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    CONECTA NEWS – 29/09/2022

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    PORTOS: Puxada pelo Agro e contêineres, movimentação bate novo recorde no Porto de Santos
    A movimentação de contêineres no Porto de Santos em agosto atingiu 456,5 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e superou em 12% o resultado do mesmo mês do ano passado. Também no acumulado do ano os números foram expressivos, atingindo 3,3 milhões de TEU, 2,9% acima dos oito primeiros meses de 2021 e a melhor marca para o período. O desempenho do contêiner e das cargas do agronegócio puxaram para cima os números globais do Porto, levando-o a registrar novo recorde para o acumulado do ano, com 110,1 milhões de toneladas, alta de 9,0% sobre igual período do ano anterior. O crescimento verificado em agosto foi surpreendente, ao somar 14,6 milhões de toneladas, um acréscimo de 21,4% sobre agosto de 2021, resultando no melhor desempenho para o mês. No ano, os embarques somaram 80,3 milhões de toneladas, alta de 11,1% em relação ao mesmo período de 2021. Já as descargas atingiram 29,8 milhões de toneladas, crescimento de 3,6%. Em agosto, os embarques totalizaram 10,6 milhões de toneladas, crescimento de 31,0% sobre esse mês em 2021. As descargas chegaram a 4,0 milhões de toneladas, 1,6% a mais do que o apurado em agosto do exercício passado. Os destaques entre as cargas do agronegócio, no mês de agosto, foram para a soja em grão, com 782,7 mil toneladas (+328,75%); milho, com 2,3 milhões de toneladas (+25,2%); açúcar, com 2,5 milhões de toneladas (+24,1%); farelo a granel, com 831,2 mil toneladas (+63,5%); e celulose, com 810,3 mil toneladas (+68,7%). No acumulado do ano destacaram-se os embarques de celulose, com um expressivo movimento de 5,4 milhões de toneladas, aumento de 61,2%; de milho, com 6,4 milhões de toneladas (+78,0%); soja em grão, com 23,8 milhões de toneladas (+9,9%); farelo de soja a granel, com 6,2 milhões de toneladas (+32,0%); e carnes, com 1,5 milhão de toneladas (+31,8%). Entre as descargas sobressaiu-se o fertilizante, com 5,5 milhões de toneladas (+13,1%). O fluxo de navios nos oito primeiros meses do ano atingiu 3.454 embarcações, 6,2% acima do apurado nesse período do ano passado. Granéis líquidos - Apresentaram crescimento, no mês, de 5,1%, atingindo 1,6 milhão de toneladas, refletindo os aumentos nos embarques de álcool (39,2%); óleo combustível (24,1%); e soda cáustica (24,3%). No acumulado do ano a categoria atingiu 12,6 milhões de toneladas, alta de 3,7%, a melhor marca para o período. Granéis sólidos Somaram 7,4 milhões de toneladas em agosto, crescimento de 34,6%. O milho, açúcar, soja em grãos, farelo de soja, celulose e fertilizantes foram os destaques. No acumulado do ano até agosto o segmento soma 56,8 milhões de toneladas, alta de 12,6%, a melhor marca para o período. Corrente Comercial - A participação acumulada de Santos na corrente comercial brasileira em agosto foi de 28,9%. Das transações comerciais com o exterior que passaram pelo Porto de Santos, 30,9% tiveram a China como país parceiro. São Paulo permanece como o Estado com maior participação nas transações comerciais com o exterior pelo Porto (53,4%).

    TRIGO: Bolsa de Buenos Aires corta safra da Argentina devido à falta de chuvas
    A falta de chuvas sobre o centro e o norte da área agrícola da Argentina durante boa parte do ciclo de cultivo fizeram com que a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduzisse sua projeção de cultivo a 17,5 milhões de toneladas. A Bolsa observa que algumas chuvas durante a última semana sobre a margem oeste da área não devem ter impacto sobre os rendimentos esperados. As condições de cultivo se dividem entre boas a excelentes (14%), normais (45%) e regular a ruins (41%). Na semana passada, 42% estavam de regular a ruins. Em igual período do ano passado, eram 24% nesta condição. As condições hídricas se dividem entre ótima e adequada (50%), regular a seca (50%). Na semana passada, eram 47% de regulares a secas. Em igual período do ano passado, 34% das lavouras sofriam com déficit hídrico.

