NOTÍCIAS DE HOJE – 18/11/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em baixa

A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 516,60 por tonelada, recuo de US$ 8,10 por tonelada (-1,54%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 516,00 por tonelada, queda de US$ 6,30 a tonelada (-1,2%).

GRÃOS: Rússia pode exportar recorde para Cazaquistão por ferrovia em 2021/22

A Rússia exportou um volume recorde de grãos por ferrovia para o Cazaquistão em 2019/20, chegando a 703 mil toneladas. Esse volume pode ser ultrapassado nesta temporada 2021/22, segundo declarou o diretor do Departamento de Marketing Estratégico da Rusagrotrans, Igor Pavensky, durante a Conferência Asia Grains&Oils no Cazaquistão em 17 de novembro. As informações partem da APK Inform. "No ano passado (2020/21), as exportações pela rodovia para o Cazaquistão caíram para 641 mil toneladas (-8,7%). E já excederam 422 mil toneladas nos primeiros quatro meses da temporada 2021/22. Podemos, assim, assumir que o total exportado deverá ser maior que o recorde anterior", apontou Pavensky. 

Entre julho e outubro de 2021, a Rússia exportou cerca de 800 mil toneladas de grãos por ferrovias e rodovias para o Cazaquistão. "A participação do transporte ferroviário superou 50% pela primeira vez no total exportado pela Rússia para o Cazaquistão. Em recentes anos, o percentual era de 30% a 40%. O trigo é o principal produto exportado. A fatia chegou a 90% do total nessa temporada, contra 68% no ano anterior", apontou o dirigente. A Rússia exportou 19,2 milhões de toneladas de grãos e leguminosas entre julho e outubro, incluindo ofertas para a EAEU, com queda de 2,9 milhões de toneladas contra igual período do ano passado. O potencial de exportação da Rússia de grãos e leguminosas é previsto em 41,43 milhões de toneladas na temporada 2021/22, incluindo ofertas para a EAEU, contra 51,45 milhões de toneladas da temporada 2020/21. As exportações de trigo devem cair para 32,2 milhões de toneladas em 2021/22 (39,2 milhões de toneladas em 2020/21), atingir 4,1 milhões de toneladas para a cevada (6,5 milhões de toneladas na temporada anterior); milho 3,2 milhões de toneladas (3,95 milhões anteriormente).

CARNES: Fundesa-RS e Comitê Avícola alertam sobre avanço da influenza na EU

O Conselho Técnico Operacional do Fundesa-RS e o Comitê Estadual de Sanidade Avícola divulgaram na quarta-feira (17) uma nota conjunta alertando sobre os cuidados para evitar o ingresso da Influenza Aviária no Brasil. O alerta se deve ao aumento de notificações de casos no sistema da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE). Só nesta semana, apresentaram notificações países como Romênia, Hungria, França, Bélgica e Noruega. Também foi registrada uma ocorrência no Japão, no continente asiático. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, afirma que os cuidados que vêm sendo difundidos para a prevenção de outras enfermidades, como observar das orientações sobre biosseguridade e evitar o ingresso, na propriedade, de pessoas que viajaram para o exterior recentemente. A nota de alerta é assinada pela médica veterinária e coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola na superintendência federal da Agricultura no RS, Taís Barnasque, e pelo presidente do Conselho Técnico Operacional de Avicultura do Fundesa, Eduardo dos Santos. No texto, afirma que "é importante a mobilização, não só do setor produtivo, mas de todos aqueles que, de alguma forma, dependem ou têm negócios através da suinocultura e avicultura". As informações partem da assessoria de imprensa do Fundesa-RS.

