NOTÍCIAS DE HOJE – 15/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CARNES: Abate de suínos sinaliza aumento de consumo no Brasil

Em meio a desafios, uma notícia que trouxe ânimo e é motivo de comemoração para a classe suinícola e o agronegócio brasileiro. O abate de suínos registrou o maior volume em 24 anos, conforme aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE. De acordo com o levantamento, houve alta de 7,6% em relação ao mesmo trimestre de 2020 e de 2,9% ante o 1o trimestre de 2021. Quando comparamos esses dados ao ano de 2017, a alta se supera e chega em 22%, em apenas 4 anos. "Crescimento de 5% ao ano é fruto de demanda externa e interna aquecidas", comemora o Diretor de Mercado da Assuvap, Fernando Araújo. 
Foram abatidos 13,04 milhões de cabeças de suínos no 2o trimestre de 2021, um recorde da série histórica iniciada em 1997. Os dados fazem parte do levantamento divulgado no dia 10 de setembro. No índice mensal, foram registrados os melhores resultados para os meses de abril, maio e junho, propiciando um recorde de abate de suínos na série histórica, iniciada em 1997. 
O resultado recorde das exportações de carne suína in natura, com o pico em junho, ajudou nesse cenário. O abate de 923,56 mil cabeças de suínos a mais em relação ao mesmo período de 2020, foi impulsionado por altas em 18 das 25 Unidades da Federação. 
Entre os estados com participação acima de 1%, ocorreram aumentos em: Rio Grande do Sul (+273,47 mil), Santa Catarina (+222,13 mil), Paraná (+156,58 mil), Mato Grosso do Sul (+86,97 mil), Goiás (+73,00 mil), Minas Gerais (+69,47 mil), São Paulo (+19,96 mil) e Mato Grosso (1,19 mil). 
Esses números reforçam, cada vez mais, como o consumo interno de carne suína tem crescido no Brasil, principalmente no último ano, impulsionado pelo valor acessível da proteína frente a suas principais concorrentes. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal/ABPA, publicada em abril deste ano, aponta aumento do consumo da carne suína nos lares brasileiros e a preferência pela proteína, principalmente quando comparada com a carne bovina. Em números reais isso quer dizer que em 80% das residências a carne suína é a preferida, ficando atrás somente do ovo de galinha e da carne de frango. 


CAFÉ: Londres fecha com alta seguindo petróleo e outras commodities 

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos. As cotações avançaram para o robusta acompanhando a valorização do petróleo, do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e de outras commodities, em um dia de bom humor nos mercados. O dólar fraco contra outras moedas contribuiu para o suporte das commodities e também do robusta londrino. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.082 a tonelada, com alta de US$ 19, ou de 0,9%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.068 a tonelada, ganho de US$ 21, ou de 1,0%. 

AÇÚCAR: NY sobe 3% com cobertura de posições vendidas, seguindo petróleo

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em forte alta. Os contratos com entrega em outubro/2021 encerraram o dia a 19,52 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo (2,95%) em relação ao fechamento anterior. A posição março/2022 fechou cotada a 20,26 centavos (+3,05%). Conforme operadores ouvidos pela Reuters, o mercado avançou seguindo os ganhos do petróleo e outras commodities, recuperando parte das perdas recentes por meio de cobertura de posições vendidas. Na segunda-feira, a posição outubro bateu em 18,57 centavos, nível mais baixo desde o início de agosto. No entanto, a perspectiva de manutenção do viés de alta é limitada por conta do grande interesse das usinas da India em exportar uma vez que as cotações internacionais do açúcar estão bastante atrativas.


AÇÚCAR REFINADO: Bolsa de Londres fecha em alta

A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em alta. Os contratos com entrega em Outubro/2021 fecharam a US$ 511,90 por tonelada, alta de US$ 16,30 por tonelada (+3,28%) na comparação ao fechamento anterior. Dezembro/2021 fechou a US$ 514,50 por tonelada, ganho de US$ 15,30 a tonelada (+3,06%). A posição Outubro expirou nesta quarta-feira, e analistas consultados pela Reuters esperam uma entrega pequena diante do recuo no volume de contratos em aberto, que era de 2.945 lotes, equivalente a 147.250 toneladas, na terça-feira.


