NOTÍCIAS DE HOJE – 29/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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MILHO: Chicago fecha em alta sustentada por compras técnicas antes de USDA
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços significativamente mais baixos. O mercado manteve o tom positivo, sustentado por compras técnicas. Os agentes se posicionam frente ao relatório de estoques trimestrais dos Estados Unidos, que serão divulgados na quinta. Os estoques trimestrais norte-americanos de milho na posição 1o de setembro deverão ficar abaixo do número indicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em igual período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 1,167 bilhão de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 13hs, nesta quinta-feira (30). Em igual período do ano anterior, o número era de 1,919 bilhão de bushels. Em 1 de junho, data do relatório anterior, os estoques estavam em 4,112 bilhões de bushels. Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,39 por bushel, alta de 6,50 centavos de dólar, ou 1,22%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2022 fechou a sessão a US$ 5,47 por bushel, ganho de 6,50 centavos de dólar, ou 1,2%, em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Chicago fecha em alta, se posicionando à espera do USDA
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. O dia foi de movimentos de compra e ajustes, visando o relatório que será divulgado amanhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1o de setembro deverão ficar abaixo do número indicado pelo USDA em igual período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 172 milhões de bushels. O relatório trimestral será divulgado às 13hs, nesta quinta, 30. Em igual período do ano anterior, o número era de 525 milhões de bushels. Em 1 de junho, data do relatório anterior, os estoques estavam em 767 milhões de bushels. Sinais de demanda aquecida pelo produto americano contribuíram para a elevação. A reabertura dos portos após os reparos nos estragos feitos pela passagem do furacão Ida sinalizam retomada do fluxo nas vendas. 

Para amanhã, o mercado também atenta para os números de exportação semanal. A aposta é de embarques entre 700 mil e 1,2 milhão de toneladas. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 6,75 centavos de dólar por bushel ou 0,52% a US$ 12,83 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,93 1/2 por bushel, com ganho de 6,50 centavos ou 0,50%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,70 ou 0,50% a US$ 341,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 57,83 centavos de dólar, alta de 0,37 centavo ou 0,64%.

CARNE SUINA: Pandemia atrapalhou negociações com México, diz ABPA
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse a pandemia de coronavírus atrapalhou as negociações para a abertura de mercado com o México para as exportações de carne suína do Brasil. "No México não houve avanço. Nós estamos trabalhamos. A pandemia acabou mudando um pouco o ambiente. Nós temos um novo embaixador lá que está coordenando muito bem o processo. vamos seguir para o ano que vem nessas tratativas", disse em coletiva de imprensa. Ricardo disse que não houve retrocesso nos termos das negociações, mas só uma mudança de ambiente que atrasou o acerto. Com informações da Agência CMA.

CARNES: Proximidade de preço entre frango e suíno deve se manter – ABPA
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse, em coletiva de imprensa, que a proximidade de preços entre a carne de frango e a suína deve se manter por um tempo, mas não nos mesmos patamares observados neste ano até agora. "Percebemos que houve um aumento no consumo de carne suína com a alta nos preços da carne de frango", afirma. O diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua, salientou que essa menor diferença de preços entre as duas proteínas ocorreu pelo fato de o setor de frango ter demorado mais a fazer ajustes necessários para conter a alta nos custos, como a redução da produção e o repasse dos valores aos preços. "Ainda há uma diferença muito grande do consumo per capita de carne de frango em relação à carne suína no Brasil, mas com preços mais próximos entre as duas proteínas, é possível que a demanda por carne suína venha a subir mais", pontua.

CARNES: Embargo chinês a bovinos não deve impactar frango e suíno no Brasil
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse hoje que a paralisação de embarques bovinos à China, caso dure muito tempo, não deve trazer impactos aos mercados de carne de frango e suína. Para Santin, diferentemente do frango e do suíno, em caso de uma paralisação nos embarques, o animal pode ficar por mais tempo no campo, sem que isso traga prejuízos maiores com a entrada de mais oferta ao mercado interno. "O setor de carne bovina também está buscando mercados alternativos à China para a exportação", pontua. No que tange à China, Santin não acredita que possa haver um grande aumento no consumo de carne suína com as restrições impostas às exportações de carne bovina do Brasil. "Há uma percepção de que os chineses estão sentindo muita falta da carne bovina brasileira", acrescenta.

