NOTÍCIAS DE HOJE – 26/11/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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SOJA: Temor com nova variante aumenta aversão ao risco e derruba Chicago
Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O aumento da aversão ao risco no mercado global, diante da nova variante da Covid-19 encontrada na África do Sul, determinou as perdas na sessão abreviada. O impacto só não foi maior devido aos bons números para as exportações semanais americanas. As preocupações com a nova variante e o impacto sobre a recuperação da economia mundial fez o petróleo tombar mais de 10%, o dólar subir e as bolsas de valores despencar. Os investidores saíram de opções de maior risco e procuraram alternativas mais seguras. As commodities agrícolas foram arrastadas para o território negativo. A baixa foi limitada pela sinalização de demanda. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.564.500 toneladas na semana encerrada em 18 de novembro, com ganho de 13% na comparação com a semana anterior e na média de quatro semanas. A China liderou as compras com 882.500 toneladas. Para 2022/23, outras 6.000 toneladas foram vendidas. Os analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 1,7 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 13,00 centavos de dólar por bushel ou 1,02% a US$ 12,53 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,63 1/2 por bushel, com perda de 13,75 centavos ou 1,07%. Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 2,30 ou 0,65% a US$ 348,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 59,01 centavos de dólar, com baixa de 1,69 centavo ou 2,78%.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha com cotações em baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações em baixa. Os contratos com entrega em março/2022 fecharam a US$ 501,40 por tonelada, queda de US$ 9,80 (-1,91%) na comparação ao fechamento anterior. Maio/2022 fechou a US$ 499,60 por tonelada, recuo de US$ 10,90 a tonelada (-2,13%).

AÇÚCAR: Importações do Irã caem 12% no ano
Um funcionário da Government Trading Corporation of Iran (GTC) anunciou que a importação de açúcar pelo Irã caiu 12 por cento nos primeiros oito meses do atual ano civil iraniano (entre 21 de março a 21 de novembro), em comparação com o mesmo período do ano passado. Hojjat Barat-Ali, diretor-geral da GTC para distribuição e coordenação de vendas, afirmou que o país importou 758 mil toneladas de açúcar nos primeiros oito meses do ano, valor inferior em relação ao ano anterior. Ele afirmou que o aumento da produção nacional tem resultado na queda das importações de açúcar. O país tem estoque de açúcar suficiente considerando a demanda interna, disseram as autoridades.

CARNE SUINA: Sede da ABCS em Estrela (RS) é reinaugurada
A história da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) é marcada pelo propósito em prol da suinocultura brasileira. Essa trajetória, com 66 anos, começou em Estrela, no Rio Grande do Sul, onde sustenta uma das bases de trabalho essenciais de toda a cadeia produtiva. O Setor de Registro Genealógico de Suínos (SRGS), responsável por atestar, de acordo com a atribuição do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a procedência de criação genética, identificando os animais, comprovando sua composição racial e desempenho reprodutivo, além de garantir o cumprimento da inspeção zootécnica e sanitária obrigatória. 

Sede da ABCS, o espaço localizado no centro de Estrela passou por uma reforma que teve início no começo deste ano, com objetivo de modernizar as instalações, dando mais conforto aos colaboradores e otimizando o trabalho desempenhado pelo SRGS. A obra contemplou a troca de toda a estrutura do telhado, forro e novas luminárias, revitalização do sistema de escoamento geral, cozinha, banheiros e lavanderia. Troca de todas as esquadrias, rodapés e soleiras, separação da sala de reuniões, criação de uma sala de arquivo, estacionamento e novo letreiro, Troca da rede elétrica e lógica, revitalização de paredes internas e externas, e calçada em volta do prédio. 

Esta foi a primeira reforma do espaço desde 1966, quando a prefeitura de Estrela cedeu o local para o uso da ABCS. "Para nós que acompanhamos a obra de perto, etapa por etapa, ver a ABCS toda revitalizada é muito gratificante. Estamos muito felizes em poder trabalhar no novo ambiente, pois essa reforma é muito importante para a continuação do trabalho do SRGS", explica a assistente administrativa da ABCS, Karla Reckziegel. 

