NOTÍCIAS DE HOJE – 24/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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ALGODÃO: Pluma colorida brasileira marca presença em evento em Milão
O algodão colorido, desenvolvido pela Embrapa, marca presença mais uma vez em passarela internacional, durante a Milan Fashion Week, que acontece de 21 a 27 de setembro, em Milão, na Itália. O produto é matéria-prima da marca de moda sustentável Natural Cotton Color, que realizará o desfile da coleção "Ipês do Brasil: do Cerrado ao Sertão" no próximo sábado, dia 25. A realização é da Brasil Eco Fashion Week - BEFW em parceria com a Fashion Vibes, de Milão. O objetivo do desfile é posicionar a Natural Cotton Color no mercado internacional. Para Rafael Morais, diretor executivo do BEFW, "trata-se de nutrir o crescente interesse global por moda ética e sustentável. Por isso, garantimos a oportunidade de apresentar desfiles de algumas marcas em Milão, reafirmando o Brasil como referência neste segmento da indústria da moda", afirma. 

EMPRESAS: Boa Safra Sementes inaugura usina fotovoltaica em unidade de Goiás
Comprometida com os princípios do ESG e com o avanço do agronegócio rumo a um modelo mais sustentável, a Boa Safra Sementes, líder na produção de sementes de soja no Brasil, acaba de inaugurar sua primeira usina de energia solar fotovoltaica em uma unidade de beneficiamento. A instalação na planta de Cabeceiras (GO) substituirá o uso de energia elétrica.
Com capacidade para gerar 158,6 MW/mês, o equivalente ao consumo médio suficiente para iluminar uma cidade de mais de 3 mil habitantes*, a usina responderá por 94% do total da energia utilizada pela unidade. "Estamos evoluindo em nossa gestão sustentável, buscando ser uma companhia que gera cada vez menos impacto ao meio ambiente. Com a usina fotovoltaica, a Unidade de Cabeceiras é nossa primeira com fonte de energia renovável, sustentável e limpa", afirma Marino Colpo, CEO e um dos fundadores da Boa Safra. 
O objetivo da empresa é que, no futuro, a matriz energética de todas as Unidades de Beneficiamento seja substituída por energias sustentáveis e limpas, gerando assim maior eficiência energética sustentável bem como economia. 
O maior benefício da usina fotovoltaica está no fator ambiental. A geração de energia através de fontes limpas e renováveis evita o lançamento de CO2 na atmosfera. A usina em questão evita a emissão de aproximadamente 239 toneladas de CO2 por ano, levando em consideração o fator de emissão médio de CO2 do SIN (Sistema Interligado Nacional), ou seja, o consumo sendo realizado através da usina fotovoltaica versus o consumo através da conexão com a concessionária de energia. 

MILHO: Line-up prevê embarques em setembro de 2,852 milhões de toneladas
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,852 milhões de toneladas de milho em setembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Até agora, os volumes embarcados no mês somam 2,141 milhões de toneladas. Para outubro, estão previstos embarques de 479,9 mil toneladas de milho. No acumulado de fevereiro/21 a outubro/21, a programação de embarques aponta volumes de 11,384 milhões de toneladas de milho.

AÇÚCAR: Nova York fecha dia e semana com perdas por aversão ao risco
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações em baixa. Os contratos com entrega em outubro/2021 encerraram o dia a 19,10 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,39 centavo em relação ao fechamento anterior (-2%), enquanto na semana caiu 0,4%. A posição março/2022 fechou cotada a 19,93 centavos (-1,77%). Conforme informações de operadores ouvidos pela Reuters, o mercado caiu com o retorno do sentimento de aversão ao risco nos mercados financeiros. No entanto, o viés de curto prazo é positivo para os futuros do açúcar, na medida em que a produção segue desapontando no Brasil, líder global de produção e exportação. Já os embarques das usinas da India estão tomando corpo na medida em que as cotações internacionais tornam-se cada vez mais atrativas.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações em baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em baixa. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 504,30 por tonelada, perda de US$ 9,10 a tonelada (-1,77%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2021 fechou a US$ 508,80 por tonelada, perda de US$ 7,80 a tonelada (-1,5%).

CAFÉ: Londres fecha com ganhos moderados com suporte em NY e petróleo
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais altos. O mercado foi sustentado pela valorização forte do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e pela subida do petróleo e de outros mercados. Porém, os ganhos foram reduzidos no dia por ajustes técnicos e movimentos de realização de lucros. No balanço da semana, o contrato novembro acumulou perda pequena de 0,14%. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.148 a tonelada, com alta de US$ 2, ou de 0,1%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.129 a tonelada, ganho de US$ 10, ou de 0,5%.

ALGODÃO: Peru participa de piloto para rastreabilidade da cadeia
Inicia esta semana um piloto que será pioneiro na América Latina no registro de informações, transações e rastreamento da produção de algodão e transparência na indústria têxtil da região, envolvendo uma cooperativa de pequenos produtores de algodão pima peruano formada por cerca de 5.200 famílias. A tecnologia blockchain permite rastrear dentro de uma rede de forma rápida e totalmente transparente as informações, que uma vez cadastradas não podem ser alteradas, permitindo rastreabilidade e maior confiança na cadeia de valor. 
Com 10 toneladas de fibra de algodão sustentável, produzida pela Cooperativa Agrária de Serviços Múltiplos "Tallan- Chusis" Ltda (Costach) e adquirida pela empresa têxtil peruana Creditex, será confeccionada uma minicoleção de vestimentas de algodão onde o consumidor final terá todas as informações desde a semente até produto final, agregando também tecnologia de rastreabilidade de marcadores moleculares no DNA da fibra. 
A Creditex apoiará a rastreabilidade desde o descaroçamento do algodão até a produção de peças de vestuário acabadas e sua comercialização no exterior com marcas internacionalmente reconhecidas. 
O piloto é parte do projeto global Enhancing Traceability and Transparency for Sustainable and Circular Value Chains in Garment and Footwear, implementado em conjunto pela Comissão Econômica para a Europa (UNECE) e o Centro de Comércio Internacional (ITC), com recursos da União Europeia, sendo o projeto +Algodão o articulador do piloto na região. 
O projeto +Algodão é executado desde 2013 em sete países da região, incluindo o Peru, de forma conjunta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) e os governos da Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Haiti, Paraguai e Peru. 
Espera-se que, em uma próxima fase, a produção do algodão orgânico produzido pela Costach também possa ser rastreada com a tecnologia blockchain, articulada com o compromisso da indústria têxtil sustentável do Peru. 

SOJA: Plantio ainda não começou em Nova Mutum (MT) por falta de chuvas
A semeadura de soja ainda não começou em Nova Mutum (MT), no médio-norte do Mato Grosso. Segundo o engenheiro agrônomo da Jatobá Planejamento e Consultoria Agronômica, Fernando Gazola, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, faltam chuvas. "Temos cerca de 80 milímetros acumulados, mas são insuficientes", explica. Para o final de semana, são previstas chuvas. "Se vieram, o plantio pode começar na segunda ou terça-feira quer vem", aposta Gazola. "Também há previsão para a primeira semana de outubro", acrescenta. Sobre a área, o entrevistado aposta em um aumento. "Sempre pega alguma coisa de pasto ou abertura de novas áreas", comenta, lembrando que este segundo item depende de todos os processos de licenciamento. "Por isso, deve crescer menos de 10%", pondera. No ano passado, foram cultivados cerva de 400 mil hectares.


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