NOTÍCIAS DE HOJE – 17/12/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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ARROZ: Aposta na exportação em 2022 ajudará a definir mercado
O ano de 2021 foi marcado por uma safra positiva de arroz no Rio Grande do Sul, com uma produtividade de 9 mil quilos por hectare, o que trouxe tranquilidade ao mercado em relação ao abastecimento. Os altos custos de produção, no entanto, ainda são uma grande preocupação do setor arrozeiro que vem buscando alternativas junto ao governo Federal. Para 2022, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) continua defendendo o aumento na área de soja e sua intensificação, assim como o entendimento de que a exportação é um verdadeiro investimento. 

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destaca que a venda externa é fundamental para regular melhor o mercado, trazendo uma referência de preço e fazendo com que a indústria tenha uma posição mais firme com relação ao varejo. Ressalta que com a quebra da safra norte-americana em torno de 15%, aliada a um dólar acima de R$ 5,50 e a um preço da saca nos Estados Unidos a 15 dólares, o produto brasileiro consegue competir e entrar no México, por exemplo, que importa de 800 mil a 1 milhão de toneladas por ano de arroz. "Teremos uma boa oportunidade no primeiro semestre do próximo ano de voltar a exportar um volume considerável, tirarmos o excedente do mercado interno e, consequentemente, termos um preço de referência melhor aos produtores", estima. 

Na questão dos custos de produção, Velho observa que a atualização por parte do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) é necessária, porém, é somente uma referência. Defende que os próprios produtores saibam os seus custos, pois são realidades diferentes. "Precisamos ter cada vez mais uma gestão eficiente do negócio. As áreas de arroz precisam ter excelente produtividade para enfrentar este custo de produção muito alto. E para alcançarmos essa produtividade, necessariamente temos que ter rotação de cultura com a soja e a pecuária", aconselha. Conforme Velho, a Federarroz trabalha em busca de sustentabilidade para o arroz e respeito ao produtor que se mantém na atividade. "Nós, que somos protagonistas da produção nacional, precisamos ter um olhar diferenciado por parte do governo Federal em relação a tudo que influencia esta cadeia responsável pela segurança alimentar brasileira no que se refere ao arroz", conclui. As informações são da Federarroz.

TRIGO: Argentina congela preço do pão e da saca de farinha até 31/12
Os representantes dos principais produtos de panificação da Argentina concordaram em manter estáveis os preços do pão e da saca de 25 quilos de farinha de trigo até 31 de dezembro, tendo em vista o aumento das vendas nas festas de Natal, depois de uma reunião com o secretário de Comércio Interno, Roberto Feletti. O presidente da Federação Argentina da Indústria de Moagem (FAIM), Diego Cifarelli, calculou que o quilo do pão ficará em US$ 195, variando de US$ 140 a US$ 250 em várias partes do país. "No mundo, uma tonelada de trigo vale US$ 300 e estamos pagando por US$ 250 ou US$ 280", acrescentou Cifarelli, enquanto previa uma safra recorde de trigo para o ano corrente. "Um quilo de trigo vale US$ 26, um quilo de farinha vale US$ 40 e o pão vale US$ 200", assim o presidente da FAIM alertou que os preços são gritantes já que o custo do trigo é de 65% do produto e o a farinha é 20% no pão. "Temos que ter um olhar abrangente para trabalhar em todos os elos de formação de preços", concluiu. As informações são da Agência CMA Latam.

AÇÚCAR: Nova York cai no dia e na semana seguindo outros mercados
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,11 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,29 centavo em relação ao fechamento anterior (ou 1,49%), acumulando perda de 3% na semana. A posição Maio/2022 fechou cotada a 18,72 centavos (+0,58%). Conforme operadores ouvidos pela Reuters, o mercado atingiu mínimas de duas semanas, na medida em que temores com a inflação lobal e o avanço da variante Ômicron enervaram os mercados financeiros de uma forma geral. Nas mínimas intradiárias, a posição março foi a 19,01 centavo, nível mais baixo em duas semanas. Mesmo assim, os futuros do açúcar permanecem presos dentro de estreitas margens, entre 18,50 e 20,50 centavos, com preocupações em relação ao clima seco no Brasil ao longo do ano e a desaceleração das exportações da India dando sustentação às cotações, mas com o avanço da Ômicron freando os ganhos. A produção de açúcar da região Centro-Sul do Brasil deve cair para 32 milhões de toneladas em 2021/22, ante 38,5 milhões de toneladas no ano passado, uma vez que adversidades climáticas afetaram a produtividade da cana, disse a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA).

CARNE BOVINA: Suspensão de compra por supermercados da UE é arbitrária-FAESP
A suspensão da importação de carne de frigoríficos do Brasil, por suposta relação com desmatamento, foi um ato precipitado e arbitrário tomado pelas empresas supermercadistas da Europa, que deveriam ouvir prioritariamente o setor produtivo e as autoridades constituídas brasileiras. A avaliação é do presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP), Fábio de Salles Meirelles. "Foi uma decisão unilateral, baseada em ilações, sem levar em conta, de fato, quem realmente atua na pecuária em áreas de desmatamento" diz o presidente da FAESP. 

