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    CONECTA NEWS – 14/11/2022

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    MERCADO BOI: Semana inicia com extrema lentidão por conta do feriado
    O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com preços estáveis e extrema lentidão, com o feriado da terça-feira quebrando o ritmo dos negócios. Nesse ambiente de lentidão é natural que não seja evidenciada contundente mudança dos preços. Em alguns estados as escalas de abate seguem encurtadas, sugerindo para negociações acima da referência média no curto prazo, esse é o caso de São Paulo. No Mato Grosso e no Pará os frigoríficos locais ainda trabalham com uma frente mais confortável em suas escalas de abate, nesses estados a tendência ainda é por tentativas de compra abaixo da referência média, apontou o analista da Consultoria SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. 
    Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 279,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 261,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 243,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 265,00 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 275,00 para a arroba do boi gordo. 
    ATACADO
    Já os preços da carne bovina seguem firmes no mercado atacadista. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, considerando que além da entrada dos salários na economia há também melhora substancial do consumo de carne bovina em função da demanda durante o último bimestre. O quarto traseiro seguiu com preço de R$ 21,90 por quilo. O quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 16,20 por quilo. Já a ponta de agulha permanece precificada a R$ 16,15 por quilo.

    CÂMBIO: Dólar fecha em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,3030 para venda 
    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,3030 para venda e a R$ 5,3010 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2610 e a máxima de R$ 5,3520.
     
    CAFÉ: NY recebe pressão do dólar firme e estoques certificados em elevação
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com perdas nos contratos mais próximos. O dólar firme contra outras moedas e o aumento nos estoques certificados recentemente na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) pressionaram as cotações. Além disso, pesa sobre os preços o clima favorável à safra brasileira 2023, com boa umidade no pós-florada. A entrada de importantes origens com colheita ao final do ano no mercado contribui para a pressão, com destaque para América Central e Colômbia no arábica. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 166,20 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 3,80 centavos, ou de 2,2%. A posição março/2023 fechou a 166,90 centavos, queda de 1,20 centavo, ou de 0,7%.

    SOJA: Vendas técnicas, inspeções abaixo do esperado e outros mercados pressionam Chicago
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Após os bons ganhos da sexta, o mercado iniciou a atual realizando lucros, através de vendas com base em fatores técnicos. A queda do petróleo e a elevação do dólar frente a outras moedas serviram de pretexto para a correção. As inspeções de exportação abaixo do esperado pelo mercado completaram o cenário negativo para os preços. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.857.872 toneladas na semana encerrada no dia 10 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 2,325 milhões de toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 2.606.157 toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 9,500 centavos ou 0,65% a US$ 14,40 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 14,44 3/4 por bushel, com perda de 9,00 centavos de dólar ou 0,61%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,40 ou 0,34% a US$ 406,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 76,28 centavos de dólar, com perda de 0,69 centavo ou 0,89%.

    TRIGO: Chicago fecha em alta por dúvidas sobre acordo no Mar Negro
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. Mesmo com o cenário externo negativo, o cereal conseguiu reagir e se firmar no território positivo. Isso devido às incertezas quanto o acordo de grãos da região do Mar Negro. No entanto, a alta foi reduzida pela queda do petróleo de mais de 3% e a força do dólar frente a outras moedas. As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 76.408 toneladas na semana encerrada no dia 10 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava em 300 mil toneladas. 
    Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 181.989 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 400.219 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 9.905.517 toneladas, contra 10.320.335 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. No fechamento, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,18 1/2 por bushel, alta de 4,75 centavos de dólar, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,38 1/4 por bushel, avanço de 3,00 centavos, ou 0,35%, em relação ao fechamento anterior.

    CAFÉ: Avanço da origem controlada na cafeicultura será debatida na SIC 2022
    A origem controlada termo que identifica um sistema de gestão, regulamentação, organização, controle, proteção e promoção das marcas território de regiões produtoras de café é assunto do Minas Coffee Origins, promovido pelo Sebrae Minas, no dia 16 de novembro, durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte. O encontro vai reunir especialistas e produtores rurais para discutirem sobre perspectivas de mercado, tendências de comportamento e consumo, e a valorização das origens controladas, que contam com uma estratégia de marca para o território demarcado. Com o tema Minas Coffee Origins O movimento das origens controladas, novas oportunidades de mercado e o impacto coletivo na cafeicultura, o evento acontece no primeiro dia da SIC, a partir das 17h. O encontro faz parte das ações do Sebrae Minas que aposta em um jeito diferente de olhar o futuro da cafeicultura, já que a origem controlada se torna uma oportunidade e um movimento poderoso de inovação, geração de valor compartilhado e sustentabilidade real para as regiões produtoras.
    Vamos debater conceitos, ressaltando a importância do entendimento das tendências que guiarão os negócios relacionados ao café nos próximos anos, a exemplo da transparência em torno das relações ao longo da cadeia produtiva, da sustentabilidade nos processos de produção, industrialização e comercialização do café e do impacto verificável da cafeicultura. Os produtores, os consumidores, a sociedade como um todo se beneficia destes ganhos e conquistas, afirma a gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae Minas, Priscilla Lins. 
    Em Minas Gerais, maior estado produtor de café do país, atualmente há cinco regiões estruturadas com origens controladas: Cerrado Mineiro, Matas de Minas, Mantiqueira de Minas e Campo das Vertentes. As regiões da Chapada de Minas e Vulcânica conquistaram o registro da Marca Coletiva. Para receber a certificação de origem controlada a região deve apresentar: demarcação da área, governança atuante, proteção, produção controlada, alta qualidade, rastreabilidade e impacto coletivo. Entre as vantagens está a valorização do consumidor ao enxergar que existe uma sustentabilidade real em torno do produto, que remunera melhor os produtores de café, com novos mecanismos de precificação e proteção do meio ambiente, explica Priscilla Lins.
    Além do Minas Coffee Origins, o Sebrae Minas vai realizar no dia 17 de novembro, às 10h, o painel 10 anos das Origens Produtoras de Café no Brasil, que apresenta a evolução e ganhos das regiões produtoras de café certificadas no país. Logo em seguida, às 13h, acontece o painel Novas origens produtoras de café de Minas Gerais Novas Oportunidades, que discute sobre os desafios e possibilidades para os cafés Vulcânicos, do Sudoeste de Minas e da Canastra. Sobre a SIC Com o tema Cafés do Brasil: avanços conquistados e os desafios para os próximos 10 anos, a SIC celebra sua 10 edição como um dos maiores eventos mundiais do setor e principal polo de conexão, atualização, conhecimento, oportunidades de negócios, lançamentos de produtos e novas tendências de consumo da bebida no Brasil. O evento é realizado de 16 a 18 de novembro, no Expominas. Mais informações pelo site semanainternacionaldocafe.com.br.

