NOTÍCIAS DE HOJE – 18/10/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Exportações somam 696,346 mil toneladas em outubro – Secex

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 146,332 milhões em outubro (10 dias úteis), com média diária de US$ 15,602 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 696,346 mil toneladas, com média de 69,634 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 210,10. Em relação a outubro de 2020, houve baixa de 64,93% no valor médio diário da exportação, queda de 72,15% na quantidade média diária exportada e valorização de 25,99% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CAFÉ ARÁBICA: Nova York cai com real fraco e chuvas benéficas no Brasil

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações de hoje com cotações em baixa. Os contratos com entrega em Dezembro/21 fecharam o dia a 201,60 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,80 centavo, ou de 0,88%, mas acumulando ganho de 1% na semana. A posição Março/22 fechou a 204,35 centavos (-0,92%). Em sessão de estreitas margens, com intervalo bastante restrito entre as mínimas e as máximas intradiárias, o mercado adotou uma postura de consolidação após a volatilidade da última semana. Na terça-feira (12), a posição dezembro chegou a encostar em 215,15 centavos, praticamente em cima das máximas de sete anos estabelecidas em setembro, de 215,20 centavos. Analistas apontam que em breve os contratos futuros do café deverão voltar a testar máximas de vários anos, na medida em que os gargalos no sistema de suprimento global já estariam afetando as exportações do Brasil, maior produtor mundial de arábica. Ajudaram a pesar negativamente na primeira sessão da semana a fraqueza do real ante o dólar, fator que estimula as exportações do Brasil, e as chuvas benéficas ao desenvolvimento da safra 2022 do maior produtor mundial de café arábica. 

ARROZ: Federarroz participa de feira mexicana

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, está participando no México da Expo Antad & Alimentaria 2021, que ocorre desde esta segunda-feira, dia 18 de outubro, até a próxima quarta-feira, dia 20 de outubro, em Guadalajara, no México. O evento é considerado um dos maiores do setor de alimentos e bebidas da América Latina. A entidade conta com um estande na feira. Conforme o dirigente, o objetivo é salientar toda a questão de rastreabilidade, sustentabilidade do arroz gaúcho e tudo o que envolve esta importante interlocução com o mercado mexicano para conhecer melhor a real necessidade de quantidade de arroz quanto de possíveis negócios ainda este ano com o México. "A participação da Federarroz se deve ao tamanho e à importância do mercado mexicano, o quanto isso pode refletir positivamente para os produtores em função do grande volume que o México importa anualmente. A nossa participação busca uma interlocução maior com as indústrias mexicanas", destaca. Este ano, o México oficializou em abril a abertura da isenção de taxa de importação para o arroz em casca brasileiro. Essa isenção foi para uma cota de 75 mil toneladas para que o arroz chegue ao México até o final de 2021. As informações são da Federarroz.

AÇÚCAR: Produção da UE deve crescer para 16,6 mi t em 2021/22 – USDA

A produção de açúcar da União Europeia deverá totalizar 16,6 milhões de toneladas em 2021/22, contra 15,4 milhões de toneladas em 2020/21, e as 17,04 milhões de toneladas de 2019/20, disse o adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Bruxelas nesta segunda-feira. Conforme o adido, as lavouras de beterraba de origens como a França, Alemanha e a Polônia sofreram menos infestações com pragas em 2021 (particularmente com o beet yellows vírus - BYV) na comparação com os índices de 2020. Mesmo assim, a produção de açúcar ficará cerca de 450 mil toneladas abaixo daquela registrada em 2019/20. O rendimento da beterraba açucareira deve ficar dentro da média nos principais países do bloco de 27 países, uma vez que as temperaturas baixas da primavera atrasaram a semeadura enquanto que no verão, chuvas em excesso na maior parte da região produtora reduziu o teor de açúcar nesta raiz. O consumo de açúcar na União Europeia deve se recuperar dos efeitos da pandemia de Covid-19, quando a queda na demanda fora de casa não foi totalmente compensada pelo incremento do consumo com as pessoas cozinhando mais em casa. Como resultado, a estimativa de consumo de açúcar para 2021/22 foi elevada para 16,9 milhões de toneladas, porém ainda abaixo dos níveis pré-Covid, na medida em que a indústria do bloco embarca cada vez mais em um programa que visa reduzir o teor de açúcar em produtos alimentícios em 10% até 2025. As importações para 2021/22 estão estimadas em 2 milhões de toneladas, contra as 1,5 milhão de toneladas de 2020/21. Na temporada passada, as importações caíram diante das altas cotações internacionais do açúcar e pela competição da UE com a Inglaterra por cotas preferenciais com tarifa zero de açúcar de países em desenvolvimento após o Brexit, que separou os ingleses do bloco.

