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    CONECTA NEWS – 20/09/2022

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    ALGODÃO: NY volta a sucumbir com apreensão com recessão
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta terça-feira As preocupações com recessão global, com o Banco Central americano (Federal Reserve) começando a decidir hoje nova elevação na taxa de juros, voltaram a pressionar o algodão. A apreensão é com desaceleração no crescimento econômico (recessão), que pode reduzir a demanda pelo algodão e derivados (têxteis). Além disso, as indicações de melhora nas condições climáticas para a safra americana pesam sobre as cotações, com expectativa pela chegada da safra adiante. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 93,33 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,71 centavos, ou de 2,8%. A posição março/2023 fechou a 90,45 centavos, desvalorização de 2,60 centavos, ou de 2,8%.

    TRIGO: Chicago dispara à máxima em quase três meses com acirramento de conflito
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. Os preços atingiram, numa base contínua, o maior nível desde 30 de junho. Esta foi a maior valorização diária desde 7 de março para o contrato dezembro. Segundo a Dow Jones, notícias de que a Rússia planeja anexar as regiões ocupadas da Ucrânia impulsionaram as cotações, uma vez que sinalizam para um prolongamento do conflito na região. Os agentes monitoram as repercussões sobre o fornecimento de grãos pelo Mar Negro. O presidente russo deve se pronunciar sobre o tema em breve. Preocupações quanto ao clima seco nos Estados Unidos atuaram como fator alista. Ontem, as boas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou números de inspeção de exportação do país acima do esperado pelo mercado. Fatores técnicos também contribuíram com a disparada de hoje. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,93 3/4 por bushel, alta de 63,25 centavos de dólar, ou 7,61%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 9,07 1/4, ganho de 60,75 centavos de dólar, ou 7,17%, em relação ao fechamento anterior.

    CAFÉ: Estoques no Brasil podem atingir mínima histórica
    Os estoques de café do Brasil caminham para uma baixa recorde. Segundo Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), os estoques do país sul-americano podem cair para apenas 7 milhões de sacas em março. Segundo analistas, um nível mais confortável é entre 9 e 12 milhões de sacas, informou a Bloomberg. Os problemas de abastecimento do Brasil ecoam a escassez global, que ameaça elevar os preços em meio à persistente inflação de alimentos. Os estoques de arábica nos armazéns, monitorados pela bolsa norte-americana ICE Futures, estão nos níveis mais baixos em 23 anos. Enquanto isso, a demanda global continua a aumentar, com o consumo nesta temporada crescendo 1,5% após um aumento de 2% no ano passado, de acordo com a empresa de pesquisa hEDGEpoint Global Markets relatada pela Bloomberg. Os estoques "estão tão escassos que, mesmo que tenhamos uma boa safra no ano que vem, o Brasil dificilmente terá o suficiente para atender à demanda", disse Nelson Carvalhaes, membro do conselho de administração do grupo exportador Cecafé. "Só precisamos que chova." Mesmo no mercado interno brasileiro, o custo de um pacote entregue na principal área consumidora de São Paulo subiu 19% em relação a um ano atrás, segundo dados da Universidade de São Paulo. "Os preços globais continuarão subindo e a incerteza sobre a oferta brasileira é um dos principais motivos", disse Guilherme Morya, analista econômico sênior do Rabobank. Dada a situação no Brasil, há poucas chances de alívio da oferta global apertada. As condições climáticas do La Niña devem continuar nos próximos meses, trazendo mais seca para o Brasil e muita chuva para a Colômbia, o segundo maior fornecedor mundial de café. Condições climáticas adversas também podem afetar os rendimentos na Guatemala, Honduras e Nicarágua, enquanto o Vietnã viu seus estoques encolherem em meio a perspectivas ruins de colheita. Tudo indica que o mercado de café caminha para um segundo ano consecutivo de demanda maior que oferta, uma ocorrência rara, disse a analista da hEDGEpoint, Natalia Gandolphi. Regis Ricco, consultor do estado de Minas Gerais, agora espera que a safra de arábica do Brasil seja de cerca de 30 milhões de sacas, acima dos 32 milhões de sacas no início de agosto. O fluxo de entregas de caminhões que chegam às cooperativas está mais lento que o normal. É "como se estivéssemos na baixa temporada", disse ele.