CARNE SUINA: Preços na China avançam 24,2% desde setembro

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA) divulgou que o preço médio da carne suína ficou em 27,18 yuans por quilo na segunda semana de novembro, alta de 24,2% em relação ao fechamento de setembro (21,88 yuans por quilo). De qualquer modo, o preço do suíno vivo na China segue deprimido, com queda de 47,4% em relação ao final de 2020, período em que era cotado a 51,65 yuans por quilo. Os preços futuros do suíno vivo listados na bolsa de Dalian também apresentam consistente movimento de alta no período, movimento iniciado na primeira quinzena de outubro, após o governo chinês confirmar a compra de 30 mil toneladas de carne suína congelada para a reserva estatal. O governo não descartou novas compras futuras. O mercado também um aumento da demanda, com indústrias começando a se preparar para o Ano Novo Lunar que ocorrerá no primeiro bimestre de 2022. Outro ponto importante é que as importações chinesas estão desacelerando. Os chineses estão tentando direcionar a sua demanda doméstica para a carne suína, podendo assim enxugar sua oferta e alavancar preços a níveis que permitam lucratividade e não comprometam drasticamente sua produção futura. O entrave da carne bovina brasileira e a pouca força chinesa para reabertura também leva a essa compreensão. Outros exportadores de carne enfrentam obstáculos parecidos em relação a China, processadoras de carne da Austrália foram embargadas pela inclusão de alguns aditivos químicos e por problemas de rotulagem. De acordo com dados da alfândega da China, o país importou 200 mil toneladas de carne suína em outubro/21, contra 330 mil toneladas de igual mês do ano passado. No acumulado janeiro-outubro totalizaram 3,34 milhões de toneladas, queda de 7,7% em relação às 3,62 milhões de toneladas de carne suína importadas em igual período de 2020. As informações partem do boletim Alerta Carnes, da SAFRAS Consultoria.

MILHO: Chicago inverte e opera em queda no meio-pregão

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) opera com preços em queda. O mercado reverteu os ganhos registrados mais cedo, determinados pela demanda aquecida para o cereal norte-americano e passou a operar em queda, realizando lucros. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 904.600 toneladas na semana encerrada em 11 de novembro, com recuo de 15% sobre a semana anterior e de 19% na comparação com a média de quatro semanas. O Canadá foi o principal comprador com 230.000 toneladas. Para 2022/23, as vendas líquidas ficaram em 140.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 750 mil e 1,4 milhão de toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos com entrega em dezembro de 2021 operam com perda de 2,25 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,39%, cotada a US$ 5,73 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2022 operam com retração de 1,50 centavo em relação ao fechamento anterior, ou 0,25%, cotados a US$ 5,80 por bushel.

CARNES: Setor de proteína global deve seguir com mudanças em 2022-Rabobank

Em relatório trazendo as perspectivas globais para o setor de proteína animal em 2022, o Rabobank destaca que uma expectativa de calma nos mercados após as múltiplas interrupções observados ao longo deste ano provavelmente não irá acontecer. Embora o banco holandês espere que mercados se estabilizem um pouco em 2022, muitos fatores de mudança recente permanecerão atuando sobre os setores de proteína animal e sobre os principais países produtores e consumidores. 

Os custos mais altos de insumos para cadeias de fornecimento de proteína animal, incluindo ração animal, mão-de-obra, energia e frete, serão os principais condutores dessas mudanças. Estes serão acompanhados por modificações contínuas, impulsionadas pela transição para proteína animal mais sustentável, desafios de biossegurança e Covid-19. Nesse contexto, os preços da proteína animal devem permanecer firmes em 2022 (com algumas exceções), apoiados por restrições contínuas de oferta e força geral na demanda. "Esperamos que os líderes das empresas de proteína animal se concentrem nas oportunidades criadas pelas interrupções contínuas do mercado, em vez de apenas ver as múltiplas mudanças como riscos de negócios", disse o Estrategista Global em Proteína Animal do Rabobank, Justin Sherrard. 

A tendência geral para 2022 é de crescimento contínuo, mas desacelerante da produção, impulsionado pela carne suína, aves e aquicultura. Esperamos que a tendência de crescimento desses grupos nos últimos anos continue, embora a carne de porco se expanda mais lentamente. Espera-se que a carne bovina possa se contrair um pouco. "A recuperação contínua do rebanho suíno da China será o maior motor único de crescimento nos mercados globais em 2022", pontua. 

Perspectivas regionais O Rabobank indica alguns pontos-chave das perspectivas para a proteína animal em 2022: América do Norte A força contínua da demanda apoiará a produção e os preços. As restrições de produção ainda podem estragar o que está se configurando como um ano positivo. Europa A produção de carne suína está se estabilizando, e o consumo interno precisa subir para equilibrar os mercados. O setor de aves deve melhorar com a abertura de todas as economias, apesar dos custos mais elevados. China Espera-se que a recuperação da produção de carne suína continue, mas o caminho é incerto enquanto o consumo é fraco e os preços permanecem baixos. 

