NOTÍCIAS DE HOJE – 02/12/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
MILHO: Produção mundial 2021/22 deve ficar em 1,199 bilhão de tonelada
A produção mundial de milho em 2021/22 deverá totalizar 1,199 bilhão de toneladas, contra 1,197 bilhão do ano anterior. A estimativa faz parte do relatório de dezembro do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais. Na estimativa anterior, o número era de 1,191 bilhão. A estimativa ficou praticamente inalterada. Os destaques são as revisões para cima nas estimativas para os Estados Unidos e a Ucrânia. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de 1,204 bilhão. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 1,211 bilhão de toneladas. 

SOJA: Produção mundial deve ficar em 383,3 milhões de toneladas em 2021/22
A produção mundial de soja em 2021/22 deverá totalizar 383,3 milhões de toneladas. No ano anterior, a produção foi de 365,5 milhões. A estimativa faz parte do relatório de dezembro do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais. Em novembro, quando da divulgação do mais recente número, a previsão era de 382,3 milhões de toneladas. A elevação na estimativa é consequência de revisão para cima na previsão para a safras do Brasil e da India. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de 384 milhões. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 380,3 milhões de toneladas. 

TRIGO: Produção mundial 2021/22 deve somar 769,6 milhões de toneladas
A produção mundial de trigo em 2021/22 deverá totalizar 769,6 milhões de toneladas, contra 776,5 milhões do ano anterior. A estimativa faz parte do relatório de dezembro do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais. No relatório anterior, a previsão era de 770,4 milhões de toneladas. A previsão foi reduzida devido à perspectiva de perdas na produção do Brasil e do Reino Unido. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de 775,3 milhões para 2021/22. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 777,4 milhões de toneladas para 2021/22.

CAFÉ: Consumo na Colômbia pode aumentar para 2,8kg per capita em 2021
O consumo interno de café na Colômbia pode aumentar para 2,8kg per capita em 2021. Por outro lado, ao calcular o consumo per capita da população com mais de 12 anos, o crescimento seria de 2,7 a 3,4 kg, segundo novos cálculos do estudo da firma Reinova para a Federação dos Cafeicultores da Colômbia. As informações partem da Agência CMA Latam. Segundo o estudo, a incidência do consumo de café passou de 86% da população em 2015 para 96% em 2021. Além disso, as bebidas à base do produto alcançam 40% de participação no consumo total de bebidas. Por outro lado, a pesquisa também concluiu que os colombianos começaram a consumir café desde tenra idade. "Ao comparar 2021 com 2015 e 2012, o salto no consumo das pessoas mais jovens é notório e mostra uma mudança geracional no consumo dos colombianos" explicou a FNC em nota. Entre a população rural, os resultados mostram que os níveis de penetração são praticamente os mesmos nas áreas rurais e nas urbanas, embora no primeiro (97%) esteja um pouco acima do último (96%). A frequência de consumo de bebidas à base de café também é ligeiramente maior no campo (6,03 dias por semana) do que na cidade (5,29 dias por semana); algo semelhante ocorre com o número de xícaras bebidas por dia, 3,7 no campo versus 3,3 na cidade.

CARNES: ABPA reforça presença na Ásia com nova representação na China
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) anunciou hoje a chinesa Linda Chen como sua nova representante junto ao mercado asiático, especialmente na China. Tendo como base a capital Pequim, Linda Chen atuará para o fortalecimento das relações do setor de proteína animal do Brasil junto às autoridades governamentais, stakeholders e demais players do mercado chinês - atual principal destino das exportações brasileiras de carne de frango e de carne suína. 

Bacharel em matemática e pós-graduada em comércio internacional pela Academia de Ciências Sociais da China, Linda Chen tem passagens por empresas como Coca-Cola Company e a brasileira BRF. Em 2017, liderou o acesso ao mercado e os esforços de desenvolvimento de negócios na China e em outros mercados asiáticos seletivos para as espanholas Campofrio Frescos e Campofrio Food Group. Recentemente, atuou na Global Foodmate Consulting, uma empresa de consultoria chinesa que assessora empresas e organizações de alimentos em todo o mundo sobre as regulamentações e políticas alimentares chinesas. 

"A consolidada experiência de Linda Chen entre a China e o setor de proteína animal de nações exportadoras serão fundamentais para fortalecer nossa posição na Ásia, em nosso objetivo de ampliar a participação brasileira no apoio à segurança alimentar dos mercados da região", avalia o presidente a ABPA, Ricardo Santin.

BIODIESEL: ANP cria programa de monitoramento da qualidade
A Diretoria da ANP aprovou hoje (02/12) resolução que cria o Programa de Monitoramento da Qualidade do Biodiesel (PMQBio). A iniciativa da Agência tem o objetivo de contribuir para a garantia da qualidade dos combustíveis do Ciclo Diesel ao longo de toda a cadeia de abastecimento. Para tanto, o PMQBio irá monitorar o cumprimento das especificações de qualidade, com o objetivo de assegurar que o biodiesel e o óleo diesel A (diesel sem adição de biodiesel), cuja mistura conduz ao óleo diesel B vendido ao consumidor por distribuidores e revendedores de combustíveis líquidos, atendam aos limites exigidos para os seus respectivos parâmetros físico-químicos.

