NOTÍCIAS DE HOJE – 11/10/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MERCADO EUROPA: Ações fecham mistas, com setor energético sustentando altas
Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam o pregão em campo misto, com Wall Street passando a operar em positivo com os preços do petróleo impulsionando o setor de energia. "O preço do combustível impulsiona as ações de empresas energéticas, o que contrabalanceia o setor de tecnologia e de automóveis, que sofre com a escassez de semicondutores", afirmam analistas do Capital Economics. O sindicato italiano de produção automobilística disse na sexta-feira que a escassez global de semicondutores afetaria a produção italiana de Stellantis com mais força e por mais tempo do que a pandemia de covid-19. A montadora interrompeu as operações em algumas de suas fábricas na Europa e nos Estados Unidos, e espera produzir 1,4 milhão de veículos a menos neste ano. Três legisladores do Banco Central Europeu (BCE) discutiram na sexta-feira a possibilidade de sair das medidas de apoio fiscal e monetário da era da pandemia, mesmo que isso deixe alguns governos insatisfeitos, de acordo com relatórios de um painel de discussão na Eslováquia. Espera-se que o BCE tome uma decisão sobre suas medidas extraordinárias de estímulo em dezembro. Os mercados ao redor do mundo caíram na semana passada, com os investidores monitorando as expectativas de inflação e os juros projetados do Tesouro dos Estados Unidos, que saltaram para máximos de vários meses após o fraco relatório de empregos de setembro do Departamento do Trabalho norte-americano. Confira abaixo a variação e a pontuação dos índices europeus após o fechamento: FTSE-100 (Londres): +0,72%, 7.146,85 pontos DAX-30 (Frankfurt): -0,13%, 15.186,93 pontos CAC-40 (Paris): +0,16%, 6.570,54 pontos FTSE MIB (Milão): -0,46%, 25.930 pontos IBEX-35 (Madri): -0,63%, 8.899,00 pontos SMI-20 (Zurique): +0,10%, 11.777,10 pontos PSI-20 (Lisboa): +0,40%, 5.537,03 pontos.

ETANOL: Preço médio aumentou 0,8% no país na última semana – ANP
O preço médio do etanol hidratado ficou mais caro na última semana no varejo brasileiro. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço do etanol ao consumidor ficou em R$ 4,775 o litro na semana de 03 a 09 de outubro, ante R$ 4,736 o litro na semana anterior (26 de setembro a 02 de outubro), alta de 0,82%. O estado do Rio Grande do Sul teve o etanol mais caro na média do País, a R$ 6,245 por litro. O preço máximo entre os estados brasileiros para o etanol foi verificado no mesmo estado: R$ 7,099 o litro. Já em São Paulo, principal estado produtor de etanol do Brasil, o preço médio do biocombustível ficou em R$ 4,564 o litro, ante R$ 4,538 o litro na última semana (+0,57%). O etanol mais barato ficou no Mato Grosso, a R$ 4,519 por litro. Conforme o levantamento, o preço médio da gasolina comum no país ficou em R$ 6,117 o litro, ante R$ 6,092, alta de 0,4%. O estado do Rio de Janeiro comercializou a gasolina mais cara na semana passada, com o combustível chegando a R$ 6,764 por litro. Já a gasolina mais barata foi vendida no Amapá (média de R$ 5,350 o litro). 

CAFÉ: Chuvas devem continuar até a próxima semana no Brasil
As chuvas continuam nas áreas produtoras de café os mapas meteorológicos atualizados da Somar. Nesse período, o acumulado de chuvas deve girar em média a 80 milímetros no sul de Minas Gerais, e nas áreas que ficam acima de 1.000 metros de altitude as chuvas podem ser acompanhadas por queda de granizo. No Paraná chegando até o sul do Espirito Santo, o acumulado poderá atingir 50 milímetros. Já no Cerrado de Minas Gerais, o volume de chuvas deve oscilar entre 20 a 50 milímetros. Entre os dias 14 a 20 de outubro, as chuvas devem se espalhar por todo o cinturão cafeeiro do Brasil. No sul de Minas e na Mogiana, a média acumulada de chuvas pode chegar a 80 milímetros nesse período. 

TRIGO: Preços de exportação da Rússia sobem pela décima 13a consecutiva
Os preços de importação da Rússia subiram pela décima terceira semana consecutiva. Segundo analistas, a alta foi sustentada pela oferta limitada e pelo rublo mais forte, além dos elevados preços de referência global. Conforme a consultoria ]]>
<![CDATA[ IKAR, os preços do trigo russo com 12,5% de proteína embarcados dos portos do Mar Negro para entrega na segunda quinzena de outubro ficaram em US$ 310 por tonelada, free on board (FOB), alta de US$ 3 ante a semana anterior. Já outra consultoria, a SovEcon, estimou a alta em US$ 6 para US$ 312 por tonelada. As exportações de trigo da Rússia caíram 27% desde o início da temporada, em 1o de julho, devido à menor safra e à tarifa de exportações. O governo russo estabelece semanalmente uma nova taxa, que deve subir para US$ 58,70 por tonelada entre 13 e 19 de outubro.

