NOTÍCIAS DE HOJE – 14/10/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Chuvas melhoram lavouras na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
As lavouras de trigo da região central da área agrícola da Argentina receberam chuvas benéficas na última semana. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, as condições hídricas melhoraram 8,5 pontos percentuais em nível nacional. Atualmente, 33% das lavouras argentinas estão com déficit hídrico, contra 41% na semana passada e 54% em igual momento de 2020. As plantas se dividem entre boas (46%), normais (31%) e ruins (23%).

ARROZ: Preços de exportação na Tailândia e Vietnã ficam estáveis
Os preços de exportação na Tailândia ficaram estáveis nesta semana, em meio à fraca demanda. As compras têm sido apenas da "mão para a boca". O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados oscilou de US$ 385 a US$ 420 nesta quinta-feira (14), mesmo patamar da semana anterior. Já os preços de exportação de arroz do Vietnã oscilaram entre US$ 430 a US$ 435 a tonelada nesta quinta (14), mesmo patamar da semana passada. A demanda esteve um pouco mais aquecida, mas não foi suficiente para elevar as cotações.

MILHO: Plantio 2021/22 atinge 23,2% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
O plantio de milho da safra 2021/22 atinge 23,2% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é projetada em 7,1 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 2,1 pontos percentuais na semana e estão 0,1 ponto atrasados na comparação com igual período do ano passado.

CAFÉ ARÁBICA: Volátil, NY termina sessão em leve alta com correção técnica
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações de hoje com cotações em leve alta. Os contratos com entrega em Dezembro/21 fecharam o dia a 209,25 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 0,60 centavo, ou de 0,28%. A posição Março/22 fechou a 212,15 centavos (+0,25%). Em mais uma sessão volátil, o mercado adotou uma postura de consolidação depois do rally que alçou as cotações para muito próximo de máximas de sete anos mais cedo nesta semana, terminando o dia de hoje com leves ganhos diante de correção técnica após as perdas da quarta-feira. Do lado fundamental, as cada vez mais fortes e abrangentes chuvas no Brasil que podem ajudar no desenvolvimento das floradas com vistas à safra 2022 passaram a ser um fator de pressão negativa sobre o mercado futuro de café, enquanto preocupações com o abastecimento global deflagraram o rally.

ENERGIA: Ministro diz que governo não trabalha com hipótese de racionamento
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reiterou hoje (14) que o país não corre risco de racionamento de energia devido à grave crise hídrica. Segundo ele, desde o ano passado, o governo tem monitorado a situação e tomado as medidas necessárias para garantir o abastecimento de energia. "É importante destacar que estamos vencendo a batalha, ou seja, com base nas mais recentes projeções apresentadas no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, não trabalhamos com a hipótese de racionamento tendo em vista todas as medidas que estão sendo tomadas desde outubro de 2020", disse o ministro, durante a abertura da 40 edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX) 2021, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Bento Albuquerque destacou "o sucesso" em todos os 11 leilões realizados, sendo oito de geração e três de transmissão de energia. "Somente nos últimos certames, foram investidos R$ 40 bilhões, resultando em uma expansão bastante expressiva, em torno de 13% na geração e 15% na transmissão, fundamental neste momento esse período de escassez hídrica", acrescentou. As informações são da Agência Brasil.

AÇÚCAR: Nova York cai após primeiro contrato testar linha de 20 centavos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,59 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,27 centavo (-1,35%) em relação ao fechamento anterior. A posição maio/2022 fechou cotada a 19,25 centavos (-0,96%). O mercado perdeu força e passou a cair com vendas de fundos e especuladores após o primeiro contrato testar a linha dos 20 centavos nas intradiárias. Do lado fundamental, segue pesando sobre as cotações o sentimento que muitas origens aumentarão a produção no ano que vem diante dos atrativos preços internacionais do adoçante e de condições climáticas mais favoráveis, como é o caso do Brasil, India e Tailândia, exatamente os três maiores "players" globais do mercado.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em baixa. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 512,90 por tonelada, queda de US$ 1,20 por tonelada (-0,23%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2022 fechou a US$ 505,60 por tonelada, perda de US$ 4,60 a tonelada (-0,9%).