AÇÚCAR: Nova York cai mais de 2% com liquidação de posições compradas

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em forte baixa. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,35 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,45 centavo (-2,3%) em relação ao fechamento anterior. A posição maio/2022 fechou cotada a 19,14 centavos (-1,64%). Conforme operadores entrevistados pela Reuters, fundos de investimento continuam liquidando posições compradas depois que as chuvas enfim chegaram ao cinturão canavieiro do Brasil e melhoraram as perspectivas para a safra 2022 do maior produtor mundial de açúcar. Ao mesmo tempo em que pipocam estimativas cada vez mais otimistas não só para a produção de açúcar do Brasil mas também como para outras origens importantes como a India, Tailândia, União Europeia, entre outras, o real cada vez mais fraco ante o dólar é um fator que deve motivar as usinas brasileiras a exportarem mais açúcar e produzirem mais em detrimento ao etanol, incrementando a oferta global da commodity.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em forte baixa

A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em forte baixa. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 507,30 por tonelada, queda de US$ 12,70 por tonelada (-2,44%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2022 fechou a US$ 501,30 por tonelada, recuo de US$ 9,60 a tonelada (-1,87%).

CAFÉ: Londres inicia semana com leve baixa e estreitas margens de oscilação

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações do dia com cotações em leve baixa. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.103 a tonelada, com baixa de US$ 7/t, ou de 0,33%. Janeiro/2022 fechou a US$ 2.115 a tonelada, caindo 0,28%. O mercado teve uma sessão de poucos negócios e estreita margem de oscilação, com diferença muito pequena entre as mínimas e as máximas, adotando uma postura de consolidação após a forte volatilidade da última semana. Nas máximas intradiárias da sexta-feira (15), a posição janeiro (a mais negociada do momento) encostou em US$ 2.162,00 por tonelada, muito próxima do pico de quatro anos estabelecido no final de setembro, quando batera em US$ 2.180,00 a tonelada. 

AGRICULTURA: Encontro reúne adidos para discutir promoção do comércio

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participou nesta segunda-feira (18), da abertura do 3 Encontro dos Adidos Agrícolas, realizado em parceria com a Apex-Brasil. O evento, que acontece até o dia 29 de outubro, servirá para o alinhamento de informações e a discussão sobre estratégias para negociações internacionais, promoção comercial, atração de investimentos e internacionalização do setor agropecuário brasileiro. Tereza Cristina lembrou a importância dos adidos agrícolas na promoção do comércio exterior brasileiro. "Vocês hoje têm o desafio de representar, nos quatro cantos do mundo, o agro brasileiro moderno, sustentável e pujante. Essa tarefa, se bem executada, trará êxitos e significativos retornos econômico-sociais para nosso país", disse a ministra, lembrando que, desde o início de 2019 o Brasil conquistou 167 aberturas de mercado, com o apoio dos adidos. A ministra também destacou os desafios que ainda se impõem à diplomacia brasileira do agronegócio, como o protecionismo de muitos países e a necessidade de diversificar a pauta de exportações do Brasil. Ela também mencionou a questão ambiental, lembrando que, apesar dos problemas ainda existentes, a agricultura brasileira é uma das mais sustentáveis do mundo. "Mas isso não se reflete na nossa imagem lá fora. Devemos, portanto, seguir buscando os diversos caminhos para nos firmarmos de fato como uma potência agroambiental. E, mais do que isso, sermos efetivamente reconhecidos como tal", disse. Também participaram da abertura do Encontro o presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana, o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Sarquis José Buainain Sarquis e o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Embaixador Orlando Leite Ribeiro. As informações partem da assessoria de imprensa do Mapa.

MERCADO EUROPA: Ações fecham em queda com dados decepcionantes da China

Os principais índices do mercado de ações europeu fecharam em queda, após dados da China mostrarem desaceleração no crescimento econômico e em meio a preocupações dos investidores com a aceleração na inflação. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 4,9% no terceiro trimestre deste ano ante o mesmo período de 2020, desacelerando após a alta de 7,9% no segundo trimestre e abaixo da projeção dos analistas, que esperavam alta de 5,1%. "O início da semana teve como foco a reação dos investidores à queda do PIB do gigante asiático no terceiro trimestre do ano abaixo de 5%, sendo a menor dos últimos meses. Esta situação surge após os grandes problemas de abastecimento e energia que têm 'castigado' o crescimento da economia chinesa, acrescidos da incerteza em torno de Evergrande", segundo o analista do IG, Diego Morin. Ele citou ainda que o petróleo continuou sua tendência de alta na maior parte da sessão, novamente criando nervosismo nos mercados, "gerando novas tensões inflacionárias como o foco principal da sessão de hoje, onde o declínio no crescimento econômico da China pode criar um rebuliço". Por fim, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, deu a entender fortemente, em um discurso no final de semana, um aumento na taxa de juros britânica em 2022, citando preocupações com o avanço nas expectativas de inflação britânica. 

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