NOTÍCIAS DE HOJE – 27/10/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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CARNES: ABCS reforça continuidade do Plano de Erradicação da PSC em Alagoas
O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, junto a equipe política da entidade participou, na última terça-feira (26), da última reunião online da Câmara Setorial de Aves e Suínos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) deste ano. Na oportunidade, a pedido da ABCS, a equipe técnica da Pasta apresentou os resultados alcançados no projeto piloto de vacinação contra Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas e as próximas etapas para 2022. 

Lembrando que o piloto de Alagoas faz parte do Plano Estratégico Brasil Livre de PSC, criado através de uma importante parceria público-privada entre o Serviço Veterinário Oficial (MAPA e ADEAL) e as instituições que têm atuado representando o setor privado, como a ABCS, a ABPA, a CNA/SENAR, o IICA e a Zoetis. De acordo com a apresentação do chefe da Divisão de Sanidade dos Suídeos do Departamento de Saúde Animal (DSA) do MAPA, Guilherme Takeda, foram 60 dias de trabalho para realizar a primeira fase da vacinação. 

Ao todo, a equipe de vacinadores visitou 7.018 propriedades, sendo que 80% dessas propriedades foram de novos cadastros, resultando em 106.881 suínos vacinados. Já a segunda etapa da campanha de vacinação está prevista para fevereiro de 2022. Takeda explicou que o saldo dessa primeira fase de trabalho em conjunto com a iniciativa privada foi muito positivo, visto todos os números da campanha. 

A ABCS e a ABPA, juntas, apoiaram o Projeto em Alagoas com um montante de R$ 1.300.000,00 e somente na primeira etapa o aporte foi de quase R$900.000,00, segundo os dados do MAPA sobre a campanha. Takeda explicou que a equipe de vacinadores e os brincos dos animais foram os maiores custos do projeto, já as vacinas utilizadas foram doadas pela Zoetis. De acordo com Takeda, o Departamento de Saúde Animal do MAPA irá disponibilizar nos próximos dias um relatório com os dados executados nesta fase do projeto. 

CAFÉ: NY fecha em forte baixa, seguindo Londres, com realização de lucros
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. Os preços despencaram no dia diante de movimentos de realização de lucros de fundos e especuladores, com correção técnica após os recentes ganhos acentuados. O contrato dezembro chegou a romper a linha de US$ 2,00 a libra-peso, mas recuperou-se dessas mínimas e fechou acima de US$ 2,01 a libra-peso, mostrando suporte técnico acima dessa linha. A recuperação técnica do café robusta na Bolsa de Londres e os avanços do petróleo puxaram também o arábica para cima. Além disso, as previsões de continuidade de boas chuvas para o cinturão cafeeiro do Brasil nos próximos dias, benéficas à safra de 2022, atenuando a apreensão com as quebras da produção, fecharam os aspectos baixistas. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam o dia a 201,35 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 6,75 centavos, ou de 3,2%. A posição março/2022 fechou a 204,05 centavos, queda de 6,65 centavos, ou de 3,1%.

TRIGO: Egito importa 360 mil toneladas de fornecedores do Mar Negro
O Egito importou 360 mil toneladas de trigo de fornecedores da região do Mar Negro. Através de licitação internacional, a estatal egípcia responsável adquiriu 180 mil toneladas da Rússia, 120 mil da Ucrânia e 60 mil da Romênia. Os preços variaram de US$ 327 a US$ 328,70 por tonelada, excluindo os custos de frete. A entrega está prevista para entre 3 e 10 de dezembro. As informações são de agências internacionais. 


AGRONEGÓCIO: "Setor é ciência pura", diz presidente da Abramilho
A Força do Agro sob os aspectos de produção, pessoas e renda foi o tema central da apresentação do presidente institucional da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), Cesário Ramalho, convidado da série Agro Talks Exclusivo, iniciativa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA). O presidente institucional da Abramilho define que o Agro "é o Pelé do Brasil!" e que a agricultura precisa ser definida como de fato ela é. 

"Somos ciência pura. Minimizamos o risco da produção de alimentos nesse momento em que enfrentamos mudanças climáticas. E conseguimos produzir três safras. Eu comecei plantando uma vez por ano. Isso é extasiante. Nós multiplicamos a receita do negócio com a mesma estrutura, a mesma área. Isso é uma verdadeira revolução. Dá muito orgulho falar das instituições que estão na base dessa conquista. É o caso da Embrapa, que fez 48 anos no mês de outubro". 

