NOTÍCIAS DE HOJE – 28/10/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Colheita na área da Coopavel (PR) chega a 98%

A colheita de trigo se aproxima do final na área da Cooperativa Coopavel, que atua em 20 municípios do oeste e sudoeste do Paraná. Segundo fonte da cooperativa, que concedeu entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, 98% da área havia sido colhida até o dia 25 de outubro. Na semana anterior, o percentual era de 90%. A região recebeu precipitações no último sábado, mas o tempo deve ficar seco até o próximo domingo. O rendimento médio está previsto em 2.860 quilos por hectare, mesmo percentual da semana passada. "Apesar de todas as geadas, a produtividade ainda foi boa", comenta o entrevistado. Na temporada anterior, havia ficado em 3.000 quilos por hectare. A área final ficou em 129 mil hectares. 

SOJA: Plantio atinge 4,6% da área na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
O plantio da soja atinge 4,6% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área é projetada em 16,5 milhões de hectares, a menor dos últimos 15 anos.

SOJA: Uso do Dicamba é discutido na Câmara Setorial do RS – SEAPDR
A possibilidade de haver a utilização do herbicida hormonal Dicamba na atual safra, que contará pela primeira vez com uma variedade de soja tolerante ao agrotóxico, motivou a realização de uma reunião extraordinária da Câmara Setorial da Soja na quarta-feira (27). 
A reunião foi convocada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), a pedido da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/RS). "A Secretaria está atenta às reivindicações do setor produtivo e, desde 2019, já publicou várias Instruções Normativas regulamentando o uso dos defensivos no Estado. Esta reunião na Câmara vem para dar voz, vez e oportunidade para que todos os representantes do setor possam se manifestar numa discussão técnica sobre a utilização do Dicamba e o fornecimento de insumos e fertilizantes no Rio Grande do Sul", disse o secretário adjunto Luiz Fernando Rodriguez no início da reunião. 
O vice-presidente da Aprosoja/RS, Luís Fernando Fucks, manifestou a preocupação da entidade sobre a utilização do Dicamba nesta safra no Estado. "Em visita técnica nos Estados Unidos, em 2018, foi observado que o Dicamba tem um grau de volatilidade muito alto, causando injúria na soja e se estendendo em múltiplas direções, devido à deriva. O temor da Aprosoja é que não temos cobertura de seguro para essa questão", detalhou. 
O gerente técnico de soja para a América Latina da Bayer, Matheus Palhano, esclareceu que, desde 2018, a formulação do produto passou por alterações para evitar a volatilidade em até 85%. "Glifosato continua sendo o produto principal para o manejo da lavoura de soja. O Dicamba atua no pré-plantio para áreas que realmente necessitem deste produto, para controle de buva, corda-de-viola e caruru. É uma utilização pontual, em situações específicas", destacou. 
De janeiro a setembro de 2021, foram comercializados 30.948 litros de Dicamba no Rio Grande do Sul, a 469 usuários distintos. A maior parte das aquisições foi de menos de 100 litros do produto. 

TRIGO: Colheita atinge 6,7% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
A colheita do trigo atinge 6,7% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área plantada é de 6,6 milhões de hectares. A área apta para colheita fica em 6,546 milhões de hectares. Em números absolutos, a ceifa atinge 437,728 mil hectares e acumula 452,828 mil toneladas. Os trabalhos estão 0,6 ponto percentual adiantados na comparação com o ano passado. A expectativa de produção chega a 19,8 milhões de toneladas. Atualmente, 34% das lavouras argentinas estão com déficit hídrico, contra 26% na semana passada e 37% em igual momento de 2020. As plantas se dividem entre boas (47%), normais (35%) e ruins (18%). Na semana passada, eram 44%, 31% e 25%.

MILHO: Plantio 2021/22 atinge 27,6% na Argentina - Bolsa de Buenos Aires
O plantio de milho da safra 2021/22 atinge 27,6% da área na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície é projetada em 7,1 milhões de hectares, 7,6% acima do ano anterior. Os trabalhos avançaram 1,3 ponto percentual na semana e estão 2,2 pontos atrasados na comparação com igual período do ano passado.

