NOTÍCIAS DE HOJE – 28/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Chicago cai forte com realização e queda do milho
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Em sessão volátil, o mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros. O avanço do plantio aparece como fator de pressão. A queda do milho também contribuiu negativamente. Os agentes se posicionam frente ao relatório para os estoques trimestrais e safra dos Estados Unidos, que será divulgado na quinta. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 26 de setembro, a semeadura estava apontada em 34%. O mercado esperava 34%. Na semana passada, eram 21%. Em igual período do ano passado, o número estava em 33% e a média dos últimos cinco anos é de 32%. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram cotados a US$ 7,06 1/2 por bushel, baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 2,18%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 eram negociados a US$ 7,19 por bushel, recuo de 14,75 centavo de dólar, ou 2,01%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Avanço da colheita nos EUA determina perdas em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. O avanço da colheita nos Estados Unidos pressionou as cotações. Além disso, os participantes posicionam carteiras, aguardando o relatório de quinta do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O Departamento divulgou ontem relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 16 de setembro, a área colhida estava apontada em 16%. O mercado esperava 15%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 18%. A média é de 13%. Na semana passada, o percentual era de 6 pontos. Segundo o USDA, até 26 de setembro, 58% estavam entre boas e excelentes condições - o mercado esperava 58% -, 28% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 58%, 28% e 14%, respectivamente. 

Os agentes se posicionam frente ao relatório de estoques trimestrais, que será divulgado na quinta. Os estoques deverão ficar abaixo do número indicado pelo USDA em igual período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 172 milhões de bushels. Em igual período do ano anterior, o número era de 525 milhões de bushels. Em 1 de junho, data do relatório anterior, os estoques estavam em 767 milhões de bushels. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 10,50 centavos de dólar por bushel ou 0,81% a US$ 12,77 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,87 por bushel, com perda de 10,50 centavos ou 0,80%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,50 ou 0,149% a US$ 339,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 57,46 centavos de dólar, baixa de 0,65 centavo ou 1,11%.

AGRONEGÓCIO: Aplicativo facilita compra conjunta de insumos por cooperativas
Com a ajuda do aplicativo SmartCoop, seis cooperativas gaúchas efetuaram a primeira compra conjunta de fertilizantes pela plataforma lançada em abril deste ano. Unidas em um trabalho de intercooperação, Cotrijuc, Coopatrigo, Coopermil, Santa Clara, Coopibi e a Cotripal adquiriram os insumos pelo módulo de compras digital da plataforma. Segundo o superintendente da CCGL e coordenador da SmartCoop, Guillermo Dawson Junior, esta foi uma ação inédita onde as cooperativas agregam suas demandas através da plataforma digital e compram fertilizantes por este sistema. "Foi a primeira aquisição de insumos agrícolas, no caso de fertilizantes, Os ganhos nesse processo são relacionais. Os compradores das cooperativas se reúnem, verificam as suas demandas, colocam seu pedido na plataforma, por sua vez os fornecedores colocam suas propostas e por último a plataforma escolhe a melhor opção.", destaca. 

Dawson explica que fornecedores e cooperativas terão ganhos relacionais, pois há uma simplificação do processo de venda, trazendo por consequência um aumento de escala e uma redução de custos para ambos lados da negociação. "Se as cooperativas conseguem comprar por melhor preço, elas se tornam mais competitivas e com isso podem vender para os produtores também com ganhos, para esses se tornarem mais competitivos e aumentarem a sua renda. Então, essa primeira compra é emblemática, muito relevante, abre o caminho para que outros produtos também possam ser trabalhados na plataforma", observa. 

CARNE BOVINA: ASBIA comemora isenção de ICMS para material genético em SP
A manhã da última quinta-feira (23) foi marcada por uma conquista histórica para o setor agropecuário bovino do Estado de São Paulo. Após um encontro realizado no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, o governo estadual anunciou o fim da cobrança de ICMS sobre as comercializações de reprodutores e material genético dentro do Estado, incluindo sêmen e embriões. A ASBIA (Associação Brasileira da Inseminação Artificial), que foi uma das entidades responsáveis pelo pleito realizado pelo setor junto às autoridades estaduais, foi representada na reunião pelo gerente executivo, Cristiano Botelho. 

