NOTÍCIAS DE HOJE – 18/01/2022

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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ARROZ: Produção das Filipinas deve ser recorde este ano
A produção de arroz em casca das Filipinas em 2021 provavelmente ultrapassou 20 milhões de toneladas, marcando um novo recorde, apesar das perdas devido a um poderoso tufão no mês passado, disse o secretário de Agricultura do país, William Dar, nesta terça-feira. O país do Sudeste Asiático, um dos maiores importadores de arroz do mundo, tem oferta suficiente do grão para este ano, pontuou a fonte. As informações são da Agência Reuters.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com preços em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em março/20221 fecharam a US$ 509,10 por tonelada, alta de US$ 0,80 a tonelada (+0,1%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 499,10 por tonelada, valorização de US$ 0,70 a tonelada (+0,1%).

TRIGO: Síria precisa importar 1,5 milhão de toneladas ao ano, diz ministro
A Síria precisa importar mais de 1,5 milhão de toneladas de trigo ao ano. A maior parte desse volume viria da Rússia. A estimativa é do ministro da economia do país, Mohamed Samer al-Khalil, conforme a agências de notícias Interfax. A safra da Síria foi prejudicada pelos baixos volumes de chuvas no ano passado, pressionado ainda mais a economia já atingida por dez anos de conflito interno, de sanções dos Estados Unidos e de falta de fundos para financiar importações, além da pandemia de coronavírus. "A Síria precisa comprar cerca de 1,5 milhão de toneladas de trigo, até mais. Claro, a Rússia tem o papel principal nisso", disse o ministro durante visita à Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014. O ministro disse que a safra caiu para 400 mil toneladas devido aos conflitos, contra 2 milhões anteriormente. 
As principais áreas produtoras de trigo e cevada do país ficam no nordeste, área que está sob controle das forças sírias apoiadas pelos Estados Unidos. A Rússia é um dos maiores exportadores de trigo e é um aliado do presidente sírio Bashar al-Assad. O país africano está negociando o aumento das compras de trigo da Crimeia, disse a Interfax citando o ministro. A Crimeia está sobre sanções do Ocidente desde sua anexação. Isso afetou suas exportações de grãos, ainda que alguma oferta continue chegando à Síria e a outros países atingidos por sanções similares. 

CAFÉ: Londres cai diante de fatores técnicos e observa dados da Conab
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. Foi mais uma sessão volátil, de altos e baixos, com o mercado buscando direção. Fatores técnicos pressionaram Londres, com o contrato março fechando abaixo de US$ 2.200 a tonelada. Nesta terça-feira, o contrato atingiu de mínima US$ 2.184 a tonelada, patamar mais baixo desde 22 de novembro. 
O mercado observou também os números divulgados hoje pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) com a estimativa da safra brasileira de 2022. Os produtores de café deverão colher a terceira maior safra do grão neste ano, de acordo com a Conab. A produção esperada é de 55,7 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa, caso confirmada, representa um acréscimo de 16,8% em comparação à 2021 - aumento já era esperado devido à temporada anterior ser de bienalidade negativa para a cultura. O resultado só não é melhor que os desempenhos registrados nos anos de 2020 e 2018, as duas últimas safras de bienalidade positiva. 
A queda na produção neste ano, quando comparada com 2020, é reflexo das condições climáticas adversas registradas principalmente entre os meses de julho e agosto em 2021. A estiagem e as geadas ocorridas com maior intensidade nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, impactaram nas condições fisiológicas dos cafezais. Com isso, as produtividades, em especial da espécie arábica, não deverão manifestar seu pleno potencial produtivo. Ainda assim, a produção para esta variedade de café deverá ser acrescida em 23,4% em relação à safra anterior, sendo estimada em 38,7 milhões sacas. 
Já para o conilon, a expectativa é de um novo recorde com a colheita podendo chegar próxima a 17 milhões sacas. O aumento de 4,1% em relação à safra anterior combina a elevação da área plantada estimada em 3%, passando de 375,2 mil hectares para 389,1 mil ha, e uma ligeira melhora na produtividade de 0,4%, saindo de 43,4 sacas colhidas por hectare cultivado para 43,6 sc/ha. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.195 a tonelada, com queda de US$ 23, ou de 1,0%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.164 a tonelada, com perda de US$ 19, ou de 0,9%.

