NOTÍCIAS DE HOJE – 13/1/2022

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Plantio 2021/22 atinge 86,4% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
O plantio de milho da safra 2021/22 atinge 86,4% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é projetada em 7,3 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 9,1 pontos percentuais na semana e estão 4,5 pontos atrasados na comparação com igual período do ano passado. A falta de chuvas começa a desacelerar os trabalhos de implante no norte e no sul da área agrícola nacional. Em números absolutos, foram semeados 6,307 milhões de hectares. A área em déficit hídrico cresceu de 37% para 53% na última semana. Em igual momento do ano passado, eram 20%. Atualmente, 36% das lavouras estão em condições de regular a ruim, contra 21% na semana passada e 16% em igual período de 2020/21. 

SOJA: Plantio atinge 92,5% da área na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
O plantio da soja atinge 92,5% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 5,7 pontos percentuais na última semana. A área é projetada foi reduzida de 16,5 para 16,4 milhões de hectares, a menor dos últimos 15 anos. O corte se deve à impossibilidade de semear setores no extremo sul da área agrícola e deve impactar a projeção de produção, atualmente em 44 milhões de toneladas. Em números absolutos, já foram semeados 15,178 milhões de hectares. A área em déficit hídrico cresceu de 42% para 60% na última semana. Em igual momento do ano passado, eram 37%. Atualmente, 29% das lavouras estão em situação de regular a ruim, contra 13% na semana passada e 23% em igual período de 2020/21.

TRIGO: Colheita está finalizada na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
A colheita do trigo está finalizada na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área plantada é de 6,6 milhões de hectares. A área apta para colheita ficou em 6,34 milhões de hectares. Em números absolutos, a ceifa acumulou 21.800.311 toneladas. Os trabalhos avançaram 0,7 ponto percentual na última semana.

ARROZ: Consumo e demanda alimentar abrem debates da Abertura da Colheita
O ciclo de palestras da Abertura Oficial da Colheita do Arroz vai ser aberto na tarde de quarta-feira, dia 16 de fevereiro, com o painel "A Demanda Alimentar e o Arroz do Futuro". O palestrante será o engenheiro agrônomo e doutor em Administração Xico Graziano, que abordará o tema junto ao público. Participam também do painel o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, o presidente do Instituto Riograndense do Arroz (Irga), Rodrigo Machado, e o chefe geral da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso. Segundo Graziano, a ideia é discutir quais são as características que afetam a demanda por alimentos no Brasil e no mundo e tentar compreender como o produto arroz se coloca neste contexto. "As tendências globais são do alimento saudável, além do alimento com origem qualificada e certificado. No caso do alimento saudável, as pessoas querem saber se estão comendo algo que não tem resíduo químico. As gôndolas dos supermercados, onde se define o consumo da grande maioria da população, precisam ter estas garantias de qualidade, certificação, origem e rastreabilidade", destaca. 
O especialista lembra também que os consumidores cada vez mais querem saber em quais condições os alimentos foram produzidos, como quem produziu respeitando as normas ambientais. "Esse tema da sustentabilidade está afetando cada vez mais a comercialização no mundo todo. Os rizicultores precisam estar atentos a estas questões. Quando provoco falando sobre a demanda alimentar e o arroz do futuro, é que precisa estar conectado com estas questões e fazer a lição de casa", observa. Com o tema "A Produção de Alimentos no Pós-Pandemia. Novos Patamares, Novos Desafios", o evento, de 16 a 18 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado em Capão do Leão (RS), seguirá o formato híbrido com atividades presenciais e on-line. A programação contará com as vitrines tecnológicas, feira, palestras e debates, homenagens e ato da Abertura Oficial. A organização é da Federarroz com correalização da Embrapa e patrocínio Premium do Irga e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Informações e inscrições podem ser obtidas pelo aplicativo Colheita do Arroz ou no site www.colheitadoarroz.com.br.

AGROPECUÁRIA: Valor Bruto da Produção de 2021 soma R$ 1,129 trilhão – Mapa
Em 2021, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atingiu R$ 1,129 trilhão, 10,1% acima do valor alcançado em 2020 (R$ 1,025 trilhão). De acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, as lavouras somaram R$ 768,4 bilhões, o equivalente a 68% do VBP e crescimento de 12,7% na comparação com 2020; e a pecuária, R$ 360,8 bilhões (32% do VBP) e alta de 4,9%. A nota técnica informa que o bom desempenho do agro ocorreu mesmo diante da falta de chuvas, seca e geadas em regiões produtoras. Os produtos com melhores resultados no VBP foram: soja, R$ 366 bilhões; milho, R$ 125,2 bilhões; algodão, R$ 27,6 bilhões; arroz, R$ 20,2 bilhões; cacau, R$ 4,2 bilhões; café, R$ 42,6 bilhões; trigo, R$ 12,5 bilhões; carne bovina, R$ 150,9 bilhões; carne de frango, R$ 108,9 bilhões; e leite, R$ 51,8 bilhões. Juntos, responderam por 76% do VBP do ano passado. "Três fatores podem ser citados como impulsionadores desse crescimento - preços favoráveis, quantidades produzidas e o mercado internacional que em geral tem sido favorável para vários desses produtos. O mercado internacional e os preços foram os mais relevantes desses fatores", destaca a nota técnica. VBP 2022 Para este ano, as perspectivas de produção do agro permanecem positivas, com valor estimado de R$ 1,162 trilhão, 2,9% acima do obtido em 2021. "Continuam boas as chances para algodão, café, milho, soja, trigo e produtos da pecuária, especialmente carnes bovina e de frango. Também não devemos ter problemas de abastecimento interno e externo, pois como mencionado as previsões são de safra elevada de grãos e oferta satisfatória de carnes", avaliam os técnicos.

