NOTÍCIAS DE HOJE – 21/10/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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COMBUSTIVEIS: Caminhoneiros fazem greves em MG e RJ contra preço do diesel

Caminhoneiros paralisaram as operações hoje nos estados de Minas Gerais e no Rio de Janeiro em protesto contra os preços elevados do óleo diesel e os impostos aplicados aos combustíveis. A manifestação ocorre dias antes de uma greve de caminhoneiros autônomos programada para 1 de novembro, também em função da elevação nos preços do diesel. No Rio de Janeiro, havia bloqueios mais cedo à entrada de caminhões nas bases de abastecimento em Duque de Caxias, e em Minas Gerais houve paralisação nas empresas de transporte de combustíveis. Nos locais onde havia manifestações, os caminhoneiros penduraram faixas dizendo "não vamos pagar a conta que não é nossa", pedindo a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre os combustíveis e com os dizeres "o frete está morto". Em meio às manifestações de hoje, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que os caminhoneiros receberão ajuda para compensar o preço do diesel. "Nós vamos atender aos caminhoneiros autônomos. Em torno de 750 mil caminhoneiros receberão uma ajuda para compensar o aumento do diesel", afirmou o presidente num evento no início da tarde. Além do preço do diesel, há outros pontos de tensão entre o governo federal e os caminhoneiros, entre eles o preço do frete e dificuldades burocráticas enfrentadas pelos transportadores - como por exemplo em Corumbá, na fronteira entre o Brasil e a Bolívia, onde os caminhoneiros afirmam ter de esperar em filas de dois dias para passar por fiscalização da Receita Federal. As informações partem da Agência CMA. 


TRIGO: Lavouras pioram por falta de chuvas na Argentina – Bolsa

As lavouras de trigo da Argentina pioraram na última semana. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a situação se explica pela falta de chuvas nos últimos dias em regiões representativas em termos de superfície. Algumas áreas já são colhidas, outras se aproximam do início dos trabalhos. A expectativa é de rendimentos regulares devido à estiagem durante quase toda a safra. Na região sul da área agrícola argentina, 25,5% das lavouras estão em fase de espigação, suscetíveis a danos por geadas - e o fenômeno ainda pode ocorrer por lá. Atualmente, 36% das lavouras argentinas estão com déficit hídrico, contra 33% na semana passada e 53% em igual momento de 2020. As plantas se dividem entre boas (44%), normais (31%) e ruins (25%). Na semana passada, eram 46%, 31% e 23%.


ARROZ: Egito deve produzir 2,9 milhões de toneladas beneficiadas em 2021/22

O Egito deverá colher 4,203 milhões de toneladas de arroz em casca no ano comercial 2021/2022 (outubro de 2021 a setembro de 2020), ante 5,797 milhões da temporada anterior. A produção de cereal beneficiado deve totalizar 2,9 milhões de toneladas em 2021/22, ante 4 milhões da safra atual. A área plantada deve ser de 500 mil hectares. As informações constam no relatório Gain Report, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As importações deverão ser de 500 mil toneladas. O consumo interno do país está estimado em 4 milhões de toneladas beneficiadas para 2021/22, ante 4,2 milhões da temporada anterior.


MILHO: Plantio 2021/22 atinge 26,3% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires

O plantio de milho da safra 2021/22 atinge 26,3% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é projetada em 7,1 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 3,1 pontos percentuais na semana e estão 0,8 ponto atrasados na comparação com igual período do ano passado.


AGRICULTURA: Senado debate risco de falta de insumos para plantio em 21/22

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal realizou, nesta quinta-feira (21), audiência pública para debater a ameaça da falta de insumos para o plantio da safra 2021/2022. O vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, senador Zequinha Marinho (PSC-PA), autor do requerimento, defende uma estratégia política e diplomática para a resolução dos entraves e amenizar consequências a curto e médio prazo. 

De acordo com Zequinha, a questão emergencial é o envio dos insumos ao campo e o trabalho nesse sentido deve ser realizado de forma conjunta, com o auxílio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores. "Sem insumos a produtividade cai violentamente e inviabiliza economicamente o plantio. A articulação é necessária para se manter, mesmo com sacrifício, essas importações", afirmou. 

O senador acredita que o Brasil deve se tornar menos dependente de insumos externos e explorar de maneira responsável o potencial que tem para garantir pelo menos uma parte da produção do que é necessário. Para ele, a dependência do país não combina com a reconhecida competência do setor produtivo. "O agronegócio brasileiro é competitivo, não parou durante a pandemia e é o principal responsável pelo sucesso da nossa economia. Devemos ser protagonistas positivos em momentos de crise e não ficarmos de lado", acrescentou. 

Para o presidente da CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), a crise global afetou diretamente o bolso dos brasileiros, além de entregar aos produtores um cenário desfavorável. Acir lembrou que as indústrias da China, Canadá e Rússia, principais exportadores, passam por dificuldades operacionais. "Todos esses fatores têm influenciado no aumento dos custos de produção e afetado o valor do alimento na mesa da população. É necessário buscar alternativas para baixar o preço dos insumos importados e isso requer uma estratégia bem-feita, de não dependência de terceiros", disse. 

No entendimento do senador Esperidião Amin (PP-SC), "se algum país vê o Brasil afogado, afunda ainda mais". Para o membro da FPA, pensar na redução da nossa dependência exterior é primordial. "É ingenuidade não acreditar que é de interesse de outras nações a nossa precariedade. Devemos identificar os gargalos e restabelecer a saúde do setor produtivo, que é a saúde do nosso país", pontuou Amin. 



