NOTÍCIAS DE HOJE – 08/12/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em março/20221 fecharam a US$ 513,70 por tonelada, alta de US$ 8,10 a tonelada (+1,6%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 510,20 por tonelada, ganho de US$ 9,00 a tonelada (+1,8%). 

EMPRESAS: BRF quer atingir R$ 100 milhões de receita e buscar novos mercados até 2030
O CEO Global da BRF, Lorival Luz, apresentou os objetivos da companhia até 2030 no BRF Day, evento anual para investidores. De acordo com o time de executivos presentes no evento, a intenção é alcançar uma receita de R$ 100 milhões em 2030. A BRF disse que vai buscar ser uma empresa de alto valor agregado, gerar produtos com praticidade, com ações de curto prazo para atingir essa receita de 2028 a 2030. "Quero dividir e reforçar a nossa ambição a nossa direção e o meu orgulho por tudo que foi feito nesses dois anos, especialmente em 2020 e 2021, um trabalho excelente e com resultados sólidos mesmo nesse cenário desfavorável", disse o presidente da empresa. 

A companhia está buscando atingir sua meta de receita e disse que os alicerces e fundamentos estão estabelecidos. Sobre a postergação do seu plano de dez anos, a BRF disse que o motivo foi um ambiente de custos mais desfavorável. "A postergação da primeira fase, de 2023 para 2024, se deu mais em razão das margens do que da receita. O ambiente mais ácido de aumento de custos de tudo o que aconteceu, fez com que o ganho fosse postergado", disse Lorival Luz. "Estamos no caminho correto, por que os ganhos de eficiência estão sendo apresentados, agora esperamos um mercado mais estável, o que ainda não deve acontecer em 2022", acrescentou. 

O executivo ressaltou que a companhia continua trabalhando na abertura de novos mercados, como Rússia e Reino Unido, e que não abrirá mão de fazer como na Turquia, na Arábia Saudita, por que entende que estar localmente com a produção é importante para esse tipo de expansão. CARNE SUINA A BRF está otimista com o mercado de carne suína porque o consumo per capita da proteína está avançando. Luz comentou que o consumo per capita de carne suína no Brasil cresceu de 2 a 3 kg em 2021, sendo a proteína cujo consumo mais aumentou.

O diretor da área disse que as inovações demoram para se desenvolver, mas que já lançou um sanduíche da carne suína, e o Speciale, que é um produto de valor agregado que é sucesso de vendas. "Queremos entender as alavancas desse mercado e as expectativas de crescimento estão acima das outras áreas", disse. "A maior parte dos chefs elege como preferida a carne suína para desenvolver novos pratos e o lanche que lançamos em parceria com o Burguer King de hambúrguer de carne suína foi um sucesso tremendo", disse Sidney Manzaro, diretor vice-presidente de mercado Brasil, que acrescentou que o restaurante está, inclusive, cogitando que o lanche vire um produto de linha. 

CARNES: Brasil deve confinar 6,5 milhões de bovinos em 2021
Em evento realizado hoje, o Serviço de Inteligência de Mercado (SIM), da DSM divulgou o censo de confinamento para 2021, que ficou em 6,5 milhões de bovinos. De acordo com a gerente de Inteligência de Marketing da DSM, Fabiana Fonseca, o volume de animais confinados foi recorde e mostra um crescimento de 2% sobre o ano passado, quando o mapeamento da empresa identificou um total de 6,4 milhões de bovinos confinados. "O número é 37% superior ao de 2015, quando a empresa começou a fazer esse levantamento e contabilizou 4,7 milhões de bovinos produzidos nesse sistema intensivo", comenta. 

Fabiana destaca que, regionalmente, os três estados com maior rebanho confinado nesse ano são Mato Grosso, São Paulo e Goiás, com 1,38 milhão, 1,12 milhão e 1,07 milhão de bovinos, respectivamente. O estado onde o confinamento mais cresceu, contudo, foi o de São Paulo, com alta de 17% sobre o ano anterior, quando foram anotados 959 mil animais confinados, com Paraná registrando alta de 16% (de 328 mil para 379 mil animais) e Mato Grosso do Sul com alta de 6% (de 753 mil para 798 mil animais). 

Com relação à retração, o número de bovinos confinados reduziu 16% no Pará (de 206 mil para 173 mil bovinos) e na região do MAPITO - Maranhão, Piauí e Tocantins (de 224 mil para 188 mil bovinos) e em Santa Catarina, onde caiu 13% (de 155 mil para 134 mil bovinos). 

Para o gerente técnico nacional de Confinamento da DSM, Hugo Cunha, apesar do resultado positivo, alguns fatores contribuíram para que houvesse uma queda nos confinamentos em alguns estados e para um crescimento menor nos números finais frente aos projetados inicialmente, como os custos de produção e o embargo chinês à carne bovina, devido aos casos atípicos de vaca louca registrados pelo Brasil e Mato Grosso e Minas Gerais. "Os custos diários da dieta no confinamento chegaram ao patamar de até R$ 20,00 em alguns momentos do ano, bem acima dos R$ 9,00 praticados no ano passado. Também com o evento China, quando o preço da arroba caiu, a margem acabou sendo negativa. Tudo isso acabou pesando no resultado final do censo", avalia. 