    ALGODÃO: NY cai com temores de recessão global e fracas exportações semanais
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira. As cotações caíram no dia com temores envolvendo recessão global, numa quinta-feira de aversão ao risco nos mercados financeiros. Há preocupações de que a recessão traga efeitos negativos para o consumo de de algodão. Fracas exportações semanais americanas contribuíram para as perdas. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2022/23, iniciada em 1o de agosto, ficaram em 30.200 fardos na semana encerrada em 22 de setembro. Para a temporada 2023/24, foram mais 41.500 fardos. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 85,16 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 3,33 centavos, ou de 3,8%. A posição março/2023 fechou a 82,73 centavos, desvalorização de 3,12 centavos, ou de 3,6%.

    CAFÉ: NY cai com realização de lucros e dólar firme
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. Após os ganhos recentes, NY teve um movimento de realização de lucros de fundos e especuladores e correção técnica. A alta do dólar contra o real foi aspecto baixista, dando maior competitividade às exportações brasileiras. Ainda como fator negativo para os preços, há as previsões de chuvas benéficas aos cafezais brasileiros para o pegamento das floradas que vão resultar na safra de 2023. As notícias são de que houve a abertura de boas floradas com as recentes chuvas. E agora é preciso a manutenção de um bom regime de umidade, o que está sendo previsto. As perdas foram limitadas, entretanto, pela oferta apertada no curto prazo, com a continuidade da queda nos estoques certificados da bolsa sendo um sinal claro dessa condição. E o Brasil efetivamente colheu uma safra menor que o esperado em 2022. Os contratos com entrega em dezembro/2022 fecharam o dia a 225,70 centavos de dólar por libra-peso, queda de 3,00 centavos, ou de 1,3%. A posição março/2023 fechou a 216,85 centavos, baixa de 2,75 centavos, ou de 1,2%.

    ETANOL: Rabobank vê mercado sob pressão e eleva estimativa para produção de açúcar
    Leia, abaixo, análise do Rabobank para o mercado de açúcar e etanol. Etanol sob pressão No Brasil, desde meados de junho, o preço médio da gasolina na bomba teve queda em torno de 30%. Os fatores responsáveis desta movimentação impressionante são as reduções dos impostos federais e estaduais implementada desde junho e a queda dos preços internacionais do petróleo e da gasolina, que permitiu a Petrobras a diminuir o preço da gasolina na refinaria em 19% a partir de julho. O preço do etanol hidratado na bomba andou em paralelo com a gasolina, levando o preço ESALQ de hidratado abaixo dos 14 centavos de dólar por libra-peso em Nova Iorque equivalente, enquanto as cotações na bolsa de Nova Iorque continuam flutuando ao redor dos 18 centavos. Assim, na reta final da safra 2022/23, as usinas do centro-sul possuem um incentivo claro para maximizar o mix de açúcar, dentro dos limites permitidos pelo tempo. Pelos cálculos do Rabobank, o foco maior em açúcar poderia levar a produção final da safra 2022/23 para algo entre 33 e 34 milhões de toneladas, em vez das 32 - 33 milhões de toneladas inicialmente esperadas, considerando uma moagem total de 545 milhões de toneladas. Porém, a principal pergunta seria: o que a diferença tão enfática entre a lucratividade de açúcar e etanol poderia sinalizar para a próxima safra? As perspectivas para os mercados internacionais de petróleo e gasolina continuam incertas. De um lado, uma narrativa baixista de recessão global, e do outro uma alternativa altista de um mercado apertado pelo iminente embargo do petróleo russo pela União Europeia e de uma recuperação econômica na China. Uma análise preliminar do Rabobank sugere que seria necessário um aumento do preço internacional da gasolina em 20%, repassado pelo preço Petrobras, junto com a volta dos impostos federais na gasolina e no etanol, para levar o preço ESALQ do etanol hidratado de volta a uma equivalência em torno de 18 centavos de dólar por libra-peso base Nova Iorque. Sem uma mudança desta natureza, a expectativa preliminar para a safra 2023/24 no centro-sul é de uma moagem em torno de 580 milhões de toneladas e, um mix altamente açucareiro que poderia levar a produção de açúcar para 36 milhões de toneladas. Mas há ainda muito jogo pela frente. Pontos de Atenção: - O andamento dos preços internacionais da gasolina e o grau que o preço da Petrobras acompanhe essa evolução são os fatores-chave na determinação do teto de preço do etanol durante a entressafra e no planejamento do mix para a safra 2023/24. - Existem dúvidas a respeito da volta dos impostos federais para gasolina e etanol, originalmente proposta para o início de 2023. Resta saber se haverá esclarecimento deste ponto depois da eleição.

