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    CONECTA NEWS – 17/11/2022

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    MILHO: Plantio atinge 80% da área no Rio Grande do Sul
    O plantio de milho atinge 80% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, eram 78%. Em igual momento do ano passado, 85%. A média para os últimos cinco anos é de 84%. A área estimada de cultivo para a safra 2022/2023 é de 831.786 hectares. A produtividade esperada é de 7.337 kg/ha.

    SOJA: Plantio 22/23 atinge 30% da área no Rio Grande do Sul
    O plantio da soja atinge 30% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, eram 17%. Em igual período do ano passado, 49%. A média para os últimos cinco anos é de 46%. A área projetada para a safra 2022/2023 é de 6.568.607 hectares. A produtividade estimada é de 3.131 kg/ha. A semeadura da soja seguiu em ritmo acelerado até o dia 8/11, quando a umidade do solo se tornou abaixo da ideal. Mesmo assim, vários agricultores deram prosseguimento ao plantio até 10/11, baseados na previsão de novas precipitações, que garantiriam umidade suficiente para a germinação e emergência das plantas.
    As lavouras estão, em maior parte, com as sementes em germinação um pouco mais lenta do que o habitual devido às baixas temperaturas noturnas e à rápida diminuição da umidade nos solos. As lavouras emergidas apresentam plantas ainda de estatura baixa e folhas pequenas, mas sem sintomas de danos ou ataque de pragas e doenças. A ocorrência de chuvas entre 12 e 13/11 e a reposição de umidade deverão acelerar e uniformizar o estabelecimento inicial, um dos fatores principais na definição do potencial produtivo.

    CÂMBIO: Dólar perde força, mas fecha em alta, puxado por risco de desarranjo fiscal
    O dólar comercial fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,4080. Assim como nas últimas sessões, o dia foi marcado por forte aversão ao risco causado pelo temor um descontrole fiscal na gestão de Lula (PT). Segundo o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, "a curva de juros teve uma piora muito significativa, o mercado está precificando um fiscal mais expansionista". Borsoi é enfático: "O avanço das negociações sobre o teto de gastos está assustando. O problema é você tirar os R$ 175 bilhões do teto e ainda usar este espaço para novas despesas. Ainda não se sabe como isso será financiado, a gente ainda não tem um arcabouço fiscal para os próximos anos", diz. 
    Para a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack, "a percepção é de risco fiscal, e enquanto isso não for sanado vamos ver a busca por proteção no dólar, aumento dos juros e depreciação da bolsa". Nós tivemos PECs temporárias na pandemia, em caráter emergencial. Por que nesta situação seria diferente? Se durar os quatro anos do governo Lula (PT), a relação DívidaPIB pode chegar em 90%. O mercado está tentando entender como será construído este quebra-cabeça", analisa Abdelmalack, referindo-se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Transição. De acordo com o boletim da Ajax Asset, "a PEC apresentada pelo PT no Senado para expandir os gastos públicos em 2023 acentuou ainda mais as incertezas dos investidores quanto ao compromisso do governo eleito com o equilíbrio das contas públicas. Espera-se que o texto seja ainda bastante desidratado. A abertura deve ser negativa para bolsa, com alta dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) e dólar".

    TRIGO: Colheita atinge 52% no Rio Grande do Sul
    A colheita de trigo atinge 52% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, eram 37%. Em igual período do ano passado, 85%. A média dos últimos cinco anos é de 89%. A área de cultivo do cereal alcançou 1.458.026 hectares. A produtividade estimada é de 3.210 kg/ha. Na última semana, houve grande atividade e concentração de máquinas e equipamentos nas lavouras para a rápida retirada dos grãos maduros, antes que sofram eventuais danos por ocorrência de chuvas, diminuindo a qualidade.
    A colheita só não avançou mais em função do cereal ainda estar em fase de finalização da maturação, mas as plantas apresentam ótima qualidade e sanidade e completam o ciclo dentro de parâmetros normais, sem senescência antecipada. Contudo, o alongamento do processo resulta em alta produtividade e excelente qualidade do produto colhido. O peso do hectolitro (PH) é conceituado como a massa de 100 litros (hectolitro) de trigo, expresso em quilogramas, e é determinado em equipamento específico. A safra atual apresenta resultados superiores a 78 kg/hl (PH 78), considerado satisfatório, com ápice em 84 kg/hl, ou seja, PH 84, de excelente rendimento industrial.