O encontro contou com a participação do vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, do secretário de Agricultura e Abastecimento, Itamar Borges, além de representantes do setor público e privado. "Por meio do deputado federal Arnaldo Jardim, a ASBIA foi uma das associações que moveram esse importante pleito em defesa dos pecuaristas paulistas e das empresas ligadas à reprodução e genética bovina, por meio do secretário Itamar Borges. A isenção do pagamento de imposto na venda de genética é de grande importância, já que os demais Estados brasileiros não fazem essa cobrança", comenta Cristiano. 

Para o gerente, a cobrança de ICMS, em vigor desde janeiro deste ano, prejudica a competitividade e a capilaridade das empresas do setor em São Paulo, um dos grandes polos nacionais de produção e venda de material genético. A isenção de pagamento do imposto entrará em vigor a partir de janeiro de 2022. "A decisão que foi tomada hoje irá trazer benefícios para muitos produtores - particularmente, os de pequeno porte, que passarão a ter acesso mais fácil à genética de qualidade", ressalta. 

O presidente da ASBIA, Márcio Nery, também comemorou a conquista em prol do setor nos níveis estadual e nacional. "A força da ASBIA como instituição representativa do setor é evidente. É, sem dúvida, uma vitória para todos os pecuaristas e entidades ligadas à pecuária do Brasil. O melhoramento genético é a força que alimenta uma grande parte do desenvolvimento das cadeias produtivas da carne e do leite, e o resultado do encontro de hoje será mais um impulso nesse sentido", avalia. 

MILHO: Line-up indica embarques em setembro de 2,526 milhões de toneladas
O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que poderão ser exportadas 2,526 milhões de toneladas de milho em setembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Para outubro, estão previstos embarques de 1,032 milhão de toneladas de milho. No acumulado de fevereiro/21 a outubro/21, a programação de embarques aponta volumes de 11,61 milhões de toneladas de milho.

CAFÉ: Cresce interesse de cafeicultor brasileiro por seguro com clima ruim
As intempéries que têm afetado os cafezais desde meados de 2020 ampliaram o interesse de produtores de café por seguro rural, ferramenta historicamente pouco utilizada no segmento. Quem recorre ao seguro faz a contratação como um adicional de operação de financiamento, uma forma de mitigar os riscos das operações de empréstimo. A notícia parte do Valor Econômico. "O instrumento não é ofertado ao cafeicultor como um serviço, como uma possibilidade interessante para o negócio dele", diz Saulo Faleiros, diretor comercial da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), com sede em Franca (SP). 

Os cafeicultores da Mogiana Paulista e do sudoeste de Minas Gerais, onde há cooperados da Cocapec, assim como os que cultivam o grão em outras regiões de Minas, a exemplo do sul do Estado, estão despertando para a necessidade de proteger as lavouras. Desde o ano passado, os produtores enfrentaram seguidas estiagens, uma das razões da atual crise hídrica, e o quadro se agravou com as geadas do último mês de julho. A seca de 2020 foi responsável pela quebra de cerca de 30% da atual safra, enquanto os efeitos do clima seco e do frio recente devem prejudicar também a próxima temporada. 

O cenário tem levado lideranças de cooperativas a distribuir informações sobre seguro e também a contribuir com a revisão de "moldes" de apólices, dialogando com instituições financeiras. É que, segundo produtores, existe uma espécie de nó quando o assunto é seguro em café, com ou sem subvenção do governo: a cobertura mais comum (e acessível) tem como foco a proteção das árvores, e não da produção. Isso desestimula o contratante em caso de perdas. "Estamos renegociando formatos e notamos que há seguradoras mais dispostas a ouvir ideias, para criar novos produtos, do que no passado", diz Faleiros. 

Uma das sugestões da Cocapec é que se estabeleça um limite de cobertura para o preço do café, de modo que a apólice englobe parte da produção. "As cotações do grão são inconstantes, o que deixa a apólice 'salgada'. O objetivo é encontrar equilíbrio para produtor e seguradora. Se por um lado há um risco grande relacionado à instabilidade do clima e dos preços, por outro, há 2 milhões de cafeicultores interessados no produto", afirma. 

Vale lembrar que a cultura ocupa o quarto lugar na lista de valor bruto da produção agrícola no país - a estimativa para este ano é de quase R$ 36 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura.

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