NOTÍCIAS DE HOJE – 01/12/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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FERTILIZANTES: Importações somam 4,53 mi de toneladas em novembro
As importações de fertilizantes do Brasil envolveram US$ 2,09 bilhão em novembro (19) dias úteis), com média diária de US$ 110,08 milhões. A quantidade total de fertilizantes importada pelo país ficou em 4,53 milhões de toneladas, com média de 238,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 461,50. Em relação a novembro de 2020, houve alta de 165,71% no valor médio diário da importação, ganho de 33,87% na quantidade média diária importada e valorização de 98,48% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CARNE SUINA: Exportações atingem 70,245 mil toneladas em novembro
As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 158,490 milhões em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 8,341 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 70,245 mil toneladas, com média diária de 3,697 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.256,20. Em relação a novembro de 2020, houve baixa de 11,51% no valor médio diário da exportação, recuo de 2,94% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 8,84% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CAFÉ: Londres fecha em boa alta seguindo petróleo
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais altos. As cotações avançaram no dia acompanhando o petróleo e outras commodities, em meio a aspectos técnicos. O dia mais positivo nas bolsas de valores contribuiu também, com aversão ao risco menor entre os investidores, em meio às preocupações com a nova variante do coronavírus (ômicron). Também há apreensão com a oferta global, com as dificuldades entre os países para os embarques com os empecilhos logísticos, com falta de contêineres, o que garante sustentação às cotações. Os estoques certificados nas bolsas têm caído, com as indústrias se socorrendo dos cafés depositados nas bolsas ante a preocupação com a oferta. Os contratos para entrega em janeiro/2022 fecharam o dia a US$ 2.314 a tonelada, com alta de US$ 54, ou de 2,4%. A posição março/2022 fechou a US$ 2.253 a tonelada, ganho de US$ 53, ou de 2,4%.

CARNES: Exportação de aves atinge 305,910 mil toneladas em novembro
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 547,266 milhões em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 28,803 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 305,910 mil toneladas, com média diária de 16,100 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.789,00. Na comparação com novembro de 2020, houve alta de 34,05% no valor médio diário, perda de 0,67% na quantidade média diária e avanço de 34,99% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

AÇÚCAR: Exportação atinge 2,674 milhões de toneladas em novembro
A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços totalizou US$ 48,684 milhões em novembro (19 dias úteis). Já o volume médio diário de exportações atingiu 140,754 mil toneladas. Foram exportadas 2.674.338 toneladas de açúcar no período, com receita total de US$ 924,998 milhões e um preço médio de US$ 345,90 por tonelada. Em novembro de 2020, o Brasil exportara 2,903 milhões de toneladas de açúcar, com receita de US$ 859 milhões. Na comparação com a média diária de novembro de 2020, de US$ 42,968 milhões, verificou-se alta de 13,3% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em novembro de 2021. Em volume, houve queda de 3,94%, ante as 145,175 mil toneladas diariamente embarcadas em novembro de 2020. Já o preço médio subiu 16,86%, ante os US$ 296,00 por tonelada verificados em outubro de 2020. Os dados partem da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

CARNE BOVINA: Exportação atinge 81,174 mil toneladas em novembro
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 399,576 milhões em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 21,030 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 81,174 mil toneladas, com média diária de 4,272 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.922,40. Em relação a novembro de 2020, houve perda de 43,05% no valor médio diário da exportação, queda de 49,06% na quantidade média diária exportada e valorização de 11,81% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

MILHO: Exportações somam 2,403 milhões de toneladas em novembro
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 516,4907 milhões em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 27,205 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,403 milhões de toneladas, com média de 126,486 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 215,10. Em relação a novembro de 2020, houve baixa de 35,56% no valor médio diário da exportação, queda de 46,55% na quantidade média diária exportada e valorização de 20,55% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

ECONOMIA: Balança tem déficit de US$ 1,307 bilhão em novembro
No mês de Novembro de 2021, as exportações somaram US$ 20,296 bilhões e as importações, US$ 21,603 bilhões, com saldo negativo de US$ -1,307 bilhões e corrente de comércio de US$ 41,899 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 256,096 bilhões e as importações, US$ 198,905 bilhões, com saldo positivo de US$ 57,191 bilhões e corrente de comércio de US$ 455,002 bilhões. Tabela 1 As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em leve baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em leve baixa. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 484,20 por tonelada, queda de US$ 1,40 (-0,28%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 482,70 por tonelada, recuo de US$ 1,80 a tonelada (-0,37%).

ALGODÃO: Irã formaliza interesse por produto brasileiro
Em uma reunião de negócios que reuniu a Abrapa, a Anea, a Apex Brasil, o MAPA, a Embaixada do Brasil em Teerã e empresas têxteis iranianas, o Irã formalizou interesse no algodão Brasileiro. O setor têxtil iraniano está em expansão. A estimativa é de que as importações de algodão estejam, atualmente, em 120 mil toneladas por ano, o que coloca o país entre os dez maiores compradores do mundo. O Brasil é o segundo maior exportador do mundo. As informações são da Abrapa. 

CAFÉ: Analistas dizem que preços podem avançar ainda mais à frente
Os preços do café atingiram a maior alta em 10 anos e os analistas esperam que o aperto no mercado continue até 2023. Os contratos de café para entrega em dezembro encerraram o pregão de segunda-feira em US$ 2,34 por libra-peso. Na quinta-feira, os futuros do café na Intercontinental Exchange de Nova York alcançaram US$ 2,46, marcando o preço mais alto desde 2011, quando a commodity quebrou acima de US$ 3 por libra. Enquanto isso, o preço de referência da International Coffee Association foi de US $ 2,07 por libra na sexta-feira, um aumento de 85% em relação ao ano anterior. A notícia parte da CNBC.

Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, disse à CNBC que, nos últimos 12 meses, "uma tempestade perfeita de eventos [têm] conspirado para dar um impulso ao nosso amado café". "A questão para a ação de preço no futuro é quanto desses desenvolvimentos são potencialmente mais duradouros", disse ele. "Acho que precisamos nos concentrar no que está acontecendo no Brasil este ano, onde tivemos baixas temperaturas, um período muito rápido de geada que atingiu algumas áreas de cultivo, e tivemos um período de seca - isso deixou a safra de 2022 em um estado um pouco precário." 

Hansen acrescentou que esses eventos climáticos adversos afetariam a produção ainda este ano, bem como em 2022 e potencialmente até 2023 "Vimos o café subir para cerca de US$ 3 por libra em 2011, quando tivemos outro susto com o Brasil", disse ele. "Esses são realmente o tipo de números que levam o mercado a especular se podemos chegar a esses níveis mais uma vez, e acho que, pensando no Brasil, e se as projeções para os próximos meses continuarem confirmando desaceleração ou redução da produção, então o risco de nossa bebida ficar mais cara é muito real." 

Junto com o mau tempo, as restrições de oferta global tiveram um impacto substancial no mercado de café porque os produtores e torrefadores - as empresas que refinam o café no produto que bebemos - geralmente estão localizados em países diferentes. A incerteza do mercado também vem de países exportadores como a Etiópia, que está à beira de uma guerra civil, e o Vietnã, que está registrando um aumento nos casos de Covid-19 que podem afetar a produção. "Acho que, no geral, temos um mercado que está, pela primeira vez em anos, começando a apresentar certo aperto", acrescentou Hansen. 


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