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    CONECTA NEWS – 14/10/2022

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    MERCADO BOI: Semana teve fluxo de negócios prejudicado pelo feriado na quarta-feira
    O mercado físico do boi gordo encerrou o dia com preços estáveis, depois de apresentar inexpressivo fluxo de negociações ao longo da semana. O feriado colocado na quarta-feira acabou quebrando o ritmo das negociações. Além disso, os frigoríficos ainda trabalham gerenciando suas escalas de abate, que permanecem confortáveis no período. A incidência de contratos a termo aumenta o conforto da grande indústria. O mercado adota um perfil lateralizado, com acomodação dos preços. O fato é que para que se consolide o movimento de recuperação dos preços da arroba é necessário o encurtamento das escalas de abate, caso contrário mesmo durante o último bimestre haverá pouco espaço para altas, disse o analista da Consultoria SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 292,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 267,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 258,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 287,00 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 260,00 para a arroba do boi gordo. Atacado O mercado atacadista apresentou preços firmes no decorrer da sexta-feira para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios volta a sugerir pela alta dos preços no curto prazo, ainda consequência da boa demanda no transcorrer da primeira quinzena do mês. A demanda durante o último bimestre também produz otimismo, com potencial para consistente movimento de alta dos preços da carne no atacado e no varejo. O quarto traseiro permaneceu com preço de R$ 21,25 por quilo. O quarto dianteiro ainda foi precificado a R$ 16,00 por quilo. A ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 15,80 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,00%, sendo negociado a R$ 5,3270 para venda e a R$ 5,3250 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2410 e a máxima de R$ 5,3340. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,19% ante o real.

    MERCADO SOJA: Preços fecham dia mistos no Brasil e negócios na semana são moderados
    Os preços da soja tiveram variação mista nas principais praças de comercialização do Brasil. O movimento acompanhou o dólar, que fechou em alta e Chicago, em baixa. Foram registrados negócios no dia. Na semana, graças ao dólar elevado, foram negociadas de 300 a 500 mil toneladas, o que é considerado um volume moderado. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 182,00 para R$ 183,00. Na região das Missões, a cotação valorizou de R$ 181,00 para R$ 182,00. No Porto de Rio Grande, o preço cresceu de R$ 190,50 para R$ 191,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço foi reduzido de R$ 183,00 para R$ 182,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 190,00 para R$ 189,00. Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 168,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 176,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 172,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, reduzindo o ganho acumulado ao longo da semana. O cenário financeiro global negativo, com dólar firme e petróleo em baixa, o avanço da colheita nos Estados Unidos e do plantio no Brasil compuseram o quadro propício para a correção. Na semana, os ganhos superaram a casa de 1%. Nem mesmo a boa demanda pela soja norte-americana, com três vendas por parte de exportadores privados, foi suficiente para trazer suporte às cotações. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 392.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2022/23. Também teve a venda de 198.000 toneladas de soja para destinos desconhecidos, a ser entregue na temporada 2022/23. Teve ainda uma venda de farelo de soja, de 230.000 toneladas para Filipinas, para entrega na temporada 2022/23. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 12,00 centavo ou 0,85% a US$ 13,83 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,92 3/4 por bushel, com perda de 12,75 centavos de dólar ou 0,90%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,10 ou 0,02% a US$ 411,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 65,30 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,7%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,00%, sendo negociado a R$ 5,3270 para venda e a R$ 5,3250 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2410 e a máxima de R$ 5,3340. Na semana, o dólar acumulou alta de 2,19% ante o real.

    AÇÚCAR: Fundos/especuladores elevam carteira comprada em NY – CFTC
    A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders com dados até 11 de outubro para o açúcar bruto na ICE Futures U.S. (Bolsa de Nova York). Os números do relatório revelam que os grandes fundos e especuladores possuíam até a data 101.115 posições líquidas compradas (long), ante 47.087 posições compradas na semana anterior. As casas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 135.145 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam que os especuladores estão vendidos em 34.030 contratos líquidos. Em 11 de outubro, 687.209 contratos estavam em aberto no mercado futuro de açúcar bruto da ICE Futures US, 191 lotes a mais que na semana anterior.

    SOJA: Ainda digerindo USDA, mercado acompanha colheita nos EUA e plantio no Brasil
    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque. - Os players do mercado da soja permanecem com as atenções divididas entre os trabalhos de colheita da nova safra norte-americana e os trabalhos de plantio da nova safra brasileira. Os números do relatório do USDA de outubro, que surpreenderam, ainda devem continuar sendo digeridos. Além disso, os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional também devem chamar a atenção. No lado financeiro, permanece a volatilidade ligada a indicadores econômicos ao redor do mundo e à guerra entre Rússia e Ucrânia. - Após algumas semanas de avanço mais lento, os trabalhos de colheita da nova safra dos EUA começaram a avançar em um ritmo forte nos principais estados do cinturão produtor nos últimos dias, levando o ritmo a superar a média das últimas cinco safras para o período. O clima pouco úmido deve continuar permitindo um bom avanço das máquinas nos próximos dias. A sazonalidade de entrada da safra norte-americana é um fator limitante para Chicago, impedindo que os contratos futuros ganhem fôlego, mesmo diante das perdas produtivas. - No Brasil, os trabalhos de plantio continuam avançando em um ritmo forte na maioria dos estados produtores. Nos próximos dias, todos os estados do Sul, Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte que semeiam a safra de verão estarão com as máquinas nos campos. O clima continua bastante favorável à semeadura, e deve continuar assim nas próximas duas semanas. Apesar disso, alguns excessos de chuvas podem impedir um melhor avanço das máquinas em alguns estados, mas nada que traga grande preocupação neste momento. O início da nova safra brasileira é bastante promissor, e se o clima continuar positivo Chicago pode sentir o peso do nosso grande potencial produtivo a partir de meados de novembro. - O relatório de outubro do USDA novamente trouxe números que surpreenderam. Enquanto o mercado esperava por uma manutenção na safra dos EUA 2022/23, o USDA trouxe mais um corte relevante, levando a produção para a casa das 117 milhões de toneladas. Entendemos que tal número pode estar demasiadamente baixo. De qualquer forma, o corte na safra norte-americana é um fator de suporte de curto prazo para Chicago, mesmo que limitado. - Novas vendas de soja dos EUA para a China foram anunciadas nos últimos dias, o que é um fator positivo para Chicago. Com o avanço da colheita, esperamos por novos anúncios nas próximas semanas. A ausência destes pode ser um fator negativo.