O anúncio da suspensão da compra de carne com origem do Brasil ou produtos de carne ligados à brasileira JBS foi feito pelo grupo holandês Ahold Delhaize (que inclui as marcas Delhaize e Albert Heijn), a também holandesa Lidi Netherlands (que pertence ao grupo alemão Lidl), a belga Carrefour Belgium (subsidiária do grupo francês do mesmo nome), a francesa Auchan e as britânicas Sainsbury's e Princes Group. Os boicotes foram anunciados após uma acusação das ONGS Repórter Brasil e Mighty Earth de que a brasileira JBS compra reses criadas em áreas desmatadas, o que foi refutado pela empresa. 

"Este tipo de denúncia deve ser devidamente investigada para saber qual a real situação. Além das empresas, existem diversas autoridades reguladoras e fiscalizadores e entidades representativas, como a FAESP, que poderiam fornecer informações mais precisas. A suspensão pura e simples não é uma boa solução para nenhuma das partes", diz Meirelles. "Mesmo porque se a denúncia não for apurada corretamente, pode parecer um protecionismo disfarçado", complementa o presidente.

Meirelles lembra que a imensa maioria dos pecuaristas brasileiros atua dentro de práticas sustentáveis, tanto que o Brasil é um grande player exportador mundial. "Não é justo que, com base em denúncias não completamente apuradas, todo um setor seja punido, prejudicando inclusive a pauta de exportações do Brasil", diz o presidente. "A FAESP, ao lado de outras entidades, vai procurar estas empresas para protestar contra o boicote e oferecemos todo o suporte para o setor da pecuária, que tem uma grande importância para a economia brasileira, empregando milhares de pessoas", ressalta Meirelles. 

Meirelles destaca que boicotar todo um setor produtivo não é uma política justa e coerente. "Imagina se os consumidores brasileiros resolvessem boicotar uma rede supermercadista apenas porque seu controle acionário está no Europa", compara. O presidente lembra que o Brasil tem sido alvo de medidas arbitrárias de boicote, com base em fatos nem sempre comprovados, e que a a FAESP está ao lado dos produtores que atuam completamente dentro da Lei. "Foi o que ocorreu no caso do embargo dos embarques de carne por parte da China. Desde o início, pedimos às autoridades brasileiras mais esforços diplomáticos para resolver a questão. O pleito da FAESP foi atendido, mas continuamos engajados em defender os produtores que atuam de forma eficiente e legal", finaliza Meirelles.

ALGODÃO: Bangladesh deve importar 8,2 milhões de fardos em 2021/22
A importação de algodão de Bangladesh deverá alcançar 8,2 milhões de fardos na temporada 2021/2022, ante 8,75 milhões de fardos internalizados no período anterior. As informações são do relatório Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O consumo total do país deve somar em 8,81 milhões de fardos em 2021/22, ante 8,51 milhões na temporada anterior. Os estoques finais do país devem totalizar 2,443 milhões de fardos em 2021/22, ante 2,902 milhões de fardos na safra anterior.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações em baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em baixa. Os contratos com entrega em março/20221 fecharam a US$ 498,00 por tonelada, queda de US$ 6,40 a tonelada (-1,26%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 494,80 por tonelada, perda de US$ 7,20 a tonelada (-1,443).

TRIGO: Ministério estima safra 2021 do Reino Unido em 13,99 milhões de toneladas
A safra de trigo do Reino Unido neste ano aumentou para 13,99 milhões de toneladas, um aumento de 44,8% em relação à temporada anterior, disse o Ministério da Agricultura da Grã-Bretanha na quinta-feira. A estimativa foi ligeiramente inferior à previsão inicial de 14,02 milhões emitida em outubro. O aumento foi impulsionado em parte por um aumento de 29,1% na área para 1,79 milhão de hectares após condições de plantio mais favoráveis. O rendimento médio do trigo aumentou 12,2%, para 7,8 toneladas por hectare. O clima úmido da estação anterior, durante a janela de plantio de trigo no outono, forçou muitos agricultores a mudar para as safras semeadas na primavera, como a cevada da primavera. A produção de colza caiu 5,5% para 981.000 toneladas, com uma diminuição na área plantada parcialmente compensada por um aumento na produtividade. A estimativa estava ligeiramente acima da previsão anterior de 977.000 toneladas emitidas em outubro. A área plantada caiu 19%, para 307 mil hectares, muito abaixo do pico de 756 mil hectares em 2012. O rendimento médio foi de 3,2 toneladas por hectare, acima dos 2,7 toneladas da temporada anterior. Os problemas de controle dos besouros de pulgas, após a proibição de alguns inseticidas amplamente usados, contribuíram para o declínio da área nos últimos anos. O ministério estimou a safra de cevada em 6,96 milhões de toneladas, queda de 14,2%.
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