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    CONECTA NEWS – 26/09/2022

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    AÇÚCAR: Principal estado canavieiro da India deve obter novo recorde de produção em 2022/23
    O maior estado produtor de açúcar da India, Maharashtra, deve atingir níveis recordes de produção pelo segundo ano consecutivo, à medida que os agricultores expandiram a área de cultivo da cana, disse o governo do estado em comunicado. A produção mais alta pesará sobre os preços locais e pode levar Nova Délhi a permitir imediatamente exportações de açúcar na campanha de comercialização de 2022/23, a partir de 1º de outubro. As exportações indianas podem pesar nos preços globais do açúcar. Maharashtra pode produzir 13,8 milhões de toneladas de açúcar na temporada, um pouco acima de 13,7 milhões de toneladas este ano, disse o governo do estado. As usinas do estado iniciarão a moagem de cana a partir de 15 de outubro e a safra deve durar 160 dias. Fontes do governo disseram recentemente que a India está pronta para permitir a exportação de 5 milhões de toneladas de açúcar na primeira tranche para o novo ano de comercialização a partir de outubro.

    EMPRESAS: Grupo marroquino de fertilizantes OCP compra fatia de 50% na GlobalFeed
    A produtora marroquina de fosfatos e fertilizantes OCP informou nesta segunda-feira que assinou um acordo para adquirir 50% da GlobalFeed, uma subsidiária da espanhola Fertinagro Biotech, enquanto busca diversificar no setor de ração animal. A GlobalFeed atua na área de nutrição animal à base de fosfatos e tem um negócio em Huelva, no sul da Espanha, informou a OCP. "Esta aquisição confirma o objetivo da OCP de diversificar suas soluções de fosfato e se tornar um player líder no setor de nutrição animal, atendendo à crescente demanda e expandindo suas ofertas para produtos especiais sustentáveis e personalizados", afirmou. A estatal OCP, uma das maiores empresas de fertilizantes do mundo, não deu mais detalhes sobre a transação, inclusive sobre o valor do negócio. A OCP registrou um aumento de 72% em sua receita do primeiro semestre em relação ao ano anterior, para 56 bilhões de dirhams (5,67 bilhões de dólares) devido aos preços mais altos e à crescente demanda no mercado internacional.

    ALGODÃO: NY tomba com aversão ao risco, recessão global e alta do dólar
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços acentuadamente mais baixos nesta segunda-feira Os preços despencaram nesta segunda-feira, em mais um dia de muita volatilidade. Ao longo de parte da sessão, NY mostrava dificuldades para encontrar um melhor direcionamento. Porém, o cenário nos mercados financeiros globais piorou, o dólar passou a subir contra outras moedas, o petróleo despencou e o algodão seguiu o pessimismo em relação à economia mundial. Seguem os temores em torno da recessão global. Com isso, há apreensão com a queda na demanda pelos produtos agrícolas, derivados de commodities, entre eles o algodão, muito sensível a momentos de queda no crescimento econômico. Assim, o algodão passou a encontrar fortes movimentos de vendas e as cotações caíram acentuadamente. O mercado rompeu para baixo a importante linha técnica de 90 centavos. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 88,37 centavos de dólar por libra-peso, queda de 4,17 centavos, ou de 4,5%. A posição março/2023 fechou a 85,94 centavos, desvalorização de 3,73 centavos, ou de 4,1%.

    CAFÉ: NY sobe com aperto na oferta no curto prazo, mas alta do dólar reduz ganhos
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta segunda-feira com preços mais altos. Em nova sessão de muita volatilidade, NY terminou com ganhos diante da apreensão com a oferta apertada no curto prazo. Mas, a subida foi bem cortada pela aversão ao risco com temores de recessão global e redução na demanda, com forte alta do dólar. Os estoques certificados da Bolsa de Nova York seguem em patamares historicamente baixos. Além disso, a safra brasileira foi revisada para baixo neste ano de 2022, tanto por instituições privadas quanto pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento). Na mínima do dia, NY trabalhou abaixo da linha de US$ 2,20 para dezembro. Porém, na máxima, chegou a trabalhar a 232,05 centavos, superando a faixa de US$ 2,30. Mas, com o cenário financeiro global temeroso, com alta forte do dólar contra o real e outras moedas, a alta foi reduzida. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 223,80 centavos de dólar por libra-peso, alta de 3,35 centavos, ou de 1,5%. A posição março/2023 fechou a 216,50 centavos, elevação 2,40 centavos, ou de 1,1%.

