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    CONECTA NEWS – 18/10/2022

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    CAFÉ: Cotações voltam a ceder com perdas em NY e no dólar
    O mercado brasileiro de café voltou a apresentar preços fracos nesta terça-feira, refletindo mais um dia de baixas para o arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e com o dólar também em queda. Segundo a SAFRAS Consultoria, houve negociações envolvendo lotes menores, e com maior movimentação notada para consumo interno (indústria). O vendedor apareceu um pouco mais para negociações, mesmo com o cenário de quedas, talvez temendo pela sequência nas baixas. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 1.160,00 (compra) e R$ 1.190,00 a saca, contra R$ 1.170,00 (compra) e R$ 1.190,00 (venda) anteriormente. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 1.165,00 a R$ 1.195,00 a saca, no comparativo com R$ 1.180,00/1.200,00 do dia anterior. Já o café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 930,00/970,00 a saca, contra R$ 940,00/980,00 anteriormente. O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 635,00/645,00 a saca, contra R$ 640,00/650,00 do dia anterior. Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. Em mais uma sessão volátil, NY novamente esboçou uma recuperação após seguidas perdas. Porém, não manteve os ganhos e voltou ao terreno negativo, marcando a quinta sessão seguida de perdas. A baixa forte do petróleo puxou para baixo também o café em NY. Além disso, segue o sentimento de melhora na oferta, com boas exportações brasileiras em setembro e com notícias também de floradas promissoras, que vão resultar na safra de 2023 do país. O clima está sendo indicado como favorável para o pegamento das floradas. Além disso, o final do ano marca a chegada da safra de arábica da América Central e Colômbia, além do robusta vietnamita, trazendo maior tranquilidade em relação ao abastecimento global. Porém, o mercado mostra-se suscetível à correção técnica após tantas perdas. O contrato março, que logo passa a ser referência com a aproximação da notificação de entregas de dezembro, bateu nesta terça-feira no nível mais baixo desde agosto de 2021. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 195,10 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,45 centavo, ou de 0,2%. A posição março/2023 fechou a 190,30 centavos, queda de 1,05 centavo, ou de 0,5%. Dólar O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2530 para venda e a R$ 5,2510 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2410 e a máxima de R$ 5,2980.

    MERCADO BOI: Preços devem seguir mais fracos na segunda quinzena com reposição lenta
    O mercado físico de boi gordo teve um dia de preços mais fracos nesta terça-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos que atuam no Centro-Norte do país ainda desfrutam de uma frente bastante satisfatória em suas escalas de abate. Nesse ambiente delimitado parece pouco provável que haja recuperação dos preços durante o mês de outubro, disse ele. Outras regiões desfrutam de maior estabilidade, caso de São Paulo e de Minas Gerais, onde o padrão de negócios se consolidou nas últimas semanas. Para o último bimestre, há maior propensão a reajustes em função da boa demanda de carne bovina prevista para o período. No entanto, esses movimentos tendem a ocorrer de maneira comedida, sem repetir as altas explosivas de anos anteriores, assinalou Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 291,00. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 267,00 R$ 268,00. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 255,00 R$ 256,00. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 287,00 por arroba. Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 263,00 para a arroba do boi gordo. Atacado Já os preços da carne bovina seguem acomodados no atacado. O ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes no curto prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. Ainda há algum otimismo em torno da recuperação dos preços do atacado ao longo do último bimestre, período pautado pelo ápice do consumo no mercado doméstico. O quarto traseiro permaneceu a R$ 21,25 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 16,00 por quilo. A ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 15,80 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2530 para venda e a R$ 5,2510 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2410 e a máxima de R$ 5,2980.

