NOTÍCIAS DE HOJE – 19/11/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR: NY cai com correção técnica após atingir máxima de quase 5 anos

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,99 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,19 centavo (-0,94%) em relação ao fechamento anterior, ficando praticamente estável na semana (-0,09%). A posição maio/2022 fechou cotada a 19,73 centavos (-0,8%). O mercado caiu com correção técnica depois da forte performance da quinta-feira, quando a posição março foi a 20,69 centavos, nível mais elevado desde fevereiro de 2017. Em nota divulgada pela Reuters, a Fitch Solutions disse que "os futuros do açúcar foram alçados pela redução na disponibilidade de oferta de açúcar no Brasil, ao mesmo tempo em que as usinas aumentam o direcionamento de cana para o etanol e melhoram as perspectivas para o consumo global". No entanto, conforme já era esperado, emergiram vendas de países produtores, notadamente da India, quando as cotações passaram da linha de 20,50 centavos, onde as exportações mesmo sem subsídios passam a ser remuneradoras para as usinas do país asiático. 

CAFÉ: Londres fecha em alta acompanhando ganhos de NY

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta sexta-feira com preços acentuadamente mais altos. Os preços subiram nesta sexta-feira acompanhando a boa valorização do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A apreensão com a oferta global, com a produção brasileira de 2022 comprometida, garante suporte aos preços. Os entraves logísticos com escassez de contêineres para embarques no Brasil e Vietnã, entre outros países, também é aspecto altista. No balanço da semana, o contrato janeiro acumulou queda de 1,4%. Os contratos para entrega em janeiro/2022 fecharam o dia a US$ 2.245 a tonelada, com valorização de US$ 33, ou de 1,5%. A posição março/2022 fechou a US$ 2.197 a tonelada, alta de US$ 30, ou de 1,4%.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em baixa

A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 512,60 por tonelada, recuo de US$ 4,00 por tonelada (-0,77%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 512,20 por tonelada, queda de US$ 3,80 a tonelada (-0,73%).

PORTOS: Petrobras leva área em Santos com proposta de R$ 558,2 milhões

A Petrobras e a Fertilizantes Santa Catarina foram as únicas proponentes dos leilões realizados há pouco pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o Ministério da Infraestrutura, na B3, para arrendamento de áreas portuárias localizadas em Santos (SP) e Imbituba (SC), que somam investimentos de R$ 703,3 milhões. A Petrobras apresentou o valor da proposta de R$ 558,25 milhões pela área denominada STS08A, destinada à movimentação, armazenagem e distribuição de granéis líquidos de combustíveis, na região da Alemoa do Complexo Portuário de Santos (SP). A área possui 297.349 metros quadrados (m). O prazo contratual a ser celebrado durará por 25 anos. O investimento mínimo previsto era de R$ 678,3 milhões. A expectativa de movimentação é de 140 milhões de toneladas. "A Petrobras tem quatro refinarias conectadas a esse terminal em Santos e esse leilão era muito aguardado. Os nossos clientes podem ficar tranquilos que a Petrobras vai continuar a atendê-los", disse uma executiva da Petrobras após o leilão. A Fertilizantes SC ofereceu a proposta de R$ 200 mil pela área IMB05, dedicada à movimentação e armazenagem de granel líquido, no Porto de Imbituba (SC). A região conta com 7.455,00 m. Os investimentos previstos são de R$ 25 milhões. A expectativa de movimentação é de 1,6 milhão de toneladas. O prazo do arrendamento é de 10 anos. A intenção dos leilões era selecionar a proposta mais vantajosa com critério de maior valor de outorga, para a celebração de contrato de arrendamento de área e infraestrutura públicas localizadas dentro de porto organizado. Com informações da Agência CMA.

AGRICULTURA: Premiê da India recua sobre reformas no setor

Em um anúncio surpresa nesta sexta-feira, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que vai revogar as leis agrícolas contra as quais os agricultores vêm protestando há mais de um ano, gerando comemorações pelo que os agricultores chamaram de vitória acirrada. A decisão de Modi é um revés significativo para o líder combativo e ocorre no momento em que se aproximam as eleições estaduais em Estados politicamente importantes do cinturão de grãos. A legislação - três leis introduzidas em setembro do ano passado - visava desregulamentar o setor, permitindo que os agricultores vendessem os produtos a compradores fora dos mercados atacadistas regulamentados pelo governo, onde os produtores têm garantia de um preço mínimo. Agricultores, temendo que a reforma reduzisse os preços que recebem por suas safras, fizeram protestos em todo o país que atraíram ativistas e celebridades da India e de outros lugares, incluindo a ativista climática Greta Thunberg e a cantora pop Rihanna. "Hoje vim dizer a vocês, a todo o país, que decidimos retirar todas as três leis agrícolas", disse Modi em um discurso à nação. "Faço um apelo aos agricultores para voltarem para suas casas, suas fazendas e suas famílias, e também lhes peço que comecem de novo." O governo vai revogar as leis na nova sessão do Parlamento, a partir deste mês, segundo ele. A retirada de leis, que o governo afirmava serem essenciais para enfrentar o desperdício crônico e as ineficiências, ocorre antes das eleições, no início do ano que vem, em Uttar Pradesh (UP), o estado mais populoso da India e há muito tempo um importante campo de batalha político, e dois outros Estados do norte com grandes populações rurais. O recuo de Modi deixa sem solução um sistema complexo de subsídios agrícolas e sustentação de preços que os críticos dizem que o governo não pode pagar. Também pode levantar questões para os investidores sobre como as reformas econômicas correm o risco de ser minadas por pressões políticas. as do setor em RINs.

MILHO: Line-up prevê embarques em novembro de 2,943 milhões de toneladas

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,943 milhões de toneladas de milho em novembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 1,503 milhão de toneladas já foram embarcadas. Para dezembro, a expectativa é de que sejam embarcadas 424,8 mil toneladas de milho. No acumulado de fevereiro/21 a dezembro/21, a programação de embarques aponta volumes de 15,911 milhões de toneladas de milho.

PETRÓLEO: Futuros despencam com volta dos bloqueios na Europa

Os preços dos contratos futuros de petróleo operam em fortes quedas à medida que vários países da Europa retornaram a aplicar bloqueios devido ao aumento de casos de covid-19 ao mesmo tempo que a oferta pode crescer. A Áustria se tornou o primeiro país da Europa Ocidental a reimpor um bloqueio total de coronavírus neste outono para enfrentar uma nova onda de infecções por covid-19 em toda a região que ameaça desacelerar a recuperação econômica dos últimos meses. O Brent cresceu quase 60% este ano, à medida que as economias se recuperavam da pandemia e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, conhecidos como OPEP +, só aumentaram a produção gradualmente. "Os bloqueios são agora um risco óbvio se outros países seguirem o exemplo da Áustria", dizem analistas da OANDA. Os governos de algumas das maiores economias do mundo estavam planejando liberar petróleo de suas reservas estratégicas da commodity após um pedido dos Estados Unidos, de acordo com a Reuters. As especulações sobre isso já derrubaram os preços do petróleo em cerca de US$ 4 o barril nas últimas semanas, e suprimentos adicionais de até 100 milhões de barris já estão cotados. Há pouco, o preço do contrato do petróleo WTI negociado na Nymex com entrega para dezembro caía 4,44%, cotado a US$ 75,50 o barril. Já o preço do contrato do Brent negociado na plataforma ICE, com entrega para janeiro recuava 3,60%, cotado a US$ 78,29 o barril. 

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