Confiança do agronegócio tem alta no segundo trimestre

Índice da Fiesp atingiu 119,9 pontos no período, uma elevação de 2,4 pontos em relação aos três primeiros meses de 2021

Agricultura

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O índice de confiança do agronegócio (IC Agro) registrou alta no segundo trimestre de 2021, de acordo com o boletim divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O indicador marcou 119,9 pontos no período, o que representa alta de 2,4 pontos em relação aos três primeiros meses deste ano.

 

A chamada “indústria antes da porteira”, de insumos agropecuários, teve a maior alta de confiança (9,2 pontos), marcando 117,1 pontos no segundo trimestre de 2021. Segundo a análise do indicador, as vendas antecipadas para a safra 2021/22 ajudaram a melhorar a confiança dos empresários. Além disso, os fertilizantes e defensivos agrícolas registram alta nos preços.

 

Os produtores agrícolas continuam mantendo um patamar maior de confiança (121,4 pontos), embora o índice tenha registrado queda de 6,5 pontos no segundo trimestre. Pelos critérios da metodologia aplicada no estudo, pontuações acima de 100 são consideradas como um cenário de otimismo entre os empresários da cadeia agropecuária.

 

ESTIAGEM PREOCUPA
Entre os fatores relacionados à diminuição do otimismo entre parte dos produtores agrícolas está a estiagem que, de março a maio, prejudicou as lavouras de milho. Os preços dos grãos, que estavam em um patamar elevado, registraram queda e as recentes altas na taxa básica de juros influenciaram o custo dos financiamentos.

 

A Fiesp, por meio do IC Agro, pergunta aos produtores quais os principais problemas de seu negócio. O levantamento de dados ocorre trimestralmente.

 

Nesse segundo trimestre, o clima continuou sendo o aspecto mais citado pelos produtores (56,1%). A novidade foi o crescimento das queixas com a incidência de pragas e doenças, que passou de 12,9% para 20,3%, subindo da quinta para a segunda posição do ranking. Já as reclamações sobre o aumento do custo de produção diminuíram de 24,3% para 19,3%.

 

Segundo o diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Roberto Betancourt, a confiança acompanha os sinais de retomada da economia, abatida pela crise gerada pela pandemia da Covid-19. “O recuo da taxa de câmbio no trimestre também melhorou a situação das empresas com custos em dólar, como é o caso de diversos segmentos de insumos agropecuários”, destaca. As informações são da Agência Brasil.

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