    MERCADO SOJA: Preços caem no Brasil e produtores se retraem
    Os preços da soja caíram no Brasil nesta terça-feira. O volume de negócios foi baixo, com os produtores esperando por preços mais elevados. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 183,00 para R$ 182,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 182,00 para R$ 181,00. No Porto de Rio Grande, o preço baixou de R$ 189,00 para R$ 188,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou desvalorizou de R$ 182,00 para R$ 180,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca decresceu de R$ 189,00 para R$ 187,00. Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 168,00. Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 177,00 para R$ 172,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 172,00 para R$ 170,00. Chicago Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços predominantemente mais baixos. Apenas novembro encerrou no território positivo, em um dia volátil e marcado por ajustes técnicos. O mercado encontrou suporte na maior parte do dia no desempenho favorável do financeiro. A alta do petróleo e a queda do dólar frente a outras moedas ajudaram a oleaginosa. O bom número de inspeções semanais foi um dado positivo. Mas a recuperação foi limitada e zerada por outra série de fatores. O esmagamento nos Estados Unidos em setembro ficou abaixo do esperado. Além disso, a colheita avança bem nos EUA e o plantio tem boa evolução no Brasil. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 158,11 milhões de bushels em setembro, ante 165,538 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 161,6 milhões. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.882.386 toneladas na semana encerrada no dia 13 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 910 mil toneladas. Ainda hoje o mercado vai conhecer os dados atualizados sobre as condições das lavouras e o avanço da colheita nos Estados Unidos. Os dados serão divulgados às 17h pelo USDA. O plantio da safra de soja 2023/23 do Brasil atingiu 19,1% da área total esperada até o dia 14 de outubro. A estimativa parte de levantamento de SAFRAS & Mercado. Na semana anterior o plantio estava em 9,7%. A semeadura está atrasada na comparação com igual período do ano passado (21%) e acima da média dos últimos cinco anos (15%). Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar por bushel ou 0,10% a US$ 13,85 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,92 3/4 por bushel, inalterado na comparação com a sexta. Demais posições tiveram leve baixa. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,10 ou 0,02% a US$ 411,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,84 centavos de dólar, com alta de 1,54 centavo ou 2,35%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2530 para venda e a R$ 5,2510 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2410 e a máxima de R$ 5,2980.

    MERCADO AÇÚCAR: Terça-feira tem alta nas referências domésticas
    Os preços do açúcar cristal ficaram mais altos no mercado físico paulista nesta terça-feira. Em Ribeirão Preto, a saca de 50 quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa teve preço de R$ 127,00 (21,73 centavos de dólar por libra-peso), alta de 0,79%. O etanol hidratado se mostrou 13,80% mais baixo em relação ao açúcar bruto de Nova York equivalendo a 14,62 centavos de dólar por libra-peso (PVU), 25,31% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 94,86 por saca (16,23 centavos). Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em Março/2023 encerraram o dia a 18,67 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,10 centavo (-0,53%). A posição Maio/2023 fechou cotada a 17,78 centavos (-0,55%). O mercado voltou a cair, pressionado pela fraqueza do petróleo e do dólar ante outras divisas, ao mesmo tempo que ainda aguarda por uma definição acerca da política de exportação da India para a temporada 2022/23 (outubro-setembro). Por outro lado, demanda para entregas imediatas dos grandes importadores China e Indonésia e ainda uma desaceleração na moagem de cana do Brasil limitaram as perdas. Segundo uma importante associação de usinas da India, o país asiático irá aumentar sua produção de açúcar em 2% no recém iniciado ciclo, que deve totalizar 36,5 milhões de toneladas, enquanto o excedente exportável está estimado em cerca de nove milhões de toneladas. Espera-se uma definição sobre a cota de exportação em até uma semana. Com informações da Reuters. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2530 para venda e a R$ 5,2510 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2410 e a máxima de R$ 5,2980.

