NOTÍCIAS DE HOJE – 17/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Fraca demanda e vendas por fundos pressionam queda em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais baixos. O mercado foi pressionado por vendas por parte de fundos, ainda refletindo o cenário de fraca demanda para o cereal norte-americano. Na semana, a posição dezembro subiu 1,88%. Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,27 1/4 por bushel, baixa de 2,25 centavos de dólar, ou 0,42%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2022 fechou a sessão a US$ 5,34 1/4 por bushel, recuo de 2,50 centavos de dólar, ou 0,46%, em relação ao fechamento anterior.

CARNES: SC amplia exportação e faturamento supera US$ 2 bilhões em 2021
Maior produtor de carne suína e segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, Santa Catarina amplia os embarques internacionais e o faturamento já passa de US$ 2 bilhões em 2021. De janeiro a agosto deste ano, os catarinenses aumentaram em 3,9% a quantidade de carnes exportadas, gerando uma alta de 10,3% nas receitas geradas. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). 
Os embarques de carne de frango seguem em alta e este ano são 661,5 mil toneladas vendidas ao Exterior - 0,7% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento ultrapassa US$ 1,1 bilhão, um crescimento de 11,8%. Santa Catarina responde por 24% do total exportado pelo país e os principais mercados são Japão, China e Arábia Saudita. Segundo o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl, a carne de frango segue ainda com demanda elevada no mercado interno, principalmente em função dos preços elevados das demais carnes e da descapitalização dos consumidores, que buscam opções mais econômicas.
Carne suína
De janeiro a agosto deste ano, Santa Catarina ampliou em 24,7% o faturamento com os embarques de carne suína, superando US$ 945,8 milhões, com mais de 380 mil toneladas exportadas. Os principais mercados são China, Chile e Hong Kong. "É importante observar que outros países têm ganho importância relativa no ranking de exportações de Santa Catarina, como é o caso do Chile, Argentina, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. Esse processo é importante pois, no médio prazo, diminui a dependência excessiva da suinocultura catarinense em relação aos chineses", destacou Alexandre Giehl. Diferenciais da produção catarinense O Estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica. Com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina. 

TRIGO: Chicago realiza lucros e fecha em baixa, mas mantém ganhos semanais
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de parte dos ganhos acumulados na semana que. A posição dezembro subiu 2,94% no período. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram cotados a US$ 7,08 3/4 por bushel, baixa de 4,25 centavos de dólar, ou 0,59%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 eram negociados a US$ 7,19 3/4 por bushel, recuo de 4,25 centavo de dólar, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. 

SOJA: Realização, colheita e preocupação com embarques pressionam Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Após ter atingido ontem o melhor patamar desde 31 de agosto, o mercado abriu a possibilidade de um movimento de realização de lucros por parte de fundos e especuladores. Com isso, a posição novembro encerrou a semana acumulando desvalorização de 0,19%. Em termos fundamentais, o mercado recebeu pressão sazonal da proximidade do início da colheita de uma safra cheia nos Estados Unidos. Além disso, seguem as preocupações com possíveis cancelamentos de vendas americanas, principalmente para a China. As dificuldades logísticas para os embarques prosseguem nos Estados Unidos, ainda reflexo da passagem do furacão Ida. Com isso, a demanda tem se deslocado para o mercado brasileiro. Mesmo assim, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anuncious uma venda de 132 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 12,00 centavos de dólar por bushel ou 0,92% a US$ 12,84 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,93 por bushel, com perda de 11,75 centavos ou 0,9%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,90 ou 0,55% a US$ 342,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 56,26 centavos de dólar, baixa de 0,58 centavo ou 1,02%. Dylan 

