NOTÍCIAS DE HOJE – 4/1/2022

Veja algumas notícias preparadas pela equipe do SAFRAS & MERCADO por meio da Agência SAFRAS

Agricultura

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AÇÚCAR: Nova York fecha com preços mistos, com petróleo sustentando
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico com cotações mistas nesta terça-feira. Os contratos com entrega em março/2022 encerraram o dia a 18,75 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,01 centavo em relação ao fechamento anterior (ou 0,05%). A posição Maio/2022 fechou cotada a 18,47 centavos (-0,2%). A valorização do petróleo garantiu suporte ao açúcar. Mas, fatores técnicos e demanda lenta no momento, diante de uma oferta adequada e expectativa de melhora na próxima safra do Brasil, pressionaram o mercado. Além disso, indicações de aumento na produção da India contribuíram para o peso sobre os preços.

SOJA: Lavouras de Dourados (MS) terão perdas expressivas
O quadro de chuvas bastante limitado em Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, ao longo de dezembro trouxe efeitos bastante expressivos nos 220 mil hectares cultivados com soja, segundo informações do departamento técnico da Coperplan. O engenheiro-agrônomo Eduardo Brandt ressalta que as chuvas estiveram muito irregulares ao longo do último mês e as perdas nas lavouras de soja serão bem expressivas. "Não se sabe ao certo o que será perdido, mas a quebra já é esperada em cerca de 30% da produção, o que levará os produtores a acionar o seguro de safra, a exemplo do que já havia ocorrido com a safrinha passada de milho", comenta. A previsão inicial da Coperplan é de que o rendimento médio das lavouras pudesse ficar entre 3.300 e 3.600 quilos por hectare. Brandt destaca há previsão de chuvas para Dourados nesta semana, o que fez com que os produtores segurassem um pouco as decisões de acionarem o seguro. Mas dificilmente o quadro de perdas se reverte, uma vez que há cerca de 70% das lavouras em floração e 30% em enchimento de grãos. "As lavouras plantadas em outubro vêm se sentindo mais a falta da chuva. As mais novas até resistem um pouco mais", avalia. O atual cenário desanima um pouco os produtores uma vez que o estado de Mato Grosso do Sul decretou emergência sanitária devido à saca hoje. "A situação é um pouco melhor de Campo Grande para cima, mas nos municípios localizados no sul do estado a estiagem vêm castigando muito as lavouras", acrescenta.

CLIMA: Rio Grande do Sul terá pancadas de chuva nos próximos dias
Os últimos sete dias foram marcados por tempo seco e quente no Rio Grande do Sul. Em Quaraí fez calor de 40,8C no último fim de semana e em Uruguaiana os termômetros chegaram à marca dos 40,9C. A chuva retorna para o Estado ao longo da primeira quinzena de janeiro, porém de maneira irregular e de baixos volumes, especialmente na faixa leste gaúcha, Região Central e Fronteira Oeste. A precipitação trará mais nuvens e diminuição do calor, mas os termômetros ainda podem variar entre os 33C e 36C no interior do Rio Grande do Sul. Isso é um sinal de que a chuva será pontual e de curta duração. As informações são do Irga com Somar Meteorologia.

CAFÉ: Londres fecha em baixa com ajustes técnicos
A Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (ICE Futures Europa) para o café robusta encerrou as operações desta terça-feira com preços mais baixos. O mercado retomou as atividades após o recesso da virada de ano nesta terça-feira, dia 04. E apresentou ajustes técnicos, com correção. Mesmo com o arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) subindo, o robusta terminou no terreno negativo. O mercado compensou em Londres as perdas registradas para o arábica na segunda-feira. Os contratos para entrega em março/2022 fecharam o dia a US$ 2.349 a tonelada, com baixa de US$ 21, ou de 0,9%. A posição maio/2022 fechou a US$ 2.293 a tonelada, com perda de US$ 17, ou de 0,7%. 

CAFÉ: Deve chover forte em áreas do Brasil nas primeiras semanas de 2022
A umidade persiste na região Sudeste do Brasil, com volume acumulado nos próximos 7 dias superando os 100mm na Mogiana e no Sul de Minas. No norte do Paraná acumulados não superam os 50mm. Já no sul da Bahia a precipitação diminui nesses primeiros 15 dias de janeiro. É o que indica o Mapa Climático para o café da SAFRAS Consultoria, com informações da Somar Meteorologia. Na semana entre os dias 09 e 15 de janeiro, a chuva deve continuar forte entre São Paulo e Minas Gerais. Há, inclusive, riscos de tempestades, deslizamentos e transbordamentos de rios e córregos.

SOJA: Campos Novos (SC) prevê quebra de 10% em áreas precoces
Devido ao clima irregular, marcado pela seca, as perdas nas lavouras de soja cultivadas em Campos Novos, na região central de Santa Catarina, estão projetadas até o momento em 10%, especialmente nas lavouras precoces, segundo informações do departamento técnico da Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos Ltda (Copercampos). De acordo com engenheira-agrônoma Mirela Rossetto Bertoncello, os 28 mil hectares se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (40%), floração (42%) e enchimento de grãos (18%). "Tivemos o retorno das chuvas a partir da última quinta-feira, mas elas vêm ocorrendo de forma muito irregular na região. As precipitações serão importantes para verificarmos se lavouras precoces, que entraram no processo de floração antes do esperado, terão ainda condições de se desenvolver para formar os grãos ou se morreram por completo", avalia. Conforme Mirela, com as perdas projetadas, a expectativa de rendimento médio das lavouras é estimada agora em 3.000 quilos por hectare. "Vamos ver como o clima se comporta a partir de agora. A expectativa é de que as chuvas venham a ser melhores na região ao longo de janeiro", conclui. 

CLIMA: Mato Grosso do Sul decreta situação de emergência devido a estiagem
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, decretou situação de emergência nas 79 cidades do estado devido à seca por um prazo de 180 dias. O documento foi publicado nesta terça-feira, no Diário Oficial do Estado. A intenção é contribuir com o setor produtivo, que já começou a sentir os prejuízos devido a esta situação no Estado. A situação de emergência autoriza a Administração Direta e as entidades (indiretas) do Poder Executivo a destinar recursos humanos, financeiros e materiais, assim como veículos e equipamentos para auxílios em abastecimento de água para consumo humano e aos animais. O decreto ainda autoriza a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem sob a coordenação da Defesa Civil, nas ações para conter este cenário de seca. Também se concede aval para convocar voluntários para reforçar as ações de resposta aos desastres, assim como promover campanhas de arrecadação de recursos. 

Neste período ficam dispensados de licitações os contratos para aquisição de bens necessários para realizar tais atividades em resposta a este cenário, assim como prestação de serviços e de obras relacionadas a esta situação, no prazo máximo de 180 dias. O decreto entra em vigor na data da sua publicação. "Desde o mês de dezembro, estamos monitorando a questão da estiagem e seca prolongada em Mato Grosso do Sul. Estamos com volume de chuvas muito pequenas, que trazem grandes problemas em todo Estado, por isso decretamos a situação de emergência", explicou o governador. Ainda destacou que o decreto atende o pleito do setor produtivo. "Na prática o produtor poderá acionar o seguro, conseguir com as instituições financeira a possibilidade de ampliar o pagamento de suas dívidas e abre a oportunidade de renegociações. O decreto também permite que o poder público municipal, estadual e federal possa auxiliar neste momento". O governador já tinha anunciado ontem (03) o decreto de emergência, após reunião com a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e Defesa Civil. As informações partem do portal de notícias do governo de Mato Grosso do Sul.

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