    CARNES: Parceria entre Cargill e Coopavel reduz em até 23% a emissão de amônia na suinocultura
    Uma parceria entre a Cargill Nutrição Animal e a Coopavel conseguiu reduzir 23% das emissões de amônia ao longo de um ano. Os resultados foram obtidos na criação de suínos em uma das UPLs (Unidades de Produção de Leitões) da cooperativa, em Cascavel, no Oeste do Paraná, entre agosto de 2021 e de 2022. Os testes fazem parte de uma parceria de longa data entre a Coopavel e a empresa. Nesses estudos, foi utilizada uma dieta para os animais com o aditivo eubiótico Aromex, da Delacon, comercializado no Brasil pela Cargill. A composição fitoterápica do produto consegue reduzir a amônia em suínos em diferentes fases de crescimento, além de melhorar a eficiência do aproveitamento dos alimentos. A amônia é um dos gases mais presentes na criação de suínos no Brasil. As reduções obtidas com o uso da tecnologia equivalem a 119 toneladas de gás carbônico, e isso corresponde à queima de 50 mil litros de gasolina com benefícios para o meio ambiente, bem-estar animal e melhores condições para os colaboradores. Do lado da Cargill, a inovação tem sido usada para apoiar os produtores em índices que vão dos econômicos ao sustentáveis, e o Aromex reforça essa visão. Temos uma proposta baseada em solução e isso inclui apoiar o suinocultor em novos desafios como a redução de gases na granja e alinhamento com as novas exigências de mercado, comenta o coordenador técnico da Cargill Nutrição Animal, Laodinei Mossmann. Nessa fase do projeto realizado em parceria com a Cargill, foram disponibilizados 3% dos animais criados na Unidade de Produção de Leitões. A Coopavel mantém há décadas parcerias com empresas que são referências em suas áreas de atuação. Estamos muito animados com o trabalho em conjunto com a Cargill, que é uma referência mundial em seu segmento, destaca o presidente da cooperativa, Dilvo Grolli. Nosso lema é produzir alimentos com sustentabilidade e os resultados têm sido muito bons, afirma o presidente.

    SOJA: Exportações favoráveis e preocupação com rendimento nos EUA sustentam Chicago
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em leve alta. O bom resultado das exportações semanais americanas e os relatos de que a produtividade está abaixo da expectativa em partes do Meio Oeste americano deram sustentação aos preços. Mas os ganhos forma limitados pela queda do petróleo e pelos temores de uma recessão global, que mantém o clima de aversão ao risco no mercado financeiro. A expectativa de ampla safra sul-americana também é fator de pressão, com condições favoráveis de plantio no Brasil. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2022/23, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.003.000 toneladas na semana encerrada em 22 de setembro. A China liderou as importações, com 548.700 toneladas. Para a temporada 2023/24, ficaram negativas em 30.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 275 mil e 850 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1o de setembro deverão ficar abaixo do número indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em igual período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 247 milhões de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 13hs, nesta sexta, 30. Em igual período do ano anterior, o número era de 257 milhões de bushels. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,00 centavos ou 0,14% a US$ 14,10 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 14,20 1/2 por bushel, com ganho de 4,25 centavos de dólar ou 0,3%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,50 ou 1,33% a US$ 407,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,86 centavos de dólar, com ganho de 1,71 centavo ou 2,75%.

