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    CONECTA NEWS – 15/09/2022

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    ARROZ: Restrições de exportação da India fazem compradores buscar em outras origens
    As restrições de exportação da India, maior exportador de arroz, forçaram os compradores a mudar para fornecedores rivais, aumentando as taxas do produto básico de outros centros asiáticos nesta semana. Na semana passada, a India proibiu as exportações de arroz quebrado e impôs uma taxa de 20% sobre as exportações de vários tipos, enquanto tenta aumentar a oferta e esfriar os preços locais depois que as chuvas escassas reduziram o plantio. O carregamento de arroz parou nos portos indianos e quase um milhão de toneladas ficaram presas porque os compradores se recusam a pagar a nova taxa. Os comerciantes indianos não estavam assinando novos negócios esta semana. O mercado ficou chocado com as restrições e os comerciantes estavam tentando encontrar maneiras de cumprir os contratos já assinados, disse um negociante de Mumbai com uma empresa de comércio global. A variedade parboilizada 5% quebrada da India foi cotada a US$ 385 a US$ 392 por tonelada, contra US$ 379 a US$ 387 da semana passada. As exportações do país podem cair cerca de um quarto este ano, à medida que os compradores mudam para opções mais baratas.Os preços do arroz quebrado de 5% do Vietnã subiram para US$ 400-US$ 410 por tonelada, de US$ 390 a US$ 393 na semana anterior. Um trader disse que, embora o movimento da India tenha aumentado as taxas vietnamitas, os embarques ainda não tiveram um aumento. "Os exportadores do Vietnã não estão correndo para assinar novos contratos antecipando preços mais altos nas próximas semanas", disse outro trader. Os preços do arroz quebrado de 5% da Tailândia subiram para US$ 425-US$ 435 por tonelada de US$ 416-US$ 420 na semana passada. "A oferta de arroz foi reduzida pela enchente, chuvas fortes e alguns problemas de transporte", disse um trader de Bangkok. Outro trader disse que os mercados estrangeiros também estão acompanhando os acontecimentos em torno da India, o que levou alguns clientes a optarem pelo arroz tailandês. Bangladesh também estava em negociações para importar arroz da Tailândia depois de finalizar acordos com Vietnã, Mianmar e India por um total de 530.000 toneladas, disse um alto funcionário do Ministério da Alimentação em Bangladesh. "Estamos tentando importar arroz da Tailândia em um acordo de governo para governo. Eles responderam positivamente."

    TRIGO: Cultura apresenta desenvolvimento excelente no RS, diz Emater
    A estimativa de cultivo de trigo no Rio Grande do Sul para a safra 2022 é de 1.413.763 hectares. A produtividade estimada permanece em 2.822 kg/ha. A cultura segue com excelente desenvolvimento, beneficiada pelo grande número de horas com insolação e pela ocorrência de chuvas em baixo volume. Esses fatores diminuíram o excesso de umidade na superfície das folhas e contribuiu para atenuar a proliferação de doenças foliares, mantendo a cultura com boa sanidade. Os cultivos apresentam 44% da área em fases vegetativas, e 56% estão em fases reprodutivas de floração e granação. Com a evolução para os estádios reprodutivos, o aspecto visual é de maior uniformidade no porte das lavouras, que estão com grande densidade de espigas, conferindo um alto potencial produtivo. Ao entrar nessa fase de definição de produtividade, intensificam-se os cuidados de proteção das plantas, visando prevenir doenças foliares e da espiga, especialmente ferrugem e giberela. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

    CARNE BOVINA: Produção da Argentina cresce 6,1% em agosto na base mensal
    A produção de carne bovina da Argentina totalizou 289.000 toneladas em agosto, o que representou um aumento de 6,1% em relação a julho e de 3,8% em base anual, impulsionada principalmente pelo crescimento dos abates. De acordo com a Câmara de Indústria e Comércio de Carnes (Ciccra), entre janeiro e agosto foram produzidas 2,049 milhões de toneladas de carne bovina, 4,5% a mais do que há um ano. Em termos de exportações, a câmara estima que, em janeiro e agosto, foram certificadas 587,0 mil toneladas de carne bovina, 9,4% a mais que nos primeiros oito meses de 2021 (50,3 mil toneladas). Em agosto, o abate de bovinos foi de 1,23 milhão de cabeças. Corrigido pelo número de dias úteis, o nível de atividade do setor apresentou uma alta mensal e homóloga significativa, situando-se como o sétimo melhor agosto dos últimos quarenta e três anos. As informações partem da Agência CMA Latam.