CARNE BOVINA: Marfrig inicia exportação do Brasil aos Estados Unidos
A Marfrig Global Foods, maior produtora global de hambúrgueres, iniciou neste mês embarques de carne bovina aos Estados Unidos por duas novas plantas localizadas no Brasil, em Chupinguaia (RO) e Alegrete (RS), informou a companhia à Reuters. O mercado norte-americano é um dos principais compradores da proteína brasileira e está em plena ascensão, atrás apenas de China e Hong Kong. 

Segundo a empresa, a unidade de Chupinguaia teve a habilitação confirmada em agosto e o primeiro lote foi enviado aos EUA na última semana com 150 toneladas. A partir de então, os embarques estão sendo feitos diariamente. "Esse primeiro embarque vem em momento muito favorável, em que a economia norte-americana recebe fortes estímulos e o mercado local é impulsionado pela alta demanda de carne bovina por parte tanto dos consumidores quanto do food service", disse em nota o diretor de Exportação da Marfrig, Alisson Navarro. 

Com a aprovação, os EUA passaram a ocupar a posição de maior comprador de carne da planta de Chupinguaia, na frente do Irã e Hong Kong, acrescentou a companhia. A unidade de Alegrete (RS) teve a habilitação confirmada no fim de junho e neste mês também deu início aos embarques ao país da América do Norte. Junto à Chupinguaia, a unidade gaúcha se soma a outras quatro aprovadas pelos americanos, em Bagé (RS), São Gabriel (RS), Bataguassu (MS) e Promissão (SP). 

Segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), os Estados Unidos foram destino de 66.658 toneladas da proteína bovina do Brasil no acumulado do ano até agosto, representando cerca de 6,45% do total embarcado. O Brasil bateu recorde de exportação de carne bovina em agosto, de acordo com a associação de frigoríficos Abrafrigo, e o avanço nas vendas da Marfrig para os EUA ocorre em momento em que os embarques brasileiros para a China estão suspensos, devido a dois casos atípicos da doença "mal da vaca louca". As informações, com dados da Reuters, partem do portal da Forbes.

EMPRESAS: M. Dias Branco anuncia compra da Latinex por até R$ 272 milhões
A M. Dias Branco, líder nos mercados de biscoitos e massas, anunciou hoje (28) que fechou contrato para aquisição da Latinex pelo preço inicial de R$ 180 milhões, podendo chegar até R$ 272 milhões mediante o cumprimento de metas previstas em acordo. Segundo fato relevante, a Latinex reforça a presença da M. Dias em 'healthy food' (saudabilidade) e snacks, além de marcar a entrada nos segmentos de temperos, molhos e condimentos. 


AÇÚCAR: Nova York fecha mista em meio a rolagens e demanda enfraquecida
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mistas. Os contratos com entrega em outubro/2021 encerraram o dia a 18,94 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,04 centavo em relação ao fechamento anterior (-0,21%). A posição março/2022 fechou cotada a 19,72 centavos (-0,6%). Contratos mais longos registraram modestos ganhos. Em sessão volátil, os futuros do açúcar bruto oscilaram entre perdas e ganhos, com foco nas rolagens de contratos de outubro para diante, com a primeira posição expirando nesta quinta-feira (30). O mercado aguarda por um volume de entregas físicas bastante modesto após uma queda consistente no volume de contratos em aberto (open interest) nos últimos dias na posição outubro. Isso é mais uma sinalização de que a demanda de curto prazo está enfraquecida para o açúcar bruto, e o tamanho dessa perda de demanda até mesmo pode compensar com alguma folga a quebra na safra do Brasil, muito problemática na região centro-sul em 2021/22 após prolongada estiagem e ainda geadas severas em algumas das mais importantes áreas canavieiras.

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