    MERCADO TRIGO: Negócios no Brasil são reduzidos em meio à volatilidade
    O mercado brasileiro de trigo opera com reduzido volume de negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os agentes seguem acompanhando de perto a volatilidade das variáveis formadoras de preços. No âmbito internacional o trigo, que alcançou o patamar máximo de US$ 9,50/bushel na sessão do último dia 10 na Bolsa de Chicago, vem devolvendo boa parte dos ganhos. Nessa terça-feira a mínima atingida foi de US$ 8,33/bushel. "A alta recente foi uma resposta às incertezas vindas do Mar Negro, em especial com a possibilidade da suspensão do corredor humanitário que permite que a Ucrânia exporte grãos. Nos últimos dias, contudo, o mercado tem sido pressionado por sinais esperançosos nas negociações em andamento para estender a rota de transporte de grãos ucranianos durante a guerra", disse. Bento observa que o câmbio também vem devolvendo parte da alta dos últimos dias. "Com isso, das principais variáveis formadoras de preços, a principal força altista neste momento é a quebra da safra paranaense. Ainda não se tem um número fechado de quais foram as perdas no estado, mas sabe-se que serão expressivas, principalmente na qualidade", explicou. No Paraná as indicações no FOB ficam entre R$ 1.750 e R$ 1.780 a tonelada para grãos que não têm problemas de qualidade. No CIF moinho já foi reportado negócio por até R$ 1.800//tonelada. No Rio Grande do Sul os primeiros lotes da safra nova foram negociados entre R$ 1.740 e R$ 1.750 a tonelada no FOB. No porto a melhor indicação ficou em R$ 1.810/tonelada, que acaba dando um preço inferior às indicações para o mercado nacional. Chicago A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços significativamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelo otimismo nas negociações em andamento para estender a rota de transporte de grãos ucranianos durante a guerra, segundo investidores consultados pela Reuters. Dúvidas sobre a economia mundial, bem como fatores técnicos, também atuaram como fator negativo nos preços. O mercado também acompanhou o mergulho do petróleo, que despencou após a notícia de que os Estados Unidos vão liberar ainda mais petróleo de suas reservas estratégicas, apesar do aumento dos temores de uma recessão global e uma consequente queda na demanda. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 16 de outubro, a semeadura estava apontada em 69%. O mercado esperava 68%. Na semana passada, eram 55%. Em igual período do ano passado, o número estava em 69% e a média dos últimos cinco anos é de 68%. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,49 1/2 por bushel, baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,33%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,67 3/4, recuo de 11,00 centavo de dólar, ou 1,25%, em relação ao fechamento anterior. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2530 para venda e a R$ 5,2510 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2410 e a máxima de R$ 5,2980.

    CAFÉ: CNA discute ações de mitigação dos efeitos climáticos na cafeicultura
    A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu em reunião ações de mitigação dos efeitos climáticos na cafeicultura. Entre as ações estão o acesso ao crédito rural por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e gestão de risco através do seguro rural. É necessário um projeto estrutural para a cafeicultura brasileira. Nós do Sistema CNA devemos nos unir e buscar apoio dos demais segmentos do setor para fazer um planejamento estratégico para o futuro da cafeicultura no Brasil. Precisamos colocar tudo na mesa e ver o que podemos fazer pelos produtores, porque sem ele não tem café, geração de renda e empregos, afirmou o presidente da comissão, José Edgard Pinto Paiva. Segundo Paiva, o arábica, principal café exportado pelo Brasil, é a espécie que mais tem sofrido com problemas climáticos. Apenas em Minas Gerais, maior estado produtor do País, mais de 13 mil hectares foram afetados por granizo em 2022. A assessora técnica da comissão, Raquel Miranda, apresentou dados que mostram os efeitos do clima na produção de café desde 2020. Além da significativa quebra de produção nas safras cafeeiras de 2021 e 2022, já sabemos que a safra 2023 também teve seu potencial produtivo comprometido pelas questões climáticas. O impacto na produção de café arábica é mais latente, exigindo ações direcionadas para as estas regiões, disse. De acordo com Raquel, o potencial produtivo para a safra do arábica em 2022 era de 46,56 milhões de sacas, mas de acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita foi apenas de 32,07 milhões de sacas, uma perda de 14,49 milhões de sacas apenas no arábica. Raquel explicou ainda o funcionamento das linhas de crédito do Funcafé, que disponibilizam crédito rural exclusivo para a cafeicultura em capital de giro, comercialização, custeio, Financiamento para Aquisição de Café (FAC) e recuperação de cafezais danificados. Atualmente temos R$ 6 bilhões de recursos do Funcafé que precisam ser empregados de forma assertiva, acrescentou. Como sugestão, a comissão elencou alguns pontos principalmente para a linha de recuperação de cafezais danificados, além do diálogo com os agentes financeiros para ampla divulgação dos bancos que contrataram recursos para que essa linha, de forma que ela seja ofertada ao produtor. As informações partem da assessoria de imprensa da CNA.