    ALGODÃO: NY fecha com preços mistos, sob pressão do petróleo e avaliando exportações
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mistos nesta quinta-feira. As cotações mais próximas e mais negociadas tiveram ganhos. Em mais um pregão de volatilidade, NY avançou com recuperação técnica após recentes perdas, mas teve os ganhos limitados pela baixa do petróleo. Temores envolvendo recessão global também pesaram sobre os preços. O mercado também observou o desempenho das exportações semanais norte-americanas. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2022/23, iniciada em 1o de agosto, ficaram em 100.300 fardos na semana encerrada em 8 de setembro. O maior importador foi o Paquistão, com 77.900 100 fardos. Para 2022/23, foram mais 25.500 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 103,29 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,58 centavo, ou de 0,6%.

    CAFÉ: Estoques dos EUA sobem 226.801 sacas em agosto – GCA
    Os estoques norte-americanos de café verde (em grão) subiram em 226.801 sacas de 60 quilos em agosto na comparação com julho, conforme relatório mensal da Green Coffee Association (GCA). O total de café verde depositado nos armazéns credenciados pela GCA em 31 de agosto de 2022 chegava a 6.450.086 sacas, ante as 6.223.285 sacas em 31 de julho de 2022.

    CAFÉ: Depois de 3 sessões seguidas de baixas, NY sobe com recuperação técnica
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais altos. Após 3 sessões seguidas de perdas e de ter rompido para baixo a importante linha de US$ 2,20 a libra-peso na quarta-feira, NY buscou uma recuperação técnica com cobertura de posições vendidas. Porém, a alta do dólar contra o real, a baixa do petróleo, com apreensões com recessão global ainda presentes, e as chuvas benéficas previstas no Brasil nesta segunda quinzena de setembro limitaram os avanços. As chuvas são favoráveis à abertura e pegamento das floradas que vão resultar na safra brasileira de 2023. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 216,40 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,55 centavo, ou de 0,7%. A posição março/2023 fechou a 211,20 centavos, elevação de 1,05 centavo, ou de 0,5%.

    SOJA: Demanda enfraquecida e financeiro negativo pressionam Chicago
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em baixa. A sessão foi marcada por muita volatilidade. Sinais de fraca demanda pela soja americana e o clima de aversão ao risco no financeiro predominaram e determinaram as perdas. Mas o movimento foi limitado por fatores técnicos e ainda pelo cenário apresentado na segunda pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que cortou as suas projeções de safra e estoques americanos. Os números ficaram bem abaixo do estimado pelo mercado. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2022/23, com início em 1º de setembro, ficaram em 843.000 toneladas na semana encerrada em 8 de setembro. A China liderou as compras com 441.700 toneladas. Para 2023/24, outras 30.500 toneladas foram vendidas. Os analistas esperavam exportações entre 250 mil e 1 milhão de toneladas. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) indicou que o processamento de soja nos Estados Unidos em agosto ficou em 165,34 milhões de bushels. O mercado apostava em número de 166,1 milhões de bushels processados, contra 170,22 milhões de bushels em julho. A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em agosto somaram 1,565 bilhão de libras, abaixo do esperado - 1,66 bilhão e do mês anterior, 1,684 bilhão de libras. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,50 centavos ou 0,24% a US$ 14,51 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,58 por bushel, com perda de 3,00 centavos de dólar ou 0,2%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 4,90 ou 1,15% a US$ 428,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 64,30 centavos de dólar, com perda de 0,57 centavo ou 0,87%.

    TRIGO: Chicago despenca pressionada por realização, petróleo e fraca demanda
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. Após muita volatilidade no início do dia, os contratos se firmam no território negativo, pressionados por um movimento de realização de lucros e pela forte queda do petróleo, que despenca quase 4%. A demanda nos EUA na parte baixa das expectativas do mercado contribuiu com a desvalorização. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2022/23, que tem início em 1o de junho, ficaram em 217.300 toneladas na semana encerrada em 15 de setembro. O Iraque liderou as compras, com 100 mil toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 200 mil e 550 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,45 por bushel, recuo de 27,25 centavos de dólar, ou 3,12%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,60 1/2 por bushel, baixa de 27,50 centavos, ou 3,09%, em relação ao fechamento anterior.

