NOTÍCIAS DE HOJE – 14/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ: NY tem perdas com chuvas previstas no Brasil e fatores técnicos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. As cotações voltaram a ser pressionadas pelas chuvas previstas no Brasil para o final de setembro, benéficas à abertura das floradas que vão resultar na safra de 2022. Isso atenua a apreensão com a safra do próximo ano, já prejudicada pela falta de umidade em 2021 e pelas geadas de julho. A sessão foi volátil e dezembro teve mínima no dia de 182,50 centavos de dólar por libra-peso, mas depois recuperou parte das perdas com correções e ajustes. Fatores técnicos seguem determinantes para o movimento. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o café perdeu a importante linha de 190 cents e acelera o movimento de baixa. "O foco continua sendo as chuvas no Brasil. E a confirmação, ou não, da quebra do padrão climático será determinante para o comportamento dos preços do café na ICE US", diz. Ele diz que a posição Dezembro/2021 perdeu as linhas mais curtas e testa a importante referência de 40 períodos. "A perda desse importante suporte tende a acionar novas ordens de venda e facilitar o caminho em direção ao objetivo de baixa em 180 cents e depois ao fundo gráfico em 174,50 cents. Sinais de acomodação de baixa aliviam a pressão vendedora", comenta. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam o dia a 185,45 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,35 centavo, ou de 0,7%. A posição março/2022 fechou a 188,20 centavos, perda de 1,35 centavo, ou de 0,7%. 

CAFÉ: Londres fecha com preços mistos, com demanda de robusta sustentando
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços mistos. O mercado teve mais uma sessão volátil de perdas e ganhos. O comportamento volátil de Nova York (ICE Futures US) foi observado, mas Londres está encontrando melhor sustentação pela demanda pelo robusta das indústrias torrefadoras pelo mundo. Com o alto custo do arábica, as indústrias estão utilizando mais o robusta, que vem enfrentando problemas logísticos em torno dos embarques vietnamitas, com queda nos estoques inclusive da bolsa de Londres. Assim, as posições mais próximas em Londres fecharam com ganhos. As mais distantes e menos negociadas foram mais pressionadas para baixo pelas perdas do arábica em Nova York. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.063 a tonelada, com alta de US$ 6, ou de 0,3%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.047 a tonelada, ganho de US$ 5, ou de 0,2%.

SOJA: China procura produto de fora dos EUA por causa do furacão Ida
Os compradores chineses estão procurando outras origens, que não os Estados Unidos, para atender às suas necessidades de soja, após a queda nas vendas norte-americanas depois que o furacão Ida atingiu Nova Orleans - um importante centro de exportação de grãos - no final do mês passado. O furacão Ida levou à suspensão das operações e danos às instalações de grandes elevadores de grãos naquela região dos EUA. Já se passaram duas semanas e apenas alguns elevadores de grãos retomaram o carregamento entre 9 e 10 de setembro. O restante deles ainda estava esperando a restauração da energia para verificar os danos. As informações são da S&P Global Platts. 

AÇÚCAR: NY perde força após superar linha de 19 cts e fecha em leve baixa
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em leve baixa. Os contratos com entrega em outubro/2021 encerraram o dia a 18,96 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,02 centavo (-0,10%) em relação ao fechamento anterior. A posição março/2022 fechou cotada a 19,66 centavos (-0,15%). O mercado perdeu força após a posição outubro superar a linha de 19 centavos. As cotações têm sido pressionadas por uma rápida elevação dos custos dos fretes marítimos em escala global, enquanto a queda na produção brasileira já parece estar precificada. 

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações mistas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mistas. Os contratos com entrega em Outubro/2021 fecharam a US$ 495,60 por tonelada, alta de US$ 10,90 por tonelada (+2,24%) na comparação ao fechamento anterior. Dezembro/2021 fechou a US$ 499,20 por tonelada, ganho de US$ 4,20 a tonelada (+0,84%).

ALGODÃO: Beneficiamento da safra do Brasil chega a 38%
A Abrapa estimou que o beneficiamento da safra 2020/21 de algodão no Brasil chegou a 38% no dia 9 de setembro, ante 30% na semana anterior. O Mato Grosso tinha 30% da safra beneficiada; Bahia, 50%; Goiás, 83%; Minas Gerais, 68%; Mato Grosso do Sul, 91%; Maranhão, 30%; Piauí, 75%; São Paulo, 99%; Tocantins, 50%; e Paraná, 100%. As informações são da Abrapa. 

MILHO: Piora nas lavouras dos EUA sustenta Chicago no meio-pregão
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) opera com preços em alta. O mercado segue sustentado pelo indicativo de queda no quadro de lavouras nos Estados Unidos entre boas e excelentes condições. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem o relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 12 de setembro, a área colhida estava em 4%. O mercado esperava 5%. Em igual período do ano passado o número era de 5%. A média para os últimos cinco anos é de 5%. Segundo o USDA, até 12 de setembro, 58% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 59% -, 27% em situação regular e 15% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 59%, 27% e 14%, respectivamente. Os contratos com entrega em dezembro de 2021 operam com ganho de 5,75 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 1,12%, cotada a US$ 5,19 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2022 operam com alta de 4,75 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,90%, cotados a US$ 5,26 3/4.

CARNE BOVINA: Suspensão de frigoríficos por Arábia Saudita preocupa

O analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, disse que a decisão da Arábia Saudita de suspender as importações de cinco frigoríficos do Brasil, após os casos atípicos de vaca louca nos estados de Minas Gerais e de Mato Grosso preocupa. "Há um temor de que algum outro país possa adotar posição semelhante. O estranho é que a medida foi adotada mesmo com a Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) dar por encerrado os casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) atípicos no Brasil", comenta. Conforme informações divulgadas ontem pelo jornal Valor Econômico, os frigoríficos que tiveram suas exportações suspensas pela Arábia Saudita estão localizados em Minas Gerais, mas não foram identificados. A Agência SAFRAS buscou contato com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Por meio de nota, o Mapa informa que a suspensão foi publicada pela Arábia Saudita e os motivos estão relacionados aos casos de EEB. "Estão sendo realizadas reuniões, mas não há ainda previsão sobre a retirada das suspensões", destacou a pasta. 


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