    MILHO: Chicago tem sessão negativa, com força do dólar e fraqueza do petróleo
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços em baixa. O cereal foi pressionado pela fraqueza do petróleo e pela força do dólar, mas atenuou as perdas avaliando o bom desempenho das inspeções de exportação norte-americanas de milho e a alta nos preços do vizinho trigo. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 484.001 toneladas na semana encerrada no dia 10 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava em 350 mil toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 232.510 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 866.891 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 4.932.666 toneladas, contra 7.001.078 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 6,57 1/4 por bushel, perda de 0,75 centavo de dólar, ou 011%, em relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 6,59 1/4 por bushel, baixa de 3,75 centavo, ou 0,56% em relação ao fechamento anterior. 

    CAFÉ: Embarques de novembro estão em 1,526 milhões de sacas Secex
    As exportações brasileiras de café em grão em novembro totalizam 1.525.808 sacas de 60 quilos no acumulado do mês até o dia 13, com 8 dias úteis computados (média diária de 190.727 sacas), com receita chegando a US$ 381,535 milhões (média diária de US$ 47,692 milhões), e preço médio de US$ 250,05 por saca. A receita média diária obtida com as exportações de café em grão em novembro é 58,9% maior no comparativo com a média diária de novembro de 2021, que fora de US$ 30,022 milhões. Já o volume médio diário embarcado é 24,2% maior que o de novembro de 2021, que tinha o registro de 153.600 sacas diárias de média. O preço médio, por sua vez, disparou 27,9%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

    SOJA: Paraguai soma 2,2 mi t exportadas em 2022 até outubro
    Com números até outubro, o Paraguai exportou 2,2 milhões de toneladas de soja em grão, ou seja, 3,6 milhões a menos que no mesmo período de 2021, quando foram embarcadas 5,8 milhões de toneladas, informou a Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (CAPECO). A entidade explicou que essa queda é reflexo da grande baixa na produção da última safra e que esse recuo nas exportações faz com que US$ 1,579 bilhão deixem de entrar no país. A Capeco indica que no final de outubro o pouco remanescente da safra passada estava praticamente finalizado exportando tanto soja em grão quanto óleo e pellets. Assim como nos meses anteriores, a queda considerável na produção registrada na safra 2021/22 devido à seca histórica continua impactando os embarques dessa commodity. A Argentina continua sendo o principal destino do grão com 74% do total embarcado. Seguem-se Brasil (18%), Rússia (9%) e outros mercados como Estados Unidos, Canadá e Coreia do Sul, em volumes bem menores.

    MILHO: Plantio recupera ritmo na Argentina, apesar de ainda atrasado
    O plantio de milho para a temporada 2022/23 na Argentina, embora avançando, continua atrasado. A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) indicou que geadas afetaram a dinâmica em Córdoba e Santa Fé. Por outro lado, na semana passada, a Subsecretaria de Mercados Agropecuários ampliou o volume de saldo de milho para 20 milhões de toneladas para a campanha 2022/23. Desta forma, este volume é aumentado em 10 milhões de toneladas e permite que sejam registradas vendas de até 18 milhões de toneladas até o início da safra.

    MILHO: Confederação pede para que Argentina não prorrogue autorizações de embarques
    A Confederação de Associações Rurais de Santa Fé (CARSFE) fez exigências ao governo argentino, após a elevação do volume de saldo das exportações de milho para 20 milhões de toneladas, com o objetivo de que os produtores tenham maior previsibilidade para exportar e assim garantir uma saudável concorrência no mercado doméstico. A Confederação questiona que a ampliação da cota para registro de Declarações Juramentadas de Venda ao Exterior de milho ocorra em um contexto de baixa produtividade. Assim, pedem para que o governo da Argentina se abstenha de autorizar eventuais prorrogações no período, como as recentemente autorizadas para o trigo, medida que gera distorções na cadeia comercial. "O clima destas últimas três épocas tem causado graves prejuízos à produção agrícola e pecuária. O plantio desta época decorre num contexto de escassez hídrica sem precedentes em muitas regiões, tendo avançado apenas 19% até 27 de outubro, muito abaixo das campanhas anteriores", finaliza a CARSFE.