CAFÉ: NY recua tecnicamente e rompe US$ 2, segue petróleo e chuvas no Brasil
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. As cotações caíram no dia diante de movimentos técnicos, com realização de lucros após recentes altas. O mercado testou e rompeu para baixo a linha de US$ 2 a libra-peso, fechando ligeiramente abaixo desse patamar. 
Porém, encontrou suporte nessa faixa e por isso não conseguiu se manter muito abaixo desse ponto técnico, gráfico e psicológico importante. Resta saber se nos próximos dias vai aprofundar esse movimento negativo ou encontrará sustentação acima. 
A queda do petróleo contribuiu para a baixa do café. Além disso, as chuvas benéficas sobre o cinturão cafeeiro do Brasil continuam, e atenuam a apreensão com a safra do próximo ano do país, em que pesem as perdas produtivas serem certas por conta da falta de chuvas em grande parte do ano e das geadas de julho. 
A questão é que as chuvas favoráveis agora ao desenvolvimento das floradas travam essa quebra. No lado positivo para os preços, segue grande a preocupação com a escassez de contêineres para as exportações do Vietnã, com o Brasil também passando por esse problema. No Vietnã o problema é no momento ainda maior porque o período é de colheita e entrada da safra do robusta. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam o dia a 199,95 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 1,40 centavo, ou de 0,7%. A posição março/2022 fechou a 202,70 centavos, queda de 1,35 centavo, ou de 0,7%.


ARROZ: Preço de exportação na Tailândia sobe por maior procura
Os preços de exportação na Tailândia subiram nesta semana, com um número maior de consultas por parte de compradores. O preço da tonelada de arroz com 5% de quebrados oscilou de US$ 385 a US$ 406 nesta quinta-feira (28), ante US$ 385 a US$ 390 na semana anterior. Já os preços de exportação de arroz do Vietnã oscilaram entre US$ 425 a US$ 430 a tonelada nesta quinta (28), ante US$ 430 a US$ 435 na semana passada. A maior competitividade com outros exportadores pressionou as cotações.

AÇÚCAR: NY fecha em leve baixa com realização de lucros e real fraco
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações levemente mais baixas. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 19,62 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,08 centavo em relação ao fechamento anterior (-0,4%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 19,26 centavos (-0,25%). O mercado caiu com realização de lucros e correção técnica após os ganhos registrados nas últimas duas sessões, quando as cotações avançaram sob impacto de uma queda maior do que o esperado na produção da principal região canavieira do Brasil. O real cada vez mais fraco ante o dólar, no entanto, segue atuando como fator de pressão de baixa, na medida em que estimula os embarques do maior exportador mundial de açúcar, aumentando a oferta global. 
Line-Up: O total de navios que aguarda para embarcar açúcar nos portos brasileiros estava em 67 na semana encerrada em 27 de outubro, contra 61 na semana anterior (20), de acordo com levantamento da agência marítima Williams Brasil. Conforme o relatório, foi agendado carregamento de 2,165 milhões de toneladas de açúcar, ante 1,937 milhão de toneladas na semana anterior.

CAFÉ: Cancelamentos e remarcações de embarques viraram rotina-Contêineres
Os exportadores de café dizem que têm sofrido com a disputa por contêineres e deparado com sucessivos cancelamentos de reservas. "Vemos a rolagem de cargas para a frente, e fretes cada vez mais caros", diz o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos. Em 2020, a associação exportou para 120 países. As informações partem do UOL. 

Segundo o Cecafé, as taxas de rolagem e cancelamento variam de 45% a 55%. Entre maio e setembro o setor deixou de exportar cerca de 4,3 milhões de sacas. "Deixamos de ter receitas da ordem de US$ 600 milhões." O diretor do Cecafé explica que o setor, juntamente com outros elos da cadeia do agro, tem conversado com os ministérios da Infraestrutura, Agricultura e Economia na tentativa de viabilizar um plano emergencial. "Sabemos que é um problema global, mas temos esperança que o diálogo do governo com os armadores globais seja construtivo", Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A reabertura dos mercados e o reaquecimento da economia vêm causando um problema logístico que afeta as importações e exportações de diversos países. Faltam contêineres para a entrega de diversos produtos por navios. Durante a pandemia, grandes mercados como China e EUA reduziram sensivelmente o ritmo de produção e consumo, mas agora eles demandam boa parte dos contêineres disponíveis. 
Os contêineres são propriedades dos armadores, como são chamados os proprietários dos navios. Com o aumento da demanda, eles preferem destinar os equipamentos a quem puder pagar mais pelos fretes ou então a produtos industrializados, de maior valor agregado. Países fornecedores de matérias-primas, como o Brasil, têm que esperar para conseguir embarcar seus produtos. 
A falta de contêineres tem como efeito imediato a alta nos custos para produtores que exportam. Sem ter como embarcar seus produtos, eles precisam arcar com despesas de logística e armazenamento até finalmente conseguirem escoar a produção. 
No agro, os itens mais afetados são as carnes bovina, de aves, café, algodão e fumo, que dependem de contêineres. Os fretes na rota Brasil-China aumentaram 625% entre o início da pandemia e hoje. A falta de contêineres não é o único fator causador do aumento, mas é um deles. De acordo com a Confederação Nacional de Agricultura (CNA), antes da pandemia o preço do aluguel de um contêiner na rota China-Brasil era de US$ 2 mil. Agora custa US$ 14,5 mil. 
Na outra ponta, o aumento do frete pode elevar os preços para o consumidor dos países importadores. Altas expressivas nos fretes marítimos do comércio internacional podem implicar uma inflação de preços mundial. No caso do agronegócio, a falta de contêineres tira a competitividade do exportador. Segmentos como os de algodão, carnes de um modo geral, café e fumo têm registrado altas expressivas nos custos.