    CARNES: ABCS promove webinares sobre importância do uso prudente de antibióticos na suinocultura
    Nos dias 25 de agosto, 1 e 15 de setembro a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), realizou uma série de webinars técnicos, organizados em parceria com a 333 Brasil, que contabilizaram mais de 1800 visualizações até o momento. Disponibilizados gratuitamente no YouTube, a Associação recebeu especialistas em saúde animal e autores do livroO uso prudente e eficaz de antibióticos na suinocultura, publicado este ano pela ABCS, para discutir os temas abordados no material. Durante os 3 dias, os especialistas falaram sobre resistência antimicrobiana, uso racional de antimicrobianos, importância do bem-estar na promoção da saúde animal, prevenção e diagnóstico de doenças, biossegurança, vacinação, eubióticos, fábrica de ração e meio ambiente. Para a Auditora Fiscal Federal Agropecuária e Chefe de Divisão de Programas Especiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Mirela Eidt, que participou da abertura da série de webinars, o tema central da iniciativa é muito oportuno, pois é uma demanda cada vez mais presente na realidade da suinocultura brasileira. As ações relacionadas à prevenção da resistência aos antimicrobianos são importantes não só para a preservação da saúde animal, mas para a saúde pública e para a manutenção dos mercados que o Brasil já tem em termos de exportação. Já a Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Ana Lucia Viana, elogiou a publicação do livro, associada aos treinamentos online que se tornam importantes ações para capacitação de todos os profissionais envolvidos. O Ministério da Agricultura tem trabalhado para promover o uso racional de antibióticos, segurança alimentar e o controle de resíduos nos alimentos. A exemplo, temos o Plano de Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes PNCRC / Animal, com ações de fiscalização nos estabelecimentos sob SIF, melhoria das fabricas de ração, visando manter a saúde dos consumidores e dos animais. Ela ressaltou também a importância e exigência dos consumidores, tanto de brasileiros quanto de clientes internacionais, para a manutenção da saúde única. A Diretora Técnica da ABCS, Charli Ludtke, defende a importância da abordagem integrada para o uso racional de antimicrobianos na suinocultura, visando a manutenção da saúde dos animais, das pessoas e do meio ambiente. O livro traz capítulos que são estruturantes para promovermos a redução do uso dos antibióticos e a manutenção da sua eficácia, tais como: bem-estar animal, biossegurança, programas efetivos de vacinação, bom diagnóstico, monitoramento das doenças, a implementação de substitutivos aos antibióticos, dentre outros. Pois, associadas, essas ações são elementos essenciais para a efetiva redução da resistência aos antimicrobianos na cadeia suinícola, sendo uma responsabilidade compartilhada entre todos nós. As informações partem da assessoria de imprensa da ABCS.

    SOJA: Clima seco, piora das lavouras, atraso na colheita e disparada do trigo sustentam contratos em Chicago
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. Depois de um início volátil, o mercado se firmou no território positivo, refletindo os dados divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O clima seco previsto para o Meio Oeste e o desempenho do trigo e do milho ajudaram na elevação. O Departamento apontou lentidão na colheita da safra americana e queda nas condições das lavouras. O bom desempenho dos grãos vizinhos, principalmente do trigo, que disparou em meio as preocupações com o conflito na Ucrânia, completou o cenário positivo para os preços da oleaginosa. Segundo o USDA, até 18 de setembro, 55% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 56%), 30% em situação regular e 15% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 56%, 29% e 15%, respectivamente. Foi divulgado também o relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 18 de setembro, a área colhida estava apontada em 3%. O mercado esperava 5%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 5%. A média é de 5%. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 17,50 centavos ou 1,19% a US$ 14,78 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,84 1/2 por bushel, com ganho de 17,00 centavos de dólar ou 1,15%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 10,10 ou 2,35% a US$ 439,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 65,91 centavos de dólar, com ganho de 0,75 centavo ou 1,15%.

    MILHO: Chicago sobe com piora das lavouras e previsão de clima seco nos EUA
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços em alta. O mercado se consolidou frente a piora nas condições das lavouras dos Estados Unidos. O cereal acompanhou também a preocupação com o clima, que tem previsão desfavorável para o milho em países da América do Sul, como a Argentina, e da soja e trigo nos Estados Unidos. Além disso, os investidores estão em compasso de espera para o relatório do Federal Reserve, que será divulgado amanhã e definirá a política de juros dos Estados Unidos. Outro fator de suporte foi a notícia de que a Rússia planeja anexar as regiões ocupadas da Ucrânia, o que sinaliza para um prolongamento do conflito na região, o que gerou fortes ganhos no trigo ao longo do dia. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 18 de setembro, a área colhida estava em 7%. O mercado esperava 10%. Na semana passada, eram 5%. Em igual período do ano passado o número era de 9%. A média para os últimos cinco anos é de 8%. O USDA também divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 11 de setembro, 52% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 53%), 27% em situação regular e 21% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 53%, 27% e 20%, respectivamente. Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 6,92 por bushel, ganho de 13,75 centavo de dólar, ou 2,02%, em relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 6,96 3/4 por bushel, alta de 13,25 centavo, ou 1,93% em relação ao fechamento anterior.

