NOTÍCIAS DE HOJE – 24/01/2022

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR: Nova York amplia perdas com realização de lucros e petróleo
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mais baixas. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 18,81 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,09 centavo em relação ao fechamento anterior (ou 0,47%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 18,49 centavos (-0,59%). O mercado estendeu as perdas da sexta-feira, ainda em modo de correção técnica e realização de lucros após avançar mais de 5% na última semana passada, seguindo mais uma vez o direcionamento negativo das cotações internacionais do petróleo. Na quinta-feira (20), a posição março foi a 19,29 centavos, nível mais alto em mais de três semanas.

FERTILIZANTES: Importações somam 1,547 milhões de toneladas em janeiro – Secex
As importações de fertilizantes do Brasil envolveram US$ 742,1 milhões em janeiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 49,47 milhões. A quantidade total de fertilizantes importada pelo país ficou em 1,547 milhões de toneladas, com média de 103,17 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 479,50. Em relação a janeiro de 2021, houve alta de 54,25% no valor médio diário da importação, perda de 24,17% na quantidade média diária importada e valorização de 103,41% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CAFÉ: Embarques de janeiro estão em 2,21 milhões de sacas – Secex
As exportações brasileiras de café em grão em janeiro chegam a 2,210 milhões de sacas de 60 quilos no acumulado do mês até o dia 23, com 15 dias úteis computados (média diária de 147.366 sacas), com receita chegando a US$ 484,745 milhões (média diária de US$ 32,316 milhões), e preço médio de US$ 219,30 por saca. A receita média diária obtida com as exportações de café em grão em janeiro está até agora 38,54% maior no comparativo com a média diária de janeiro de 2021, que fora de US$ 23,327 milhões. Já o volume médio diário embarcado é 20,33% menor que o de janeiro de 2021, que tinha o registro de 184.972 sacas diárias de média. O preço médio, por sua vez, disparou 73,88%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

ALGODÃO: Brasil exporta 162,585 mil toneladas até 3ª semana de janeiro
As exportações brasileiras de algodão bruto somaram 162,585 mil toneladas até a terceira semana de janeiro (15 dias úteis), com média diária de 10,839 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 308,671 milhões, com média diária de US$ 20,578 milhões. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em relação à igual período do ano anterior, houve recuo de 20,88% no volume diário exportado (13,699 mil toneladas diárias em janeiro de 2021). Já a receita diária teve decréscimo de 3,22% (US$ 21,263 milhões diários em janeiro de 2021).

CARNE SUINA: Exportações atingem 49,327 mil toneladas em janeiro – Secex
As exportações de carne suína "in natura" do Brasil renderam US$ 109,359 milhões em janeiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 7,290 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 49,327 mil toneladas, com média diária de 3,288 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.217,00. Em relação a janeiro de 2021, houve alta de 6,27% no valor médio diário da exportação, avanço de 17,87% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 9,84% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

CARNES: Exportação de aves atinge 236,412 mil toneladas em janeiro – Secex
As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 397,022 milhões em janeiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 26,468 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 236,412 mil toneladas, com média diária de 15,760 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.679,40. Na comparação com janeiro de 2021, houve alta de 35,24% no valor médio diário, ganho de 17,32% na quantidade média diária e avanço de 15,27% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações pouco alteradas
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações pouco alteradas. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 504,70 por tonelada, queda de US$ 0,90 a tonelada (-0,17%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 497,00 por tonelada, recuo de US$ 0,50 a tonelada (-0,1%).

CARNE BOVINA: Exportação atinge 107,461 mil toneladas em janeiro
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 554,707 milhões em janeiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 36,980 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 107,461 mil toneladas, com média diária de 7,164 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.161,90. Em relação a janeiro de 2021, houve ganho de 52,77% no valor médio diário da exportação, aumento de 33,50% na quantidade média diária exportada e valorização de 14,43% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

AÇÚCAR: Exportação atinge 1,037 milhão de toneladas em janeiro – Secex
A receita diária média obtida com as exportações brasileiras de açúcar e outros melaços está em US$ 24,790 milhões em janeiro de 2022, com 15 dias úteis até o dia 23. Já o volume médio diário de exportações atingiu 69,142 mil toneladas. Foram exportadas 1.037.130 toneladas de açúcar em janeiro, com receita total de US$ 371,862 milhões e um preço médio de US$ 358,50 por tonelada. Na comparação com a média diária de janeiro de 2021, de US$ 30,511 milhões, verifica-se queda de 18,75% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em janeiro de 2022. Em volume, há recuo de 30,95%, ante as 100,140 mil toneladas diariamente embarcadas em janeiro de 2021. Já o preço médio subiu 17,68%, ante os US$ 304,7 por tonelada verificados em janeiro de 2021.

MILHO: Exportações somam 1,744 milhão de toneladas em janeiro – Secex
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 428,476 milhões em janeiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 28,565 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,744 milhão de toneladas, com média de 116,269 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 245,70. Em relação a janeiro de 2021, houve alta de 24,37% no valor médio diário da exportação, perda de 0,89% na quantidade média diária exportada e valorização de 25,49% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: Exportações do Brasil somam 1,729 milhão de toneladas em janeiro – Secex
As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 871,952 milhões em janeiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 58,13 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 1,729 milhão de toneladas, com média diária de 115,268 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 504,30. Na comparação com janeiro de 2021, houve alta de 4.896,75% na receita média diária e de 4.557,40% no volume. O preço subiu 7,29%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

ARROZ: "Já temos algumas perdas por estiagem", lamenta presidente do IRGA
A estiagem que assola o Rio Grande do Sul afeta o rendimento esperado para as lavouras de arroz na temporada 2021/22. "Já temos algumas perdas", lamenta o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), Rodrigo Machado, ao ser questionado pela Agência SAFRAS, durante o lançamento à imprensa da 32 Abertura Oficial da Colheita do Arroz. "Mas ainda não é adequado dar um parecer definitivo sobre a produtividade", frisa. Para o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, em duas ou três semana será possível ter uma clareza maior da situação com a seca no estado. "É claro que não deveremos atingir os 9 mil quilos por hectare da safra passada", pondera. Nesta temporada 2021/22, foram cultivados um pouco mais de 950 mil hectares no estado. De qualquer forma, o quadro gaúcho é preocupante. "Ainda é precipitado (estimar a produtividade), mas já temos perdas", adverte Machado. "Temos que ter um cuidado no levantamento (de rendimento)", pondera. Na próxima sexta-feira, o IRGA vai divulgar mais um relatório com as condições das lavouras gaúchas. Sobre a Abertura da Colheita, que acontece de 16 a 18 de fevereiro, na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), o presidente do Irga destaca que é o fórum adequado para discutir toda a cadeia. "A informação é um ativo fundamental", acrescenta Alexandre Velho. O evento deve ter a participação de pelo menos 17 países este ano. "E devemos ter um público ainda maior que o ano passado", finaliza Rodrigo Machado.

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