CAFÉ: Produtor de MG supera prejuízos com geadas e ganha concurso
Em julho, as fortes geadas causaram perdas em cerca de 19% das áreas de cafezais de Minas Gerais, atingindo 173,6 mil hectares de lavouras, segundo estimativa da Emater-MG. Para muitos produtores, os prejuízos foram grandes e a recuperação será difícil. Felizmente esse não é o caso do cafeicultor Sérgio Meirelles Filho, que teve pequenas perdas este ano. Mas ao longo da vida enfrentou geadas muito severas, que fizeram a família mudar de cidade várias vezes em busca de um recomeço e trouxeram grandes lições. O produtor superou as adversidades e conquistou uma posição de destaque na cafeicultura mineira, sendo inclusive um dos vencedores do Concurso de Qualidade dos Cafés Minas Gerais, em 2020, promovido pela Emater-MG.
Atualmente, Sérgio Meirelles Filho é produtor no município de Aricanduva, no Vale do Jequitinhonha. Em 2020, ele ficou em primeiro lugar no 17 Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas, pela região cafeeira da Chapada de Minas, na categoria "Natural" e também na categoria "Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado". 
"O Sérgio tem um foco na melhoria contínua. Está sempre pesquisando, inovando e trabalhando, não para. E ele acumulou uma grande experiência durante os muitos anos de atividade", comenta o coordenador regional de Culturas da Emater-MG em Capelinha, José Mauro de Azevedo. Sérgio nasceu em 1960, em São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas. Na época, havia um grande movimento de expansão da cafeicultura no Norte do Paraná e o pai dele se mudou com a família para lá, apostando no sucesso da atividade na região. Mas, em 1962, uma grande geada atingiu os cafezais do Paraná. "A lavoura do meu pai era nova e sofreu muito. Ele então buscou outra fazenda no Paraná para continuar produzindo café. Depois de algumas colheitas bem-sucedidas, mais uma vez a geada nos atingiu. Em 1975, ocorreu a famosa 'geada negra', que dizimou muitas lavouras no estado. Daí meu pai resolveu voltar a plantar em Minas", lembra Sérgio. 
Cafeicultura no Jequitinhonha 
Mas no Sul de Minas, também houve épocas complicadas e a família enfrentou fortes geadas, em 1979 e em 1981. Entretanto, a paixão pela cafeicultura era tamanha que Sérgio decidiu fazer Agronomia e se tornar cafeicultor. "Nos anos 2000, a cafeicultura começou a se desenvolver na região de Capelinha, estimulada por alguns estudos, que diziam haver boas condições climáticas. A terra era barata e havia condições facilitadas de financiamento. Foi então que comprei uma fazenda na região", lembra Sérgio. No Vale do Jequitinhonha, o cafeicultor encontrou o ambiente ideal para produção e criou raízes, na região cafeeira conhecida como Chapada de Minas. "Ao longo da vida, minha família e eu continuamos a seguir para o Norte, como nômades do café. Mas daqui não devemos mais sair", assegura. O produtor diz que a região é excelente para a cafeicultura e que só tem de se preocupar com a seca, por isso decidiu irrigar uma parte da lavoura para diminuir os riscos climáticos. Mas Sérgio afirma que existe uma coisa que não mudou ao longo dos 40 anos de trabalho com cafeicultura: a sua vontade de aprender e inovar. "O Sérgio é um pioneiro em muita coisa na região. Ele está sempre aberto às novas tecnologias e inovações. Com apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), ele pesquisa cultivares mais propícias para o lugar e é sempre muito generoso de dividir seus conhecimentos com outros produtores", afirma o coordenador da Emater. Lições Dentro dessa proposta de inovação e pesquisa, Sérgio plantou dois hectares da variedade geisha (cultivar originária da Etiópia que aportou no Brasil e começou a ganhar fama), numa fazenda em São Gonçalo do Sapucaí. "A lavoura tinha apenas seis meses e a geada de julho queimou tudo. Como esse ano, ainda teve o agravante da seca, foi 100% de perda", lamenta. 
Mas Sérgio não se deixou abalar pelo prejuízo. O cafeicultor e agrônomo salienta que a realidade de cada produtor é diferente e uma ocorrência climática adversa pode até quebrar o agricultor. "Cada pessoa tem uma situação, mas eu aconselho o cafeicultor a persistir, pois ele se especializou naquela cultura e cada região tem uma aptidão agrícola. Além disso, os investimentos são altos no plantio da lavoura, depois tem de construir o terreiro e adquirir equipamentos, então é complicado abandonar tudo", argumenta.

CARNE BOVINA: Argentina deve produzir 3,020 milhões de toneladas em 2022
A Argentina deverá produzir 3,020 milhões de toneladas de carne bovina (em equivalente carcaça) em 2022, segundo informações divulgadas pelo boletim Gain Report, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume deve ficar abaixo das 3,045 milhões de toneladas esperadas para este ano. Para atingir esse volume, o país deve abater 13,1 milhões de bovinos em 2022, aquém dos 13,25 milhões de animais previstos para este ano. A previsão é de que o país exporte 630 mil toneladas de carne bovina em 2022, abaixo das 670 mil toneladas previstas para serem embarcadas neste ano. O consumo interno deve ficar em 2,398 milhões de toneladas em 2022, acima das 2,383 milhões de toneladas esperadas para 2021. 