A demanda de carne bovina permanecerá firme, enquanto a de carne de frango seguirá pressionada pela recuperação da carne suína. Brasil Espera-se que as exportações impulsionem o crescimento da produção, embora a demanda interna também seja favorável. O custo da ração tende a melhorar gradualmente, favorecendo produtores e exportadores. Sudeste Asiático Espera-se que a produção de aves se recupere após dois anos de impactos desafiadores da Covid-19. A carne suína também se recuperará dos impactos da Peste Suína Africana (PSA) e da Covid-19, mas mais lentamente. Austrália & Nova Zelândia Na Austrália, a oferta de carne bovina e de ovelhas está programada para melhorar lentamente. A demanda contínua pelas exportações neozelandesas e a oferta apertada devem ser positivas para a retomada do setor de proteína animal do país. As informações partem do Rabobank.

AÇÚCAR: Importações da China caem 8,3% em outubro

A importação de açúcar pela China recuou 8,3% em outubro, para 810 mil toneladas, informou a administração geral de alfandegas nesta quinta-feira. No acumulado do ano até outubro, os volumes desembarcados de açúcar na China somaram 4,64 milhões de toneladas, um aumento de 27,2% na comparação com o mesmo período de 2020. A China é o principal comprador de açúcar do Brasil. No acumulado do ano até outubro, o Brasil exportou para todos os destinos 22,6 milhões de toneladas de açúcar, ante 24,85 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em outubro, as exportações brasileiras somaram 2,3 milhões de toneladas, queda de 41,4%. As informações partem da Reuters.

EMPRESAS: BRF é única no país a usar feijão carioca em produtos à base de vegetais

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, é a única no Brasil a utilizar feijão carioca como proteína alternativa na elaboração de produtos plant-based. A partir da evolução das tecnologias disponíveis, a Companhia busca novas formas para fortalecer o mercado nacional e, ao mesmo tempo, atender aos diversos perfis de consumidores que procuram alternativas à proteína animal. O grão já está presente na composição dos frangos da linha Veg&Tal Com potencial significativo de crescimento, a nova forma de pensar e consumir abre caminhos para outras fontes de proteína e amplia o protagonismo do tão conhecido feijão carioca, presente no dia a dia dos brasileiros, que junto a outros grãos, compõe o portfólio de produtos à base de proteínas vegetais oferecida pela BRF. As informações são da assessoria de imprensa da empresa.

ETANOL: Produção não pode estar concentrada em poucos países

A produção global de etanol precisa ser diversificada para que essa energia renovável não corra o risco de sofrer crises como a experienciada em 1973 pelo mercado de petróleo (Choque do Petróleo), pois os grandes produtores do óleo estão concentrados geograficamente no Oriente Médio. O presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Evandro Gussi, em apresentação no The Sustainable Mobility: Ethanol Talks II India, defendeu uma cooperação ainda maior entre Brasil e India, os dois maiores produtores de açúcar do mercado mundial, que procuram intensificar o direcionamento e desvio da sacarose para a produção de etanol, em detrimento ao adoçante, atendendo assim à demanda global cada vez mais exigente e sedenta por combustíveis menos poluentes e que lancem menos gases do efeito estuga (GEEs) na atmosfera. "Não podemos passar de novo por um choque do petróleo, de energia. Não podemos ter poucos ofertantes no mercado de etanol. Não pode ser algo concentrado no Brasil, nos Estados Unidos, e agora na India, que começa a intensificar a produção do biocombustível. Com mais países produzindo etanol, os benefícios serão sentidos por todo o mundo. Não teremos um mercado global de etanol eficiente com poucos ofertantes. O Brasil pode incrementar sua produção, talvez os Estados Unidos, a India certamente... Mas isso não será suficiente. A produção tem que crescer na Ásia, na África, onde o biocombustível está começando a tomar corpo. Essa é a nossa principal mensagem", assinalou o presidente da UNICA. Segundo Gussi, o Brasil não está tentando vender seu etanol para a India, mera e simplesmente. "O que estamos fazendo é uma troca de experiências, de conhecimento e tecnologia. Não estamos fazendo propaganda do nosso etanol para os indianos, dizendo: nosso etanol é bom e eficiente, comprem nosso etanol. Queremos é que a India aumente sua própria produção de etanol. E isso já está funcionando por lá, e acreditamos que funcionará também na África", salientou.

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