    AÇÚCAR: Ventos favoráveis sopram para o setor - São Martinho
    O mercado de açúcar está remunerando muito bem as principais companhias do setor na safra 2022/23. Falando no Agro-Forum, evento promovido pelo BTG Pactual nesta quinta-feira, o diretor-financeiro da São Martinho, Felipe Vicchiato, disse que com as cotações internacionais oscilando entre 16 e 18 centavos de dólar por libra (Base Bolsa de Nova York), a companhia está conseguindo fixar vendas de açúcar em níveis bastante bons. Segundo o CFO da São Martinho, as vendas de açúcar remuneram neste momento de 30% a 40% mais na comparação com as vendas de etanol. O mercado físico de açúcar está bastante apertado em termos de disponibilidade de oferta, enquanto a moagem de cana está se revelando mais baixa em comparação à safra do ano passado, apontou. Uma estiagem bastante severa no ano passado afetou todo o setor, reduzindo produtividade, disse o executivo. Contudo, os preços pagos para o açúcar estão bastante remuneradores. Ainda conforme o CFO da São Martinho, as perspectivas de longo prazo são positivas para o açúcar, na medida em que a India, a atual maior produtora mundial da commodity, aumente o direcionamento e o desvio de cana para a produção do etanol. Em suma, o açúcar está com ventos soprando muito favoráveis a seu favor, dando boa rentabilidade.

    TRIGO: Chicago realiza e cai, mas Mar Negro segue no radar
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros. As quedas, no entanto, foram limitadas, pois o mercado segue atento ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia, assim como ao clima adverso em importantes regiões produtoras mundiais. O tempo seco persiste na parte sul das Planícies dos Estados Unidos, que prejudica o início do plantio da safra de inverno. No fechamento, os contratos com entrega em dezembro de 2022 eram cotados a US$ 8,96 1/4 por bushel, baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 0,77%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2023 eram negociados a US$ 9,08 por bushel, retração de 7,00 centavos, ou 0,76%, em relação ao fechamento anterior.

    SOJA: Rabobank prevê produção brasileira em 148 milhões de toneladas para 2022/23
    A safra 2022/23 começa a ser semeada no Brasil a partir de setembro e, com nova expansão, a perspectiva é de um recorde de 43,2 milhões de hectares de área plantada. Assumindo a linha de tendência de produtividade, a estimativa é que o Brasil produza 148 milhões de toneladas nesta temporada, um aumento de 22 milhões de toneladas se comparada a safra 2021/22. Enquanto no Brasil é esperado um aumento da área plantada de 4%, na Argentina é esperado um aumento de 3% em relação à safra 2021/22. O clima, que já indica excelentes volumes de chuvas para as principais regiões produtoras, deverá acelerar o ritmo do plantio da soja nos próximos meses. Além disso, o volume recorde de compras de máquinas agrícolas impulsionado pelas boas margens obtidas durante as últimas 2 safras também contribuirá para as atividades realizadas a campo. Durante o mês de setembro, as cotações da soja em Chicago foram reduzidas em 5%, mesmo considerando uma redução de 4,1 milhões de toneladas na estimativa da colheita de soja norte-americana para a safra 2022/23. Já em reais, os preços no estado do Mato Grosso ficaram praticamente inalterados em relação ao mês anterior. Para a safra 2021/22 é esperado uma redução de 10 milhões de toneladas nas exportações de soja brasileiras em relação à safra passada. Em contrapartida, o esmagamento deverá alcançar um volume recorde de 48,8 milhões de esmagamento. As elevadas taxas de exportação na Argentina e o baixo calado do Rio Paraná limitaram a competitividade do maior exportador de farelo de soja e óleo de soja. Em meio a esse cenário, as exportações de farelo de soja apresentaram um aumento de 20% entre janeiro-22 a agosto-22. Já as exportações de óleo de soja aumentaram 65% neste mesmo período. Neste contexto de safra recorde brasileira, o Rabobank projeta uma recomposição dos estoques globais de soja ao final da safra 2022/23, impulsionado pelo aumento da área plantada no Brasil e na Argentina. Os estoques globais de soja ao final da safra 2022/23 indicam uma recuperação de 10% em relação à safra 2022. Se confirmada uma safra recorde, os preços para a safra 2022/23 devem atingir patamares menores aos praticados em 2022. As informações são do Rabobank Agroinfo de setembro de 2022.