O PMQBio terá formato similar ao novo modelo do PMQC - Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/qualidade-de-produtos/programas-monitoramento/novo-programa-de-monitoramento-da-qualidade-dos-combustiveis), em execução no Estado de Goiás e no Distrito Federal. Está prevista a coleta de amostras de biodiesel e óleo diesel A junto aos produtores de biodiesel e distribuidores de combustíveis líquidos, seguida de análises físico-químicas, permitindo a produção continuada de dados estatísticos sobre a qualidade dos produtos e a identificação de eventuais não conformidades. 

O novo modelo prevê a realização de, no mínimo, duas coletas anuais aleatórias de amostras, através do financiamento privado dos agentes econômicos envolvidos, a exemplo do procedimento previsto no novo modelo do PMQC, regulamentado na Resolução ANP n 790, de 2019. As amostras coletadas serão analisadas em laboratórios privados vencedores de licitações a serem realizadas pela ANP e contratados pelos agentes econômicos. Estudos realizados pela Agência mostram que o PMQBio não deverá apresentar impacto nos preços dos combustíveis ao consumidor. Os resultados das análises serão publicados em boletim semestral, dando publicidade à situação da qualidade do biodiesel e diesel A no país. 

Os resultados não conformes serão comunicados à fiscalização da ANP e órgãos conveniados. Em funcionamento desde 1998, o PMQC tem sido bem-sucedido como indutor de ações de garantia de qualidade por parte de empresas ou instituições do mercado, de eliminação de assimetrias de informação, além de orientar, como principal vetor de inteligência, as ações de fiscalização da própria Agência e de órgãos conveniados. Índices de qualidade acima de 97% registrados nos últimos anos para os combustíveis (óleo diesel B, gasolina C e etanol hidratado) retratam a contribuição do PMQC para o consumidor final. Em antecipação ao PMQBio, a ANP já vinha realizando o Projeto Biodiesel, que consiste em ações para coletas de amostras de óleo diesel B, diesel A e biodiesel (B100) e realização de suas respectivas análises laboratoriais no Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas (CPT) da ANP. (Saiba mais: https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/imprensa/noticias-comunicados/an p-debate-qualidade-do-biodiesel-em-workshop).

COMBUSTIVEIS: Petrobras pode anunciar redução nos preços
A Ativa Investimentos atualizou a estimativa de defasagem do preço da gasolina doméstica para a internacional e os modelos aponta que há um potencial baixista no preço brasileiro, de -5%, e por isso, a corretora acredita que é possível que a Petrobras promova uma redução no preço dos combustíveis nos próximos dias. "O potencial baixista é fruto da queda no preço do barril de petróleo internacional, sendo negociado próximo aos US$70 dólares nesta quinta. Em geral, o mercado e diversas commodities reagiram a incerteza trazida pela nova variante Ômicron com o temor de possíveis novas restrições de mobilidade e queda de demanda", explicou Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos, em nota. 

Por outro lado, o economista-chefe da corretora, Étore Sanchez, lembra que o câmbio está cotado em R$S/U$S 5,68, puxado principalmente pelos diversos descalabros fiscais no âmbito doméstico. Ou seja, se ao menos continuasse estável nos últimos dias, o potencial de redução seria ainda maior. "Adicionalmente, hoje teremos uma reunião da OPEP+ para decidir a produção coletiva. Apesar da incerteza quanto à ação do cartel, bem como sua avaliação sobre o Ômicron, avalio que o que tem mais peso na reunião é a pretensão de diversas nações de usar a reserva estratégica. Com recursos finitos por parte das nações, incluindo os EUA, a estratégia dominante é acelerar esse processo. Ou seja, os desdobramentos da reunião podem trazer um viés baixista ao preço do barril de petróleo", comentou Sanchez. 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados concordaram em continuar a aumentar sua produção em 400 mil barris por dia (bpd) em janeiro, mesmo depois do surgimento da variante Ômicron, em decisão tomada a pouco. "A decisão acaba sendo um ponto de equilíbrio entre os interesses dos membros do bloco, as novas ameaças causadas pela pandemia e a intenção de alguns países coordenados pelos EUA em liberar os estoques e arrefecer os preços internacionais da commodity. Após a decisão, os futuros do Brent, que chegaram a atingir U$D 65,72, retomaram o patamar de U$D 68 e as ações correlatas, como Petrobras (PETR4) e Petrorio (PRIO3) também absorveram a informação de maneira positiva", comentou a Ativa, em nota divulgada após a decisão da Opep.


logo