AÇÚCAR: Produção do Brasil deve diminuir 14% em 2021/22 – USDA
O adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em São Paulo está estimando a produção brasileira de açúcar da temporada 2021/22 (abril-março) em 36 milhões de toneladas, ante 42,05 milhões de toneladas em 2020/21 uma queda de 14,4 por cento, diante da menor disponibilidade de cana. A região Centro-Sul deverá contribuir com uma produção de 33 milhões de toneladas, contra as 38,9 milhões de toneladas do ano anterior. Já a produção do Norte-Nordeste será similar na comparação com 2020/21, totalizando três milhões de toneladas, contra 3,15 milhões de toneladas. De acordo com o adido, o mix das usinas será parecido com o de 2020/21, com as unidades produtoras direcionando 45,5 por cento da cana para a produção do açúcar em 2021/22, contra 46,15 por cento na temporada precedente. Como resultado da queda acentuada na produção de açúcar, o Brasil deverá exportar 26 milhões de toneladas da commodity em 2021/22, ante 32,15 milhões de toneladas, um recuo de 19 por cento. Apesar disso, o país permanecerá com folga na liderança do ranking global como maior exportador de açúcar, na medida em que a constante desvalorização do real mantém o açúcar brasileiro extremamente competitivo.

SOJA: Perspectiva de relatório baixista do USDA pressiona Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais baixos no meio-pregão de hoje. Em sessão volátil, o mercado reverteu para o território negativo, pressionado pelo clima favorável à colheita nos Estados Unidos. Também pesa a perspectiva de um relatório baixista de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta terça-feira, às 13 horas (horário de Brasília). Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em produção norte-americana de 4,409 bilhões de bushels em 2021/22. Em setembro, a previsão ficou em 4,374 bilhões de bushels. No ano passado, a produção foi de 4,135 bilhões. Para os estoques, o mercado aposta em estimativa de 289 milhões. Em setembro, o USDA indicou estoques em 185 milhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2021/22 de 101 milhões de toneladas, contra 98,9 milhões estimados em setembro. Para 2020/21, a previsão deverá subir de 95,1 milhões para 96,4 milhões de toneladas. A posição novembro de 2021 era cotada a US$ 12,33 1/4 por bushel, perda de 9,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,78%. A posição janeiro de 2022 era cotada a US$ 12,44 1/2 por bushel, baixa de 9,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,77%. No farelo, dezembro de 2021 tinha preço de US$ 318,40 por tonelada, retração de US$ 0,30 por tonelada ou 0,09%. Já a posição dezembro de 2021 do óleo era cotada a 60,61 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,90 centavo de dólar por libra-peso ou 1,46%. 

CANA: Moagem da safra 2021/22 deve diminuir para 535 mi t no Centro-Sul
O adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em São Paulo está estimando a safra de cana brasileira 2021/22 (abril-março) em 590 milhões de toneladas, sessenta e sete milhões de toneladas a menos em relação à temporada anterior, uma notável queda de dez por cento. O Centro-Sul deve colher e moer 535 milhões de toneladas de cana, recuo de doze por cento na comparação com o ciclo passado. Conforme o adido, diversos fatores contribuíram para derrubar a produção de cana na principal região canavieira do Brasil. O tempo seco que prevaleceu durante 2020, especialmente entre agosto e outubro, prejudicou os canaviais e reduziu o potencial de produção. Além disso, a falta de chuvas aliada a altas temperaturas também favoreceu a incidência de focos de incêndio nos campos. Também houve relatos de incêndios criminosos em canaviais, muitas vezes associados com a queima da palha da cana para limpar os campos e facilitar a colheita. "Vale ressaltar que a legislação atual proíbe a queima da cana nas lavouras onde a colheita pode ser mecanizada", salientou o adido. Ao mesmo tempo, os volumes de precipitação durante janeiro-setembro de 2021 foram bem abaixo da média, limitando o desenvolvimento das plantas. Além disso, os preços estáveis dos grãos estimularam a migração de áreas marginais de cana para a soja e o milho. Mais recentemente, os canaviais Centro-Sul foram afetados por fortes geadas, mais especificamente nos dias 30 de junho, 20 de julho e 30 de julho, danificando campos ainda não colhidos. Essa situação levou as usinas a colherem essas áreas o mais rápido possível para evitar maiores perdas. Parte dessas áreas só seria colhida na última fase da safra. Como resultado, a produtividade geral dos campos será reduzida. Algumas usinas devem terminar a temporada de moagem já em outubro, em vez de dezembro apesar do clima predominantemente seco nos últimos meses. Por outro lado, a produção de cana na região Norte-Nordeste (N-NE) deve atingir 55 milhões de toneladas, um aumento de 5,7 por cento em relação à safra anterior (52 milhões de toneladas), "assumindo que condições climáticas normais prevalecerão até o final da colheita, em fevereiro de 2022". 

ARROZ: Exportações da Tailândia totalizam 3,089 mi de toneladas no ano
As exportações de arroz da Tailândia totalizaram 175,638 mil toneladas na semana compreendida entre 20 e 26 de setembro. A média das últimas quatro semanas ficou em 144,063 mil toneladas. No acumulado do ano, as exportações somam 3,089 milhões de toneladas, ante 3,014 milhões em igual período do ano passado. Não estão computadas neste número as exportações de arroz aromático. As informações são Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 

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