SOJA: Brasil deve embarcar até 4,320 milhões de toneladas em janeiro
As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 4,320 milhões de toneladas em janeiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em janeiro do ano passado, as exportações ficaram em 53,644 milhões de toneladas. Em dezembro, o país embarcou 2,530 milhões de toneladas. Na semana entre 9 e 15 de janeiro, o Brasil embarcou 631,749 mil toneladas. Para o período entre 16 a 22 de janeiro, a ANEC indica a exportação de 889,073 mil toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,960 milhões de toneladas em janeiro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 986,857 mil toneladas. Em dezembro, volume ficou em 1,542 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 354,112 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 432,438 mil toneladas.

MILHO: Line-up prevê embarques em janeiro de 2,763 milhões de toneladas 
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,763 milhões de toneladas de milho em janeiro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 1,358 milhão de toneladas já foram embarcadas. No acumulado de fevereiro/21 a janeiro/22, a programação de embarques aponta volumes de 21,491 milhões de toneladas de milho.

MILHO: Brasil deve embarcar 2,685 milhões de toneladas em janeiro
As exportações brasileiras de milho deverão ficar em 2,685 milhões de toneladas em janeiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em janeiro do ano passado, o Brasil exportou 2,163 milhões de toneladas. Em dezembro de 2021, os embarques do cereal somaram 3,321 milhões de toneladas. Na semana entre 9 e 15 de janeiro, o Brasil embarcou 613,931mil toneladas. Para o período entre 16 de janeiro e 22 de janeiro, a ANEC indica a exportação de 1,051 milhão de toneladas. 

SOJA: Esmagamento em dezembro atinge 186,438 milhões de bushels nos EUA – NOPA
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 186,438 milhões de bushels em dezembro, ante 179,462 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 184,996 milhões. A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em dezembro somaram 2,031 bilhões de libras, ante o esperado - 1,892 bilhão. No mês anterior, foram 1,832 bilhão de libras.

MILHO: Plantio da safrinha em Goiatuba (GO) deve iniciar em fevereiro
As lavouras de milho safrinha em Goiatuba, no sul de Goiás, devem começar a ser plantadas no início de fevereiro, de acordo com a Emater local. O engenheiro-agrônomo Alceu Marques Filho ressalta que a área de milho deve crescer frente à registrada na safrinha 2021 e ocupar 35 mil hectares. "O aumento se deve aos preços mais atrativos do milho neste momento e, especialmente, devido à colheita mais precoce da soja, o que deve propiciar uma janela de cultivo muito boa neste ano", comenta. Alceu destaca que um plantio mais cedo da safrinha será positivo, uma vez que as chuvas estão previstas para parar na região na segunda metade de abril. "Se tudo correr dentro do esperado, será possível obter um rendimento médio de 6.000 quilos por hectare de milho safrinha", afirma. 
No que tange ao sorgo, a área também deve ser maior neste ano frente ao ano passado, chegando a 25 mil hectares, com uma produtividade média esperada de 3.000 quilos por hectare. Em termos de safra verão, beneficiadas por chuvas mais de 1.000 milímetros de chuvas desde outubro, os cerca de 1,5 mil hectares cultivados apresentam condições de desenvolvimento muito boas, entre as fases de enchimento de grão e maturação. "As lavouras devem ser colhidas entre o final de março e o começo de abril, assim que a colheita de soja for concluída na região. Por enquanto, o rendimento médio previsto segue em 9.000 quilos por hectare", conclui.

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