    CAFÉ: NY segue descida com dólar em alta e baixa do petróleo 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. Na quarta sessão seguida de perdas, NY caiu diante da valorização do dólar contra o real e outras moedas e com a desvalorização do petróleo. Apreensões com a demanda global, com a economia do Reino Unido e com as tensões geopolíticas (guerra entre Rússia e Ucrânia), seguem pesando sobre o mercado. Na macroeconomia, os investidores repercutem os últimos acontecimentos da guerra na Ucrânia e a divulgação do novo orçamento do Reino Unido.
    Os mercados globais seguem cautelosos após a Polônia, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ter sido atingida por um míssil na terça-feira. Autoridades da aliança militar parecem ter isentado a Rússia da culpa imediata, aliviando os temores de que a guerra russo-ucraniana esteja prestes a escalar para o território da Otan. No cenário econômico, as atenções hoje se voltaram às contas do Reino Unido com a divulgação do novo orçamento do ministro das Finanças britânico, Jeremy Hunt. O documento apresenta um corte de gastos de bilhões de libras e aumentos de impostos a fim de equilibrar a economia do país. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 152,70 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 2,75 centavos, ou de 1,8%. A posição março/2023 fechou a 156,35 centavos, queda de 2,05 centavos, ou de 1,3%.

    ALGODÃO: NY tem perdas seguindo petróleo e com fracas vendas americanas
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira. As cotações recuaram no dia acompanhando o petróleo e pressionadas pela subida do dólar contra outras moedas. As preocupações com as tensões geopolíticas diante da guerra entre Rússia e Ucrânia, com a Polônia sendo atingida por um míssil, e com o cenário de recessão seguem trazendo prejuízos às commodities, entre elas o algodão.
    O fraco desempenho das exportações semanais norte-americanas contribuiu para a baixa. As exportações semanais ficaram abaixo do esperado. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2022/23, iniciada em 1o de agosto, ficaram em 25.100 fardos na semana encerrada em 10 de novembro. Taiwan liderou as compras, com 5.800 fardos. Para a temporada 2023/24, foram mais 8.100 fardos. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 87,04 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 1,40 centavo, ou de 1,6%. A posição março/2023 fechou a 85,28 centavos, queda de 1,48 centavo, ou de 1,7%.

    TRIGO: Chicago fecha em queda significativa com renovação de corredor de grãos
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços significativamente mais baixos. O mercado chegou hoje ao menor nível desde 1o de setembro, pressionado pelo anúncio da renovação do acordo para o corredor de grãos do Mar Negro. O contrato dezembro chegou ao menor nível desde 1º de setembro. A queda do petróleo por preocupações de fraca demanda na China e a alta do dólar frente a outras moedas também pressionaram o cereal. Além disso, as exportações semanais dos Estados Unidos ficaram abaixo do esperado por analistas. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2022/23, que tem início em 1o de junho, ficaram em 290.300 toneladas na semana encerrada em 10 de novembro.
    O México liderou as importações, com 68.400 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 600 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No fechamento, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,06 3/4 por bushel, baixa de 10,75 centavos de dólar, ou 1,31%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,25 por bushel, recuo de 12,25 centavos, ou 1,46%, em relação ao fechamento anterior.
     
    SOJA: Queda do petróleo e clima favorável no Brasil superam boas exportações e pressionam Chicago
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte baixa. Foi a segunda sessão seguida de perdas. A queda de 4% do petróleo e a perspectiva de clima favorável para a evolução das lavouras brasileiras pressionaram as cotações. As boas exportações semanais americanas apenas limitaram o impacto negativo sobre os preços futuros. No financeiro, o dia foi de maior aversão ao risco, com preocupações em torno da demanda chinesa, em meio ao retorno das restrições naquele país. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou embarques semanais americanos acima de 3 milhões de toneladas.
    A expectativa do mercado era de 900 mil a 1,8 milhão de toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 12,25 centavos ou 0,85% a US$ 14,17 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 14,22 1/4 por bushel, com perda de 12,50 centavos de dólar ou 0,87%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,90 ou 0,22% a US$ 405,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 72,13 centavos de dólar, com perda de 1,95 centavo ou 2,63%.

    MILHO: Chicago reage e fecha sessão em alta
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços em alta. O cereal operou em baixa na maior parte do dia, pressionado pela força do dólar frente a outras moedas correntes, significativa baixa do petróleo e pela retomada do acordo do corredor de exportação de grãos no Mar Negro. O mercado, porém, reverteu próximo ao fechamento para o território positivo, em meio a fatores técnicos e do bom desempenho das vendas líquidas semanais norte-americanas de milho. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2022/23, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.169.700 toneladas na semana encerrada em 10 de novembro. O México liderou as compras, com 919.800 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 750 mil e 1,2 milhão de toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 6,67 1/2 por bushel, ganho de 2,25 centavos de dólar, ou 0,33%, em relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 6,69 por bushel, alta de 1,50 centavo, ou 0,22% em relação ao fechamento anterior.

    CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 1.280 sacas em 17/11
    Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 17 de novembro de 2022 estão em 484.089 sacas de 60 quilos, com queda de 1.280 sacas em relação ao dia anterior.