Para 2022, Hugo destaca que a expectativa é de um cenário mais positivo para a atividade de confinamento. "A DSM está prevendo um custo de confinamento mais controlado no próximo ano, uma vez que o clima vem sendo favorável ao desenvolvimento das lavouras de soja e de milho. Isso deve permitir ao pecuarista trabalhar com um melhor planejamento para a atividade", conclui.

CARNES: Ano foi positivo para pecuária e preço do boi bateu recordes
Em evento realizado nesta quarta-feira, a DSM avaliou o ano de 2021 como positivo para a pecuária brasileira, embora bastante dinâmico. De acordo com o vice-presidente do negócio de Ruminantes da DSM para a América Latina, Sergio Schuler, o destaque ficou com a valorização do preço da arroba para o segmento de corte, do bezerro na atividade de cria, e do leite. Para especialistas da DSM, a pecuária de corte e leite, novamente, se mostrou resiliente às adversidades e importante para a economia do país, apesar das volatilidades do mercado nesse ano e dos desafios enfrentados pelos produtores. 

Na pecuária de corte, a retrospectiva do ano passa pelos recordes de preço da arroba do boi e do preço do leite, além do preço alto também para os bezerros na atividade de cria. No mercado da carne, esse ambiente é confirmado pelos números do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-USP) que, por exemplo, registrou recorde para a arroba em novembro, 13,6% acima do mesmo período do ano passado. Na pecuária de leite, o setor foi favorecido por vários cenários, como o crescimento em ritmo menor do que a demanda em alguns países relevantes para o segmento, a exemplo dos Estados Unidos, e o aumento do consumo de lácteos puxado pela retomada econômica em âmbito mundial, embora o mercado doméstico tenha uma retração dos índices de renda da população pelo momento desafiador da economia. 

"Se, por um lado os preços recordes da arroba e do leite beneficiaram os pecuaristas, por outro, a alta dos custos produtivos desafiou a gestão e a resiliência dos produtores, que tiveram de lidar com a variação do dólar, aumento de preços do milho, da soja e de outros insumos", comenta Schuler. Segundo ele, é nesse ambiente que a aplicação de tecnologias que aumentam a produtividade da pecuária tornou-se ainda mais evidente. "É possível dizer que os desafios impulsionaram a adoção de tecnologias nas fazendas, pois os produtores tiveram de manter o foco nos resultados em todos os ciclos, desde a cria, quando os suplementos ajudam a gerar bons bezerros, passando pela suplementação para buscar ganho de peso dos bovinos de corte e o aumento da produção das vacas de leite", destaca.

ETANOL: Produção dos EUA tem forte alta na última semana
Segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia), a produção de etanol de milho dos Estados Unidos cresceu 5,35% na semana encerrada em 03 de dezembro, atingindo 1.090 mil barris diários(*), ante 1.035 mil barris na semana anterior (26 de novembro). Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 20,301 milhões de barris para 20,460 milhões de barris no mesmo período comparativo - aumentando 0,64%. 

Os níveis de produção dispararam e se aproximaram do recorde histórico atingido no final de outubro. Os números superaram a expectativa de analistas ouvidos pela Dow Jones, que apontavam uma produção diária de etanol de milho entre 1,025 a 1,06 milhão de barris. Ainda na terça-feira, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) confirmou que reduzirá a quantidade de etanol e outros biocombustíveis que devem ser misturados à gasolina este ano e rebaixou retroativamente a meta do ano passado - uma vitória para os refinadores que alertaram que aumentar a exigência aumentaria os preços na bomba. 

A decisão vem no momento em que o preço do etanol, o biocombustível mais dominante, atingiu seu nível mais alto em uma década. Enquanto os preços da gasolina nos EUA são impulsionados pelo preço do petróleo bruto, os refinadores dizem que os preços do etanol contribuíram para os preços mais altos na bomba, embora a gasolina tenha caído após as recentes máximas. A EPA disse que exigiria que as refinarias adicionassem 18,52 bilhões de galões de etanol e outros biocombustíveis para serem misturados à gasolina em 2021 - abaixo de um mandato de 20,09 bilhões de galões previamente estabelecido para 2020. 

Embora 2021 esteja quase acabando, nenhum mandato para o atual ano foi definido. Funcionários da agência também reduziram a quantidade necessária para 2020 para 17,13 bilhões de galões, abaixo da meta de 20,09 bilhões de galões que havia sido estabelecida no final de 2019, a última vez que a taxa de mistura foi definida. 
(*) Cada barril equivale a 159 litros. 
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