CARNE BOVINA: Paraguai deve produzir 570 mil toneladas em 2022
O Paraguai deverá produzir 570 mil toneladas de carne bovina (em equivalente carcaça) em 2022, segundo informações divulgadas pelo boletim Gain Report, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume deve ficar abaixo das 610 mil toneladas previstas para este ano. A previsão é de que o país exporte 430 mil toneladas de carne bovina em 2022, ante as 470 mil toneladas esperadas para este ano. A previsão é de que o consumo interno fique em 150 mil toneladas no próximo ano, acima das 146 mil toneladas esperadas para 2021. 

MILHO: Line-up prevê embarques em setembro de 2,828 milhões de toneladas
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,828 milhões de toneladas de milho em setembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Até agora, os volumes embarcados no mês somam 1,616 milhão de toneladas. Para outubro, estão previstos embarques de 169,7 mil toneladas de milho. No acumulado de fevereiro/21 a setembro/21, a programação de embarques aponta volumes de 11,049 milhões de toneladas de milho. 

CAFÉ: NY cai seguindo petróleo e outras commodities, com dólar em alta
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos. Em mais um dia de volatilidade, NY terminou recuando na trilha do petróleo e de outras commodities. O dólar em elevação contra o real e outras moedas pesou sobre as commodities e também sobre o café. As previsões de chuvas sobre o cinturão cafeeiro do Brasil nesta segunda metade de setembro, com tendência de melhora na umidade em outubro, favorecendo a abertura e pegamento das floradas, que vão resultar na safra de 2022, contribuíram para a pressão. No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 0,9%. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam o dia a 186,40 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 1,75 centavo, ou de 0,9%. A posição março/2022 fechou a 189,20 centavos, perda de 1,70 centavo, ou de 0,9%.

AÇÚCAR: Nova York em baixa com câmbio e petróleo, mas sobe na semana 
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em outubro/2021 encerraram o dia a 19,18 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,31 centavo (-1,59%) em relação ao fechamento anterior, mas acumulando ganho de 2,1% na semana. A posição março/2022 fechou cotada a 19,86 centavos (-1,34%). Conforme operadores ouvidos pela Reuters, as cotações futuras do açúcar bruto recuaram na última sessão da semana, acompanhando as perdas do petróleo e pressionadas também pela firmeza do dólar ante outras divisas. 

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em leve baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em baixa. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 504,80 por tonelada, queda de US$ 8,10 por tonelada (-1,57%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2022 fechou a US$ 509,70 por tonelada, recuo de US$ 5,60 a tonelada (-1,08%). 

CAFÉ: Londres fecha em alta com demanda pelo robusta, apesar de baixa em NY
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais altos. As cotações subiram, mais uma vez, diante da maior demanda por robusta neste momento. As indústrias torrefadoras pelo mundo estão procurando mais o robusta para seus blends diante do alto custo do arábica. Com estoques caindo e problemas logísticos no Vietnã, os preços encontraram sustentação apesar das perdas para o arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e para o petróleo e outras commodities. A semana foi muito positiva para o robusta na bolsa londrina. O contrato novembro acumulou no período uma alta de 5%. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.151 a tonelada, com alta de US$ 44, ou de 2,1%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.121 a tonelada, ganho de US$ 31, ou de 1,5%. 

CARNE BOVINA: Mapa confirma fim de bloqueio saudita às importações do país
Por meio de nota enviada à Agência SAFRAS, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou oficialmente que o governo da Arábia Saudita suspendeu o bloqueio às importações de carne bovina do Brasil. "A medida entrou em vigor nesta quinta-feira (16), conforme comunicado das autoridades sanitárias daquele país ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)", disse a pasta. Conforme o Mapa, a liberação das exportações ocorreu 10 dias após a Arábia Saudita ter anunciado a suspensão das compras de cinco plantas frigoríficas de Minas Gerais, no último dia 6 de setembro. A motivação estava relacionada à ocorrência de um caso da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) no estado.
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