Cesário compartilhou a história do avô, que transportava gado e começou com uma propriedade pequena. Foi guardando recursos e investindo em fazendas maiores até que chegou a 20 mil hectares na região de Ituiutaba (MG). "Meu avô deu o primeiro passo na pecuária na virada do século 19 para 20 e até hoje a família segue no agro. Nesse período, a agropecuária vem passando por profundas transformações de ordem comportamental e gerencial. Antes, nós éramos fazendeiros, hoje quem manda na fazenda é a tecnologia. A agricultura é ciência e a sociedade precisa entender isso".

O ponto alto da discussão envolveu o cerrado brasileiro, que se tornou o grande centro de produção brasileira. "O que produzimos nós exportamos. Precisamos falar mais, vender o homem do campo, vender o empreendedorismo. As propriedades rurais estão investindo em novos maquinários, há mais gente trabalhando, com tecnologia de planta, adubando melhor as terras, ressuscitando as terras cansadas. Isso é o agro". 

Jorge Espanha, presidente da ABMRA, destacou que "as pessoas ainda não percebem a importância do país que produz mesmo com tantas adversidades para mais de 900 milhões de pessoas no mundo. Alguns pontos da 8 Pesquisa Hábitos do Produtor Rural ABMRA mostra que o impacto do agro foi pequeno na pandemia. O agro realmente não parou. Sempre questionamos como passar essa mensagem adiante e, principalmente, para as novas gerações". As informações partem da assessoria de imprensa da ABMRA.

CARNES: Mapa quer rever norma de inspeção de produtos de alimentação
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta quarta-feira (27), a Portaria n 432 que submete à consulta pública, pelo prazo de 45 dias, a proposta de revisão do Decreto n. 6296/2007, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização de produtos destinados à alimentação animal. A revisão do ato normativo busca atualizar e incluir os conceitos de inspeção com base em risco na fiscalização de estabelecimentos, simplificar procedimentos de registro, além da inclusão do conceito de programa de autocontrole. 

"A alteração do Decreto é essencial para promover a modernização da área de alimentação animal, bem como dos demais instrumentos legais complementares que compõem o arcabouço legal e que regulamenta a área de Alimentação Animal do Mapa", destaca a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Ana Lúcia Viana. O documento traz novos procedimentos que dividem a responsabilidade entre órgão fiscalizador e agente fiscalizado, como a obrigatoriedade da implantação do autocontrole pelo setor privado com base em ferramentas mínimas de controle de processo produtivo e a fiscalização do Mapa com base no risco do estabelecimento e no risco econômico. 

Entre as mudanças estão a nova classificação de estabelecimentos, novas exigências para registro, alteração de registro de estabelecimento, registro e isenção de registro para produtos, incluindo alterações relacionadas aos produtos que são de uso na alimentação humana passíveis de uso na alimentação animal, e aqueles registrados em outras áreas do Ministério. O documento inclui também artigos relacionados ao trânsito nacional e internacional de produtos para a alimentação animal, e as diretrizes para importação e exportação. 

Além disso, busca estabelecer alterações na graduação das penalidades com base na tipificação das infrações em leve moderada, grave e gravíssima. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

CLIMA: Câmara debate recomendações da ONU relacionadas ao meio ambiente
O Observatório Parlamentar da Revisão Periódica Universal (RPU), vinculado à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, discute nesta quarta-feira (27) recomendações internacionais ligadas ao meio ambiente e mudanças climáticas. O Observatório Parlamentar da RPU foi criado no final de 2019, a partir de parceria entre Câmara dos Deputados e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos. A principal atividade do observatório é o monitoramento das recomendações feitas outros países recebidas e aceitas pelo Brasil, por meio de análises técnicas e audiências públicas, a partir das quais serão elaborados relatórios temáticos a respeito do estágio de cumprimento das sugestões. O debate desta quarta foi solicitado pelo deputado Carlos Veras (PT-PE) e apoiado pelos deputados Bira do Pindaré (PSB-MA), Erika Kokay (PT-DF), Frei Anastácio (PT-PB), Joênia Wapichana (Rede-RR), Padre João (PT-MG), Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). A reunião vai abordar a recomendação da Etiópia de dar continuidade aos esforços de implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima, no que diz respeito à redução do desmatamento na região Amazônica. Os deputados também vão debater a recomendação do Vaticano de assegurar que atividades econômicas levem em consideração os direitos dos povos indígenas e o respeito ao meio ambiente e à biodiversidade.


