo, com o qual os traders já estão acostumados. Analistas consultados por agências internacionais dizem que as vendas devem ser decepcionantes para o milho e o trigo, mas positivas para a soja, com a China ativamente reservando a oleaginosa dos EUA na última semana de agosto. A aposta do mercado para a soja é de um número entre 250 mil e 1 milhão de toneladas na última semana. Também na quinta saem os dados de esmagamento dos Estados Unidos. O mercado aposta em número de 166,1 milhões de bushels. Em julho, foram esmagados 170,22 milhões de bushels. Em agosto de 2021, foram 158,8 milhões de bushels. A Associação deve indicar os estoques de óleo de soja americanos em 1,658 bilhão de libras. Em julho, os estoques eram de 1,684 bilhão. Em agosto do ano passado, o número foi de 1,668 bilhão. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 23,75 centavos ou 1,6% a US$ 14,55 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,61 por bushel, com perda de 23,00 centavos de dólar ou 1,54%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,70 ou 0,16% a US$ 423,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 64,87 centavos de dólar, com perda de 1,86 centavo ou 2,78%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,19%, sendo negociado a R$ 5,1790 para venda e a R$ 5,1770 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1500 e a máxima de R$ 5,1970.

    SOJA: Exportações do Paraguai caem fortemente até agosto ante 2021
    As exportações de soja do Paraguai somaram 3,003 milhões de toneladas a menos de janeiro a agosto de 2022, na comparação com igual período do ano passado. Segundo o boletim de Comércio do Exterior da Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco), a queda drástica foi motivada pela diminuição da produção da safra passada, afetada por uma seca histórica. A diminuição significou que US$ 1.235.401.353 deixaram de ingressar no país, na comparação com o ano passado. Com base nos dados do Banco Central do Paraguai, até agosto de 2021, foram US$ 2.338.278.833. As informações são da Agência CMA Latam.

    EMPRESAS: Minerva Foods exporta lote de carne certificada Carbono Neutro aos Emirados Árabes Unidos
    A Minerva Foods, líder em exportação de carne bovina na América do Sul e uma das maiores empresas na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados no Brasil, anuncia novo embarque de produto certificado Carbono Neutro a partir de suas operações no Uruguai, com destino aos Emirados Árabes Unidos. Os cortes exportados são da marca Ana Paula Black Angus, uma linha premium certificada Angus. Para receber o selo CO2 Neutral, a produção passou pela mensuração de emissões com a compensação do excedente por meio de créditos de carbono, intermediada pela MyCarbon, subsidiária da Minerva Foods que atua no mercado de carbono. A contabilização incluiu as etapas da criação do produto, desde a produção na fazenda, até o transporte ao destino -- etapas correspondentes aos escopos 1 e 3 da Minerva Foods, já que a empresa é carbono neutro no escopo 2 desde 2020. A chancela foi concedida por organização independente com sistemas de certificação em mais de 100 países. Este é o segundo embarque de produto certificado Carbono Neutro realizado pela Companhia neste ano, reflexo de um plano de redução de emissões em suas unidades produtivas e fazendas parceiras. Os esforços são contínuos para que a empresa diminua cada vez mais o volume de gases de efeito estufa gerado durante o processo produtivo e que precisam ser compensados. Para isso, a Minerva Foods desenvolveu, em 2021, o Programa Renove, que além de engajar a cadeia na adoção de melhores práticas produtivas, apoia os produtores com orientações, visitas em campo e consultoria técnica para uma pecuária de baixas emissões. Por meio dele, a Minerva Foods coletou informações de fazendas fornecedoras no Uruguai, contabilizando dados sobre ocupação da área, atividades e sistemas de produção, raça de rebanho, taxa de estocagem, sistema de manejo, manutenção de pastagens, número médio de animais por idade, sexo e sistema de produção, consumo de combustível e eletricidade, uso de fertilizantes, entre outras informações relevantes para emissões e remoções de gases de efeito estufa na cadeia produtiva.

    PORTOS: Santos Brasil obtém autorização para operar terminal de granéis líquidos em Itaqui (MA)
    A Santos Brasil acaba de receber a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para operar o TGL 3, seu primeiro terminal de granéis líquidos no Porto do Itaqui (MA), que é hub de distribuição de derivados de petróleo para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste e tem enorme potencial de crescimento ligado ao agronegócio. O terminal tem capacidade nominal de 20 mil metros cúbicos, distribuída em sete tanques. Estes armazenam diesel, gasolina, etanol anidro e biodiesel. O TGL 3 tem conexões com os modais marítimo, rodoviário, ferroviário e dutoviário e é um dos três terminais arrematados pela Companhia em leilão realizado na B3 em abril do ano passado -- dois brownfields (que estavam em operação) e um greenfield, com início de operação previsto até 2026. A Santos Brasil segue trabalhando pela obtenção da licença para início das operações de seu segundo terminal brownfield, o TGL 1, e no projeto da terceira área arrematada, o que irá ampliar a capacidade de armazenamento e melhorar o nível de serviço aos clientes. Combinadas, as outorgas somaram R 157,3 milhões. O prazo de cada arrendamento é de 20 anos, com possibilidade de prorrogações sucessivas até o limite de 70 anos. As três áreas totalizarão 201 mil metros cúbicos de capacidade nominal, depois de executados os investimentos previstos em ampliação de capacidade, cujo CapEx pode superar R 500 milhões.

    ALGODÃO: NY fecha em alta esboçando reação técnica e seguindo petróleo
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira. Em sessão volátil, NY terminou no terreno positivo esboçando uma recuperação técnica após as recentes baixas. A reação do petróleo contribuiu para o suporte aos preços do algodão. Porém, seguem os temores com a recessão global e os efeitos de aumento em taxas de juros sobre a demanda de produtos. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 102,71 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,39 centavo, ou de 0,4%.