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    CONECTA NEWS – 26/08/2022

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    CAFÉ: NY declina com realização de lucros e ajustes técnicos
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos. As cotações terminaram com perdas em mais um pregão volátil diante de realização de lucros e ajustes técnicos. O mercado cai após as recentes altas seguidas. Entretanto, as perdas foram limitadas pelas preocupações com a oferta do Brasil, com indicações de uma quebra maior da safra de 2022 do que a esperada e com floradas precoces abertas que podem não vingar para a safra de 2023." Porém, no balanço da semana o mercado ainda acumulou uma alta de 11,6% no contrato dezembro. Os contratos com entrega em setembro/2022 fecharam o dia a 242,00 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 1,40 centavo, ou de 0,6%. A posição dezembro/2022 fechou a 238,10 centavos, baixa de 1,40 centavo, ou de 0,6%.

    MILHO: Clima adverso favorece forte alta dos preços em Chicago
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado foi sustentado pelas condições de clima quente, que seguem impactando as lavouras de milho dos Estados Unidos. Além disso, os investidores digerem os últimos números do Crop Tour. As lavouras de milho em Minnesota, no oeste dos Estados Unidos, estão se desenvolvendo melhor neste ano, na comparação com a média dos últimos três anos e em relação ao ano passado, segundo avaliação dos participantes da "Crop Tour", realizada pela Pro Farmer. A produtividade média do milho foi estimada em 190,39 bushels por acre em Minnesota, acima da média do ano passado, de 180,96 bushels por acre, e da média dos últimos três anos, de 177,44 bushels por acre. Já as lavouras de milho em Iowa, no oeste dos Estados Unidos, estão com desenvolvimento igual neste ano, na comparação com a média dos últimos três anos, segundo avaliação dos participantes da "Crop Tour", realizada pela Pro Farmer. Em relação ao ano passado, estão piores. A produtividade média do milho deve ficar em 183,81 bushels por acre em Iowa, ante 183,80 bushels por acre dos últimos três anos e de 190,76 acres obtidos no ano passado. Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,68 3/4 por bushel, ganho de 11,25 centavos de dólar, ou 1,71%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,64 1/4 por bushel, alta de 14,25 centavos, ou 2,19% em relação ao fechamento anterior. Na semana, a posição setembro subiu 6,53%.

    TRIGO: Chicago fecha em forte alta com vizinhos, dólar e fala de Powell
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado acelerou os ganhos registrados mais cedo, acompanhando a valorização dos vizinhos, soja e milho, e a fraqueza do dólar, que favorece a competitividade dos produtos estadunidenses no mercado exportador. Além disso, segundo agências internacionais, a fala do chefe do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano), Jerome Powell, de que o pico da inflação ainda não foi atingido. Os grãos são diretamente ligados ao índice, considerando os preços ao consumidor, por isso o mercado repercutiu a fala. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2022 eram cotados a US$ 7,84 3/4 por bushel, ganho de 15,00 centavos de dólar, ou 1,94%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram negociados a US$ 8,05 1/4 por bushel, alta de 16,25 centavos, ou 2,05%, em relação ao fechamento anterior. Na semana, a posição setembro subiu 4,18%.

    SOJA: Por clima e demanda nos EUA, Chicago sobe 2% hoje e 4% na semana
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte alta. A preocupação com o clima desfavorável às lavouras americanas e a sinalização de demanda firme pelo produto americano asseguraram os ganhos e ampliaram a valorização semanal. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 146 mil toneladas de soja em grãos para destinos não revelados, a serem entregues na temporada 2022/23. As lavouras de soja em Minnesota, no oeste dos Estados Unidos, estão se desenvolvendo melhor neste ano, na comparação com a média dos últimos três anos e ante ao ano passado, segundo avaliação dos participantes da "Crop Tour", realizada pela Pro Farmer. A contagem de vagens da soja chega a 1.100,75 em uma área de três pés por três pés, ante 1.026,16 na média dos últimos três anos. No ano passado, o número foi de 1.027,33. Já as lavouras de soja em Iowa, no oeste dos Estados Unidos, estão com desenvolvimento pior frente ao ano passado. A contagem de vagens da soja chega a 1.174,40 em uma área de três pés por três pés, ante 1.157 na média dos últimos três anos. No ano passado, o número foi de 1.217,80. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 52,75 centavos ou 3,39% a US$ 16,05 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,57 por bushel, com perda de 4,00 centavos de dólar ou 0,27%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,10 ou 0,49% a US$ 429,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 65,98 centavos de dólar, com perda de 0,94 centavo ou 1,4%.