    MILHO: Chicago termina dia em baixa influenciado por realização de lucros e perda do petróleo
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços em baixa. O cereal chegou a operar em alta no começo do dia, refletindo o relatório das vendas semanais líquidas dos Estados Unidos do USDA. Porém, o mercado foi perdendo força e reverteu para o território negativo a partir do meio-pregão, influenciado pela queda nos preços do petróleo e por um movimento de lucros. A notícia de que a Associação de Ferrovias Americanas fechou um acordo para evitar uma greve de ferroviários no país também contribuiu para a queda nas cotações do cereal. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou as vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2022/23, que tem início no dia 1o de setembro. As vendas ficaram em 583.100 toneladas na semana encerrada em 8 de setembro. O México liderou as compras com 283.800 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 330 mil e 900 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 6,77 1/2 por bushel, perda de 4,75 centavos de dólar, ou 0,69%, em relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 6,82 3/4 por bushel, baixa de 4,50 centavos, ou 0,65% em relação ao fechamento anterior.

    AGRONEGÓCIO: Brasil pode ter superávit de US$ 200 bi no setor nos últimos 30 anos
    O Brasil aumentou em 14 vezes o superávit da balança comercial agrícola nos últimos 30 anos. Segundo dados apresentados pelo economista e analista de mercado Alexandre Mendonça de Barros durante a abertura da 2a Jornada RTC, nesta quarta-feira (14), o país passou de uma balança superavitária de US$ 7,1 bilhões, em 1990, para US$ 81 bilhões em 2020 e, neste ano, deve atingir a casa dos US$ 100 bilhões. "O Brasil precisa ser inteligente e abrir comércio com os diferentes blocos que irão surgir. É necessário ter habilidade diplomática de conversar com russos, chineses e europeus e nos tornarmos relevantes para todos eles. As cooperativas precisam ter tamanho para conversar com todos esses mercados". O presidente da CCGL, Caio Vianna, deu início à jornada destacando a importância da retomada de eventos presenciais pós-pandemia para debater o futuro do setor. "Vendo esse plenário lotado de colegas de longa data, de muitas lutas pelo agro e pelo cooperativismo, entendemos o motivo pelo qual o Rio Grande do Sul é tão pujante e contribui tanto para o agro brasileiro. O agro do RS não é feito apenas dentro dos limites do nosso Estado, mas está por todo o país". A força das cooperativas nesse cenário foi reforçada pelo presidente da Fecoagro, Paulo Pires. "Tenho confiança absoluta de que juntos vamos fazer um trabalho em prol do agro gaúcho". No comando do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Darci Hartmann, lembrou a importância de se voltar os olhos para os próximos passos do setor no Brasil. "Os desafios foram lançados e agora temos que interpretar o que quer o jovem do futuro", acrescentou. Ao defender uma ação diplomática pela abertura de mercados, Mendonça de Barros, lembrou que o Brasil já assumiu um papel relevante no cenário internacional nas últimas três décadas e que, em cerca de 30 anos, o superávit da balança comercial pode chegar a US$ 200 bilhões. "Para isso, precisamos de envergadura logística, escala competitiva e ganhar musculatura para enfrentar as oscilações no mercado". Para o economista, a tendência é que aumente a dependência entre mercados, e que nações desenvolvidas se tornem compradoras de países como o Brasil como forma de garantir a soberania alimentar. "Precisamos dizer ao mundo que estamos aqui e transmitir confiança. Nosso destino é alimentar o mundo, independentemente de eventuais conflitos que venham se formar". Mendonça de Barros ainda ressaltou que a economia mundial deve desacelerar nos próximos anos, o que não significa impacto direto nos preços, uma vez que o mercado de alimentos segue demandador. Ele citou as recentes quebras nas safras dos Estados Unidos e da Europa, e lembrou que os modelos de previsão para 2022/23 indicam uma colheita de 149 milhões de toneladas de soja e 126 milhões de toneladas de milho para o Brasil, indicadores que, segundo ele, ainda não consideram o impacto do La Niña. Segundo o economista e analista de mercado, dentro de quatro semanas, a atenção do mercado internacional de grãos deve se concentrar no Brasil tendo em vista a previsão de ocorrência de La Niña na América do Sul. Apesar de não acreditar em uma quebra expressiva da safra a ser colhida, o profissional projeta redução em relação à estimativa inicial. "O mercado segue em um quadro nervoso. Mas a importância do Brasil no quadro internacional só cresce". Com informações da assessoria de imprensa da Rede Técnica Cooperativa (RTC).

    AÇÚCAR: Nova York fecha em baixa seguindo petróleo e fator câmbio
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 18,18 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,09 centavo (-0,49%). A posição Março/2023 fechou cotada a 17,88 centavos (-0,5%). Em mais uma sessão volátil, o mercado passou a operar em campo negativo, pressionado pela queda nas cotações internacionais do petróleo e ainda pelo fator câmbio. Enquanto que com o óleo mais barato, as usinas do Brasil tendem a direcionar mais cana para a produção do açúcar, o real enfraquecido estimula as exportações daquele que já é o maior exportador mundial da commodity.