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    CONECTA NEWS – 20/10/2022

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    AGRICULTURA: Chuvas fora de época e perdas de safra podem manter alta a inflação de alimentos na India
    O orizicultor indiano Ibrahim Shaikh diz que olhava para o céu diariamente e rezava para que as chuvas fora de época parassem. Com suas orações não atendidas, ele diz que começou a colher a safra úmida no início desta semana. A safra estava pronta para a colheita há 10 dias e 20% a 30% dos grãos foram perdidos por causa das fortes chuvas. Se eu não colher agora, não vou conseguir nada, disse Shaikh, enquanto secava o arroz colhido em uma folha de plástico na vila de Kadadhe, 110 km a leste de Mumbai. As perdas de safras para Shaikh e agricultores em todo o país significam que os preços dos alimentos, que já atingiram o nível mais alto em mais de dois anos, podem permanecer elevados, em vez de diminuir após a colheita, como costumam fazer. Os milhões de pobres que vivem em zonas rurais da India serão particularmente afetados, atingidos tanto pela safra ruim quanto pelos altos preços. Juntamente com os grãos, os preços de vegetais, leite, leguminosas e óleos comestíveis, que representam mais de um quarto do índice geral de preços ao consumidor, estão subindo e provavelmente permanecerão altos nos próximos meses. Economistas dizem que a inflação anual provavelmente começará a diminuir a partir do pico de 7,41% de setembro por causa de um salto no índice nos meses correspondentes do ano passado, mas as pressões de preços sobre grãos, vegetais e leite persistirão. No início desta semana, o Reserve Bank of India disse que a inflação global diminuirá em relação aos níveis de setembro, embora com teimosia, e a luta contra a inflação será obstinada e prolongada. Além de manter a inflação alta, os preços mais altos dos alimentos serão mais um fardo no campo, onde os salários não acompanharam a inflação. Enquanto isso, o aumento da renda e um boom no consumo nas cidades estão levando o crescimento geral para uma previsão de 7% no atual ano fiscal de abril a março, o mais alto entre as principais economias mundiais. Uma pesquisa da Reuters de 13 a 19 de outubro com economistas disse que o crescimento provavelmente desacelerou no trimestre julho-setembro, embora deva chegar a 6,9% para todo o ano fiscal. De acordo com um relatório de pesquisa da Crisil, a inflação de setembro foi de 8,1% para os pobres rurais, definidos como os 20% mais pobres da população em termos de consumo. Nas áreas urbanas, a inflação para o segmento de 20% mais rico foi de apenas 7,2%. A inflação de alimentos mais alta tende a agir como um imposto regressivo sobre os pobres, disse Yuvika Singhal, economista da QuantEco Research. Em um mundo pós-pandemia, pode perpetuar a recuperação econômica em forma de K e ampliar ainda mais as desigualdades de renda. Popat Pawar, que trabalha em uma fazenda no distrito de Pune, no estado de Maharashtra, diz que está conseguindo trabalho, mas seu empregador não está pronto para aumentar os salários. Os preços de tudo, desde óleos comestíveis, vegetais a leite, subiram. Não é possível arcar com as despesas domésticas com a mesma renda, disse Pawar, de 43 anos, cujas economias se esgotaram no ano passado quando foi hospitalizado com COVID-19. O agricultor de arroz Baban Pingle, na vila de Kotharni, no distrito de Pune, diz que não pode aumentar os salários porque seus custos de produção aumentaram com os preços mais altos do diesel e dos fertilizantes. Além disso, ele também precisa gastar mais na compra de itens essenciais. Produzimos apenas arroz. Todo o resto temos que comprar. Também estamos sentindo o aperto da inflação e não sabemos quanto arroz podemos produzir. Toda a safra pode ser danificada por causa das chuvas, disse Pingle. A perspectiva de inflação teimosamente alta pode forçar o banco central a aumentar ainda mais as taxas, possivelmente amortecendo o crescimento. O governo, que enfrenta importantes eleições estaduais no final deste ano, estará sob pressão para responder à angústia rural. No mês passado, a India estendeu o maior programa de alimentos gratuitos do mundo para os pobres em três meses até dezembro, mas os comerciantes dizem que o programa não pode ser prolongado por muito mais tempo, pois os estoques de alimentos estão diminuindo. Os estoques de trigo com agências estatais caíram para 22,7 milhões de toneladas em 1º de outubro, ante 46,9 milhões de toneladas um ano atrás. No entanto, funcionários do governo dizem que os estoques são adequados. Ofertas limitadas elevaram os preços locais do trigo para um recorde. As importações não são uma opção devido aos altos preços no exterior após a guerra na Ucrânia. Os preços do óleo comestível também estão se recuperando após uma queda recente, pois as fortes chuvas estão interrompendo a produção de óleo de palma nos principais países produtores, enquanto as preocupações aumentam com o fornecimento de óleo de girassol na região do Mar Negro, disse B.V. Mehta, diretor executivo da Associação de Extratores. Enquanto isso, os principais produtores de leite estão elevando os preços à medida que os estoques de produtos lácteos estão se esgotando devido às exportações robustas de leite em pó e manteiga, disse B. B. Thombare, presidente da empresa de laticínios Natural Sugar and Allied Industries. "A produção de leite está aumentando, mas os preços não devem cair por causa dos estoques escassos de produtos lácteos", disse ele.

    CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 4.672 sacas em 20/10
    Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 20 de outubro de 2022 estão em 392.727 sacas de 60 quilos, com queda de 4.672 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

    CAFÉ: SAFRAS revisa para baixo produção brasileira 2022/23 para 57,3 milhões de sacas
    SAFRAS & Mercado divulgou mais uma revisão para baixo em sua estimativa para a produção brasileira de café 2022/23 para agora 57,3 milhões de sacas de 60 quilos, contra 58,2 milhões de sacas de 60 quilos estimadas em setembro. O número inicial, preliminar, era de 61,1 milhões de sacas. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, a safra de 2022 trouxe implicações raras que vão levando a correções nas estimativas. "As implicações climáticas vão de seca, frio extremo e geada, passando por excesso de chuvas nas floradas e no período de granação, com intervalos muito longos de estiagem e temperaturas acima da média", comenta. Isso trouxe um impacto significativo sobre o desenvolvimento das lavouras para a safra de 2022. Diante disso, SAFRAS voltou a ajustar seu número de produção para a safra Brasil 22/23, recuando para 57,30 milhões de sacas, sendo 34,60 milhões de arábica e 22,70 milhões de sacas de 60 kg de conilon.

    ALGODÃO: NY volta a ter pressão de preocupações com demanda e recessão globais
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nos contratos mais próximos, tendo ganhos apenas nos mais distantes. Novamente, o mercado foi pressionado pelas preocupações com a recessão global e os efeitos sobre a demanda por tecidos feitos de algodão. Com a diminuição do crescimento econômico (recessão), é natural uma queda na demanda e isso pesa sobre as cotações. Outro fator que também afeta a demanda são as frequentes medidas de restrição para a circulação de pessoas na China, adotadas para conter a covid-19. Essas determinações têm afetado as operações da indústria têxtil local. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 77,40 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 0,89 centavo, ou de 1,1%. A posição março/2023 fechou a 77,26 centavos, perda de 0,71 centavo, ou de 0,9%.

    EMPRESAS: Friboi amplia a sua frota de caminhões elétricos refrigerados para 10 estados
    A Friboi vai ampliar a sua frota de caminhões 100% elétricos refrigerados, de 10 para 53 veículos até janeiro de 2023. Com o movimento, a companhia reforça a distribuição sustentável dos seus produtos, em viagens locais dentro de centros urbanos em 10 estados brasileiros. Para a inclusão dos novos veículos nas operações logísticas, a Friboi irá instalar os sistemas de carregamento de veículos elétricos em seus Centros de Distribuição no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, Pernambuco e Bahia. Desde abril deste ano, quando os primeiros caminhões foram introduzidos na frota, Paraná, São Paulo e Distrito Federal já contavam com a infraestrutura adequada. "Com a expansão da nossa frota de veículos refrigerados eletrificados, damos mais um importante passo na transformação das nossas operações logísticas em um modelo de baixo carbono. A evolução da tecnologia e consequente aumento da autonomia dos veículos nos permitirá, no médio e longo prazo, a ampliação gradual da nossa frota eletrificada", destaca o diretor de Logística da Friboi, Gilmar Schumacher. A ampliação da frota de veículos elétricos permitirá que a Friboi deixe de emitir cerca de 1,6 mil toneladas de gás carbônico (CO2) por ano na atmosfera. Isso porque os caminhões eletrificados vão substituir os veículos movidos a diesel, mais poluentes. Segundo a companhia, o avanço da eletrificação da frota de transporte faz parte dos esforços da JBS para se tornar Net Zero em 2040, ou seja, reduzir as emissões de escopo 1 (diretas), 2 (indiretas em energia elétrica) e 3 (indiretas), a fim de compensar toda a emissão residual. Até o primeiro trimestre do próximo ano, a JBS terá uma frota de mais de 300 veículos elétricos nas operações logísticas dos seus negócios.

    MILHO: Plantio 22/23 atinge 17% da área na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
    O plantio de milho da safra 2022/23 atinge 17% na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é estimada em 7,3 milhões de hectares. Os trabalhos avançaram 0,6 ponto percentual desde a semana passada e estão 9,3 pontos atrasados na comparação com o ano passado.

    TRIGO: Chicago cobre posições e fecha em alta com dólar fraco
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. O mercado buscou uma recuperação frente às perdas recentes, encontrando suporte num movimento de cobertura de posições e de compras de barganha. A fraqueza dólar contribuiu para a alta, pois favorece a competitividade do trigo dos EUA no cenário exportador. No fechamento, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,49 1/4 por bushel, alta de 8,00 centavos de dólar, ou 0,95%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,68 por bushel, elevação de 8,50 centavos, ou 0,98%, em relação ao fechamento anterior.

    SOJA: Boas exportações semanais, novas vendas, petróleo e dólar impulsionam Chicago
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em boa alta. Sinais de demanda aquecida pelo produto americano garantiram a reação. A alta do petróleo e a queda do dólar frente a outras moedas ajudaram na recuperação. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2022/23, com início em 1º de setembro, ficaram em 2.335.600 toneladas na semana encerrada em 13 de outubro. A China liderou as importações, com 1.976.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 800 mil e 2,5 milhões de toneladas. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou duas operações de vendas por parte de exportadores privados. Uma delas envolveu 201 mil tonelada para a China. A outra, 132 mil tonelada para destinos não revelados. Traders apostam em continuidade da demanda aquecida nos próximos dias. O desempenho de outros mercados ajudaram a dar competitividade à soja americana. O petróleo subiu em Nova York e o dólar recuou frente a outras moedas. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 19,00 centavos ou 1,38% a US$ 13,91 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,00 por bushel, com ganho de 17,25 centavos de dólar ou 1,24%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 11,60 ou 2,88% a US$ 413,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,42 centavos de dólar, com perda de 0,22 centavo ou 0,31%.

    MILHO: Chicago encerra dia em alta, sustentada por fraqueza do dólar
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços em alta. O mercado foi sustentado pela fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes. Além disso, o mercado também se posicionou frente ao resultado do relatório de vendas líquidas semanais dos Estados Unidos, que ficaram dentro do esperado por analistas. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2022/23, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 408.300 toneladas na semana encerrada em 13 de outubro. O México liderou as compras, com 183.700 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 250 mil e 700 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 6,84 por bushel, ganho de 5,75 centavos de dólar, ou 0,84%, em relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 6,90 por bushel, alta de 5,50 centavos, ou 0,80% em relação ao fechamento anterior.

    SOJA: Plantio na região de Santa Maria (RS) pode ser interrompido caso falta de chuvas persista
    Os produtores da região de Santa Maria (RS) começam a se preocupar com uma possível paralisação do plantio devido à falta de chuvas. Segundo o assistente técnico da regional da Emater/RS, Luis Fernando Rodrigues, se não chover esta semana o plantio vai precisar parar. Até o momento, a região conta com 2% plantado de uma área de 1,46 milhão de hectares. A expectativa de produtividade é de 55 sacas de 60 quilos por hectare. O plantio se estende até fevereiro.