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    CONECTA NEWS – 23/09/2022

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    AÇÚCAR: Fundos/especuladores diminuem carteira comprada em NY – CFTC
    A CFTC (Commodity Futures Trading Comission) divulgou os números do relatório de compromissos dos traders com dados até 20 de setembro para o açúcar bruto na ICE Futures U.S. (Bolsa de Nova York). Os números do relatório revelam que os grandes fundos e especuladores possuíam até a data 37.345 posições líquidas compradas (long), ante 68.330 posições compradas na semana anterior. As casas comerciais, como indústrias, casas corretoras e comerciantes, estavam com uma posição líquida vendida (short) de 35.860 contratos. As posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, indicam que os especuladores estão vendidos em 1.485 contratos líquidos. Em 20 de setembro, 744.873 contratos estavam em aberto no mercado futuro de açúcar bruto da ICE Futures US, 6.901 lotes a menos que na semana anterior.

    SOJA: Plantio inicia e chega a 1,79% Mato Grosso
    A semeadura da safra de soja 2022/23 do Mato Grosso atingiu 1,79% da área projetada, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), com número obtido até 23 de setembro. No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 1,2%.

    MERCADO SOJA: Preços no Brasil encerram semana com variação negativa
    Os preços da soja oscilaram de estáveis a mais baixos no Brasil nesta sexta-feira. Em Rondonópolis, o ajuste do preço foi pontual. O dólar concedeu certo suporte às cotações, mas a queda em Chicago foi determinante. O mercado brasileiro fechou a semana com variação negativa nas principais praças de comercialização. Os negócios observados foram apenas "da mão para a boca", movimentando algo entre 150 mil e 200 mil toneladas. Os números são considerados baixos em relação a outros meses. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 181,00 para R$ 179,00. Na região das Missões, a cotação decresceu de R$ 180,00 para R$ 178,00. No Porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 189,00 para R$ 187,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 180,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 186,50. Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 167,00 para R$ 169,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 175,00 para R$ 172,00. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 169,00 para R$ 167,00. Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte baixa, quase zerando os ganhos acumulados na semana. Novembro fechou o período com valorização de 0,54%. O clima de aversão ao risco no financeiro, com o temor de uma recessão global, foi o principal motivador da baixa de hoje. O petróleo despencou mais de 5%, puxando as demais commodities para o território negativo. O dólar subiu frente a outras moedas, tirando competitividade dos produtos de exportação dos Estados Unidos. Fundos e especuladores se desfizeram de posições, procurando opções mais seguras. Além disso, o mercado sente a pressão sazonal da maior oferta, com o avanço da colheita nos Estados Unidos. No Brasil, o clima contribui para o início do plantio, aumentando a expectativa favorável em relação à colheita sul-americana. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 31,25 centavos ou 2,14% a US$ 14,25 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,31 3/4 por bushel, com perda de 31,50 centavos de dólar ou 2,15%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,60 ou 1,3% a US$ 423,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,28 centavos de dólar, com perda de 2,78 centavo ou 4,18%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,64%, sendo negociado a R$ 5,2480 para venda e a R$ 5,2460 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1710 e a máxima de R$ 5,2660. Na semana, o dólar caiu 0,23%.

    DEFENSIVO: Importação cresce 95% no terminal de contêineres de Paranaguá
    A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, registrou um aumento de 95% na movimentação de defensivos agrícolas no período entre janeiro e agosto de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021. Ao todo, foram importadas mais de 166 mil toneladas do produto. Desafios no comércio exterior, benefícios governamentais e estratégias dos importadores influenciaram no crescimento. Entre as empresas que mais importaram defensivos agrícolas na TCP está a CHD'S do Brasil, que nos primeiros meses de 2022 aumentou em 700% a compra deste tipo de produto em comparação com o mesmo período de 2021. De acordo com a diretora sócia da CHD'S, Leila Zorzetto, "o principal motivo do aumento de importação foi nosso crescimento no mercado e a ampliação de nosso portfólio com a aprovação de novos registros". As crescentes liberações realizadas pelo governo federal, autorizando a importação de novos defensivos agrícolas, contribuíram para o aumento de movimentações do setor. Segundo o Ministério da Agricultura, só em 2021 foram 562 produtos do tipo autorizados. Outro motivo para a disparada das importações é o clima seco, que torna o ambiente propício para proliferação de pragas e insetos. De acordo com a diretora executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Eliane Kay, "o Paraná é uma das maiores potências agrícolas brasileiras. O estado sofre com o impacto de insetos, fungos e plantas daninhas, que afetam sensivelmente a produtividade." O Sindicato afirma que plantas daninhas e os insetos sugadores -- moscas-brancas, cigarrinhas e percevejos -- afetaram diretamente as lavouras paranaenses de soja, milho e cana no primeiro semestre deste ano. Juntas, as três culturas geram mais de R 46,6 bilhões em valor de produção no estado, anualmente, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Importação por Paranaguá Os principais clientes importadores de defensivos agrícolas da TCP movimentaram, juntos, um total de 11.382 TEUs (unidade de medida padrão para um contêiner de 20 pés) em 2022. O número é quase o dobro de 2021, que registrou movimentação de 5.851 TEUs de janeiro a agosto. Segundo Giovanni Guidolim, gerente comercial e de atendimento da TCP, a pandemia reduziu a oferta de matérias primas no mercado. "Em 2022, prevendo nova falta de produtos, os nossos clientes intensificaram as importações para antecipar as próximas safras, resultando em um grande estoque da mercadoria", explica Guidolim. No caso da CHD'S, a estocagem aconteceu como uma medida de cautela em relação ao aumento do frete marítimo e novos lockdowns. "Como nossos produtos são sazonais, antecipamos alguns embarques", comenta Zorzetto. De acordo com dados do Sindiveg, o mercado de defensivos agrícolas no Paraná representou 10% da aplicação total brasileira no primeiro semestre de 2022. O estado aplicou mais de US 630 milhões em insumos no período, valor 12% maior em relação ao mesmo período do ano anterior -- algo motivado tanto pela incidência de insetos e plantas daninhas como pelo aumento de área plantada e por antecipação de compras e sazonalidade. "Apesar do Paraná ter aumentado em 12% o valor adquirido do produto, na TCP verificamos um crescimento de 95% no volume movimentado. O motivo disso é que temos empresas de diversos estados optando por Paranaguá pelas condições de infraestrutura exclusivas para armazenagem de carga IMO que oferecemos, além do maior pátio para contêineres e melhores condições comerciais do Brasil. A nossa franquia de 10 dias livres de armazenagem concede mais flexibilidade às empresas, e vem de encontro com a tendência de maior estocagem deste mercado", comenta Guidolim. Segundo o Sindiveg, a tendência para os próximos meses é de intensificar a importação de matérias-primas. "Em razão do agravamento dos desafios sanitários causados por pragas e doenças, não só o Paraná, mas todos os estados brasileiros, devem manter intensa aquisição de produtos para a safra 2022/2023", prevê Eliane Kay. As informações são da assessoria de imprensa da TCP.

    LOGISTICA: Preços de frete seguem tendência de queda na maioria dos estados
    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta sexta-feira (23) a edição de setembro do Boletim Logístico, que traz como um dos destaques a queda nos preços de frete para a maioria dos estados, conforme pesquisa realizada para as principais rotas de escoamento de grãos no país. De acordo com o Boletim, o estado de Mato Grosso apresentou uma considerável queda nas demandas após o encerramento do período de colheita em agosto. Já em Mato Grosso do Sul, o mercado de fretes apresentou estabilidade, sustentado pela movimentação do milho segunda safra. Para Goiás, em agosto, o escoamento de grãos por via rodoviária ficou abaixo do esperado por parte das transportadoras em razão da redução estadual nos volumes embarcados para exportação. No Distrito Federal, os fretes rodoviários também apresentaram recuo na maioria das rotas pesquisadas. A queda nos preços dos combustíveis e a finalização da colheita do milho segunda safra resultaram na redução dos preços praticados. No Paraná, a comercialização de milho para exportação segue paralisada, devido ao direcionamento dos grãos para o uso regional. Na Bahia, os fretes em agosto apresentaram tendência de queda ou estabilidade, sinalizando o efeito da redução do valor do combustível e redução da demanda por transporte dos produtos agrícolas. Em relação aos fretes no Piauí, as variações observadas se dão em decorrência das condições das estradas, especialmente nos períodos de chuva, e, também, das reduções nos preços dos combustíveis. Exportações de milho - O Boletim Logístico de setembro também destacou a comercialização de milho para o exterior. O produto atingiu um recorde para o período entre janeiro e agosto, chegando a 17,9 milhões de toneladas exportadas, valor 79,3% maior do que o mesmo período no ano passado, que gerou 9,98 milhões de toneladas exportadas. O intenso ritmo das exportações foi impulsionado pela alta dos preços internacionais e também pelas expectativas, que apontam para a queda na produção mundial do cereal. No entanto, esse movimento de alta foi limitado pela resistência de compradores, que priorizaram a utilização dos seus estoques, apostando na queda das cotações, com a expectativa de uma boa evolução no andamento da colheita nos EUA e na consequente possibilidade de redução dos embarques brasileiros, informa o Boletim. No caso da soja, as exportações atingiram 66,62 milhões de toneladas, contra 72,69 milhões de toneladas em igual período de 2021, representando queda de 8,3%, um reflexo da menor produção interna e da conjuntura internacional. As informações são da gerência de imprensa da Conab.

    CAFÉ: Estoques certificados de Nova York recuaram mais 13.402 sacas no dia
    Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 23 de setembro de 2022 estão em 472.006 sacas de 60 quilos, com queda de 13.402 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.

    MILHO: Colheita nos EUA deve nortear mercado no curto prazo
    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias. - O mercado brasileiro de milho ainda busca a paridade de exportação como referência, em um momento em que o milho brasileiro permanece muito demandado internacionalmente; - Para Setembro, o line-up indica 7,2 milhões de toneladas de milho exportadas. Para outubro o volume indicado é de 2,4 milhões de toneladas aproximadamente; - O frete ainda torna dispendioso o abastecimento de milho no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, pressionando as margens do setor consumidor local, principalmente no que diz respeito a suinocultura independente; - Existem dois momentos importantes a serem considerados no que diz respeito à comercialização de milho: o primeiro é no final de setembro com o vencimento das dívidas dos produtores, e o segundo é em dezembro, quando há necessidade em liberar espaço nos armazéns para a entrada da safra de soja; - No mercado internacional, a evolução do trabalho de campo no Meio Oeste norte-americano é uma variável importante a ser considerada; - Relatórios como de evolução da colheita e exportações semanais também são fatores importantes para nortear o mercado no curto prazo; - O Fed decidiu pela ampliação da taxa básica de juros nos Estados Unidos o que por consequência aumentou a busca por proteção (bonds do tesouro e o próprio dólar), além de enfraquecer as commodities norte-americanas no mercado internacional; - O conflito entre Ucrânia e Rússia permanece no radar podendo trazer desdobramentos sobre os mercados do milho e, principalmente, do trigo.

    ALGODÃO: NY cai mais de 4% com temores sobre demanda em eventual cenário de recessão
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta sexta-feira Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 92,54 centavos de dólar por libra-peso, queda de 4,00 centavos, ou de 4,14%, acumulando perda de 6,8%. A posição março/2023 fechou a 89,67 centavos, desvalorização de 4,00 centavos, ou de 4,27%. Analistas afirmam que a decisão do Fed sobre os juros nos Estados Unidos pesou sobre as cotações futuras do algodão. Como o risco de recessão global persiste, e cada vez mais agudo, o consumo de commodities como o algodão tende a continuar enfraquecido. Os preços futuros da fibra estiveram também sob pressão sazonal da colheita da safra dos Estados Unidos. Os trabalhos alcançaram 11% da área até o último domingo, segundo o Departamento de Agricultura local (USDA, na sigla em inglês). No mesmo período de 2021, a colheita atingia 8% da área. A forte queda do petróleo completou o tom bastante negativo do dia.