NOTÍCIAS DE HOJE – 19/01/2022

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
AÇÚCAR: NY fecha em forte alta seguindo petróleo e rompe 19 cts
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações acentuadamente mais altas. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,07 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,41 centavo em relação ao fechamento anterior (ou 2,2%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 18,78 centavos (+1,9%). O mercado de açúcar voltou a acompanhar mais uma subida do petróleo. Com a alta do petróleo e queda do dólar contra o real e outras moedas, as commodities se sustentaram e o açúcar seguiu o movimento. A alta do petróleo pode estimular os produtores de cana-de-açúcar a destinarem mais produção para o etanol, produzindo assim menos açúcar.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com preços em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em março/20221 fecharam a US$ 510,10 por tonelada, alta de US$ 1,00 a tonelada (+0,2%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 503,10 por tonelada, valorização de US$ 4,00 a tonelada (+0,8%).

CAFÉ: Londres avança acompanhando NY e petróleo e com baixa do dólar
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos. As cotações avançaram acompanhando os ganhos do petróleo e do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), em dia mais positivo para as commodities. A queda do dólar contra o real e outras moedas contribuiu para os avanços. Londres encontrou também recuperação técnica após 3 sessões de perdas seguidas. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.225 a tonelada, com valorização de US$ 30, ou de 1,4%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.191 a tonelada, com alta de US$ 27, ou de 1,2%.

AGRONEGÓCIO: Santa Fé, na Argentina, declara emergência por causa da seca
O governo da província argentina de Santa Fé declarou a emergência agrícola de 1 de janeiro a 30 de junho de 2022, para ajudar os produtores prejudicados pela seca e pela onda de calor da semana passada. O decreto estabelece o dia 15 de março como o prazo para os produtores apresentarem as declarações juramentadas nas quais certificam os danos causados pela seca. Vítimas localizadas em áreas rurais que são considerados em situação de emergência podem prorrogar o pagamento das diferentes cotas do Imposto Predial Rural. Os que estão em situação de desastre, conforme previsto na lei de emergência, estarão isentos desses pagamentos. As informações são da CMA Latam.

CARNES: CRA se desliga do governo da Argentina após restrição nos embarques
As Confederações Rurais Argentinas (CRA) não participarão mais da Mesa da Carne, espaço de diálogo com o governo nacional, após se desvincular do Conselho Agroindustrial Argentino e concluir o êxodo das câmaras industriais. "A Mesa da Carne foi absorvida pelo Conselho Agroindustrial e hoje funciona como uma comissão da carne. Por isso nos parece lógico que, se sairmos do Conselho, sairemos também da Mesa", declarou o chefe do CRA, Jorge Chemes. Os pecuaristas representados pelo CRA rejeitam a proibição de exportação para os sete cortes populares de carne bovina e pressionam para que a entidade se dissocie de todas as mesas de diálogo com o governo.

