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    CONECTA NEWS – 16/08/2022

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    TRIGO: Clima nos EUA, oferta no Mar Negro e economia chinesa pressionam Chicago
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelas condições das lavouras norte-americanas de trigo-primavera, que ficaram estáveis enquanto analistas esperavam uma piora. A previsão de clima favorável nos EUA e a preocupação com a economia chinesa contribuíram com a queda. Além disso, há o aumento de oferta na região do Mar Negro. Segundo a Reuters, mais cinco navios deixaram os portos ucranianos carregando milho e trigo, três de Chornomorsk e dois de Pivdennyi, sob um acordo de exportação de grãos mediado pela ONU. Mais quatro navios com destino à Ucrânia devem ser inspecionados na terça-feira pelo centro de coordenação conjunta, criado pela Rússia, Turquia, Ucrânia e as Nações Unidas em Istambul. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo primavera. Segundo o USDA, até 14 de agosto, 64% estão entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 63%), 30% em situação regular e 6% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os percentuais ficavam em 64%, 28% e 8%, respectivamente. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,86 por bushel, recuo de 14,75 centavos de dólar, ou 1,84%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,02 3/4 por bushel, baixa de 15,00 centavos, ou 1,83%, em relação ao fechamento anterior.

    MILHO: Chicago despenca pressionada por aversão ao risco e clima nos EUA
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O cereal foi pressionado pelos temores de recessão na economia chinesa, que pode reduzir a demanda pelo produto norte-americano, criando um sentimento de aversão ao risco junto aos investidores. O clima mais favorável às lavouras esta semana completou o quadro negativo. As condições das plantações dos Estados Unidos pioraram, mas não tanto quanto o esperado pelo mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 14 de agosto, 57% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 56%), 27% em situação regular e 16% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 58%, 26% e 16%, respectivamente. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,11 por bushel, recuo de 15,75 centavos de dólar, ou 2,51%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,10 1/4 por bushel, baixa de 18,00 centavos, ou 2,86% em relação ao fechamento anterior.

    SOJA: Chicago cai mais de 2% por preocupação com demanda chinesa e clima favorável nos EUA
    Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte baixa. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos e a preocupação com a demanda chinesa, em meio a dados negativos de desempenho daquela economia, pressionam as cotações. O clima de aversão ao risco no financeiro está pressionando as commodities. O petróleo cai mais de 2% e puxa outros produtos para o território negativo. No caso da soja, pesam ainda mais as preocupações com a economia chinesa, já que o país asiático é o maior comprador mundial da oleaginosa. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de agosto, 58% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 58%), 30% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 59%, 30% e 11%, respectivamente. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 39,75 centavos de dólar por bushel ou 2,66% a US$ 14,54 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 13,81 por bushel, com perda de 31,25 centavos ou 2,21%. Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 16,30 ou 3,6% a US$ 435,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 67,84 centavos de dólar, com baixa de 1,10 centavo ou 1,59%.

    CAFÉ: Estoques certificados de Nova York subiram 5.632 sacas em 16/08
    Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 16 de agosto de 2022 estão em 577.212 sacas de 60 quilos, com aumento de 5.632 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

    TRIGO: Área da Coopavel (PR) pode ter frio intenso sexta e sábado
    As lavouras de trigo estão tendo bom desenvolvimento na área da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. Segundo fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, hoje amanheceu chovendo, o que é favorável ao cereal. Porém, os próximos dias serão cruciais para o potencial produtivo das lavouras. O motivo é que, para sexta-feira e sábado, uma frente fria pode trazer temperaturas muito baixas, aumentando o risco de geadas. Tomara que não venham, destaca o entrevistado. Acho que não vêm mesmo, acredita. O rendimento médio segue estimado em 3.520 quilos por hectare. Conforme relatório do dia 15 de agosto, 1% da área já foi colhida. Das lavouras restantes, 13% estavam em desenvolvimento vegetativo, 35% em floração, 45% em enchimento de grão e 6% em maturação. A área plantada foi estimada em 119,4 mil hectares.