    CARNE SUINA: Exportações atingem 78,394 mil toneladas em setembro
    As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 192,667 milhões em setembro (16 dias úteis), com média diária de US$ 12,041 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 78,394 mil toneladas, com média diária de 4,899 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.457,70. Em relação a setembro de 2021, houve alta de 4,5% no valor médio diário, ganho de 1,1% na quantidade média diária e avanço de 3,3% no preço médio. Os dados são do Ministério da Economia e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

    TRIGO: Chicago despenca 2,5% com forte aversão ao risco
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços bem mais baixos. Em sessão bastante volátil, o mercado chegou a esboçar uma recuperação na reabertura dos negócios, seguindo a reação do dólar. Porém, a forte aversão ao risco e o temor de recessão global voltou a preponderar, derrubando o petróleo e fazendo o dólar disparar frente a outras moedas tirando a competitividade norte-americana no cenário exportador. A safra recorde de trigo na Rússia completou o quadro negativo. As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 520.464 toneladas na semana encerrada no dia 26 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 500 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 446.225 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 581.087 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 18.369.608 toneladas, contra 22.655.897 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. No fechamento, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,58 por bushel, baixa de 22,50 centavos de dólar, ou 2,55%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 8,71 1/4 por bushel, perda de 22,50 centavos, ou 2,51%, em relação ao fechamento anterior.

    SOJA: Temor por recessão global, fracas inspeções e avanço da colheita nos EUA pressionam Chicago
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em forte baixa, perto das mínimas do dia. O clima de aversão ao risco no mercado financeiro global também afetou as commodities agrícolas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e as inspeções fracas de exportação completaram o cenário negativo. O temor em torno de uma recessão global provocaram fortes perdas no petróleo e nas bolsas de valores. O dólar subiu frente a outras moedas. Os investidores fogem de opções de maior risco e se refugiam na moeda americana. Com dólar alto, as commodities agrícolas de exportação daquele país perdem competitividade. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 257.547 toneladas na semana encerrada no dia 22 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 600 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 519.698 toneladas. O mercado aguarda os dados sobre o relatório de condições das lavouras do USDA. A aposta é de condições das lavouras boas a excelentes estabilizadas em 55%. Já a colheita deve ter avançado de 3% para 11%. No Brasil, o avanço do plantio também contribuiu para o recuo. O plantio da safra de soja 2023/23 do Brasil atingiu 2% da área total esperada até o dia 23 de setembro. A estimativa parte de levantamento de SAFRAS & Mercado. A semeadura iniciou acelerada nesta temporada superando o total plantado em igual período do ano passado e acima também da média dos últimos cinco anos, ambos indicados em 0,8%. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,50 centavos ou 1,01% a US$ 14,11 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,16 1/4 por bushel, com perda de 15,50 centavos de dólar ou 1,08%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,80 ou 1,37% a US$ 417,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 62,46 centavos de dólar, com perda de 1,22 centavo ou 1,91%.

    MILHO: Com sentimento de aversão ao risco e fraca demanda nos EUA, Chicago termina dia em baixa
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços em forte baixa. O mercado chegou a reagir e operou em patamar misto antes do meio-pregão, mas voltou a perder força e continuou assim no restante do dia, com os sinais de fraca demanda para o cereal norte-americano. O sentimento de aversão ao risco, diante do temor de recessão global, que fortalece o dólar frente a outras moedas correntes e pressiona o petróleo, assim como o clima favorável à colheita nos Estados Unidos também impactaram as cotações. Hoje, no final da tarde, sai o relatório de condições das lavouras do país. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 459.420 toneladas na semana encerrada no dia 22 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado apostava 650 mil toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 549.476 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 705.288 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 1.606.639 toneladas, contra 1.327.329 toneladas no acumulado do ano-safra anterior. Na sessão, os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 6,66 1/4 por bushel, perda de 10,50 centavos de dólar, ou 1,55%, em relação ao fechamento anterior. A posição março fechou a sessão a US$ 6,70 3/4 por bushel, baixa de 11,00 centavos, ou 1,61% em relação ao fechamento anterior.

    CARNE BOVINA: Exportação atinge 155,047 mil toneladas em setembro
    As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 927,251 milhões em setembro (16 dias úteis), com média diária de US$ 57,953 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 155,047 mil toneladas, com média diária de 9,690 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.980,40. Em relação a setembro de 2021, houve ganho de 12,4% no valor médio diário da exportação, alta de 8,8% na quantidade média diária exportada e valorização de 3,3% no preço médio. Os dados são do Ministério da Economia e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.