NOTÍCIAS DE HOJE – 17/11/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em alta

A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 524,70 por tonelada, alta de US$ 11,00 por tonelada (+2,14%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 522,30 por tonelada, ganho de US$ 8,70 a tonelada (+1,7%).



CARNES: Exportações de sêmen bovino crescem 84% no 3o trimestre – Asbia

A Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) divulgou, nesta semana, o novo Index ASBIA 3o trimestre 2021. A publicação, que conta com dados municipalizados, foi elaborada a partir de 126.725 informações individuais. Segundo o documento, 77,6% dos municípios brasileiros utilizam a IA atualmente, representando um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Segundo o presidente da Asbia, Márcio Nery, a publicação pontua um momento positivo para o setor. "O destaque absoluto fica por conta do crescimento de 13% no corte e 3% no leite. Atravessando uma tempestade perfeita de mercado, o melhoramento genético continua avançando. Em momentos difíceis assim, no passado, já assistimos uma retração forte superior a 20%", comenta. 

Outro ponto alto do Index é o número de exportações de doses de sêmen. Nos primeiros nove meses de 2021, 637.447 doses foram exportadas, correspondendo a uma elevação de 84% em relação ao terceiro trimestre de 2020. A publicação apontou a aplicação de inseminação artificial em rebanhos de corte em 3.822 municípios e, em rebanhos leiteiros, em 3.747 municípios. Entre janeiro e setembro, foram coletadas 16.713.741 doses, o que representa um crescimento de 70% em relação ao mesmo período do ano passado. 

A ASBIA também registrou um crescimento de 24% nas importações. Em 2021, 9.657.242 doses entraram no mercado nacional. Houve ainda uma considerável elevação em relação à comercialização de doses. As vendas alcançaram um total de 18.537.403 doses vendidas, que comparadas às 15.233.306 dos primeiros nove meses de 2020, pontuam um crescimento de 22%. Destas, 4.258.915 doses eram de animais leiteiros, marcando um crescimento individual de 7%, e 14.278.488 doses eram de animais de corte, registrando uma variação de 27% em vista do ano passado. 

Em suma, entre janeiro e setembro de 2021, o mercado total da genética brasileira revela resultados promissores. O Index ASBIA aponta a saída de 20.886.986 doses - um avanço de 25,1% em relação ao mesmo período de 2020. Aos olhos de Nery, os dados evidenciam o potencial do mercado do melhoramento genético, que transforma cada vez mais o setor pecuário. "Os resultados dessa edição simbolizam a consolidação da importância da genética porteira adentro. Não dá para ficar sem", conclui. 


MILHO: Chicago sobe com maior demanda para etanol nos EUA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) opera com preços em alta. O cereal acompanha os vizinhos soja e trigo e busca suporte na boa demanda voltada a produção de etanol nos Estados Unidos. Segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia), a produção de etanol de milho dos Estados Unidos aumentou 2% na semana encerrada em 12 de novembro, atingindo 1.060 mil barris diários (*), ante 1.039 mil barris na semana anterior (05). Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 20,286 milhões de barris para 20,081 milhões de barris no mesmo período comparativo - caindo 1%. Os contratos com entrega em dezembro de 2021 operam com ganho de 6,75 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 1,18%, cotada a US$ 5,77 3/4 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2022 operam com avanço de 6,00 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 1,03%, cotados a US$ 5,83 1/2 por bushel.



GRÃOS: Custos de produção da soja e milho têm forte alta no RS

A projeção de custos de produção das lavouras de milho e soja de verão apontam níveis de elevação preocupantes. É o que mostra novo levantamento realizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Segundo a entidade, isto é reflexo dos aumentos dos preços de insumos como fertilizantes e defensivos, além das máquinas, implementos e combustíveis. 

Alguns produtos tiveram elevação superior a 150% nos últimos 12 meses, ocorrendo também falta de oferta de alguns insumos, bem como a restrição da oferta de diesel. Os novos patamares de custos, tanto no milho como na soja, indicam uma tendência forte de queda de rentabilidade nas duas culturas, reduzindo em 40,28% no milho e em 36,21% na soja no final do ciclo. A projeção da entidade, com base nos preços de 1 de novembro de 2021, no caso da soja, indica uma perda por parte do produtor na relação de troca de 48,8% em número de sacas necessárias para pagar o custo total de produção, que era de 26,11 sacas, e agora indica uma necessidade de colher 38,85 sacas. Já em relação ao desembolso, o produtor precisará colher 26,63 sacas contra 16,90 na safra passada, uma elevação de 57,54%. Isso reduz significativamente a rentabilidade futura apesar dos preços no mercado permanecerem aquecidos. 

No caso do milho, a relação de troca sofreu impacto maior pelo fato de usar mais insumos do que a soja. Com isso, o produtor vai precisar colher 108,58 sacas por hectare para cobrir o custo total de produção ante as 69,16 sacas da safra anterior, um aumento de 57% de produção diante do atual patamar de custo. Em relação ao desembolso, o produtor sofreu impacto maior e vai precisar produzir 82,43 sacas por hectares frente as 49,04 sacas na safra passada, uma elevação de 68,07%. Outras atenções, conforme a entidade, ficam por conta da possível restrição de oferta de alguns insumos para a próxima safra, a questão climática e a manutenção dos atuais preços para que os produtores não venham a perder ainda a rentabilidade. Segundo a FecoAgro/RS, qualquer queda de produtividade poderá gerar prejuízos aos produtores. Portanto, de acordo com a entidade, o quadro indica que o produtor terá que fazer um bom manejo da lavoura e contar com boas condições de clima para obter uma boa safra. Enquanto o custo da soja subiu 52,1% e do milho 65,64%, a variação de preço no mesmo período de 12 meses foi de 2,69% na soja e de 5,48% no milho. 

