NOTÍCIAS DE HOJE – 12/11/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ:CNC solicita ao MTP manutenção de auxílio emergencial para trabalhador
Em busca de facilitar a geração de empregos no campo e preocupado com a carência de mão de obra nas fazendas, o Conselho Nacional do Café (CNC) enviou nesta quarta-feira, 10/11, ofício ao Ministro do Trabalho e Previdência (MTP), Deputado Onix Lorenzoni, com sugestão de mudança nos critérios de concessão do auxílio emergencial para homens e mulheres que trabalham na zona rural e que tenham até um salário mínimo registrado em carteira. Veja a íntegra do ofício: "ASSUNTO: Solicita a facilitação de gerar emprego no campo. Senhor Ministro, Com os cordiais cumprimentos, tive a oportunidade de compartilhar com vossa excelência na Câmara dos Deputados, sempre acompanhado pelos nossos colegas Abelardo Lupion e Ronaldo Caiado. Sem dúvidas, foram momentos produtivos. Após 6 mandatos, deixei a Câmara dos Deputados e passei a presidir o Conselho Nacional do Café, que é a representação maior da produção de café do país. Mantenho contato permanente com nossas cooperativas de produção. Somos 330 mil produtores, em 1.983 municípios, distribuídos em 16 estados produtores. Nas visitas que realizamos e nos contatos mantidos, avaliamos a dificuldade na disponibilidade de mão de obra no campo, razão pela qual tomamos a liberdade de propor que os trabalhadores rurais, os quais deixam de prestar seus serviços para não perder o auxílio emergencial, possam em um gesto totalmente compreensível, trabalhar com a carteira assinada e ainda receber o auxílio emergencial, desde que tenham registrado, em carteira, remuneração de até 1 salário mínimo. Com este pleito, diminuiremos o trabalho informal, trazendo bom índice para os números do nosso Governo e, consequentemente, a contribuição social, para a Previdência Social. Com essa ação, vamos gerar, pelo menos 2 milhões de registros formais, resolvendo a problemática da contratação de mão de obra, além de fornecer receita para a Previdência. Fazemos a solicitação em nome do Conselho Nacional do Café, o qual presidimos, com sede em Brasília e filial em São Paulo, e também de nossas cooperativas, distribuídas em todo o Brasil. Renovando nossos votos de elevada estima e consideração, colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais e futura discussão sobre o projeto para o qual com a devida vênia, solicitamos possível urgência. Antecipadamente, agradecemos pela atenção que nos for dispensada e nos despedimos". O destaque parte do Balanço Semanal do Conselho Nacional do Café (CNC). 


AÇÚCAR: NY fecha em leve baixa com realização de lucros
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais baixas. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 20,01 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,11 centavo (-0,54%) em relação ao fechamento anterior, mas acumulando ganho de 0,8% na semana. A posição maio/2022 fechou cotada a 19,78 centavos (-0,45%). O mercado adotou uma postura de consolidação na última sessão da semana após a forte alta da quinta-feira, realizando lucros. Do lado fundamental, as cotações seguem pressionadas pela expectativa de boas safras nas principais origens da Ásia, como a India e a Tailândia, e ainda pela melhora nas condições das plantações de cana do Brasil. 


CAFÉ: DOU publica contratos com 10 agentes para recuperação de cafezais
Foram publicados no Diário Oficial da União (DOU), nesta sexta-feira, 12/11, os extratos de contrato de dez agentes financeiros que solicitaram recursos para operar a linha de crédito do Fundo em Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) destinada para recuperação dos cafezais atingidos pela seca e geada. Os contratos foram assinados na quinta-feira, 11/11, e estarão disponíveis ao produtor que pode optar pela instituição financeira que vai operar com esses recursos. O destaque parte do Balanço Semanal do Conselho Nacional do Café (CNC). Dentre as instituições que já contrataram os recursos estão as cooperativas de crédito Sicoob Agrocredi, Sicoob Coopacredi, Sicoob Credialp e Sicoob Credivar. Além dessas, os bancos Sicoob S/A, Banco Ribeirão Preto, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e BRDE também constam na lista. "O Funcafé tem apresentado sucessivos orçamentos recordes, tendo mais recursos à disposição dos cafeicultores e de seus bancos cooperativos, além de cooperativas de crédito. Essas instituições facilitam a tomada de crédito por parte do pequeno produtor. Por isso, o Funcafé é primordial para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira", avalia Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC).