AGRICULTURA: China pede revisão de regras da OMC para subsídios agrícolas
A China pediu nesta quinta-feira uma remoção de "enormes" subsídios agrícolas em alguns países desenvolvidos, como parte do esforço de Pequim para reformar a Organização Mundial do Comércio (OMC). "Existem regras muito injustas no setor agrícola e enormes subsídios aos quais alguns países desenvolvidos têm direito, o que distorce gravemente o comércio agrícola internacional", disse Wang Shouwen, vice-ministro do Ministério do Comércio da China, em entrevista coletiva. 

Os subsídios agrícolas permitidos para os países em desenvolvimento, no entanto, são limitados a 10% do valor da produção e têm "impacto muito limitado" no comércio, acrescentou Wang, mas são vitais para garantir o abastecimento de grãos e a segurança alimentar. Wang também abordou questões levantadas pelos principais parceiros comerciais em uma recente revisão de política e disse que a China leva as preocupações a sério. Mas não aceitou críticas sobre questões que escapavam ao escopo de seus compromissos com a OMC.
"Entendemos as esperanças de outros países de que a China poderá relaxar ainda mais suas barreiras de entrada para investimentos, mas usar isso para criticar a China e alegar que a China não cumpriu suas obrigações sob a OMC não é razoável, justo ou aceitável", disse ele. O governo está disposto a negociar na OMC ou por meio de acordos bilaterais de investimento para resolver essas preocupações, disse Wang, acrescentando que a China se candidatou a aderir ao Comprehensive and Progressive Agreement for Trade Pacific Partnership (CPTPP, na sigla em inglês). 
Os Estados Unidos disseram na semana passada que as políticas industriais da China "distorcem o campo de jogo" contra bens e serviços importados, bem como seus fornecedores estrangeiros, e que Washington buscará todos os meios para garantir reformas. Outros grandes parceiros comerciais da China - incluindo Austrália, Grã-Bretanha, Canadá e União Europeia - também pediram que a segunda maior economia do mundo abra ainda mais seus vastos mercados. 
A China arrisca ter um crescimento econômico mais lento se não fizer o suficiente para estimular a concorrência no mercado, mostrou um relatório este mês. As informações partem da Reuters.

AÇÚCAR REFINADO: Londres fecha sessão com cotações em baixa
A ICE Futures Europe (Bolsa de Londres) para o açúcar refinado fechou as operações com cotações mais baixa. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam a US$ 515,60 por tonelada, queda de US$ 2,90 a tonelada (-0,55%) na comparação ao fechamento anterior. Março/2021 fechou a US$ 506,60 por tonelada, perda de US$ 0,90 a tonelada (-0,17%).

CARNES: Alíquota de ICMS na saída interestadual de suínos recua – ACSURS
Demanda reivindicada desde o início de 2021, a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - ACSURS celebrou o retorno da base de cálculo do ICMS - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação nas saídas interestaduais de suínos vivos, realizadas por produtor rural, para 6%. 
A aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) veio no início de outubro. A alíquota de 6% já era praticada desde o dia 1 de janeiro de 2017, com a aprovação da Lei n 14.999, que reduziu a base de cálculo do ICMS nas saídas interestaduais de suínos vivos de forma fixa em 50%. A Lei, no entanto, foi derrubada no final de 2020 pelo Decreto n 54.738, que modificou o regulamento de ICMS sobre os benefícios fiscais, retornando à alíquota anterior à Lei, que era de 12%. 



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