    SORGO: Colheita da safrinha em Uberlândia (MG) chega a 40% da área
    A colheita da safrinha de sorgo em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, chegou a 40% da área cultivada de 10 mil hectares, segundo informa a Emater local. De acordo com o engenheiro-agrônomo Carlos Miguel Rodrigues Couto, o rendimento médio do cereal atinge, no momento, 2.800 quilos por hectare, abaixo dos 3.500 quilos por hectare previstos inicialmente. Por conta da estiagem, a tendência é de que a produtividade média decline no decorrer do andamento dos trabalhos, que devem ser concluídos no final do mês, podendo ficar entre 2.600 e 2.700 quilos por hectare, disse.

    TRIGO: Região de Ivaiporã (PR) tem menor área, perdendo espaço para milho
    As lavouras de trigo nos municípios que compõe o núcleo regional de Ivaiporã do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná tem área plantada inferior em relação ao ano anterior, totalizando 55,5 mil hectares. Isso se deu por conta do aumento da área de milho plantada, o que fez com que o trigo perdesse espaço. Apesar disso, os trabalhos estão ocorrendo dentro da normalidade, com clima favorável e poucas chuvas. É esperado que a produtividade atinja 3,1 toneladas por hectare. Segundo o engenheiro agrônomo Randolfo Oliveira em entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, as lavouras estão, em sua maior parte, na floração, algumas entrando em maturação. Não temos perdas por enquanto, no entanto há previsão de geada e chuvas com risco de ciclone para a próxima semana. A colheita começa no final de agosto.

    ARROZ: Abertura Oficial da Colheita voltará a ser lançada na Expointer
    O lançamento da 33 Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas volta a ocorrer durante a Expointer depois de dois anos devido à pandemia. O evento ocorrerá em 29 de agosto, às 11h30min na Casa do Irga, no Parque de Exposições Assis Brasil em Esteio (RS). Tradicionalmente, o lançamento reúne produtores, autoridades e imprensa no espaço da autarquia durante o Dia do Arroz. Segundo o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, a importância de lançar o evento na maior feira agropecuária do Rio Grande do Sul se deve ao grande número de produtores que circulam em Esteio. É uma grande oportunidade de aproveitar a presença deste seleto grupo para lançar um grande evento que é a Abertura da Colheita sendo considerada a maior abertura de colheita das Américas, destaca. A Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas está marcada para 14 a 16 de fevereiro de 2023 na sede da Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). Com o tema Arrozeiros como produtores multissafras, novamente será realizado em formato híbrido, presencial e on-line. A programação conta com palestras, debates, feira, vitrines tecnológicas, homenagens e o Ato da Abertura Oficial da Colheita do Arroz.O evento é organizado pela Federarroz com correalização da Embrapa e apoio do Instituto Rio-grandense do Arroz (Irga). As informações são da Federarroz.

    SOJA: Brasil deve embarcar até 5,738 milhões de toneladas em agosto, aponta ANEC
    As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 5,738 milhões de toneladas em agosto, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em agosto do ano passado, as exportações ficaram em 5,792 milhões de toneladas. Em julho, o país embarcou 7,09 milhões de toneladas. Na semana entre 07 e 13 de agosto, o Brasil embarcou 1,147 milhão de toneladas. Para o período entre 14 de agosto e 20 de agosto, a ANEC indica a exportação de 1,675 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,957 milhão de toneladas em agosto. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,279 milhão de toneladas. Em julho, volume ficou em 2,068 milhões de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 317,193 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 511,933 mil toneladas. As informações são da ANEC.

