NOTÍCIAS DE HOJE – 11/1/2022

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com preços mais altos
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em março/20221 fecharam a US$ 489,80 por tonelada, alta de US$ 8,50 a tonelada (+1,8%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 483,00 por tonelada, valorização de US$ 7,20 a tonelada (+1,50%).

MILHO: Line-up prevê embarques em janeiro de 2,647 milhões de toneladas
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,647 milhões de toneladas de milho em janeiro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 418,6 mil toneladas já foram embarcadas. No acumulado de fevereiro/21 a janeiro/22, a programação de embarques aponta volumes de 21,375 milhões de toneladas de milho.

MILHO: Brasil importa 445,931 mil toneladas em dezembro – SAFRAS
Em dezembro o Brasil importou 445,931 mil toneladas de milho, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado. Os maiores volumes foram adquiridos pelo Paraná, de 247,933 mil toneladas, seguidos pelo Rio Grande do Sul, com 104,208 mil toneladas e Santa Catarina, com 66,032 mil toneladas. Ao longo de toda a temporada 2021/22, que vai de fevereiro/21 a janeiro/22, o país importou 2,927 milhões de toneladas de milho. O Paraná lidera as compras, com 1,499 milhão de toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 767,482 mil toneladas. 

EMPRESAS: Marfrig Verde+ reinclui 1.977 fazendas como fornecedoras em 2021
A Marfrig, reincluiu 1.977 fazendas de gado em todo o Brasil em 2021 como fornecedoras regularizadas em relação aos compromissos socioambientais da companhia. Isso representa cerca de 30% das propriedades que venderam gado para a Marfrig em todo o ano e equivale a 598.559 animais abatidos. A reinclusão de produtores é um dos princípios do Plano Marfrig Verde+, que tem como um de seus principais objetivos garantir que 100% da cadeia de fornecimento da companhia seja sustentável e livre de desmatamento. A retomada dos fornecedores foi viabilizada graças aos suportes técnicos disponíveis em cada uma das unidades da Marfrig, através da equipe do programa Marfrig Club, e também à assessoria jurídica, ambos oferecidos gratuitamente aos produtores pelo Marfrig Verde+, que incentiva a adoção de boas práticas pecuárias e auxilia parceiros com pendências ambientais, trabalhistas e de documentação, possibilitando, assim, que passem a atender os critérios exigidos pela companhia. 
Na metade do ano, 1.139 fazendas haviam voltado, após as adequações, a fornecer para a Marfrig. Elas se somam às 838 incluídas no fim do ano. "A Marfrig acredita que a exclusão de produtores -- muitos deles pequenos e sem acesso à tecnologia e ao crédito -- não é a solução para os problemas ambientais do país", diz Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig. "Por isso, trazemos o pecuarista para perto e damos apoio e orientação. Assim, conseguimos conciliar produção e sustentabilidade e gerar mais valor para toda a cadeia de produção bovina." 

CAFÉ: Londres fecha com ganhos seguindo NY e petróleo, e com dólar em queda
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços moderadamente mais altos nos contratos mais próximos. As cotações foram sustentadas no dia em Londres para o robusta pela alta do arábica na Bolsa de Nova York, valorização do petróleo e de outras commodities. A queda do dólar contra o real e outras moedas contribuiu para a sustentação do robusta. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.268 a tonelada, com ganho de US$ 8, ou de 0,3%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.216 a tonelada, com avanço de US$ 5, ou de 0,2%.

ALGODÃO: Conab indica plantio em 35,5% da área no Brasil para 2021/22
O plantio da safra 2021/22 de algodão avançou para 35,5% da área nos sete principais estados produtores do Brasil (que representam 98,2% do total), conforme levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 8 de janeiro. Na semana anterior, a semeadura estava em 27,1%. Em igual período do ano passado, o número era de 31,4%. 

ARROZ: Conab indica plantio em 95,5% nos principais produtores do país
O plantio do arroz avançou para 95,5% da área estimada para a temporada 2021/22 nos seis principais estados produtores do Brasil (Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que representam 87% do total), conforme levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 8 de janeiro. Na semana anterior, a semeadura estava em 94,6%. Em igual período do ano passado, o número era de 95%.

SOJA: Aprosoja/MS revisa estimativa de produtividade após estiagem
A estiagem nas últimas semanas impactou o desenvolvimento das lavouras de soja em Mato Grosso do Sul. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS - Aprosoja/MS, cerca de 26% das lavouras se encontram em estado ruim, o percentual supera 970 mil hectares. O diagnóstico do atual estado das lavouras, fez com que a Associação revisasse, para baixo, a estimativa de produtividade para a safra 2021/22, passando de 56,38 sacas por hectare, para 53,69 sacas por hectare. A nova estimativa de produtividade representa uma retração de 14,56% em relação à safra passada, quando os produtores colheram 62,84 sacas por hectare. 
"Viemos de uma segunda safra de milho bastante conturbada, em que o produtor sentiu bastante no bolso e agora, infelizmente mais uma notícia negativa. O impacto foi muito grande nas regiões sul, sul-fronteira, sudoeste e sudeste, enquanto a região norte, oeste, centro e nordeste estão em uma situação mais confortável", explica o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi. 
O projeto SIGA - Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio, administrado pela Semagro e Aprosoja/MS, começou o ano com recorde de visitas em propriedades rurais, a fim de levantar os efeitos da estiagem. O material técnico de avaliação das lavouras já está nas mãos da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina; do governador de MS, Reinaldo Azambuja; e do secretário (Semagro) Jaime Verruck, para que possam estudar os detalhes de cada região. O estudo também foi dividido com entidades financeiras, que poderão, juntas, tentar minimizar os problemas, criando uma ação conjunta. 
Além dos 26% das lavouras sul-mato-grossenses em estado ruim, a Aprosoja/MS constatou que 23% estão em estado regular e 51% em estado bom. O cenário também baixou a estimativa de produção, passando de 12.773 milhões de toneladas para 12.164 milhões, uma redução de 8,58% em relação ao ciclo anterior, quando MS colheu 13.306 milhões de toneladas. "Mato Grosso do Sul apresenta uma diversidade muito grande nas questões climáticas, principalmente em ano de La Niña, como foi 2021. Mas os produtores estão mais atentos, temos mantido uma conversa direta, levando orientações. Tivemos recorde de contratações de seguro rural, e sempre chamamos a atenção quanto a atenção necessária nas cláusulas contratuais, que precisam ser claras quanto a sua cobertura", esclarece Dobashi. 
Ainda segundo o presidente, houve pouco replantio nesta safra, devido ao volume considerável de chuvas nos meses de setembro e primeiros 10 dias de outubro, que animaram o agricultor na fase de plantio. "O produtor estava muito seguro para comercializar nessa época, já fazendo suas travas para garantir os custos de produção. Do total comercializado até o momento, cerca de 36,50%, o maior volume foi feito nesse período de plantio, quando estimávamos uma safra mais positiva", finaliza o presidente da Aprosoja/MS. 

MILHO: Brasil deve embarcar 2,647 milhões de toneladas em janeiro, aponta ANEC
As exportações brasileiras de milho deverão ficar em 2,647 milhões de toneladas em janeiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em janeiro do ano passado, o Brasil exportou 2,163 milhões de toneladas. Em dezembro do ano passado, os embarques do cereal somaram 3,320 milhões de toneladas. Na semana entre 2 e 8 de janeiro, o Brasil embarcou 343,064 mil toneladas. Para o período entre 9 de janeiro e 15 de janeiro, a ANEC indica a exportação de 967,826 mil toneladas.

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