CARNES: Saldo para suinocultores integrados foi positivo em 2021
O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, participou da última reunião de 2021 da Comissão de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A agenda ocorreu de forma online na terça-feira (09), e trouxe um compilado das atividades realizadas este ano pelo setor de integrados da Confederação junto às entidades do agro e também as projeções para o setor em 2022. Entre as pautas trabalhadas o presidente da Comissão, Iuri Machado, trouxe que o saldo é positivo. Machado ponderou que dentre os destaques estão, o Manual de Funcionamento das Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs)) e reforçou o apoio das associações para que o material continue sendo divulgado e difundido a todos os integrados. "O documento é um passo importante para que as CADECs possam cumprir seu papel na representatividade dos elos da cadeia e no cumprimento da Lei da Integração (Lei 13.288/16)". 

A Lei 13.288/2016 estabelece regras para a relação contratual entre produtores integrados e agroindústrias. Segundo Machado a conquista é resultado de anos de negociação e debates, mas ainda enfrenta desafios para ser implementada plenamente e por isso a publicação do Manual foi fundamental para o setor. Na sequência o presidente da Comissão ressaltou que outro ponto positivo do balanço de 2021, foi a pesquisa feita com os produtores integrados sobre a relação entre integrados e integradoras nas suas regiões e o cumprimento de algumas exigências da lei. A equipe da CNA apresentou os dados da enquete que revelaram pontos positivos e negativos em relação as CADECs. Machado explicou que a CNA pretende utilizar esses dados para trabalhar de forma cada vez mais positiva e embasada para melhorar a regulamentação e implementação da Lei da Integração, a fim de trazer maior segurança aos produtores e melhorias na remuneração dos mesmos. 

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, todo o esforço do sistema CNA e da ABCS é para garantir o melhor alinhamento e simetria das informações dos integrados. "Na suinocultura evoluímos muito neste ano com o trabalho do consultor Nilton indo às reuniões das CADECs e debatendo de forma técnica e profissionalizada com os líderes dos produtores e das indústrias. Porém ainda carecemos de mais segurança jurídica para essa relação, e regulamentação de alguns aspectos da Lei de Integração a fim de melhorar ainda mais esse importante sistema produtivo para a suinocultura nacional". 

Lopes reforçou ainda que este trabalho da ABCS terá continuidade e deve ser ampliado em 2022 podendo ser utilizado como base para os avicultores também. Para o consultor jurídico da Comissão de Aves e Suínos da CNA, Thiago Carvalho ainda há diversos obstáculos que devem ser ajustados na relação integrado e integradora e por isso a atuação continua em 2022. Por outro lado, Carvalho disse que o trabalho desenvolvido pelo Senar e pela CNA para orientar os produtores, formar lideranças e fundamentar as regras possibilitou conquistas importantes e está trazendo melhorias nas negociações. 

Como destaque desse trabalho jurídico Thiago trouxe duas vitórias dos produtores nas justiças estaduais que começam a formar uma jurisprudência positiva com base na Lei de Integração. A primeira é a de que o mandato do produtor representante da Cadec permanece mesmo que ele seja desligado do sistema de integração e a segunda é a de que os financiamentos bancários devem ser concedidos com base em parâmetros técnicos e de remuneração aprovados em reuniões da CADEC. As informações partem da assessoria de imprensa da ABCS.


AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações mistas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mistas. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 527,20 por tonelada, alta de US$ 4,40 por tonelada (+0,84%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2022 fechou a US$ 516,10 por tonelada, ganho de US$ 0,10 a tonelada (+0,01%).


CAFÉ: Londres fecha com perdas com realização de lucros e seguindo petróleo
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos nos contratos mais próximos e mais negociados. O café robusta londrino caiu no dia diante de ajustes técnicos, com realização de lucros, após as recentes altas. E foi na contramão do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que apresentou boas altas até o fechamento em Londres. O robusta seguiu o movimento do petróleo. Ainda assim, a semana terminou com o contrato janeiro acumulando uma valorização de 4,4%. Os contratos para entrega em janeiro/2022 fecharam o dia a US$ 2.277 a tonelada, com perda de US$ 15, ou de 0,6%. A posição março/2022 fechou a US$ 2.222 a tonelada, baixa de US$ 5, ou de 0,2%.


FERTILIZANTES: Saída da Petrobras coloca soberania alimentar em risco
A crise energética na Europa e na China e a disparada de insumos como o gás natural e o potássio estão criando um temor de uma possível crise no abastecimento de fertilizantes - produtos fundamentais para a produção de alimentos. O Brasil, como um grande player agrícola, já vê a questão com preocupação. Apesar de ser um grande produtor de alimentos, o Brasil é altamente dependente da importação de fertilizantes. Uma parcela de 85% desses produtos é comprada do exterior. 