GRÃOS: Propostas do setor cooperativista ante seca são enviadas ao Mapa-OCB
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) encaminhou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nesta terça-feira (18), um ofício em que chama a atenção para os impactos causados pelas irregularidades climáticas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. 
De acordo com o documento, a forte estiagem dos últimos meses tem provocado danos consideráveis à produção agropecuária nessas regiões. Os municípios e estados afetados pela falta de chuvas estão declarando situação de emergência em decorrência da gravidade observada. Temor A OCB ressalta que, apesar de existirem indicativos de retorno de chuvas, ainda que irregulares no Sul do país nas próximas semanas, a condição de déficit hídrico nas regiões afetadas continua provocando o temor de impactos mais danosos do que os apurados até então para a safra. 
Segundo a entidade, isso pode comprometer ainda mais a capacidade dos agricultores honrarem seus compromissos e planejarem suas atividades, principalmente os de pequeno e médio porte. 
MEDIDAS DE SUPORTE
Após apresentar dados dos levantamentos feitos pelos estados que revelam a situação preocupante, a OCB sugere a adoção de algumas medidas de suporte e apoio às cadeias produtivas afetadas por tais adversidades, para que os prejuízos possam ser mitigados de forma mais adequada possível. 
VISTORIAS 
- Agilização das vistorias e das liberações dos laudos periciais, tanto pelas seguradoras como pelo Banco Central do Brasil (Proagro), objetivando a liberação da colheita e, consequentemente, das áreas para novos plantios principalmente da 2 safra de milho, dada a janela exígua; 
- Alinhamento junto às seguradoras sobre a metodologia de vistoria das áreas, visando o adequado entendimento em relação a considerações técnicas a exemplo de bordas, densidade de plantio e porte das plantas; 
- Em situações emergenciais, considerar a possibilidade de laudo emitido por cooperativa ou por agrônomo autônomo contratado pelo produtor rural, desde que não seja o agrônomo responsável pela orientação técnica. 
SEGURO RURAL 
- Alinhamento junto às seguradoras para que o pagamento dos sinistros seja realizado de forma mais ágil, dada a situação emergencial; 
- Fortalecimento, ampliação e garantia de recursos orçamentários para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) como ferramenta estratégica para mitigação de risco para a produção agropecuária nacional, considerando também elevações do valor e percentual de subvenção; 
- Sensibilização junto às seguradoras para uma maior atuação com as culturas de inverno, principalmente nas operações para a 2 safra de milho. 
PRORROGAÇÕES E RECURSOS EMERGENCIAIS 
- Prorrogações, na mesma fonte de recursos, dos valores remanescentes de financiamentos de custeio e investimentos amparados por recursos obrigatórios, recursos equalizáveis e BNDES, que seriam pagos com a receita da safra frustrada, para no mínimo 2 anos ou mais no caso de custeio (5 anos nos casos previstos pelo MCR) e por mais no mínimo 1 ano anos ou mais após o último vencimento no caso de investimentos, de acordo o fluxo de receitas; 
- Manutenção das taxas de juros dos contratos firmados; 
- Disponibilização de recursos suplementares para o custeio da nova safra (2a safra de milho e safra do trigo); 
- Viabilização de linha de crédito suplementar para as cooperativas agropecuárias que financiaram o custeio dos insumos para a produção de seus cooperados; 
COOPERATIVAS DE CRÉDITO 
- Possibilidade de utilização de parte do compulsório da poupança rural para prorrogações de operações e para medidas de apoio aos produtores rurais afetados, como, por exemplo, linhas de retenção de matrizes; 
- Viabilização de mecanismo que possibilite a prorrogação de débitos das cooperativas de crédito nos casos de recursos repassados por outro agente financeiro, a exemplo do Depósito Interfinanceiro Rural (DIR). Com informações do Informe Paraná Cooperativo do Sistema Ocepar.

MILHO: Com chuvas, rendimento esperado é elevado na área da Coopavel (PR)
As lavouras de milho verão receberam chuvas desparelhas, mas benéficas, na área de abrangência da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. Segundo fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, as precipitações oscilaram entre 30, 50 e 70 milímetros. "Aqui na sede da cooperativa, choveu 28 milímetros", exemplifica. A produtividade média agora está estimada em 5.260 quilos por hectare, ante 5.100 quilos por hectare na semana passada. Inicialmente, o rendimento médio esperado era de 10.300 quilos. A área colhida avançou para 8%, ante 3% na semana passada. Das lavouras restantes, 43% estão em fase de maturação e 57% em enchimento de grão. A área a ser plantada foi estimada em 28 mil hectares. As precipitações também ajudaram no plantio do milho safrinha, que já tem 9% da área semeada. "Com a chuva desta noite, o plantio deve avançar bem", frisa. "Com o produtor colhendo a soja mais cedo, a área do milho safrinha vai aumentar", explica. São esperados 157 mil hectares este ano, ante 129 mil na temporada passada. A produtividade média está estimada em 6.740 quilos por hectare.

logo