MERCADO EUROPA: Ações fecham em queda com dados; utilities caem 3%

Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam o pregão em queda, após dados econômicos fracos e com perda de quase 3% no setor de utilities devido a riscos regulatórios, após as reformas anunciadas pelo governo da Espanha para reduzir a conta de luz. O setor europeu de utilities caiu 2,88%, liderando as perdas na região segundo o índice Stoxx 600. O governo da Espanha aprovou esta semana medidas visando a cortes na remuneração de empresas de energia elétrica, para tentar reduzir os preços da conta de luz dos espanhóis. Além isso, a aceleração da inflação no Reino Unido preocupa, após o índice de preços ao consumidor do país subir 3,2% em agosto em relação ao mesmo mês de 2020, após a alta de 2,0% de julho, os dados mais fortes em quase uma década. "A cautela reinou nos mercados, os investidores tentando assimilar os dados de inflação do Reino Unido, acima do esperado", disse o analista do IG, Diego Morin. "Os traders também trataram de assimilar a desaceleração do comércio varejista da China", acrescentou. Mais cedo, os dados da China mostraram desaceleração na atividade econômica do país em agosto, com surtos de covid-19 prejudicando a produção industrial e a demanda dos consumidores. A produção industrial da China cresceu 5,3% em agosto, ante 6,4% em julho, enquanto as vendas no varejo aumentaram 2,5% em agosto, após a alta de 8,5% de julho. Confira abaixo a variação e a pontuação dos índices europeus no fechamento: FTSE-100 (Londres): -0,25%, 7.016,49 pontos DAX-30 (Frankfurt): -0,60%, 15.632,81 pontos CAC-40 (Paris): -1,04%, 6.583,62 pontos FTSE MIB (Milão): -1,02%, 25.762,1 pontos IBEX-35 (Madri): -1,52%, 8.647,00 pontos SMI-20 (Zurique): -0,75%, 11.979,30 pontos PSI-20 (Lisboa): -0,78%, 5.347,99 pontos As informações partem da Agência CMA. 

ARROZ: Brasil exporta 60 mil toneladas de beneficiado para Cuba

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) informa que foram confirmados os embarques de 60 mil toneladas de arroz beneficiado para Cuba. A exportação para o país da América Central foi firmada e 30 mil toneladas já foram enviadas para este mercado com operação pelo Porto de Rio Grande (RS). As demais 30 mil toneladas tem projeção de embarque até o final deste mês. De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, esta notícia anima os produtores e trará parâmetros ao mercado orizícola brasileiro. "Estes negócios de arroz beneficiado e a exportação que devemos confirmar de arroz em casca trazem parâmetros ao mercado interno. Estamos trabalhando para garantir um bom volume de exportação no ano de 2021", destaca. Nos próximos dias também deve ser fechado negócio para uma carga de arroz com casca que se espera que se confirme em breve de forma a ampliar este mercado. As informações partem da assessoria de imprensa da Federarroz.


SOJA: Esmagamento em agosto atinge 158,843 milhões de bushels nos EUA

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 158,843 milhões de bushels em agosto, ante 155,1 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 154,183 milhões. A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em agosto somaram 1,668 bilhão de libras, ante o esperado - 1,555 bilhão. No mês anterior, foram 1,617 bilhão de libras. As exportações de farelo de soja pelos Estados Unidos totalizaram 856.619 toneladas em agosto. No mês anterior, foram 719.508 toneladas. 


ALGODÃO: Preço da torta cai mais de 5% em MT na última semana

Com a maior oferta da pluma no mercado, o preço Imea apresentou queda de 0,41% na semana passada, cotado a R$ 173,02/@. O preço da torta de algodão apresentou queda de 5,68% na última semana, precificada a R$ 1.668,00/t, devido ao avanço do beneficiamento. As informações constam no Boletim Semanal do Imea - Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola. 

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