Para o diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), o engenheiro petroquímico Gerson Castellano, um fator que contribuiu muito para aumentar ainda mais essa dependência foi a saída da Petrobrás do setor de fertilizantes. A estatal, como se sabe, hibernou algumas de suas fábricas de fertilizantes (Fafen) e já arrendou duas unidades do tipo (Sergipe e Bahia). A alegação, na época, era que as fábricas só davam prejuízos. "Eu entendo que aquela situação era momentânea. Além do mais, existe a questão estratégica. Para o Brasil, é muito importante deter a tecnologia e manter a produção interna para não ficar refém 100% da importação. Hoje, pagamos o preço disso por uma falta de planejamento", avaliou Castellano. 

Segundo ele, o fertilizante nitrogenado teve um reajuste de 185% durante o ano. Só em outubro, o preço subiu 55%. Para Castellano, a decisão de hibernar ou vender as fábricas foi equivocada e contribui para aumentar a insegurança alimentar do país diante da crise no abastecimento de fertilizantes. "Importante lembrar que os fertilizantes nitrogenados são usados em muitas culturas importantes para nós, como a cana e o feijão - dois produtos muito fundamentais do ponto de vista de soberania alimentar", lembrou. 

Para enfrentar esse cenário, o diretor da FUP afirma que uma medida no curto prazo seria retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Mato Grosso do Sul, além de retomar as atividades da Fafen do Paraná. Ele também menciona que o Brasil deve estudar incentivos visando estimular a produção nacional de fertilizantes. As informações partem da assessoria do portal Petronotícias.


CARNE DE FRANGO: Exportações catarinenses crescem 57,5% em outubro
Segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, Santa Catarina encerra outubro com um aumento de 57,5% no faturamento com as exportações. No último mês, o estado embarcou 90,9 mil toneladas do produto, gerando receitas que passam de US$ 171,9 milhões. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). "Santa Catarina tem-se mostrado cada vez mais pujante, e tem feito do agronegócio a força e o motor da economia catarinense. A carne de frango, assim como a de suínos, têm sido os principais produtos de exportação catarinenses. Isso reforça o nosso cuidado com a sanidade, com o programa de cereais de inverno e também desenvolver cada vez mais tecnologias que aumentem a produtividade", destacou o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Altair Silva. 

Em comparação com outubro de 2020, a avicultura catarinense obteve resultados bastante expressivos no último mês: alta de 57,5% no valor e de 23,7% na quantidade exportada. O que pode ser explicado pelo aumento nos embarques para os principais mercados compradores: Japão, China, Holanda e Emirados Árabes. O bom desempenho internacional deve influenciar também a valorização dos preços para o setor. "A forte demanda por carne de frango no mercado internacional e no mercado interno, principalmente em função dos preços elevados das demais carnes e da perda de renda de grande parte dos consumidores, tende a favorecer a manutenção dos patamares de preços atingidos por essa proteína ao longo dos próximos meses", ressaltou o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl. Acumulado do ano De janeiro a outubro deste ano, Santa Catarina exportou mais de 855 mil toneladas de carne de frango - 5,8% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento supera US$ 1,5 bilhão, uma alta de 20,3%. Os catarinenses respondem por 23% de toda arrecadação nacional com os embarques de carne de frango em 2021. Com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina.

SOJA: Mato Grosso é o principal estado exportador no acumulado de 2021
As exportações de soja do Mato Grosso totalizaram 22,99 milhões de toneladas em 2021. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume é 4% superior ao exportado pelo estado no mesmo período de 2020 e corresponde a 28,45% das exportações brasileiras no acumulado de 2021. No total, o Brasil exportou 80,809 milhões de toneladas até agosto, 1% abaixo das 81,264 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2020. O estado do Rio Grande do Sul foi o segundo maior exportador, com 11,499 milhões de toneladas no período. O Paraná exportou 9,553 milhões de toneladas e Goiás, 6,81 milhões.

SOJA: China compra 56,189 milhões de toneladas do Brasil em 2021
A China importou 56,189 milhões de toneladas de soja do Brasil de janeiro a outubro de 2021. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o volume é 5% inferior ao comprado no mesmo período de 2020. O país é o maior comprador da oleaginosa brasileira. Em segundo lugar, ficou a Espanha, com 3,539 milhões de toneladas, 29% acima de igual período do ano passado. A Holanda aparece em terceiro lugar, com 2,817 milhões de toneladas, queda de 13% ano a ano. No geral, as exportações brasileiras de soja em grão totalizaram 80,809 milhões de toneladas em 2021. Em igual período do ano passado foram 81,264 milhões de toneladas.

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