    CARNE BOVINA: Angus debate gestão e sucessão na pecuária de corte
    A Associação Brasileira de Angus promove, durante a Expointer 2022, o Fórum Angus ATM Agro: a evolução da pecuária. Realizado em parceria com a Affectum Consultoria, o evento busca apontar a evolução da pecuária e do mercado mundial de carne, as novas tendências de gestão das propriedades e os melhores caminhos para preparar uma sucessão tranquila. O encontro será realizado na quinta-feira (1/9), na casa da RBS no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), a partir das 14h. "São novos desafios que o pecuarista, o produtor rural como um todo, tem no seu horizonte de necessidade de aprendizado para que consiga evoluir e que se tenha um negócio mais forte, com margens preservadas e perenidade garantida", pondera Ricardo Paz Gonçalves, CEO da Affectum. Segundo o presidente da Angus, Nivaldo Dzyekanski, é essencial que os criadores busquem alternativas para tornarem seu negócio mais rentável, eficiente e profissional. "É preciso estar sempre atento às novas tecnologias e de olho no futuro da propriedade. Essas ações, quando somadas ao melhoramento dos rebanhos, contribuem com a evolução da pecuária no país", reforça. Outro tema relevante é saber como integrar as novas gerações ao negócio familiar de forma a tornar a agropecuária mais atrativa aos jovens. "Nossa preocupação é abraçar as novas gerações e saber como incorporar as novas tendências que chegam com eles de forma coerente e integrada com os valores que nortearam o trabalho dos pais". As informações são da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Angus.

    CARNE BOVINA: Circuito Nelore de Qualidade avalia mais de 700 animais em Goiás
    A primeira etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2022, realizada no dia 3 de agosto, na planta da Friboi de Senador Canedo (GO), avaliou carcaças de 726 animais, apresentados por cinco pecuaristas. Todos os bovinos foram terminados em confinamento, com destaque para peso e baixa idade. A etapa foi promovida pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) em parceria com a Associação Goiana do Nelore (AGN). "Inauguramos o campeonato nacional de avaliação de carcaças de bovinos em grande estilo. Tivemos elevado número de animais, ótimas carcaças e premiações para reconhecer o trabalho dos pecuaristas. O Nelore de Goiás segue forte e produtivo, contribuindo com o aumento da oferta de carne de qualidade", destaca Nabih Amin El Aouar, presidente da ACNB. Entre os machos avaliados, 90% possuíam até dois dentes incisivos permanentes (2 anos de idade), sendo que 64% tinham dentição de leite com idade entre 18 e 20 meses. Todos pesaram mais de 18 arrobas, elevando a média para 22,8 arrobas. Entre as fêmeas, foi constatada dentição de leite (idade de 18 a 20 meses) e cobertura de gordura mediana em todas. Do total, 58% pesaram mais de 18 arrobas, deixando a média em 18,2 arrobas. "Os machos apresentaram, em sua maior parte, cobertura de gordura escassa e as fêmeas tinham cobertura de gordura mediana, o que atende aos padrões de produção de cortes de carne premium", analisa o presidente da ACNB. Com informações da assessoria de imprensa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