    CAFÉ: Fundos reduzem posições compradas na Bolsa de Nova York – CFTC
    A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders, com dados até 11 de outubro para o café na Ice Futures US. O levantamento mostrou que os grandes fundos e grandes especuladores apresentavam uma posição líquida comprada (long) de 40.534 contratos, contra 42.151 contratos comprados na semana anterior (27 de setembro). As empresas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 43.359 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam uma posição líquida comprada (long) de 2.825 contratos. Até 11 de outubro, eram 188.198 contratos em aberto no mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, com alta de 3.500 lotes na semana.

    MILHO: Mercado brasileiro permanece centrado nas exportações
    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias. - O mercado brasileiro de milho permanece centrado nas exportações. O processo de desvalorização cambial motivou as negociações nos portos durante a semana; - O line-up indica para embarques na ordem de 6,383 milhões de toneladas em outubro e de 306,75 mil toneladas em novembro. No ano comercial, já foram embarcadas em torno de 30,813 milhões de toneladas; - O abastecimento de milho permanece complicado no RS e em SC, considerando o frete como um fator preponderante neste sentido, tornando as operações bastante dispendiosas; - Acompanhar o clima na América do Sul é fator fundamental neste último trimestre, dada a necessidade de safras cheias no Brasil e na Argentina. - O prêmio no golfo apresentou agressiva alta no decorrer da semana, o que aumenta a demanda internacional pelo milho brasileiro; - O relatório de Oferta e Demanda divulgado no último dia 12 foi um elemento importante na movimentação do mercado durante a semana; - O USDA indicou a produção 2022/23 em 13,895 bilhões de bushels. O mercado esperava 13,891 bilhões de bushels. Em setembro, o USDA tinha indicado 13,944 bilhões de bushels. - A produtividade foi indicada em 171,9 bushel/acre. O mercado esperava 171,9 bushel/acre. No mês passado, o USDA tinha indicado 172,5 bushel/acre. - Para os estoques finais 22/23 dos EUA, o USDA apontou 1,172 bilhão de bushels. A expectativa do mercado era de 1,127 bilhão de bushels. No mês passado, o USDA tinha apontado em 1,219 bilhão de bushels. - O conflito entre Ucrânia e Rússia permanece no radar, com incertezas em torno da continuidade do corredor de exportação.

    SOJA: Plantio avança para 41,35% no Mato Grosso, aponta IMEA
    A semeadura da safra de soja 2022/23 do Mato Grosso atingiu 41,35% da área projetada, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), com número obtido até 14 de outubro. No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 45,06%. Na semana passada, o número era de 18,61%.

    AÇÚCAR: Czarnikow reduz previsão de produção do Brasil em 2022 em 700 mil toneladas
    A Czarnikow cortou nesta sexta-feira sua previsão para a produção de açúcar no Brasil este ano em 700.000 toneladas, citando um risco crescente de que nem toda a cana-de-açúcar seja esmagada devido a condições climáticas adversas. A trading de commodities agora espera que o Brasil produza 32,5 milhões de toneladas de açúcar depois que as fortes chuvas na segunda quinzena de setembro impediram as máquinas de acessar os campos. "Como resultado (das chuvas), a produção de açúcar foi 600.000 toneladas menor do que seria se o tempo estivesse normal", disse a Czarnikow, em nota. "Para aumentar os riscos, o Brasil está sob o efeito do La Niña, que causa chuvas acima da média (que podem) não apenas prejudicar as operações (ainda este ano), mas também diminuir os níveis de sacarose na cana", acrescentou. Isso forçaria as usinas a alocar mais cana para o etanol, um biocombustível à base de cana, já que a cana de baixa qualidade é mais adequada para produzir etanol do que açúcar. O Brasil até agora nesta temporada produziu 2,8 milhões de toneladas a menos de açúcar do que no ano passado. A Czarnikow acredita que a produção do ano passado só será superada em novembro ou dezembro, quando a estação chuvosa está bem avançada.

    ALGODÃO: NY cede acompanhando petróleo e mercados, temendo recessão
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta sexta-feira. As cotações foram pressionadas por aversão ao risco, com o algodão seguindo outros mercados ante a apreensão com inflação e recessão globais. O petróleo e outras commodities caíram, e o dólar subiu, pressionando as cotações do algodão. No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 1,3%. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 83,15 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 1,64 centavo, ou de 1,9%. A posição março/2023 fechou a 81,99 centavos, baixa de 1,50 centavo, ou de 1,8%.