NOTÍCIAS DE HOJE – 2/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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TRIGO: Chuvas favorecem desenvolvimento das lavouras no RS
A semana entre 23 e 29 de agosto foi marcada pelo retorno das chuvas ao Rio Grande do Sul. O período iniciou com tempo seco e calor. A partir da terça-feira (24/08) houve mudanças com início das chuvas que se estenderam até quinta-feira (26/08) e disponibilizaram acumulados que contribuíram para diminuir o déficit hídrico nas lavouras de trigo. A temperatura apresentou grande amplitude térmica e a radiação solar foi satisfatória. Em geral, os cultivos foram favorecidos pelo retorno da umidade do solo e da umidade relativa do ar. Até o dia 2 de setembro, 8% das lavouras estavam em enchimento de grãos, 27% em floração e 65% em germinação ou desenvolvimento vegetativo. O desenvolvimento está atrasado na comparação com os últimos anos. Mercado (saca de 60 quilos) Segundo o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar no Estado, o preço médio do trigo segue em alta de 0,43% em relação ao da semana anterior, passando de R$ 82,22 para R$ 82,57/sc. O preço do produto disponível em Cruz Alta permanece em R$ 90,00/sc. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

CAFÉ: NY fecha em baixa em sessão volátil com fatores técnicos
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. A sessão foi novamente muito volátil e NY teve ganhos significativos em parte do dia. Se aproximou da linha de US$ 2,00 a libra-peso no contrato dezembro, com a máxima chegando a 199,75 centavos de dólar por libra-peso. Mas, depois passou a sofrer pressão de vendas de fundos e especuladores associadas à realização de lucros e ajustes técnicos e terminou o dia no terreno negativo. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam o dia a 194,35 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,30 centavo, ou de 0,7%. A posição março/2022 fechou a 197,05 centavos, baixa de 1,20 centavo, ou de 0,6%.

TRIGO: Em mais uma sessão volátil, Chicago fecha com preços mistos
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mistos. Em mais uma sessão volátil, as cotações apresentaram bastante oscilação. Positivamente, apareceu o quadro de menor oferta global, reforçado pelo relatório de setembro do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais.
A produção mundial de trigo em 2021/22 deverá totalizar 769,5 milhões de toneladas, contra 775,1 milhões do ano anterior. No relatório anterior, a previsão era de 784,7 milhões de toneladas. A previsão, agora projetada em nível menor do que a do ano anterior, foi cortada devido à perspectiva de menores rendimentos por conta da falta de chuvas em importantes produtores, caso do Canadá, Rússia e Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de 776,9 milhões para 2020/21.
O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 789,4 milhões de toneladas para 2021/22. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2021/22, que tem início em 1o de junho, ficaram em 295.300 toneladas na semana encerrada em 26 de agosto. Representa um forte avanço frente à semana anterior e uma elevação de 15% sobre a média das últimas quatro semanas. Destaque para a venda de 103.900 toneladas para o México.
Os analistas esperavam exportações entre 200 mil e 450 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram cotados a US$ 7,17 por bushel, alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,38%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 eram negociados a US$ 7,28 1/2 por bushel, ganho de 1,25 centavo de dólar, ou 0,17%, em relação ao fechamento anterior.

CARNE DE FRANGO: Halal já representa 40% das exportações brasileiras
A produção de carne de frango no Brasil em 2021 deverá alcançar 14,5 milhões de toneladas, das quais 4,35 milhões serão exportadas, aponta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os números, se confirmados, representam recordes históricos e, em boa medida, podem ser atribuídos ao crescimento da demanda por carne halal, que já responde por 40% da carne embarcada. Halal, que em árabe significa aquilo que é lícito, permitido, autorizado, é um conjunto de normas religiosas que orientam muçulmanos sobre como se comportar, o que falar ou vestir.
No caso da alimentação e, mais especificamente, da carne de frango, estabelece que ela apenas pode ser consumida caso o animal seja abatido de determinada forma, minimizando seu sofrimento. Só assim o alimento recebe a certificação devida e pode ser exportado a países como Arábia Saudita ou Emirados Árabes. A Garra International é uma das empresas que tem visto a tendência halal repercutir em seus números. Com operação em dez países - e clientes em 60 - ela atua como facilitadora nas duas pontas do negócio, para compradores (distribuidores e processadores de alimentos) e fornecedores.
Em 2010, 57% das exportações que ela intermediava no Brasil tinha o Oriente Médio como destino. Hoje esse índice está em 65%. "Esse mercado halal vem crescendo ano após ano não só pela demanda dos países árabes, mas também por conta das comunidades muçulmanas espalhadas por todo o mundo", ressalta Matias Hees, CCO da Garra. "O Oriente Médio é muito relevante, claro, bem como o norte da África, mas China e União Europeia também têm aumentado sua participação no segmento". De fato, de janeiro a maio deste ano foi a Arábia Saudita que mais importou frango halal brasileiro (26%), seguida pelos Emirados Árabes. No entanto, outros países, muitos dos quais não têm maioria muçulmana, receberam 27%, conforme dados da ABTA. Na liderança geral, ou seja, considerando não só o produto halal - e como já tem ocorrido nos últimos anos - está a China. Segundo Hees, mesmo o aumento de custos de produção, provocados pela alta nos valores de insumos e transporte marítimo, não provocou queda nas exportações. "Essa inflação, até agora, tem sido repassada ao preço final do produto. No caso do halal, em função de suas particularidades, que impactam na velocidade de produção, há ainda um acréscimo", diz. 


ETANOL: Redução de ICMS deve atrair investimento de R$ 5 bilhões no MT
O Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat) aprovou, em reunião realizada nesta segunda-feira (30), a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação, Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o etanol para a comercialização interestadual do excedente produzido. O abatimento do percentual de incidência deverá ocorrer de forma gradativa e vinculada ao aumento da produção. Atualmente a alíquota é de 5% e poderá chegar a 3,2% mediante incremento de 1,5 bilhão de litros.
A redução do imposto atende à uma demanda da União Nacional de Etanol de Milho (Unem) e do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindálcool) para garantir maior competitividade ao produto mato-grossense frente ao etanol produzido em outros estados. Atualmente, Mato Grosso produz um excedente de três bilhões de litros de etanol por ano e este volume deve crescer com a instalação de novas usinas de etanol de milho e ampliação das unidades presentes no estado. A expectativa, de acordo com a Unem, é de um incremento de 1,6 bilhão de litros até 2023.
A resolução aprovada pelo Condeprodemat estabelece que alíquota em 2022 seja de 4,5%, meio ponto percentual abaixo dos 5% de ICMS que incide atualmente. A partir disso, após um aumento de 500 milhões de litros na produção de etanol, a alíquota deverá ser de 4,1%. Para chegar a 3,5%, a produção deve aumentar em 600 milhões de litros e limite previsto, 3,2%, deve ser instituído após um incremento de mais 400 milhões de litros de etanol.

CAFÉ: Londres fecha em baixa com fatores técnicos e seguindo NY
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta quinta-feira com preços mais baixos. As cotações recuaram em mais uma sessão volátil em meio a fatores técnicos. A queda do arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) exerceu pressão sobre as cotações. Porém, os ganhos fortes do petróleo limitaram as perdas e deram sustentação ao mercado. Os contratos para entrega em novembro/2021 fecharam o dia a US$ 2.056 a tonelada, com perda de US$ 10, ou de 0,5%. A posição janeiro/2022 fechou a US$ 2.021 a tonelada, com baixa de US$ 7, ou de 0,3%.
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