    AGRICULTURA: Área tratada com defensivos cresce 1,6 mi de ha no primeiro semestre – Sindiveg
    O agravamento do ataque de insetos, dificuldade para controle de doenças e aumento das infestações de plantas daninhas obrigou os agricultores brasileiros a investirem mais em tecnologias de defesa vegetal no primeiro semestre de 2022. Com isso, a área tratada com defensivos agrícolas cresceu 0,2% no período, chegando a 741,278 milhões de hectares ante 739,615 milhões de hectares entre janeiro e junho do ano passado (1,663 milhão de hectares a mais). A informação é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). "As estatísticas do primeiro semestre do ano apontam para aumento no uso de herbicidas e de inseticidas. Insetos sugadores na soja, milho e cana como mosca-branca, cigarrinhas e percevejos e o bicudo do algodão destacam-se cada vez mais como os principais inimigos da produtividade na agricultora. A área aplicada de inseticidas aumentou 1%, chegando a 241,778 milhões de hectares, e a aplicação de herbicidas contra plantas daninhas aumentou 3%, atingindo 124,914 milhões de hectares", comenta o presidente do Sindiveg, Júlio Borges Garcia. O dirigente informa, que por outro lado, houve uma queda de 12,3% no uso de fungicidas, cuja área tratada caiu de 145,325 milhões de hectares para 127,440 milhões de hectares. "Isso ocorreu, principalmente, devido à antecipação do plantio de soja no último trimestre de 2021 e a dura estiagem que atingiu a região Sul e parte do Centro-Oeste do Brasil no início deste ano, o que teve como consequência a redução da produtividade nessas regiões. Como os fungos dependem do tempo úmido para se desenvolver, os produtores rurais reduziram a aplicação de fungicidas, devido as condições desfavoráveis da lavoura e a menor incidência de doenças, complementa o presidente do Sindiveg. Devido às adversidades climáticas enfrentadas pela soja, área tratada desse importante cultivo caiu 23% no semestre (chegando a 196.233.286 hectares). O algodão teve aumento de 24% (134.957.957 ha), o milho saltou 15% (284.457.506 ha) e a cana-de-açúcar avançou 6% (34.424.528 ha). O café também apresentou redução (-10%), com 10.182.785 de hectares tratados entre janeiro e junho de 2022. "O conceito de área tratada é um importante indicador para mensurar a contribuição da indústria de defesa vegetal à proteção dos cultivos. Além disso, é importante destacar que os agricultores estão cada vez mais atentos aos desafios fitossanitários, que são recorrentes e crescentes, mas também às oportunidades, investindo cada vez mais em tecnologia e prevenção contra as pragas, doenças e plantas daninhas. O resultado é o aumento contínuo da produção de grãos, cuja previsão de colheita da safra de 2022 é de 272,5 milhões de toneladas (6,7% a mais que em 2021), segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). É o agronegócio brasileiro atendendo à crescente demanda por alimentos produzidos de forma responsável e sustentável. O setor de defensivos agrícolas faz a sua parte, com o respaldo da ciência e da pesquisa", saliente o presidente do Sindiveg. O valor do mercado de defensivos aplicados cresceu 20% no primeiro semestre, saltando de US$ 5,468 bilhões para US$ 6,560 bilhões. Esse crescimento deve-se, em grande parte, ao impacto do câmbio, mas também devido ao cenário econômico global, como guerra entre Rússia e Ucrânia e os efeitos prolongados da pandemia de Covid-19, que causaram grande impacto no custo logístico e de matérias-primas. Em moeda nacional, o mercado de defensivos aplicados cresceu 17,6%, chegando a R$ 34,264 bilhões. Considerando os segmentos de produtos, os inseticidas representaram 37% do valor de produtos aplicados no primeiro semestre. Os herbicidas participaram com 26%, os fungicidas com 25% e o tratamento de sementes com 6%. Em relação às culturas, o milho representou 33% do valor de mercado; a soja, 23%; o algodão, 18%; e a cana-de-açúcar, 12%. Em volume, houve aumento de 1,4% e o total passou de 468.760 toneladas para 475.366 toneladas. As informações são da assessoria de imprensa da Sindiveg.

    AÇÚCAR: Nova York sobe no dia e na semana com safras do Brasil e India em foco
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em alta. Os contratos com entrega em outubro/2022 encerraram o dia a 18,47 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,57 centavo (+3,2%), e acumulando ganho de 2,1% na semana. A posição Março/2023 fechou cotada a 18,27 centavos (+2,75%). O mercado estendeu os ganhos de ontem com correção técnica e cobertura de posições vendidas depois das perdas registradas no início da semana. Enquanto a produção do Centro-Sul do Brasil ficou abaixo do esperado na primeira quinzena de agosto, a desaceleração das exportações da India, em final de safra, ajuda a contrair a oferta de açúcar em termos globais. O fortalecimento do real ante o dólar, fator que desestimula as exportações das usinas do Brasil, completou o tom positivo do dia. No entanto, o potencial para novos cortes nos preços dos combustíveis no Brasil permanece como fator baixista.

    ALGODÃO: Coreia do Sul importa 121,5 mil toneladas em 21/22 e Brasil é principal fornecedor
    No ciclo 2021/22, a Coreia do Sul importou 121,5 mil tons de algodão contra os 121 mil tons na temporada anterior. O Brasil manteve-se o principal fornecedor, com 50,1 mil tons embarcadas, segundo a Cotlook. Porém, o destaque no ano comercial foi a retomada das compras de pluma australiana - de 2,2 mil tons em 2020/21, os sul-coreanos importaram 19,8 mil tons em 2021/22. As informações partem da Abrapa.