CAFÉ: Chuvas aumentam intensidade e ficam ainda mais abrangentes – Somar
As chuvas ficarão ainda mais fortes e abrangentes nos próximos dias no cinturão cafeeiro brasileiro, conforme apontam os mapas meteorológicos atualizados da Somar Meteorologia. Além do sul da Bahia, chuvas volumosas passarão pelo norte do Paraná, São Paulo e Minas Gerais até o final de semana. Para a próxima semana, a chuva diminui no Paraná e em São Paulo. Porém, continuará chovendo com grande intensidade nas áreas cafeeiras de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.

CARNES: Cortes de frango de menor valor agregado disparam no Brasil
O adicional de custos registrado pelo segmento avícola neste ano e, especialmente, o ganho de mercado que a carne de frango obteve na comparação com proteínas concorrentes, como os cortes suínos e bovinos, vem trazendo um impacto nos preços pagos pelos consumidores. "Tal cenário não atinge apenas os cortes tradicionais de carne de frango, como coxa, peito, asas e outros, impactando também os de menor valor agregado, cujos preços dispararam ao longo de 2021", explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias. Iglesias destaca que o quilo da carcaça temperada de frango era vendido no dia 4 de janeiro por R$ 7,75, chegando ao patamar de R$ 10,15 no último dia 11 de outubro, o que representa uma valorização de 30,97%. "O quilo do dorso de frango teve um aumento ainda maior, de 75,51% na mesma base de comparação, passando de R$ 2,45 para R$ 4,30", sinaliza. Outros cortes também tiveram expressiva valorização ao longo do ano com os pés de galinha, cujo valor do saco de um quilo a granel passou de R$ 3,50 para R$ 5,00 entre 4 de janeiro e 11 de outubro, subindo 42,86%. Para o pescoço, a valorização no preço do saco a granel chegou a 43,75% no acumulado do ano, passando de R$ 3,20, em 4 de janeiro, para R$ 4,60, no último dia 11 de outubro. Iglesias ressalta que cenário diferente foi observado com alguns cortes de menor valor agregado do suíno, que tiveram recuo de preços entre 4 de janeiro e 11 de outubro. "O quilo da orelha suína passou de R$ 6,90 para R$ 6,60, com desvalorização no ano de 4,35%. Já o quilo do espinhaço suíno apresentou queda de 6,56% na mesma base de comparação, passando de R$ 6,10 para R$ 5,70", pontua. Na avaliação de Iglesias, um alívio nesse momento de altos preços para a carne de frango poderá surgir caso a pressão de queda no preço do boi gordo se prolongue por mais tempo. "Caso o cenário de queda nos preços do dianteiro bovino se mantenha, em meio ao embargo chinês à carne bovina brasileira, poderá haver reflexos no varejo, o que contaminaria as demais proteínas, trazendo um quadro de maior alívio nos preços ao consumidor final", conclui.

CAFÉ: Londres fecha praticamente estável em meio a fatores técnicos
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com cotações pouco alteradas. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.135 a tonelada, com alta de US$ 2/t, ou de 0,09%. Janeiro/2022 fechou a US$ 2.145 a tonelada, subindo também 0,09%. O mercado teve uma sessão dominada por fatores técnicos e gráficos, com estreitas margens de oscilação, buscando direcionamento após o recente rally.

CLIMA: Padrões do La Niña devem prevalecer entre dezembro e fevereiro
As condições do fenômeno La Niña se desenvolveram e há 87% de chances de seus padrões climáticos continuarem atuantes no período de dezembro a fevereiro de 2022, disse um serviço de meteorologia do governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira. O padrão do La Niña é caracterizado por temperaturas excepcionalmente frias no Oceano Pacífico equatorial. 

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