FERTILIZANTES: Itafos anuncia reativação de planta de ácido sulfúrico em TO

A Itafos Inc. (TSX-V: IFOS) anunciou hoje sua decisão de reiniciar as atividades na planta de ácido sulfúrico em Arraias (TO). O reinício da planta de ácido sulfúrico em Arraias deve ser concluído em um período de quatro meses, a fim de iniciar as vendas de ácido sulfúrico durante o primeiro trimestre de 2022. "Continua havendo uma demanda significativa por fertilizantes em todo o mundo, incluindo ácido sulfúrico no mercado brasileiro. Reiniciar nossa planta de ácido sulfúrico em Arraias nos dá a oportunidade de atender a demanda do mercado com margens positivas, enquanto continuamos avaliando alternativas estratégicas ", disse G. David Delaney, CEO da Itafos. A planta de ácido sulfúrico de Arraias tem capacidade de produção de 220kt por ano. A planta de ácido sulfúrico, bem como o restante da infraestrutura associada ao negócio de fertilizantes fosfatados verticalmente integrados de Arraias, está desativada desde o quarto trimestre de 2019. O restante da infraestrutura principal de Arraias, incluindo sua mina, planta de beneficiamento, planta de acidulação e planta de granulação devem permanecer ociosos de acordo com as práticas recomendadas. A reabertura da planta de ácido sulfúrico em Arraias é independente do programa de reinício de estágio de passagem anunciado anteriormente lançado durante o segundo trimestre de 2020. 


ARROZ: Preço de exportação na Tailândia recua por flutuação da moeda

Os preços de exportação na Tailândia recuaram nesta semana, devido à flutuação da moeda local, em um cenário de demanda moderada. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados oscilou de US$ 385 a US$ 390 nesta quinta-feira (21), ante US$ 385 a US$ 420 na semana anterior. Já os preços de exportação de arroz do Vietnã oscilaram entre US$ 430 a US$ 435 a tonelada nesta quinta (21), mesmo patamar da semana passada. As exportações estão num bom ritmo, em meio à diminuição das restrições para o covid-19. As informações são da Agência Reuters.


CAFÉ: Londres tem leves ganhos em meio a fatores técnicos

A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com preços moderadamente mais altos. O mercado encontrou suporte em aspectos técnicos, após os recentes movimentos baixistas. Londres vem caindo em relação ao arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) com a entrada da safra do Vietnã, em que pesem os problemas logísticos, como falta de contâiner. Assim, houve correção técnica nesta quinta-feira. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.116 a tonelada, com ganho de US$ 1, ou de 0,04%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.135 a tonelada, alta de US$ 4, ou de 0,2%.


AÇÚCAR: NY fecha em leve baixa com chuvas boas nos principais produtores

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais baixas. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 18,94 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,03 centavo em relação ao fechamento anterior (-0,15%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 18,63 centavos (-0,53%). O mercado oscila entre perdas e ganhos, consolidando após ter atingido na terça-feira o nível mais baixo desde setembro, a 18,82 centavos na posição março. Operadores ouvidos pela Reuters apontam que o mercado teme uma retomada dos fundos na ponta vendedora e mantém, assim, um viés negativo, principalmente por conta das chuvas benéficas que ocorrem nas mais importantes origens produtoras e exportadoras de açúcar: Brasil, India e Tailândia. Mesmo assim, as cotações permanecem um pouco acima do nível de paridade com o etanol, considerando o custo de produção das usinas brasileiras, entre 18,50 e 19,00 centavos. Caso as cotações caiam além desse patamar, as usinas direcionarão mais cana para o biocombustível, oferecendo assim um piso para os preços futuros do açúcar.


SOJA/MILHO: Alta dos fertilizantes dificulta estratégias de plantio nos EUA

As estratégias de plantio dos agricultores dos Estados Unidos em relação ao milho e à soja serão mais complicadas do que o normal para a safra 2022 devido ao aumento dos custos de produção e ainda diante das incertezas sobre os preços das commodities e dos fertilizantes. Os fertilizantes nitrogenados, usados principalmente para o cultivo do milho, estão bem mais caros e exigirão que os preços do cereal estejam mais altos em relação aos preços da soja. As cotações atuais de US$ 5,00 por bushel para o milho e de US$ 12,00 por bushel para a soja em grão fazem com que a lucratividade relativa do milho e da soja seja aproximadamente igual no norte e no centro do estado de Illinois. Em contraste, projeta-se que a soja seja mais lucrativa do que o milho no sul de Illinois. Orçar preços de US$ 4,50 para milho e US$ 12,00 para soja torna a soja mais lucrativa do que o milho em Illinois. De acordo com projeções, mudanças nos preços do nitrogênio, milho e soja entre agora e a primavera irão alterar as projeções de lucratividade relativa, influenciando as decisões de plantio para 2022. As informações partem da QT News.


ARROZ: Importações chinesas disparam em 2021

As importações chinesas de arroz entre janeiro e agosto mais que dobraram em relação ao mesmo período de 2020, para 3,2 milhões de toneladas, de acordo com dados da alfândega do país. No mesmo período, as exportações de arroz - predominantemente envolvendo vendas de safras antigas - permaneceram estáveis em 1,69 milhão de toneladas. Se essa tendência continuar, o maior produtor mundial está se tornando um importador líquido de arroz pela primeira vez desde 2018. As informações são da Platts.

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