CAFÉ: Chuvas previstas até final da semana nas regiões de SP e MG
As previsões de chuva continuam nas áreas de café de Minas Gerais e São Paulo. O volume acumulado até quinta-feira (28) gira em torno de 50mm em Machado-MG e Três Pontas-MG, além da Baixa Mogiana. De sexta a sábado (30), deve chover de forma dispersa pelo centro e sul do Brasil. É o que indica o Mapa Climático para o café da SAFRAS Consultoria, com informações da Somar Meteorologia. Para a próxima semana as chuvas retornam com força, com os maiores acumulados sobre o Espírito Santo, Região das Matas de Minas e o sul da Bahia.

CARNES: Ministra da Agricultura diz que bloqueio chinês não é ato político
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, afirmou nesta quarta-feira (27) em entrevista à CNN que não acredita que o embargo chinês à carne brasileira - que já dura cerca de dois meses - tenha razão ligada à política e nem que é uma estratégia para reduzir os preços. "Não posso afirmar isso. O que posso dizer é que se trata de uma estratégia chinesa e que o ministério tem a obrigação de fazer sua parte, que é prestar as informações pedidas de forma transparente", diz a chefe da pasta. 

A ministra diz ainda que a demora na resposta pode estar ligada a um estoque interno maior. "A China voltou a crescer com a produção de suínos, após problema que durou três anos. Hoje, eles têm um volume maior de carne suína. A gente substituiu um pouco essa necessidade por um tempo", diz. "Estamos conversando com as equipes técnicas constantemente para esclarecer essa questão, e esperamos retomar os envios no curtíssimo prazo", diz. Segundo ela, 40% do estoque que espera liberação para entrar na China estão pagos. 

Tereza Cristina diz também que o caso não é inédito no mundo, citando a Irlanda, que teve a suspensão pelo mesmo motivo do Brasil em maio e, até agora, não foi retomada. O Brasil suspendeu de forma voluntária os envios da proteína à China no dia 4 de setembro, depois da confirmação de dois casos atípicos de "doença da vaca louca" em rebanhos. Depois, porém, mesmo com o controle dos casos no Brasil, a interrupção foi mantida pelo país asiático. 

Nesta quarta-feira, a China liberou a primeira entrada no país de uma carga de carne brasileira desde o anúncio do veto à importação do produto vindo do Brasil. A decisão, no entanto, foi específica a um lote que aguardava em um porto do país asiático e não altera o embargo ao produto brasileiro, que já dura sete semanas. 

AÇÚCAR: Nova York volta a subir com foco na queda na produção do Brasil
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais altas, estendendo os ganhos de ontem. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,70 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,04 centavo em relação ao fechamento anterior (+0,2%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 19,31 centavos (+0,25%). Em mais uma sessão volátil, o mercado se firmou em campo positivo, ainda impactado pelos dados mais recentes sobre a produção de açúcar na principal região canavieira do Brasil. Segundo a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), as usinas do Centro-Sul produziram 1,146 milhão de toneladas de açúcar na primeira quinzena de outubro, queda de 56% na comparação com o mesmo período do ano passado (2,621 milhões de toneladas). Analistas consultados pela Reuters esperavam uma queda de cerca de 50% na produção. Conforme analistas ouvidos pela Reuters, o impacto cumulativo da estiagem prolongada e das múltiplas geadas foi traduzido na forma de queda tanto na quantidade colhida como na qualidade industrial da cana. Ambas ficaram muito piores do que o imaginado.

CAFÉ: Londres fecha com queda acentuada com realização, seguindo petróleo
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações caíram no dia com movimento técnico de correção, com realização de lucros após as fortes altas recentes. A baixa registrada para o petróleo contribuiu para o movimento negativo do robusta londrino. Mas, basicamente, o mercado teve correção técnica no dia. Segue a apreensão com os problemas logísticos com escassez de contêineres para as exportações do robusta vietnamita, em plena entrada da safra, o que é aspecto altista para os preços. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.247 a tonelada, com queda de US$ 78, ou de 3,3%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.197 a tonelada, baixa de US$ 73, ou de 3,2%. 

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações em alta
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais altas. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 518,50 por tonelada, alta de US$ 7,20 a tonelada (+1,4%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2021 fechou a US$ 507,50 por tonelada, alta de US$ 2,90 a tonelada (+0,57%).
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