NOTÍCIAS DE HOJE – 26/8/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Chuvas nos EUA pressionam queda predominante em Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços predominantemente mais baixos. Apenas o contrato setembro/21 subiu. O cereal foi pressionado pelas boas chuvas em áreas produtoras dos Estados Unidos. Ao longo da sessão, os preços demonstraram volatilidade, chegando a ficar mistos durante parte do dia. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 100.000 toneladas de milho para a Colômbia. A entrega está programada para a temporada 2021/22. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2020/21, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 6.600 toneladas na semana encerrada em 19 de agosto. Representa um recuo de 97% ante à semana anterior e 95% inferior à média das últimas quatro semanas. O México liderou as compras, com 132.000 toneladas. Para 2021/22, foram mais 684.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,1 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de USDA. Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,52 3/4 por bushel, alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,27%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2021 fechou a sessão a US$ 5,50 3/4 por bushel, recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,18%, em relação ao fechamento anterior.

ARROZ: Preço de exportação da Tailândia sobe, mas demanda segue estável
Os preços de exportação recuaram na Tailândia subiram de novo, mas a demanda seguiu estável. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados oscilou de US$ 390 a US$ 403 nesta quinta (26), ante US$ 387 a US$ 400 na semana anterior. Já os preços de exportação de arroz do Vietnã ficaram estáveis. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados valia US$ 385 nesta quinta-feira (26), mesmo patamar da semana anterior. As informações são da Agência Reuters.

SOJA: China aumenta compras de produto nos Estados Unidos
O mercado chinês tem se mostrado movimentado, com aquecimento da demanda dos compradores por soja dos Estados Unidos, informou relatório da Platts. Ao menos três cargas foram agendadas pela empresa estatal chinesa. Mas os prêmios têm subido no Golfo dos EUA, mostrando que os esmagadores privados também estão voltando ao mercado. Aparentemente, a demanda dos compradores chineses está finalmente se voltando para os Estados Unidos para o último trimestre, deixando a soja brasileira em um segundo plano. Os preços recuaram na China, seguindo os contratos futuros de Chicago. A Platts indica preço da soja na China para outubro a US$ 620,60 por tonelada, com perda de US$ 0,18 por tonelada.

MILHO: Colheita da safrinha se aproxima do final em Dourados (MS)
A colheita da safrinha de milho se aproxima do final em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, atingindo cerca de 95% da área cultivada de 170 mil hectares. Quem informa é o departamento técnico da Coperplan. Conforme o engenheiro-agrônomo Eduardo Brandt, na medida que o final dos trabalhos se aproxima, o rendimento médio nas lavouras de milho safrinha vem declinando, mostrando os efeitos causados pela estiagem e, mais recentemente, pelas geadas registradas em julho. "Acreditamos que o rendimento médio final deva oscilar entre 2.400 e 2.700 quilos por hectare, bem aquém dos 5.400 quilos por hectare esperados inicialmente", ressalta. O mais recente levantamento de SAFRAS & Mercado indica que o plantio da safrinha de milho em Mato Grosso do Sul ocupou 2,136 milhões de hectares, 12,7% acima dos 1,895 milhão de hectares cultivados na temporada passada. A produção esperada é de 5,383 milhões de toneladas, abaixo dos 11,698 milhões de toneladas colhidos na safrinha 2020. O rendimento médio deve chegar a 2.520 quilos por hectare, abaixo os 4.711 quilos por hectare da segunda safra 2020. 

TRIGO: Chicago cobre posições e fecha em forte alta com menor oferta
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado se recuperou sustentado por um movimento de cobertura de posições após as quedas das últimas duas sessões. A menor oferta global do grão também atuou positivamente. Nas últimas oito sessões, o mercado fechou cinco vezes em queda. O Conselho Internacional de Grãos (CIG) indicou projeção para a safra global de grãos em 2021/22 em 2,283 bilhões de toneladas. No mês passado, a produção para a próxima temporada foi estimada em 2,295 bilhões de toneladas. A safra 2020/21 teve sua estimativa em 2,213 bilhões de toneladas. Conforme o CIG, a safra mundial de trigo é estimada em 782 milhões de toneladas, contra 788 milhões em julho. Para a temporada anterior, o Conselho projetou 773 milhões de toneladas. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2021 eram cotados a US$ 7,25 1/4 por bushel, alta de 14,00 centavos de dólar, ou 1,96%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram negociados a US$ 7,39 1/4 por bushel, ganho de 13,75 centavos de dólar, ou 0,92%, em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Argentina tem 52% da área em déficit hídrico - Bolsa de Buenos Aires
A falta de chuvas fez crescer o percentual de lavouras de trigo em déficit hídrico na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 52% das lavouras estão em situação de regular a seca. Na semana passada, eram 43%. Em igual período do ano passado, 62% da área estava nessa situação. A superfície totaliza 6,5 milhões de hectares. As lavouras se dividem entre excelentes ou boas (32%), normais (40%), regulares ou ruins (28%). Na semana passada, eram 37%, 39% e 24%, respectivamente. Em igual período do ano passado, 18%, 44% e 38%. 

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