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    CONECTA NEWS – 15/08/2022

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    MERCADO ETANOL: Preços devem romper linha dos três reais com nova queda na gasolina
    O mercado físico de etanol iniciou a semana sob impacto de mais uma queda nos preços da gasolina por parte da Petrobras. Com o reajuste de quase 5% programado para amanhã, a reação inicial do mercado de etanol a de quase total esvaziamento das unidades produtoras na ponta da oferta, segundo informações da Consultoria SAFRAS & Mercado. Os preços do etanol hidratado em Ribeirão, que estavam apenas assimilando a nova casa dos R$ 3,00 por litro, agora devem recuar rapidamente para níveis entre R$ 2,85 a R$ 2,90 o litro ao longo desta semana, segundo projeções da Consultoria. Para completar, tivemos novas perdas no petróleo, que somente na segunda-feira recuou mais de 4%. As chuvas voltaram a aparecer no Centro-Sul na semana passada, o que deve aliviar parte do estresse hídrico dos canaviais e, com isto, postergar por mais algumas poucas semanas o andamento da safra corrente 2022/23 no Centro-Sul, disse o analista Maurício Muruci. As usinas seguem voltadas mais a formação de estoques do que para as vendas no spot de curto prazo, o que ajuda a neutralizar a oferta em um horizonte imediato, desacelerando parcialmente as quedas nos preços, mas resultando em represamento da oferta para outubro em diante. Logo, como a demanda ainda não reage de forma significativa, a oferta neutralizada agora entre julho e agosto deve ser um vetor de pressão de baixa de outubro a dezembro, só que com o diferencial de custos de carregamento extra por parte das usinas, completou Muruci. Neste contexto o etanol hidratado em Ribeirão Preto teve queda de 0,99%, mas nominal e equivalente a R$ 3,00 o litro, com usinas pedindo R$ 3,03 e sem indicações de compra de distribuidoras. O anidro na mesma localidade em queda de 0,94%, mas nominal e equivalente a R$ 3,15 o litro, com usinas pedindo R$ 3,18 o litro e sem indicações de compra de distribuidoras.

    MERCADO AÇÚCAR: Semana inicia com preços estáveis no cenário doméstico
    Os preços do açúcar cristal ficaram estáveis no mercado físico paulista no dia de hoje. Em Ribeirão Preto, preços a R$ 130,00 a saca (23,24 centavos). O etanol hidratado foi 9,90% mais baixo que o açúcar bruto de Nova York equivalendo a 15,12 centavos de dólar por libra-peso (PVU) e 27,75% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 93,92 por saca (16,79 centavos). Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mistas. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 18,54 centavos de dólar por libra-peso, perda de 0,06 centavo (-0,32%) em relação ao fechamento anterior. A posição março/2023 fechou cotada a 18,51 centavos (-0,43%). O mercado foi pressionado pela queda nas cotações internacionais do petróleo, na medida em que com o óleo mais barato, o etanol se torna menos atrativo para as usinas do Brasil, potencialmente aumentando a oferta de açúcar. Ao mesmo tempo, nova queda nos preços da gasolina anunciada pela Petrobras vai acrescentar pressão sobre os preços do etanol. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,35%, negociado a R$ 5,0920 para venda e a R$ 5,0900 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0750 e a máxima de R$ 5,1410.

    TRIGO PRIMAVERA: 64% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo primavera. Segundo o USDA, até 14 de agosto, 64% estão entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 63%), 30% em situação regular e 6% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 64%, 28% e 8%, respectivamente.

    ALGODÃO: 34% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de algodão. Segundo o USDA, até 14 de agosto, 34% estavam entre boas e excelentes condições, 31% em situação regular e 35% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 31%, 31% e 34%, respectivamente.

    SOJA: 58% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de agosto, 58% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 58%), 30% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 59%, 30% e 11%, respectivamente.

    MILHO: 57% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 14 de agosto, 57% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 56)% , 27% em situação regular e 16% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 58%, 26% e 16%, respectivamente.

    AGROPECUÁRIA: VBP estimado para 2022 chega a R$ 1,220 trilhão
    O Valor Bruto da Produção (VBP) estimado para este ano é de R$ 1,220 trilhão, 0,3% acima do obtido em 2021, que foi de R$ 1,217 trilhão. O dado tem como base as projeções de safras divulgadas pela Conab e pelo IBGE em agosto, e que apontam para conclusão da colheita das principais lavouras. De acordo com análise da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e a pecuária, contração de 5,5%. "O decréscimo do faturamento da soja devido à queda de produção e a retração das principais atividades da pecuária são os principais fatores afetando negativamente o VBP deste ano. Somadas, as reduções de faturamento da soja e da pecuária resultam em um decréscimo de R$ 64 bilhões a preços de 2022. Mas em geral, este ano é de bom desempenho para a agropecuária", diz nota da secretaria. Entre as lavouras com melhor desempenho estão: algodão, com aumento real do VBP de 39,2%; banana, 12,5%; batata inglesa, 18,4%; café, 35,8%; cana de açúcar, 10,2%; feijão, 10,1%; milho, 16,6%; tomate, 30%; e trigo, 39,8%. As culturas foram impulsionadas pela alta de preços. A pecuária teve retração nas atividades relacionadas a bovinos, frangos e suínos, em razão da queda de preços na comparação com o ano anterior. As exceções são para leite e ovos, que apresentam melhores resultados. Em relação ao desempenho das regiões, Centro-Oeste tem o maior VBP, somando R$ 410,62 bilhões; seguida pelo Sudeste (R$ 305,5 bilhões), Sul R$ (R$ 284,8 bilhões), Nordeste (R$ 115,99 bilhões) e Norte (R$ 76,56 bilhões). Entre os estados, os cinco primeiros são Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e o faturamento bruto dentro do estabelecimento ao longo do ano, a partir do cálculo da safra agrícola, da pecuária e dos preços obtidos pelos produtores nas principais praças do país e dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais.