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    CONECTA NEWS – 25/10/2022

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    MERCADO AÇÚCAR: Preços domésticos continuam firmes, descolados de Nova York
    Os preços do açúcar cristal ficaram estáveis no mercado físico paulista nesta quinta-feira. Em Ribeirão Preto, a saca de 50 quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa teve preço de R$ 128,00 (21,91 centavos de dólar por libra-peso). O etanol hidratado se mostrou 11,90% mais baixo em relação ao açúcar bruto de Nova York equivalendo a 14,38 centavos de dólar por libra-peso (PVU), 27,11% menos vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 93,30 por saca (15,97 centavos). Os referenciais domésticos seguem descolados das cotações internacionais do açúcar. Com a safra se encaminhando para o final no Centro-Sul, a oferta vai diminuindo, e grande parte da produção está comprometida para exportação. Segundo a Consultoria SAFRAS & Mercado, a primeira semana de novembro deve ter chuvas fortes no cinturão canavieiro, com volumes acumulados de 50 a 100 milímetros, o que pode retirar um grande número de usinas das atividades de colheita e processamento da cana e provocar um encerramento mais cedo do que o planejado da safra. Nova York A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais baixas. Os contratos com entrega em Março/2023 encerraram o dia a 18,11 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,02 centavo (-0,11%). A posição Maio/2023 fechou cotada a 17,18 centavos (-0,11%). O mercado voltou a cair com o sentimento de amplas ofertas, adotando uma postura de consolidação, procurando um melhor direcionamento após as recentes perdas que fizeram o primeiro contrato se aproximar da linha dos 18 centavos. Ao mesmo tempo, os investidores avaliaram os últimos dados de produção da principal região canavieira do país. A produção de açúcar do Centro-Sul totalizou 1,83 milhão de toneladas na primeira quinzena de outubro, crescendo 59% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). No acumulado desde o início da safra 2022/2023 (abril-março), a fabricação do adoçante totaliza 28,16 milhões de toneladas, ante 30,38 milhões de toneladas do ciclo anterior (-7,29%). Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,3230 para venda e a R$ 5,3210 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2770 e a máxima de R$ 5,3580.

    CANA: Chuvas atrasam conclusão do processamento da safra no Centro-Sul
    As chuvas que têm caído de maneira recorrente em diversas áreas de cana no Centro-Sul nos últimos dois meses estão atrasando a colheita e devem adiar para novembro ou dezembro a conclusão da moagem da atual safra. Em relação ao período em que cada unidade costuma encerrar suas operações, o atraso será de uma quinzena a até dois meses. No interior de São Paulo, o atraso médio deverá ser de 15 dias, estima Roberto Perosa, CEO da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana). "O atraso não deve ser grande porque a safra começou atrasada, e agora, com as chuvas, "o andamento" equilibrou um pouco", afirmou o dirigente, que participou da 22 Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol. Ele acredita que, até a primeira quinzena de novembro, boa parte das usinas da região terá encerrado o processamento de matéria-prima. Fora de São Paulo, no entanto, o atraso deve ser maior. No Paraná, a colheita está em torno de 70% do volume esperado até o fim da safra, segundo Miguel Tranin, presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), que congrega 15 das 17 usinas sucroalcooleiras do Estado. Nesta época do ano, o ritmo costuma estar entre 80% e 85%. Ele não descarta a possibilidade de algumas usinas deixarem para processar parte da cana apenas em março. O adiamento deve ocorrer principalmente entre as usinas que são abastecidas com cana de terrenos argilosos, onde a colheita está mais penosa por causa das chuvas das últimas semanas, explica Tranin. Na Usina Jacarezinho, localizada no município de mesmo nome no norte do Paraná, a moagem deve se estender até 21 de dezembro, três semanas além do previsto, diz Condurme Aizzo, diretor de operações da companhia. "Tem possibilidade de bisar cana (fazer a colheita apenas na safra seguinte), mas vamos tentar antecipar. Ainda não decidimos", afirmou. Também devem ocorrer atrasos em Mato Grosso do Sul. Na Alcoolvale, em Aparecida do Taboado, o processamento deve se estender até dezembro. O plano é garantir o plantio de renovação de canaviais entre fevereiro e abril, diz Claudio Nunes, diretor comercial da companhia. Nem toda usina, porém, deve estender o processamento. "Em Minas, devemos acabar a moagem no período normal, em novembro", diz Renato Junqueira, vice-presidente de açúcar, etanol e energia da Adecoagro, que possui duas usinas em Mato Grosso do Sul e uma em Minas Gerais. As empresas vão tentar evitar cana bisada para não atrapalhar o calendário de plantio, já que o atraso na colheita pode manter ocupadas terras em que se renovaria o cultivo, explica Antonio Cesar Salibe, presidente da União Nacional de Bioenergia (Udop). A lentidão da colheita e da moagem de cana vem ajudando a oferecer algum suporte aos preços do etanol, já que o ritmo da produção está mais contido, avalia Miguel Tranin, da Alcopar. Entre o início de setembro, quando o biocombustível atingiu seu menor valor desta safra, e a semana encerrada dia 21 de outubro, o indicador Cepea/Esalq para o etanol hidratado das usinas paulistas subiu 18% (a R$ 2,7211 o litro), e a gasolina A vendida pela Petrobras ficou estável. Claudio Nunes, da Alcoolvale, avalia, porém, que a alta do etanol pode não ter muito fôlego, já que o biocombustível está limitado aos 70% do preço da gasolina. A umidade também está favorecendo a produtividade da cana, o que pode aumentar a produção total da temporada. Perosa, da Orplana, acredita que a moagem do Centro-Sul deve se aproximar dos 550 milhões de toneladas nesta safra; as primeiras projeções eram de 530 milhões. Na Usina Jacarezinho, o rendimento agrícola médio da safra está alcançando níveis recorde, de 90 toneladas por hectare, acima da média setorial, de 75 toneladas por hectare. Por outro lado, o alongamento da safra eleva o custo fixo das usinas, observa Roberto Perosa, da UDOP. Além disso, as chuvas atuais podem ajudar, mas ainda não asseguram melhoria de produtividade na próxima safra. As informações partem do Valor Econômico.

    AGRICULTURA: China aumentará investimento em infraestrutura rural
    A China irá acelerar o investimento em infraestrutura rural para melhorar sua capacidade de garantir o fornecimento de alimentos e, ao mesmo tempo, estabilizar a economia, de acordo com um plano publicado pelo Ministério da Agricultura na terça-feira. O plano, apoiado por oito ministérios e agências governamentais, ocorre em meio à desaceleração do crescimento na segunda maior economia do mundo, devido a restrições persistentes da Covid-19 e uma queda prolongada no setor imobiliário. Pequim já emitiu uma série de medidas para tentar estimular a economia nos últimos meses do ano, mas as medidas em andamento para conter a Covid-19 estão sufocando a atividade econômica. O plano de infraestrutura rural visará a renovação dos sistemas de irrigação, reforço de reservatórios, construção de estufas modernas, bem como instalações de armazenamento a frio. Pequim instou a implantação a começar o mais rápido possível, com os governos locais incentivados a apoiar os projetos. "Fortalecer a construção de infraestrutura agrícola e rural é uma tarefa fundamental para expandir o investimento efetivo e estabilizar o mercado econômico geral", afirmou. As informações partem da Reuters.

    AÇÚCAR: Sucden vê aperto na oferta global até julho de 2023
    A trading francesa Sucden avalia que haverá superávit de açúcar no acumulado da safra 2022/23, mas que a folga só será percebida a partir de julho do próximo ano, quando entrarem no mercado as produções de Brasil, India e Tailândia. Uma das apostas para o aumento da oferta global é a India. O mercado espera que nesta semana as autoridades de Nova Délhi anunciem a primeira tranche de cota de exportação de açúcar, que, segundo as previsões, será de 6 milhões de toneladas. "Precisamos ter açúcar saindo da India para atender a demanda mundial", disse Jeremy Austin, head de açúcar da Sucden. Para ele, o mundo pode precisar de um volume de açúcar indiano maior do que o esperado para esta primeira tranche. O nível de preços internacionais que hoje estimulam as usinas indianas a exportar açúcar caiu nos últimos meses e agora está perto de 18,8 centavos de dólar a libra-peso. Esse "teto", inclusive, está limitando a alta da commodity, afirmou. A oferta do Centro-Sul do Brasil, por sua vez, só deve começar a fazer diferença no alívio de oferta no mercado global e, portanto, nos preços, no fim do próximo ano, acredita Austin. Além disso, a definição da produção brasileira ainda depende das chuvas de verão, lembra. A decisão de mix produtivo da próxima safra também deve ter impacto sobre esses volumes, mas o cenário está mais turvo por causa da incerteza sobre o futuro da isenção fiscal de PIS/Cofins sobre a gasolina em 2023. As informações partem do Valor Econômico.

    ALGODÃO: NY dispara com piora nas condições das lavouras e seguindo petróleo
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta terça-feira. O mercado disparou enfim com recuperação técnica e acompanhando o petróleo. Sinais de que o mercado está sobrevendido após recentes quedas acentuadas estimulou cobertura de posições vendidas. A piora nas condições das lavouras americanas contribuiu para os avanços. Segundo o USDA, até 23 de outubro, 30% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 45% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 31%, 23% e 46%, respectivamente. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 78,47 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 2,34 centavos, ou de 3,1%. A posição março/2023 fechou a 77,94 centavos, elevação de 2,20 centavos, ou de 2,9%.

    CAFÉ: NY tem 10a sessão de queda, refletindo otimismo com oferta e pessimismo com demanda
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. Na décima sessão seguida de perdas, e batendo nos níveis mais baixos em mais de um ano, o arábica voltou a ser pressionado pelo sentimento mais otimista em relação à oferta combinado com pessimismo em torno da demanda, em função da desaceleração do crescimento econômico, com sinais de recessão. As condições climáticas seguem favoráveis no Brasil, com chuvas mais regulares benéficas ao pegamento das floradas. Assim, espera-se uma boa safra do país, enfim, em 2023. Além disso, o final de ano marca a colheita em importantes origens de arábica, como Colômbia e países da América Central, e do robusta vietnamita. Assim, há a indicação combinada de uma oferta mais tranquila em um cenário global econômico de preocupações com recessão. Novamente, NY esboçou reação, teve ganhos em parte do dia, com o contrato dezembro batendo na máxima em 192,80 centavos de dólar por libra-peso. Porém, foi perdendo terreno e rompeu para baixo a linha de US$ 1,90, acelerando o movimento negativo com stops de comprados, que estão liquidando posições. Na mínima, dezembro bateu em 183,30 centavos, menor valor da posição em 14 meses. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 185,80 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 4,60 centavos, ou de 2,4%. A posição março/2023 fechou a 182,50 centavos, queda de 2,45 centavos, ou de 1,3%.

    TRIGO: Clima favorável nos EUA e na Argentina pressiona cotações em Chicago
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços predominantemente mais baixos. O mercado passou boa parte do dia no território negativo. A pressão baixista veio das previsões de clima favorável nos Estados Unidos e na Argentina, que vêm sendo castigadas por estiagens prolongadas. As exportações de trigo pelo Mar Negro também atuaram como fator baixista. Apesar disso, os contratos com entrega a partir de março de 2024, portanto, bastante distantes, encontraram suporte em fatores técnicos em meio às incertezas sobre a renovação do acordo do corredor de grãos. Conforme agências internacionais, os fundos investidores estão cautelosos devido ao vaivém dos principais indicadores da economia global. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 23 de outubro, a semeadura estava apontada em 79%. O mercado esperava 81%. Na semana passada, eram 69%. Em igual período do ano passado, o número estava em 79% e a média dos últimos cinco anos é de 78%. No fechamento, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,34 3/4 por bushel, baixa de 4,00 centavos de dólar, ou 0,47%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,54 1/4 por bushel, retração de 4,00 centavos, ou 0,46%, em relação ao fechamento anterior.