    SORGO: Pesquisadora da Embrapa explica manejo adequado para evitar mela
    Nesta safra, muitos produtores de sorgo enfrentaram problemas com a doença conhecida como ergot, mela ou doença açucarada. Essa doença, que ocorre muito em condições mais frias, tem medidas de controle estabelecidas, conforme recomendam pesquisadores. "Vários relatos da ocorrência da mela têm sido feitos por agricultores que estão iniciando o cultivo de sorgo em áreas onde pouco se conhece a cultura. Em muitas delas, o sorgo tem entrado como opção ao milho safrinha, por causa das altas perdas por enfezamentos", diz a pesquisadora Dagma Dionísia da Silva, da Embrapa Milho e Sorgo. Apesar de seu potencial de perdas, essa doença pode ser evitada pelos agricultores com o uso de práticas adequadas de manejo antes da semeadura e durante a fase de florescimento do sorgo. "Usar cultivares adaptadas à região e semear na época mais adequada são práticas que ajudam a evitar a doença açucarada do sorgo. Isso porque a severidade da doença é favorecida por temperaturas mínimas entre 13 e 19 graus, umidade relativa de 76% a 84% e por condições desfavoráveis ao fornecimento de pólen", explica a pesquisadora. "É recomendado fazer a remoção das plantas remanescentes de sorgo e das plantas hospedeiras secundárias do patógeno. Além disso, deve-se adequar a proporção de linhagens macho-estéreis e restauradoras em campos de produção de sementes para garantir uma boa disponibilidade de pólen, uma vez que a infecção não ocorre em flores fertilizadas. E para uma rápida fertilização, o agricultor deve programar o plantio para que haja boa coincidência de florescimento entre as linhagens macho e fêmea". Vale ressaltar que sempre é importante realizar a rotação entre os princípios ativos/grupos químicos para evitar pressão de seleção sobre o fungo e perda desses princípios ativos, pontua. A pesquisadora esclarece também que "não há riscos, apesar de haver uma grande preocupação dos produtores sobre a possibilidade de toxicidade da mela do sorgo para consumo de grãos ou silagem, por parte de humanos e de animais, diferentemente do que ocorre com outras espécies desse gênero de fungos". As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa.

    MILHO: Paraguai inicia exportações da safra 2022
    O Paraguai iniciou em julho as primeiras exportações de milho da safra 2022, onde já foram exportadas 273 mil toneladas a mais que no mesmo mês da campanha 2021, segundo o relatório de Comércio Exterior da Câmara Paraguaia de Exportadores e Comerciantes de Cereais e Oleaginosas (Capeco). No sétimo mês da safra passada, foram embarcadas 101 mil toneladas de milho, enquanto em julho deste ano foram exportadas 375 mil toneladas, ou seja, 273 mil toneladas a mais. Sobre a safra, a Lic. Sonia Tomassone, Assessora de Comércio Exterior da Capeco, Tomassone disse que há estimativa que 80% da nova safra de milho já tenha sido colhida. Explicou que, até ao momento, os volumes colhidos no norte do país têm muito boa qualidade e rendimento, embora no sul tenham ocorrido alguns ataques de fungos, que reduziram o rendimento e a qualidade. Segundo o analista, a produção geral a nível nacional está em muito bom estado, pelo que se espera um volume entre 5 e 5,5 milhões de toneladas. Em relação à demanda de grãos em nível doméstico, ele estimou que está entre 1,5 e 2 milhões de toneladas. Ele observou que isso nos permite considerar que haveria um excedente de 3 a 3,5 milhões de toneladas que seriam exportadas até, aproximadamente, junho de 2023. Com informações da Agencia CMA LatAm.

    FERTILIZANTES: Mapa fiscaliza produção no estado de São Paulo
    Uma equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou, de 08 a 12 de agosto, uma operação de fiscalização da produção de fertilizantes no estado de São Paulo. Na ação, foram apreendidos 100 mil litros de produtos fluidos e 412 toneladas de fertilizantes sólidos. O estado é o maior em número de estabelecimentos produtores de fertilizantes do Brasil. O objetivo da ação foi auditar os processos de produção e os procedimentos de controle de qualidade de fertilizantes, inoculantes e biofertilizantes. Os produtos que contém microrganismos têm sido uma tendência crescente no mercado de fertilizantes na atualidade, destaca o coordenador de Fertilizantes, Inoculantes e Corretivos, Henrique Bley. Durante a operação, auditores fiscais federais agropecuários fiscalizaram 34 empresas da região de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Barretos. A equipe também fez 26 coletas de produtos para análises fiscais, sendo que as amostras de inoculantes representam o equivalente a 260 mil doses de produto. Ao todo, foram emitidos 22 autos de infração. Na ocasião, oito empresas foram embargadas cautelarmente para realização de adequações, sendo que a principal irregularidade constatada foi a ausência ou insuficiência de análises de controle de qualidade das matérias-primas e produtos acabados. A fiscalização constatou também que diversas empresas produtoras de fertilizantes fluidos estão produzindo adjuvantes. "Essa atividade, embora isenta de registro no Mapa, deve estar devidamente separada e identificada na área fabril, bem como os rótulos dos produtos não devem fazer qualquer menção ao registro da empresa na área de fertilizantes, inoculantes e corretivos", explica Bley. Com informações da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).