A reinauguração do espaço aconteceu nesta quinta-feira (25), de forma híbrida, e contou com a presença do presidente da ABCS, Marcelo Lopes, junto dos presidentes das associações afiliadas, Valdecir Folador, da Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), José Dariva, da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Itamar Canossa, presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (ACRISMAT) e Alessandro Boigues, da Associação Sul Matogrossense de Suinocultores (ASUMAS). 

MILHO: Line-up prevê embarques em novembro de 2,976 milhões de toneladas
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,976 milhões de toneladas de milho em novembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 2,157 milhões de toneladas já foram embarcadas. Para dezembro, a expectativa é de que sejam embarcadas 1,613 milhão de toneladas de milho. No acumulado de fevereiro/21 a dezembro/21, a programação de embarques aponta volumes de 17,133 milhões de toneladas de milho.

FEIJÃO: Potencialidades da cultura no MT são apresentadas em Brasília
A Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir) participou nesta quinta-feira (24), em Brasília, do Pulse Day evento nacional direcionado a cadeia produtiva de Pulses e contou com a presença de pesquisadores, produtores, profissionais envolvidos na produção de Pulses, e ainda investidores, empacotadores, exportadores e corretores. Pulses são as leguminosas secas e, no Brasil, seus representantes mais conhecidos são o feijão, a ervilha, a lentilha e o grão-de-bico. 

O superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, apresentou no evento um estudo realizado em 2021, em conjunto com a Aprofir sobre o impacto da cultura do feijão para a economia do estado de Mato Grosso. "A cultura tem grandes desafios para se desenvolver no futuro, ela vem crescendo nos últimos anos, chegou a perder um pouco de espaço nas últimas safras, mas tem uma relevância muito grande para as áreas irrigáveis. Os desafios que observamos tanto para dentro da porteira são: O aumento de produtividade e de competitividade com outras culturas para que realmente o produtor fomente as áreas cultivadas da cultura nas propriedades, e também para fora da porteira como o gargalo logístico, mercado consumidor e quais a tendências deste mercado e suas cobranças deste desenvolvimento", explicou Gauer. 

Para o presidente da Aprofir, Otávio Palmeira, o Pulse Day foi a oportunidade para demonstrar o potencial da cultura do feijão em Mato Grosso e também o trabalho institucional desenvolvido pela associação junto ao poder público e demais atores da cadeia produtiva da leguminosa. "A nossa representatividade foi contemplada para o próximo ano com um evento internacional do setor em Cuiabá, e desta forma fomentando a cultura do feijão no estado em um futuro muito breve seremos campeões nacionais em produtividade, assim como já ocorre em outros segmentos do agro", disse. 

Na comitiva da Aprofir também estava presente o diretor da Associação, Hugo Henrique Garcia que destacou as variadas formas de utilização do feijão como proteína vegetal. "Nós fizemos uma degustação no almoço oferecido pela organização, que nos surpreendeu bastante estrogonofe e um bobó feito com proteína vegetal, e senão nos falassem que não era carne não acreditaríamos. É um trabalho interessante mostrando com o feijão os pulses e os grãos especiais podem produzir proteína vegetal de excelente qualidade, e que chega como alternativa saudável em relação às proteínas animais, como as carnes bovinas, suínas e de frango, o que na nossa visão vai ajudar nosso setor a ter uma alavancagem muito grande nos próximos anos", destacou. 

O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses, Marcelo Eduardo Lüders, avaliou o Pulse Day 2021 de extrema relevância para os interessados em desenvolver o feijão, pulses e grãos especiais. "Superou as nossas expectativas, nós sabíamos que este evento é algo de interesse de um nicho do mercado, e que está presente aqui são os mais dedicados do setor e é quem está à frente deste mercado no Brasil. E para o ano que vem, Cuiabá sediará o maior evento da América Latina voltado para feijões, pulses e grãos especiais, com a participação de delegações de vários países e outros que estarão acompanhando informações disponibilizada no evento além de oportunidades de negócios da safra que vai ser colhida lá pelo mês de maio em Mato Grosso", finalizou Lüders. 

