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    Milho: cultivo milenar transportado para a Agricultura 4 . 0

    Neste artigo para o AgTechGarage, Gislene Pessin, da John Deere, explica o salto de produtividade do milho no Brasil e no mundo, como reflexo do processamento de dados em tempo real nas lavouras
    Gislene Pessin, Gerente de Parcerias Estratégicas da John Deere
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    Inovação

    Milho

    O cultivo do milho por camponeses e fazendeiros começou há pelo menos 10.000 anos, na região em que hoje fica o México, segundo pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Com o passar dos milênios, o milho se espalhou para o resto do planeta, e seu cultivo logo se tornou uma das principais atividades econômicas em escala global, sendo a cultura agrícola mais produzida do mundo, conforme dados do Banco Mundial.

     

    Hoje, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e do Conselho Internacional de Grãos (IGC) aponta que a produção global do produto alcançará 1.1 bilhão de toneladas na safra 2022/2023. com 1.2 bilhão esperados na temporada 2023/2024.

     

    Somente no Brasil, os mais de 22 milhões de hectares plantados de milho devem render 125 milhões de toneladas do alimento - um recorde, equivalente ao dobro da produção do estado. americano de lowa, maior produtor de milho nos Estados Unidos. país que lidera o cultivo do grão mundialmente. Na última década, o milho vem ganhando espaço, passando de uma cultura secundária no país para protagonista. Na safra 2022/2023. o Brasil se consolidou como o maior exportador do produto, e poderá ter o grão como principal cultura nos próximos 10 anos.

     

    TECNOLOGIA NO PROCESSO

    A população mundial está crescendo exponencialmente, o que justifica o aumento constante na busca por segurança alimentar e maior produtividade agrícola. Mas como explicar a recorrência de safras recordes ano após ano? Para entender como a cultura do milho chegou ao atual momento. precisamos olhar para o passado.

     

    Se hoje um hectare de propriedade nos Estados Unidos produz em média 12.1 toneladas do grão. em 1866 ano em que houve a primeira publicação oficial do USDA - produziam-se, no mesmo espaço, 1,5 toneladas, um aumento de 706%, de acordo com dados da Universidade de Purdue. Este crescimento acontece também pela diversificação do uso da cultura do milho além da fonte de alimento como, por exemplo, para a produção de etanol.

     

    A produtividade que antes estava atrelada a fatores externos, tornando o produtor rural dependente do clima, do solo, de pragas e da qualidade de sementes, hoje é vista como um fator controlável com o uso da tecnologia. Máquinas agrícolas colhem e processam dados em tempo real, elevando de patamar a atividade com estratégia, planejamento e estudo prévio.

     

    Para se ter uma ideia, as colheitadeiras acopladas com uma plataforma de milho GreenSystem, da John Deere são exemplos desta transformação digital na agricultura.

     

    Os equipamentos estão disponíveis nos tamanhos de 8 a 23 linhas de 45,50 e 60cm, com chapas despigadoras hidráulicas que permitem o ajuste, desde a cabine, sem interromper a colheita. evitando perdas de espigas. Seu sensor de altura com ajuste automático, permite colher próximo ao solo, diminuindo perdas e reduzindo a fadiga do operador.

     

    Já o sistema exclusivo John Deere de alinhamento automático. o Autotrac Row Sense™, garante maior eficiência na colheita. Todas estas tecnologias contribuem para que o cultivo do grão bata recordes ano após ano, colhendo mais rápido com menos perdas, a fim de contribuir com segurança alimentar para as mais de 8 bilhões de pessoas no planeta e com o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis.

     

    PRODUTOR TECNOLÓGICO

    O produtor rural do século XXI identifica a necessidade da tecnologia por trás dos processos de plantio, pulverização e colheita. O que há alguns milênios era considerado um trabalho intuitivo. hoje já conta com auxílio da inteligência artificial, visão computacional, machine learning e big data. Essas funcionalidades fazem parte de um grande ecossistema criado para aumentar a produtividade, rentabilidade e sustentabilidade nas operações.

     

    As colheitadeiras da John Deere permitem ao produtor acesso aos Centros de Soluções Conectadas (CSC), um serviço de suporte remoto às operações de clientes e parceiros que utiliza uma base de dados - gerados pelas próprias máquinas durante as operações - para identificar oportunidades de redução de custos e otimização de equipamentos. O Brasil tem hoje 42 Centros de Soluções Conectadas para auxiliar na gestão do produtor, a maior concentração do mundo em um único país.

     

    A John Deere também oferece acesso gratuito ao John Deere Operations Center, um sistema de gerenciamento de propriedades que permite acesso às informações da fazenda em qualquer lugar, a qualquer momento, na tela do celular.

     

    Nunca fomos tão produtivos como sociedade, embora a agricultura ainda busque soluções inovadoras e quebras de paradigmas. Há 10.000 anos não havia a tecnologia disponível e hoje nos assemelhamos aos produtores da época porque, assim como eles, trabalhamos para que a vida possa avançar.

     

    Gislene Pessin é Gerente de Parcerias Estratégicas da John Deere e atua na companhia há mais de 20 anos. Formada em Engenharia Agronômica na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Gislene é responsável por estabelecer relacionamentos com empresas parceiras, agregando produtos complementares ao portfólio John Deere, gerando valor aos clientes e à companhia.

     

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