A expectativa é de um aumento de área de soja superior a 3,5%, ultrapassando os 6,3 milhões de hectares, e no milho a expectativa é de uma área acima de 820 mil hectares, 5% a mais em relação à safra passada. Segundo o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o produtor respondeu em aumento de área plantada, mas não contava enfrentar tamanha elevação de custos. "Diante dos altos riscos que o produtor enfrenta na produção, ele precisa se proteger com seguro agrícola para se prevenir de eventuais danos causados por fatores como clima e mercado, evitando assim possíveis prejuízos maiores", observa. As informações partem da assessoria de imprensa da FecoAgro/RS.


DEFENSIVOS: Mapa registra quatro produtos inéditos para uso dos agricultores

O Ato n 47 do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicado nesta quarta-feira (17), no Diário Oficial da União, traz o registro de 47 defensivos agrícolas formulados, ou seja, produtos que efetivamente estarão disponíveis para uso pelos agricultores. Desses, 12 são considerados de baixo impacto ou de base biológica. 

Dos produtos de baixo impacto registrados na data de hoje, três deles são compostos por novos microrganismos. Um com o Trichoderma afroharzianum, autorizado para controle de diversas doenças fúngicas e dois produtos com o Chrysoperla externa, inseto predador que é inimigo natural de diversas pragas. Os demais produtos de baixa toxicidade são compostos dos organismos Telenomus podisi, Bacillus thuringiensis var. kurstaki isolado, Trichoderma asperellum, Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e baculovirus da Spodoptera frugiperda. Esses baculovirus são vírus específicos de lagartas, sendo inofensivos a seres humanos e outros animais. 

O outro produto inédito é um herbicida com o ingrediente ativo Halauxifeno Metílico para controle de plantas daninhas na cultura de soja como a buva (Conyza bonariensis) e o capim amargoso (Digitaria insularis). Esse produto é apresentado em associação com o ingrediente ativo Diclosulan, já autorizado no território nacional. "Apesar de ser o primeiro registro no nosso país, o ingrediente ativo Halauxifeno Metílico já é amplamente utilizado em vários outros países como Estados Unidos e Austrália, bem como na União Europeia", explica a coordenadora substituta de Agrotóxicos e Afins, Marina Dourado. 

Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira. Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais. Produtos de controle biológicos Com o registro desses 12 produtos, já somam 77 produtos de baixa toxicidade para o controle de pragas registrados em 2021. Em 2020, ano recorde de registro de biopesticidas, foram registrados 95 produtos desse tipo. 

"Até uns três anos atrás grande parte dos produtos que eram utilizados para o controle de pragas eram de origem química e poucos de origem biológica. Porém, esse cenário vem mudando e hoje percebemos que os produtos de origem biológica vêm ganhando mercado. Isso é demonstrado pelo crescente de registro de produtos de baixo impacto para controle de pragas", destaca Dourado. Atualmente, soma-se um total de 488 produtos de baixo impacto disponíveis para os produtores. As informações partem da assessoria de imprensa do Mapa.


TRIGO: Egito importa 60 mil toneladas da Romênia via licitação

O Egito importou 60 mil toneladas de trigo da Romênia via licitação internacional. Segundo traders, a estatal egípcia responsável, a GASC, pagou US$ 346,97 por tonelada. A entrega está prevista para entre 1o e 15 de janeiro. As informações são de agências internacionais.


AÇÚCAR: Produção da India cresce 24% na safra 2021/22 – ISMA

A produção de açúcar da India na safra 2021/22 (de 01 de outubro de 2021 até 15 de novembro de 2021) totalizou 2,09 milhões de toneladas, contra 1,682 milhão de toneladas no mesmo período da temporada 2020/21, elevação de 24%, conforme comunicado de imprensa divulgado hoje pela Associação das Usinas de Açúcar da India (ISMA, na sigla em inglês). A ISMA destacou que, até 15 de novembro, 308 usinas já estavam ativas moendo cana, contra 289 no mesmo período do ano passado. Como muitas unidades iniciaram a safra mais cedo neste ano, os números de produção cresceram, disse a entidade. Segundo a ISMA, as usinas já firmaram contratos para exportar 2,5 milhões de toneladas de açúcar ao longo da temporada. Com estoques estimados em 8,175 milhões de toneladas em 31 de outubro, e uma produção projetada em 30,5 milhões de toneladas para a safra 2021/22 pela ISMA, a India terá um novo ano de excedente de oferta e precisará exportar cerca de seis milhões de toneladas de açúcar ao longo da temporada.


ETANOL: Produção dos Estados Unidos cresce 2% na última semana – AIE

Segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia), a produção de etanol de milho dos Estados Unidos aumentou 2% na semana encerrada em 12 de novembro, atingindo 1.060 mil barris diários (*), ante 1.039 mil barris na semana anterior (05). Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 20,286 milhões de barris para 20,081 milhões de barris no mesmo período comparativo - caindo 1%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.


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