NOTÍCIAS DE HOJE – 23/11/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

img-news
AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 518,40 por tonelada, ganho de US$ 10,40 por tonelada (+2%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 517,10 por tonelada, alta de US$ 9,80 a tonelada (1,93%).

CAFÉ: Receita com embarques do Quênia sobe em setembro, mas volume cai 
A receita com as exportações de café do Quênia subiu em setembro no comparativo com agosto, embora o volume embarcado tenha caído. As informações partem do Departamento Nacional de Estatísticas, segundo noticiou a Agência Dow Jones. A receita com os embarques de café chegou a 1,74 bilhão de shillings quenianos (US$ 15,37 milhões), 4,8% a mais que em agosto. Mas, o volume vendido caiu 1% para 2.480 toneladas (41.333 sacas de 60 quilos) em setembro, contra 2.504 toneladas (41.733 sacas) em agosto. Em setembro, 1.889,41 toneladas de café arábica foram leiloadas na Bolsa de Café de Nairobi, a um preço médio de US$ 6,03 o quilo, no comparativo com 1.479,13 toneladas leiloadas no mês de agosto, a um preço médio de US$ 6,26 o quilo. Entre janeiro e setembro, um total de 20.812 toneladas (cerca de 347.000 sacas) foram vendidas em leilão, a um preço médio de US$ 5,68 o quilo. Quase todo o café arábica do Quênia é vendido em leilões na Bolsa de Nairobi, embora vendas diretas sejam permitidas.

MILHO: Line-up prevê embarques em novembro de 3,060 milhões de toneladas
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 3,060 milhões de toneladas de milho em novembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 1,853 milhão de toneladas já foram embarcadas. Para dezembro, a expectativa é de que sejam embarcadas 912,4 mil toneladas de milho. No acumulado de fevereiro/21 a dezembro/21, a programação de embarques aponta volumes de 16,517 milhões de toneladas de milho.

TRIGO: Chicago reverte e sobe no meio-pregão sustentada por menor oferta
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo opera com preços mais altos no meio-pregão de hoje. Após reabrir em baixa, os preços reverteram ao território positivo, dando sequência ao movimento de valorização em meio ao cenário fundamental de aperto da oferta global. Além dos sinais de comprometimento do abastecimento mundial, a demanda pelo grão segue firme, o que favorece a elevação dos preços. Os contratos com entrega em dezembro de 2021 estão cotados a US$ 8,50 por bushel, alta de 4,25 centavos de dólar, ou 0,5%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 operam a US$ 8,62 por bushel, ganho de 4,50 centavos de dólar, ou 0,52% em relação ao fechamento anterior.

CAFÉ: Exportações de Uganda sobem 14% em outubro, sobre outubro/2020
As exportações de café de Uganda subiram 14% em outubro deste ano no comparativo com o mesmo mês do ano passado, diante de condições climáticas favoráveis e novas plantações entrando em produção. As informações partem da Autoridade para o Desenvolvimento do Café de Uganda (UCDA, na sigla em inglês). As informações partem da Dow Jones. Os embarques em outubro de 2021, primeiro mês da temporada 2021/22, atingiram 486.534 sacas de 60 quilos, contra 427.993 sacas em outubro de 2020. O volume dos embarques de robusta, usado especialmente em blends e em bebidas instantâneas, subiu 15%, enquanto os embarques de arábica aumentaram em 6%. Além das condições climáticas e novos plantios em produção, os bons preços estimularam o aumento das exportações com a liberação de estoques. Os preços do café avançaram bastante desde julho, quando o Brasil enfrentou geadas, e também pela falta de chuvas, enquanto o Vietnã enfrenta escassez de contêineres. Assim, os exportadores de Uganda aproveitaram para incrementar os volumes vendidos, liberando seus estoques. Na última temporada, as exportações de Uganda aumentaram 21%, atingindo um recorde de 6,5 milhões de sacas. O país segue com seus esforços para aumentar produção e exportações, especialmente para a União Europeia, Estados Unidos e mercados asiáticos. Uganda é o quinto maior exportador mundial de café, atrás da Indonésia, Colômbia, Vietnã e Brasil, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC).

CARNES: Em nota, Mapa confirma liberação de produto certificado pela China
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou em nota à imprensa que recebeu, nesta terça-feira, comunicado da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, sigla em inglês) sobre a liberação dos lotes de carne bovina brasileira que receberam a certificação sanitária nacional até o dia 3 de setembro de 2021. 