CARNES: Conab estima exportações recordes de aves e suínos em 2021
As vendas de aves e suínos devem atingir um novo recorde em 2021. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) as exportações de carnes de frango podem chegar a 4,46 milhões de toneladas. Mesmo com os embarques recordes, a disponibilidade interna do produto também irá aumentar, passando de 10,6 milhões de toneladas para 10,9 milhões de toneladas - crescimento de 3%. De janeiro a outubro deste ano, o Brasil já exportou cerca de 3,75 milhões de toneladas de carnes de aves. As informações estão disponíveis no boletim AgroConab divulgado pela Companhia. 

A maior oferta do produto no mercado é acompanhada da elevação na produção em 4,5%, chegando a 15,3 milhões de toneladas (quando comparada com 2020). Como consequência, a quantidade de carne de frango disponível para os brasileiros no ano também é a maior registrada na série histórica, passando de 50 quilos por habitante. 

O cenário para a carne suína é semelhante. Com a estimativa de um rebanho próximo a 42 milhões de cabeças, tanto a produção quanto as exportações tendem a atingir os maiores níveis já registrados, ficando em torno de 4,45 milhões de toneladas e 1,24 milhão de toneladas, respectivamente. O maior volume de carne produzida reflete na elevação da disponibilidade deste tipo de carne do mercado, o que garante a oferta interna e mantém a quantidade de produto por habitante estável, próximo da marca de 15 quilos por pessoa. 

Para os bovinos, a Conab estima um aumento de rebanho, devido à retenção de vacas para o abate. Ainda assim, a produção da carne bovina deverá ser menor neste ano, atingindo 8,1 milhões de toneladas. Já as exportações tendem a apresentar um ligeiro recuo em comparação com 2020, e podem chegar a 2,65 milhões de toneladas. A expectativa para a oferta de produto no mercado interno também é de redução, e está estimada em 5,5 milhões de toneladas, o que resulta em uma disponibilidade interna de 25,8 quilos por habitante no ano. 

Preços pagos aos produtos e custos de produção - Um dos fatores que explicam a menor produção de carne bovina no país é a restrição da demanda. Os custos elevados da produção repercutem no preço para o consumidor. A suspensão das exportações para a China fez com que o preço pago ao produtor registrasse uma forte queda a partir de setembro, atingindo o menor valor no final de outubro. No entanto, esse reflexo nos preços ao consumidor final começa a ser sentido nos mercados de maneira menos acentuada. Com a retomada das negociações com a China, a tendência é que os preços voltem aos patamares anteriormente vistos, encontrando o equilíbrio entre o aumento nos custos de produção, a baixa demanda e a recuperação da oferta de animais prontos para o abate. 

Já os preços recebidos pelo produtor de carne de frango seguem com tendência de alta. Entre os principais fatores para este movimento altista estão a maior demanda pelo produto e a elevação dos custos dos insumos para ração (milho e farelo de soja), apesar da redução das cotações de milho em setembro. Dados da Embrapa mostram que a despesa para alimentação do plantel praticamente dobrou entre julho de 2018 a julho de 2021. Neste mesmo período, a participação da alimentação nos custos para o produtor passou de 68% para 76%. 

Os produtores de carne suína também são impactados pela cotação elevada de milho. Apesar da entrada da segunda safra de cereal, os valores de comercialização deste insumo continuam pesando no custo de produção. No sentido contrário, o mercado continua com pressão baixista dos preços para este tipo de carne, dando relativa estabilidade das cotações, sem espaços para avanços consideráveis. Demais produtos - Além do panorama do mercado de carnes, o AgroConab traz o cenário para outras importantes culturas, como o trigo. Neste ano, a produção do cereal no país deverá ser recorde, sendo estimada pela Companhia em 7,6 milhões de toneladas. No entanto, mesmo em reta final de colheita do grão, os preços pagos ao produtor seguem em estabilidade. A valorização do dólar é o principal fator que interfere nas cotações do produto no mercado interno.

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