    SOJA: Compras na Argentina já superam média dos últimos três anos
    Desde a implementação do dólar de soja no início de setembro, que permite que as exportações sejam liquidadas em US$ 200, foram realizadas operações finais de 7,4 milhões de toneladas, o que já superaria a média dos últimos três anos com a comercialização de 64,9% do total produzido. Do total, 5,3 milhões de toneladas correspondem a novas operações de comercialização e 2,1 milhões de toneladas a fixações. Além disso, a maior parte das novas operações de compra e venda com preço fixo foram feitas a um valor médio de $ 69.673 por tonelada, enquanto os preços fixos para contratos celebrados nessa modalidade no passado foram feitos a um valor médio de $ 69.567 por tonelada. O impulso à comercialização deixa as compras totais de industriais e exportadores para quarta-feira em 27,4 milhões de toneladas. Em relação à produção de soja 2021/22, esta chega a 64,9% do volume total, superando a média dos últimos 3 anos e deixando para trás o atraso nas vendas observado em agosto. Desde a entrada em vigor do Programa de Incentivo às Exportações, as vendas externas de soja foram registradas no valor de US$ 2,344 milhões, e a arrecadação tributária foi aportada por meio de tarifas de exportação no valor de US$ 744 milhões. Com informações da Agência CMA Latam.

    TRIGO: Maioria dos solos do Paraguai têm reservas de umidade
    As condições de disponibilidade de água nas unidades de solos dos departamentos monitorados no Paraguai, apresentam estados que estão em entre Déficit Moderado (10-25%) e Excesso Hídrico, segundo o Instituto de Biotecnologia agrícola (INBIO). No momento da análise, em sua fase final de cultivo, a maioria dos solos se encontravam com reserva de umidade em relação às necessidades hídricas da cultura.

    MILHO: Argentina registra estoques armazenados de 19 milhões de toneladas no começo de setembro
    A Bolsa de Valores de Rosário (BCR) calculou que, no início de setembro, a estocagem de milho em armazéns, indústrias e portos de exportação totalizou mais de 19 milhões de toneladas. Esse volume de estoques, próximo de se voltar para o consumo interno e para as exportações, marca um registro recorde desde o começo das apurações, em fevereiro de 2015. Significaria também o maior volume histórico de armazenamento na Argentina. Ao contrário da primeira quinzena de setembro da campanha 2020/21, observa-se um crescimento de 23,33%. Entre agosto e setembro, a armazenagem de milho cresceu quase 2 milhões de toneladas, ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos quatro anos; onde um setembro foi mostrado começando com perda de estoques em uma base inter-mensal. "Em linha com os níveis substanciais de produção e exportação de carne e milho, fica claro que o crescimento do uso e do comércio exterior de milho na Argentina continua se consolidando", explica a BCR. Em seguida, concluem que a dinâmica comercial manteve-se com o foco colocado fundamentalmente no soja, enquanto a atividade do lado dos cereais se mostrou muito limitada, com preços díspares do milho. No entanto, a partir de quarta-feira, o número de compradores, bem como as possibilidades de entrega, e não houve ofertas de milho novo. As informações são da CMA LatAm.

    AÇÚCAR: NY fecha em alta com correção técnica e apoiada por aperto na oferta
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em alta. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 18,19 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,50 centavo (+2,02%) em relação ao fechamento anterior. A posição março/2023 fechou cotada a 17,80 centavos (+2,47%). O mercado fechou a sessão em alta seguindo o movimento de recuperação técnica. Segundo traders, o aperto na oferta no curto prazo dá suporte aos preços, apesar de que o cenário deve ser de melhor oferta na temporada 2022/23 (outubro/setembro). A queda no petróleo, os indícios de melhora na oferta na temporada 2022/23 e a expectativa de novas baixas dos combustíveis no Brasil são aspectos baixistas adiante no mercado. Com informações da Agência Reuters.