CARNE BOVINA: Preço médio tem valorização de 12,9% no mercado internacional
O preço médio da carne bovina brasileira registrou uma valorização de 12,9% no mercado internacional em 2021 em comparação com 2020, passando de US$ 3.346,93 por tonelada (mil/t) para US$ 3.777,90 por tonelada. A alta garantiu saldo positivo nas exportações mato-grossenses, uma vez que o volume de carne embarcado ano passado foi 9,5% menor do que em 2020. Levantamento do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) aponta que, em 2021, Mato Grosso comercializou 368,7 mil toneladas de carne bovina e movimentou o equivalente a US$ 1,782 bilhão. Em 2020, o volume de carne exportado foi de 407,6 mil toneladas e a receita de US$ 1,685 bilhão. Entre os motivos para a redução do volume de carne exportado, o diretor de operações do Imac, Bruno de Jesus Andrade, aponta a menor oferta de animais e a saída temporária da China do mercado como os principais fatores para a redução. "A demanda em 2021 foi aquecida, se a China não tivesse ficado 100 dias fora do mercado, provavelmente Mato Grosso teria registrado recorde não apenas em receita, mas também em volume de carne exportado", afirma Bruno Andrade. 
A China se manteve na liderança entre os principais destinos da carne mato-grossense, com compra de 155,4 mil toneladas, o que representou uma receita de US$ 823,1 milhões, 46% do total exportado pelo estado. Em seguida, o Chile aparece com a compra de 29,2 mil toneladas e US$ 145,3 milhões, ocupando o lugar que era de Hong Kong em 2020. A ilha asiática ficou na terceira colocação em 2021, mesmo comprando maior volume, 38,3 mil toneladas, porém com menor valor, US$ 145,1 milhões no total. "É interessante observar no ranking dos principais compradores o valor agregado da mercadoria. Enquanto Hong Kong paga cerca de US$ 3,8 mil por tonelada, nós temos a Itália que paga US$ 7 mil a tonelada. O Brasil precisa trabalhar para diversificar os destinos, mas também para abrir mercado que paga melhor, como é o caso do Japão, por exemplo", afirma o diretor do Imac, Bruno de Jesus Andrade. Outro exemplo citado pelo diretor é com relação à diferença de preço pago pela carne resfriada e a carne congelada pela Alemanha. De acordo com o levantamento do Imac, a Alemanha pagou 37% mais na tonelada de carne congelada exportada por Mato Grosso do que Hong Kong, sendo que o país europeu pagou US$ 6.172,23, enquanto o asiático pagou US$ 4.502,78 por tonelada. Quando analisada a proporção de preço pago pela carne resfriada, a diferença é ainda maior, atingindo 65%. Enquanto a Alemanha pagou US$ 8.363,67 na tonelada de carne resfriada, Hong Kong pagou US$ 5.078,34 a tonelada. "Nesse sentido, por isso é importante diversificar o mercado e enviar para cada destino o produto que pode gerar maior rentabilidade", destaca Bruno Andrade. As informações partem da assessoria de imprensa do Imac.

SOJA: Porto de Paranaguá (PR) lidera exportações do Brasil em dezembro
O Porto de Paranaguá (PR) foi o principal exportador de soja em grão do Brasil em dezembro de 2021. Ao todo, foram 758,8 mil toneladas exportadas no mês, baixa de 12% em relação a dezembro de 2020. O porto de Santos (SP) exportou 527,4 mil toneladas no mês. Rio Grande (RS) exportou 439,1 mil toneladas. São Luis (MA) exportou 284,1 mil toneladas. O Brasil exportou 2,712 milhões de toneladas em dezembro. Em 2021, o volume acumulado chegou a 86,108 milhões de toneladas. Farelo O porto de Santos (SP) foi o principal responsável pelas exportações de farelo de soja em dezembro de 2021, embarcando 710 mil toneladas do subproduto. O volume é 4% superior ao exportado um ano antes. Paranaguá (PR) ficou em segundo lugar, com 357,6 mil toneladas - queda de 12% - e Rio Grande (RS) em terceiro, com 316,4 mil, alta de 19%. O Brasil exportou 1,72 milhão de toneladas de farelo no mês. Em igual período do ano anterior, foram 944,9 mil toneladas.

MILHO/TRIGO: Strategie eleva projeções para safras na Europa
A produção de grãos na Europa deve ser maior do que o esperado nesta temporada e na próxima, disse a Strategie Grains em seu relatório mensal nesta quinta-feira. Para a atual temporada 2021/22, a consultoria agrícola francesa revisou para cima suas previsões de produção de trigo, cevada e milho. Também elevou sua previsão de trigo para a próxima temporada, mas manteve suas previsões de cevada e milho estáveis. A Strategie elevou suas previsões de produção de trigo em 500.000 toneladas nesta temporada para 129,8 milhões de toneladas e aumentou a produção prevista da próxima temporada em 100.000 toneladas para 127,7 milhões de toneladas. As previsões de cevada para a temporada atual foram aumentadas em 100.000 para 51,8 milhões de toneladas, e as previsões de milho foram aumentadas para 68,4 milhões de toneladas de 68,3 milhões de toneladas. Para 2022/23, a Strategie espera que a produção de cevada permaneça estável em 51,8 milhões de toneladas, enquanto a produção de milho deve cair para 66,4 milhões de toneladas. A Strategie também revisou para baixo sua previsão de exportação para os três grãos na temporada atual. As exportações de trigo são esperadas em 31,2 milhões de toneladas, 300.000 toneladas a menos do que as previsões anteriores. As previsões de exportação da cevada foram reduzidas em 100.000 toneladas para 7 milhões de toneladas, e as previsões de milho foram reduzidas para 4,4 milhões de toneladas de 4,5 milhões de toneladas.

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