As cargas de carnes já estavam em trânsito para a China, quando o Brasil identificou e comunicou ao país asiático dois casos atípicos da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), registrados em Nova Canaã do Norte (MT) e em Belo Horizonte (MG). 

A ministra Tereza Cristina explicou que o Brasil suspendeu no dia 4 de setembro as exportações de carne bovina para a China em respeito ao protocolo firmado entre os dois países, que determina esse curso de ação no caso de EEB, mesmo que de forma atípica. O que significa que esses animais desenvolveram a doença de maneira espontânea e esporádica, não estando relacionada à ingestão de alimentos contaminados e que não transmissão da doença entre os animais. 

A OIE, que é a organização internacional que acompanha a saúde animal, analisou as informações prestadas em decorrência dos dois casos de EEB atípica e reafirmou o status brasileiro de "risco insignificante" para a enfermidade. A ministra ainda defendeu que a liberação desses lotes pela GACC representa um primeiro passo rumo à retomada das exportações regulares para a China. 

"Não existe motivo de preocupação nem para os nossos consumidores nem para os consumidores externos. Essa liberação alivia os nossos exportadores que tinham muitos desses contêineres no mar ou em portos, que serão então liberados para entrarem na China. Agora, temos um próximo passo para liberar a suspensão da carne brasileira daqui para frente. Estamos em andamento neste processo e espero que isso aconteça ainda no próximo mês", frisou Tereza Cristina. 

O Brasil já encaminhou todos os documentos solicitados pelas autoridades chinesas, que estão analisando as informações enviadas. Em relação aos impactos registrados pelos produtores, a ministra reforçou o reconhecimento do Brasil como maior exportador mundial da proteína e a força do setor para enfrentar este momento. "O setor [pecuária] mostrou que é forte, que tem que estar preparado para eventuais fechamentos, que vai continuar exportando e que a carne brasileira tem sempre lugar nos mercados, porque somos os maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo. Os produtores se movimentaram rapidamente, as plantas que estavam habilitadas para exportar aos Estados Unidos exportaram mais carne para lá, tendo até uma reação dos produtores americanos. Haverá uma nova cota de exportação de carne bovina para a Rússia ao qual o Brasil terá um acesso grande, por ser um grande exportador e por ter plantas já habilitadas para a Rússia".

OLEAGINOSAS: Produção e exportação de óleo/palma da Indonésia caem novamente
As exportações e a produção de óleo de palma da Indonésia em 2021 devem cair pelo segundo ano consecutivo, disse o vice-presidente da associação de óleo de palma do país (GAPKI) na terça-feira. O declínio esperado no maior produtor mundial é devido a uma queda acentuada nas exportações de óleo de palma bruto e problemas de produção decorrentes do uso menor de fertilizantes e má manutenção das plantações. As exportações totais de óleo de palma devem cair pelo segundo ano seguido em 2021, diminuindo em 0,34% em relação ao ano anterior, disse o vice-presidente do GAPKI, Togar Sitanggang, em uma conferência virtual. As exportações de óleo de palma bruto (CPO) da Indonésia, entretanto, devem despencar 60,5% este ano em comparação com 2020, acrescentou ele, já que o principal comprador, a India, vem optando por produtos refinados. 

Sitanggang disse que a queda nas exportações em geral se deveu principalmente à queda nos embarques de CPO. "De alguma forma, a India prefere o óleo de palma refinado", disse ele, acrescentando que as exportações de produtos de óleo de palma refinado aumentaram 22,2% neste ano. Esta é a segunda vez que a GAPKI revisa suas perspectivas de exportação para 2021. A associação previu no mês passado que as exportações totais de óleo de palma em 2021 aumentariam 1,2%, apesar de uma queda então estimada nas exportações do CPO de 54,4%. Sitanggang disse que a queda nas exportações do CPO está em linha com a meta do país de cessar totalmente as exportações do CPO, enquanto aumenta os embarques de óleo de palma com maior valor agregado. O presidente da Indonésia, Joko Widodo, disse no mês passado que seu país pretende parar de exportar CPO "em algum momento" no futuro. No entanto, a Indonésia ainda não revelou detalhes sobre como interromperá as exportações do CPO. As exportações de óleo de palma caíram 9% em 2020, após atingir um recorde em 2019, enquanto a produção caiu 1%.

logo