NOTÍCIAS DE HOJE – 3/9/2021

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AGRONEGÓCIO: Balança comercial paulista cresce 11,9% em 2021

O agronegócio paulista aumentou em 10,3% (US$ 10,77 bilhões) suas exportações de janeiro a julho de 2021, em comparação ao mesmo período do ano passado, e em 5,7% (US$ 2,6 bilhões) suas importações, registrando saldo positivo de US$ 8,17 bilhões, índice 11,9% superior ao mesmo período de 2020. Os dados da balança comercial são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Segundo os pesquisadores do IEA, analisando o comportamento de julho de 2021, as exportações do Estado de São Paulo somaram US$ 1,47 bilhão, e as importações, US$ 0,36 bilhão, registrando nesse mês superavit de US$ 1,11 bilhão.

Na comparação com julho de 2020, o valor da balança comercial apresentou estabilidade nas exportações e aumento de 20,0% nas importações A participação das exportações do agronegócio paulista no total do Estado é de 36,6%, enquanto a participação das importações setoriais é de 6,8%. Os pesquisadores do IEA, Carlos Nabil Ghobril, José Alberto Angelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, explicam que no período analisado, as exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$ 18,63 bilhões, e as importações, US$ 35,66 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 17,03 bilhões.

Desta forma, o saldo negativo do comércio exterior do estado só não foi maior devido ao desempenho do agro estadual. Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista nos sete primeiros meses de 2021 foram: complexo sucroalcooleiro (US$ 3,59 bilhões sendo que, desse total, o açúcar representou 87,3% e o álcool 12,7%), complexo soja (US$ 1,79 bilhão), carnes (US$1,40 bilhão, dos quais a carne bovina respondeu por 86,5%), produtos florestais (US$895,46 milhões, com participações de 50,7% de papel e 34,4% de celulose) e sucos (US$892,96 milhões, dos quais 96,4% referentes a sucos de laranja). O grupo de café, tradicional nas exportações paulistas, aparece na sexta colocação (US$ 396,43 milhões, dos quais 75,1% referentes ao café verde). O agregado dos cinco principais grupos representou 79,6% das vendas externas.

Durante o período analisado houve importantes variações nos valores exportados dos cinco principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos do complexo sucroalcooleiro (+18,6%), dos sucos (+19,8%), das carnes (+9,7%), do complexo soja (0,8%) e do café (12,5%), registrando-se queda para produtos florestais (-2,2%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

 

CAFÉ: NY fecha com perdas em meio a fatores técnicos

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos. Foi mais uma sessão errática e volátil em Nova York, com o mercado operando em alta e em baixa em determinados momentos do dia. O mercado buscou direcionamento e também ajustou carteiras para esse final de semana que será estendido pelo feriado da segunda-feira nos Estados Unidos, quando a bolsa não opera em observação ao Dia do Trabalho. Fatores técnicos voltaram a determinar as movimentações e o fechamento no terreno negativo. Houve mais uma vez realização de lucros após as recentes altas, quando o mercado tornou a se aproximar dos US$ 2,00 a libra-peso. O contrato dezembro acumulou, ainda assim, ganho de 0,4% nesta semana. Os contratos com entrega em dezembro/2021 fecharam o dia a 193,00 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,35 centavo, ou de 0,7%. A posição março/2022 fechou a 195,70 centavos, baixa de 1,35 centavo, ou de 0,7%.

 

TRIGO: Chicago reduz perdas da semana e fecha sessão em alta firme

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços significativamente mais altos. O mercado reduziu as perdas da semana que, para a posição dezembro, ficaram em 0,85%. Os investidores demonstraram alguma incerteza quanto à recuperação da economia dos Estados Unidos, também se posicionando ante o feriado estadunidense do Dia do Trabalho na próxima segunda-feira. O cenário fundamental segue altista com as projeções de menor oferta global. No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram cotados a US$ 7,26 1/4 por bushel, alta de 9,25 centavos de dólar, ou 1,29%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 eram negociados a US$ 7,37 3/4 por bushel, ganho de 9,25 centavo de dólar, ou 1,26%, em relação ao fechamento anterior.

 

SOJA: Demanda e posicionamento de carteiras garantem alta em Chicago

 Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. Sinais de demanda aquecida e um movimento de correção garantiram a elevação, reduzindo as perdas acumuladas na semana. A posição novembro caiu 2,36% no período. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nova venda por parte de exportadores privados. Foram 130 mil toneladas para a China, com entrega em 2021/22. Com a venda, os agentes aproveitaram para posicionar suas carteiras, diante do final de semana prolongado. Segunda é feriado nos Estados Unidos - Dia do Trabalho - e não haverá sessão em Chicago. A recuperação foi novamente limitada pelas projeções de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas e pela perspectiva de atraso nos embarques ainda em decorrência das perdas causadas na logística após a passagem do furacão Ida. Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 8,75 centavos de dólar por bushel ou 0,68% a US$ 12,92 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,01 1/4 por bushel, com ganho de 9,75 centavos ou 0,75%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,00 ou 0,29% a US$ 341,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 59,00 centavos de dólar, ganho de 0,21 centavo ou 0,35%.

 

MILHO: Chicago cai pressionada por incertezas sobre economia dos EUA

 A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais baixos. O cereal chegou a ter ganhos expressivos mais cedo, mas perdeu força e passou a cair, com os dados ruins para a economia norte-americana, com o número de empregos criados no país ficando bem aquém do esperado pelo mercado. A preocupação em torno de dificuldades na exportação de milho, diante dos transtornos causados pelo furacão Ida nos Estados Unidos, também atuou como um fator baixista. Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,24 por bushel, baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,28%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2022 fechou a sessão a US$ 5,33 1/4 por bushel, recuo de 0,75 centavo de dólar, ou 0,14%, em relação ao fechamento anterior.

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