NOTÍCIAS DE HOJE – 22/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CAFÉ: NY sobe com apreensão com oferta e alta do petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais altos, mas reduziu bem os ganhos em relação às máximas do pregão. O mercado encontrou sustentação no dia na apreensão com a oferta de arábica na próxima temporada diante de uma safra brasileira muito prejudicada pelo clima. Embora as chuvas sejam esperadas agora no final de setembro, e com maior regularidade em outubro, os longos períodos de estiagem em 2020 e 2021 e as geadas de julho vão reduzir bastante o potencial produtivo da colheita de 2022 no Brasil. A alta do petróleo contribuiu para a valorização do café em NY. Porém, há de se destacar que NY perdeu grande parte do terreno positivo alcançado em parte do dia. Na máxima da sessão, o contrato dezembro chegou a bater em 187,50 centavos, mas fechou em 184,85 cents, com ajustes técnicos e com o mercado também confiando que essas mesmas chuvas podem estancar os prejuízos para 2022 no Brasil. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam o dia a 184,85 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,50 centavo, ou de 0,8%. A posição março/2022 fechou a 187,65 centavos, ganho de 1,50 centavo, ou de 0,8%.


SOJA: Área da safra 2021/22 deve ocupar 220 mil hectares em Dourados (MS)
O plantio da safra 2021/22 de soja em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, deverá ocupar 220 mil hectares, segundo informações do departamento técnico da Coperplan. O engenheiro-agrônomo Eduardo Brandt ressalta que choveu de forma localizada nos últimos dias, mas os volumes foram insuficientes para uma boa arrancada do plantio. "O cultivo pode ter iniciado em algumas áreas irrigadas, mas de modo geral o produtor está fazendo o processo de dessecação das lavouras para iniciar o plantio assim que o clima normalizar", pontua. Brandt afirma que há uma expectativa de chuvas a partir da virada do mês, com o indicativo de ocorrência do fenômeno La Niña de forma mais branda. "O produtor da região espera um rendimento dentro da média normal na próxima safra, que deve oscilar entre 3.300 e 3.600 quilos por hectare", conclui.


ALGODÃO: Cadeia produtiva discute melhorias para fitossanidade na Bahia
Começou em toda a Bahia o período do vazio sanitário do algodão, uma das principais estratégias de fitossanidade para evitar a infestação pelo bicudo-do-algodoeiro nas lavouras do estado. Nos próximos meses os técnicos da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) irão fiscalizar a orientar a eliminação de restos culturais para que plantas espontâneas não atinjam um novo estágio reprodutivo na entresafra, minimizando a ocorrência do inseto na safra seguinte. Para analisar essas e outras questões o Comitê Técnico Regional do Algodão (CTR do Algodão) esteve com o diretor geral da Agência, Oziel Oliveira, na tarde desta segunda-feira, em Salvador. Segundo ele "toda preocupação com a seguridade fitossanitária é válida. E para que se faça cumprir o vazio sanitário é necessária uma combinação de métodos mecânicos e químicos, considerando ainda as especificidades da região e a viabilidade de produção nas lavouras", defendeu Oliveira. A Bahia, por meio da Portaria 201, estabelece o vazio sanitário como "período de tempo sem plantas vivas e com restrição de semeadura do algodoeiro". São as tigueras e soqueiras, plantas de crescimento espontâneo provenientes de perdas da colheita da safra anterior ou de sementes que permaneceram no solo. "O surgimento dessas plantas não infringe a legislação estadual, mas, uma vez encontradas, elas precisam ser eliminadas já que a maioria dos cultivares utilizados é transgênico e resistente ao herbicida glifosato", explicou o diretor de Defesa Vegetal da Adab, Celso Filho. "É um problema que ocorre nas áreas de rotação de culturas e o produtor deve estar atento ao monitoramento do estádio fenológico do algodoeiro", completou.


AGRICULTURA: Produção bate novo recorde e atinge R$ 470,5 bilhões em 2020
O valor da produção agrícola do país em 2020 bateu novo recorde e atingiu R$ 470,5 bilhões, 30,4% a mais do que em 2019. A produção agrícola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou, no ano passado, a 255,4 milhões de toneladas, 5% maior que a de 2019, e a área plantada totalizou 83,4 milhões de hectares, 2,7% superior à de 2019. Os dados constam da publicação Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Com a valorização do dólar frente ao real, houve também um crescimento na demanda externa desses produtos, o que causou impacto direto nos preços das principais commodities, que apresentaram significativo aumento ao longo do ano. Como resultado, os dez principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram expressivo crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior", explicou o IBGE. 
A cultura agrícola que mais contribuiu para a safra 2020 foi a soja, principal produto da pauta de exportação nacional, com produção de 121,8 milhões de toneladas, gerando R$ 169,1 bilhões, 35% acima do valor de produção desta cultura em 2019. Em segundo lugar no ranking de valor, veio o milho, cujo valor de produção chegou a R$ 73,949 bilhões, com alta de 55,4% ante 2019. Pela primeira vez desde 2008, o valor de produção do milho superou o da cana-de-açúcar (R$ 60,8 bilhões), que caiu para a terceira posição. A produção de milho cresceu 2,8%, atingindo novo recorde: 104milhões de toneladas. O café foi o quarto produto em valor de produção, atingindo R$ 27,3 bilhões, uma alta de 54,4% frente ao valor de 2019. Já a produção de café chegou a 3,7 milhões de toneladas, com alta de 22,9% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.


CAFÉ: Londres fecha com preços mais baixos com fatores técnicos
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quarta-feira com preços mais baixos. Em mais uma sessão volátil, em que Londres teve ganhos em parte do dia, o mercado terminou recuando diante de fatores técnicos. Após os recentes movimentos altistas, o mercado caiu com ajustes técnicos com realização de lucros. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.142 a tonelada, com baixa de US$ 18, ou de 0,8%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.110 a tonelada, perda de US$ 12, ou de 0,6%.


AÇÚCAR: Nova York fecha em alta seguindo direcionamento do petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em alta. Os contratos com entrega em outubro/2021 encerraram o dia a 19,33 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,36 centavo em relação ao fechamento anterior (+1,89%). A posição março/2022 fechou cotada a 20,07 centavos (+1,62%). O mercado estendeu os ganhos de ontem, acompanhando a valorização das cotações internacionais do petróleo. Com o óleo mais caro, a produção do etanol fica mais atraente para as usinas do Brasil e outras origens, potencialmente diminuindo a oferta de açúcar. Operadores ouvidos pela Reuters apontam que o açúcar bruto deverá continuar em postura de consolidação no curto prazo, mas um viés baixista se desenha na forma de uma fraca demanda de curto prazo e melhores perspectivas para a próxima safra de cana da Tailândia.


TRIGO: Chicago sobe forte no meio-pregão com sinais de boa demanda
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo opera com preços acentuadamente mais altos no meio-pregão de hoje. O mercado é impulsionado por sinais de demanda por parte de países importadores, o que favorece a recuperação dos preços após três sessões de perdas. Os contratos com entrega em dezembro de 2021 estão cotados a US$ 7,04 1/2 por bushel, alta de 14,25 centavos de dólar, ou 2,06%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 operam a US$ 7,14 3/4 por bushel, ganho de 13,75 centavos de dólar, ou 1,96% em relação ao fechamento anterior.

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